Irmã Lúcia descreve a visão que teve acerca da purificação do mundo pelos pecados cometidos
- E senti o espírito
inundado por um mistério de luz que é Deus e N´Ele vi e ouvi -A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. - O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar , é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. - O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! - Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica: - Na eternidade, o Céu! (escreve a irmã Lúcia a 3 de janeiro de 1944, em "O Meu Caminho," I, p. 158 – 160 – Carmelo de Coimbra)
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
# 12 e 13 ottobre: L’Arcivescovo di Mosca presiede a... # October 12/13 : Archbishop of Moscow presides over... # 12 et 13 octobre 2011: Archevêque de Moscou présid... # 12 y 13 de Octubre de 2011: Arzobispo de Moscú pre... # 2011.10.13 Homilia de D. Paolo Pezzi, arcebispo d... # D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação Ru...
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- October 12/13 : Archbishop of Moscow presides over...
- 12 et 13 octobre 2011: Archevêque de Moscou présid...
- 12 y 13 de Octubre de 2011: Arzobispo de Moscú pre...
- 2011.10.13 Homilia de D. Paolo Pezzi, arcebispo d...
- D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação Ru...

L’Arcivescovo di Mosca, Federazione Russa, presiede il pellegrinaggio anniversario nei giorni 12 e 13 ottobre 2011. Il tema del pellegrinaggio sarà “Eccomi, Signore”. Mons. Paolo Pezzi afferma nell’intervista: «L´invito a concludere il pellegrinaggio annuale al Santuario di Fatima mi ha trovato grato perché in questo invito ho percepito una possibilità di riscoprire per me e per la nostra chiesa in Russia la chiamata alla conversione per il bene del mondo». |
| | «La devozione alla Madonna di Fatima è viva all`interno della comunità cattolica (in Russia)», riferisce l’Arcivescovo di Mosca | ||
October 12/13 : Archbishop of Moscow presides over the Anniversary Pilgrimage . “The devotion to Our Lady of Fatima is alive inside the Catholic community”, the Archbishop says

The Archbishop of Moscow, Russian Federation, presides over the Anniversary Pilgrimage of October 12/13. The theme of the pilgrimage will be: “Here I am, Lord!”Archbishop Paolo Pezzi, in short declarations from Moscow to the Shrine of Fatima, speaks of his trip to Fatima as if it were a discovery: “The invitation to take part in the annual pilgrimage of October to the Shrine of Fatima made me feel very grateful, because this invitation made me realize that I may be able to discover for myself and for our Church in Russia the call to conversion for the good of the world”. http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45799 |
| | “The devotion to Our Lady of Fatima is alive inside the Catholic community”, the Archbishop says | 2011-09-23 | |||
12 et 13 octobre 2011: Archevêque de Moscou préside le pèlerinage anniversaire à Fátima . La dévotion à la Vierge de Fatima est vivante au sein de la communauté catholique », dit l`archevêque de Moscou.

L’archevêque de Moscou, de la Fédération Russe, préside le pèlerinage anniversaire d’octobre 2011, les 12 et 13. Le thème du pèlerinage c’est : « Seigneur, me voici ». « L´invitation à participer au pèlerinage annuel d’octobre m´a laissé reconnaissant, parce que j´ai compris dans cette invitation une occasion de découvrir par moi-même et par notre église de la Russie l’appel à la conversion pour le bien du monde », a affirmé Mgr Paolo Pezzi, dans une interview. Source:http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45799 |
| | « La dévotion à la Vierge de Fatima est vivante au sein de la communauté catholique », dit l`archevêque de Moscou. | ||||||||||||
12 y 13 de Octubre de 2011: Arzobispo de Moscú preside la peregrinación aniversaria.

| «La devoción a Nuestra Señora de Fátima está viva en el interior de la comunidad católica», se refiere el Arzobispo de Moscú. 2011-09-23 |
En breves declaraciones a la Sala de Prensa del Santuario de Fátima desde Moscú, D. Paolo Pezzi habla de este su viaje a Fátima como un descubrimiento.“La invitación para participar en la peregrinación anual de octubre al Santuario de Fátima me dejó agradecido, porque percibí en esta invitación una posibilidad de descubrir por mi mismo y por nuestra iglesia en Rusia la invitación a la conversión para el bien del mundo”, afirmó.
D. Paolo Pezzi destaca aún la pertinencia del mensaje de Fátima, como una propuesta accesible para el mundo.
“El mensaje es interesante en la medida en que hay alguien que lo vive, que lo encarna en su vida. Por eso se vuelve tan actual, porque no es un mensaje ideológico que tal vez se contraponga a otro mensaje ideológico, si no una propuesta interesante, accesible al otro a través de mi experiencia”, considera.
El Arzobispo de Moscú revela que hablará a los peregrinos de su experiencia personal sobre “la necesidad de conversión y la gratitud por la Iglesia, el Templo del encuentro de Dios con el hombre que se vuelve deseable a la conversión”.
Hasta el inicio de la mañana del día 22 de hoy (23 de septiembre), 90 grupos de peregrinos, de 21 países, anunciaron, en la Servicio de Peregrinos (SEPE) del Santuario, la intención de participar en la peregrinación. Italia y Alemania son los países más representados, con 26 y 9 grupos inscritos, respectivamente.
El Arzobispo de Moscú vendrá a Fátima acompañado de un grupo de 40 peregrinos procedentes de Moscú y de San Petesburgo.
El Arzobispo de Moscú vendrá a Fátima acompañado de un grupo de 40 peregrinos procedentes de Moscú y de San Petesburgo.
“La devoción a Nuestra Señora de Fátima está viva en el interior de la comunidad católica. Para los rusos es mas familiar la devoción a Nuestra Señora a través de los iconos que caracterizaron la historia de nuestro país y que muestran la proximidad de Nuestra Señora a la vida del pueblo, a las dificultades que se viven”, destaca D. Paolo Pezzi.
http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45800
2011.10.13 Homilia de D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo na Peregrinação ao Santuário de Fátima a13 de Outubro 2011


Excelência reverendíssima Dom António [Augusto dos Santos] Marto, bispo de Leiria-Fatima!
Excelências reverendíssimas!
Caros irmãos no sacerdócio!
Caros irmãos e irmãs!
Na primeira leitura de hoje, ouvimos novamente a narração da vocação de Samuel, o grande vidente de Israel, chamado por Deus para vigiar sobre a delicada passagem do povo de Deus a um novo período da sua história: a época dos grandes Reis. O trecho que ouvimos inicia com uma nota de tristeza, de profunda saudade: “O Senhor, naquele tempo – escreve o autor sagrado – falava raras vezes”. Isto significa, na linguagem bíblica, que havia falta de profetas, porque a profecia era a maneira habitual com que Deus continuava a falar ao seu povo: pela voz dos profetas, o Senhor permanecia uma Presença Viva, capaz de intervir e dialogar com o seu povo sobre os acontecimentos presentes, concretos, da vida do povo. Graças aos profetas a Aliança com Deus não se reduzia à observância da Lei que Deus tinha entregue a Moisés no Sinai. Não, Deus não se tinha afastado de Israel, deixando-o a cumprir uma série de preceitos: Ele permanecia presente, continuava a interessar-se pelo seu povo, e precisamente através da voz dos profetas, através das imagens e dos tons das suas palavras, Deus fazia sentir a Israel quanto era real e sério o seu interesse pelo povo da Aliança.
Eis a razão pela qual a ausência dos profetas era para Israel um sinal de extravio. Será que Deus se esqueceu de nós? Há de facto momentos na história nos quais se pode ter a impressão que Deus se esqueceu do homem. Momentos em que Deus “fica em silêncio”, e a sua voz parece ausente ou abafada por outras. Devemos constatar que é verdade: há momentos na história nos quais o Senhor, por assim dizer, fica em silêncio. Mas isto não significa que se esqueça do homem! Na realidade, também o silêncio de Deus é uma palavra. Melhor – come dizia Inácio de Antioquia - mesmo os mistérios mais “retumbantes” Deus pronunciou-os no silêncio: a Conceição Virginal, a Incarnação, a Ressurreição … as palavras mais sonoras pronunciou-as no silêncio. E assim, do mesmo modo, também na nossa vida, também na nossa história o silêncio de Deus é sempre carregado de Logos, de palavra, isto é, de significado.
Mas qual? Antes de mais, já o entrevimos meditando sobre a tristeza que transparece das palavras do autor sagrado. Por que se cala Iavé? Porque não foi Ele mas sim o seu povo que esqueceu-se dele. E assim, precisamente afastando-se, Iavé educa Israel a perceber quanto precisa do Senhor, quanto o povo se vai abaixo se com o coração se afasta dele. Eis então que com o seu silêncio o Senhor nos fala, antes de mais, porque nos faz tomar consciência da necessidade que temos dele. A tristeza, o vazio que toma posse do coração de quem está longe de ti, ó Senhor, é precisamente a primeira palavra com a qual Tu nos chamas, como escreveu de maneira insuperável Agostinho: Fizestes-nos para Ti, ó Deus, e o nosso coração está inquieto enquanto não encontra em Ti a verdadeira paz”.
Mas aquela expressão - “O Senhor, naquele tempo, falava raras vezes” – além de nos falar da inapagável saudade de Deus que habita no coração do homem, sugere-nos também quanto é importante na nossa vida, mesmo nos momentos em que Deus parece ficar em silêncio, a recordação, a memória das palavras que Deus já nos disse. E deste modo, precisamente no silencio descobrimos antes de mais o valor daquela palavra que nunca falha, aquela palavra silenciosa que Ele nos dirige em cada instante, com o próprio facto de nos criar a partir do nada, com o próprio facto de nos renovar no nosso ser em cada instante. Sim, é paradoxalmente no silêncio, quando Deus nos deixa sem outras palavras, que podemos ouvir esta palavra que Ele sussurra nas raízes mais profundas do nosso ser, mas que geralmente não ouvimos, distraídos por causa de muitas outras palavras que parecem mais autênticas e importantes.
E em seguida, depois deste acto de memória, que podemos chamar primordial, existe a memória de todas as outras palavras que Deus nos disse, a memória de toda a história, cheia de acontecimentos, pessoas, rostos, através dos quais o Senhor falou à nossa vida.
A lembrança de Deus! Se nós não cultivamos a recordação de Deus, a memória das palavras que Deus nos disse e continua a dizer no concreto da nossa vida quotidiana, o nosso ser, sem nos apercebermos, enfraquece, atrofia-se, perde o próprio rosto: porque toda a força e a certeza do homem está na memória da Aliança com o Deus fiel.
O trecho da Carta de Tiago que ouvimos leva-nos a dar mais um passo: se a escuta da palavra, o dar em nós o espaço para a escuta é a primeira e fundamental tarefa, é necessário também que a palavra de Deus, uma vez ouvida, seja praticada. Na realidade entre escutar e praticar, entre fé e obras, não há nenhuma oposição nas palavras de São Tiago. Antes, existe uma continuidade: a memória de Cristo – porque Cristo é a Palavra “resumida”, a Palavra em que todas as palavras de Deus se resumem – a memória de Cristo, vivida com fidelidade, torna-se de facto irresistivelmente fermento de mudança da nossa personalidade, impulso para uma nova vida. Um impulso tão irresistível que – como nota São Tiago – só um voluntário e deliberado esquecimento, só a recusa da própria lembrança nos faz parar no processo de mudança. Como um homem que depois de se olhar ao espelho e de ter visto quem é, e de imediato se esquece inexplicavelmente do próprio rosto, assim nos acontece a nós. A razão pela qual a nossa vida parece não se transformar é mesmo esta: a estranha falta de memória, o esquecimento do nosso verdadeiro rosto, que descobrimos só quando olhamos aquele espelho verdadeiro que é o rosto do Senhor, e nos vemos reflectidos no seu olhar, que nos revela a nós mesmos. Quanto mais eu vivo a memória, a recordação de quem sou aos olhos do Senhor, tanto mais a minha vida se transforma, ao passo que o esquecimento deixa cair a força de lutar, de construir, e leva, enfim, a perder o gosto de viver.
De facto, não é por acaso que todo o poder totalitário – e a nossa história recente o demonstra tragicamente - teve como fim principal precisamente este: o de remover no povo a memória, a recordação viva da própria história, e especialmente quanto desta história está ligada à dimensão religiosa. Pois é na memória da ligação ao Absoluto, ao Mistério de Deus, que reside ultimamente a raiz da liberdade dos homens em relação a qualquer poder mundano, e por isso mesmo é esta ligação que o poder deste mundo tem interesse em cortar arrancando-o das consciências. O que o poder deste mundo odeia é mesmo a religiosidade, ou seja, a vida vivida como relação com o Mistério de Deus, como resposta ao Mistério de Deus, Senhor da história.
Para voltarmos ao acontecimento de Samuel, que ouvimos na primeira leitura, poderíamos dizer: é a vida vivida como religiosidade que é vocação, isto é, resposta a Deus que chama.
Deus chama-nos: chama-nos à existência dando-nos a vida, e depois chama-nos a servi-lo para colaborar na realização do seu desígno sobre a História. Esta é a verdadeira essência da vida: responder a Deus que nos chama: “Falai, Senhor, que o vosso servo escuta”; “Eis-me aqui, sou a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” (cfr. Lc 1,38), dirá Maria ao Anjo; e nestas palavras está contido tudo aquilo que é essencial para tornar uma vida realizada, cheia de graça, bem-aventurada: “Salve, ó cheia de graça”, diz de facto o Anjo a Maria. E Ela mesma, na visita a Isabel dirá: “… chamar-me-ão bem-aventurada todas as gerações…” (cfr. Lc 1,28.48).
E nós, hoje, vindo aqui em peregrinação estamos a confirmar uma vez mais que a profecia de Maria é verdadeira. Nós hoje damos o nosso contributo para testemunhar que aquela profecia continua a ser verdadeira: chamar-te-ão bem aventurada.
Nós te agradecemos, ó Virgem, porque voltando para Ti os nossos olhos, nós hoje contemplamos uma vez mais, com admiração e encanto, o essencial para que também a nossa vida se realize: não recusar ao Senhor que chama, o nosso fiat, o nosso sim total.
A este coração do mistério de Maria nos apelam as palavras de Jesus que ouvimos no Evangelho: quem cumpre a vontade de Deus, quem “acolhe e guarda no seu coração” (cfr. Lc 2,19.51) a Palavra de Deus, esse torna-se íntimo do Senhor. Fazendo nossa, acolhendo a vontade de Deus, entramos na intimidade da relação com Deus ou, como diz Tiago, encontramos a felicidade, a realização da nossa vida em caminho.
De Nossa Senhora nós aprendemos isto. Aprendemos a viver a vida como pertença a Deus, ao Mistério Vivo de Deus.
Perguntemo-nos agora: como é que Maria viveu esta pertença a Deus? Os Evangelhos não nos contam os detalhes. Mas alguma coisa podemos dizer com certeza: Nossa Senhora viveu a própria pertença a Deus no concreto das tarefas quotidianas que tinha para fazer. Nas pequenas ou menos pequenas decisões que tinha para tomar: isto era, para Nossa Senhora, pertencer a Deus de modo concreto. E isto para nós significa: o pertencer da nossa vida a Deus tem que se desenvolver nas circunstâncias quotidianas: no trabalho, no estudo, em tudo o que fazemos, quer o que queremos, quer o que temos para fazer, na fatiga e na alegria.
Perguntemo-nos agora: como é que Maria viveu esta pertença a Deus? Os Evangelhos não nos contam os detalhes. Mas alguma coisa podemos dizer com certeza: Nossa Senhora viveu a própria pertença a Deus no concreto das tarefas quotidianas que tinha para fazer. Nas pequenas ou menos pequenas decisões que tinha para tomar: isto era, para Nossa Senhora, pertencer a Deus de modo concreto. E isto para nós significa: o pertencer da nossa vida a Deus tem que se desenvolver nas circunstâncias quotidianas: no trabalho, no estudo, em tudo o que fazemos, quer o que queremos, quer o que temos para fazer, na fatiga e na alegria.
Se, seguindo Maria, vivermos a memória vigilante, activa, do facto de a nossa vida ser chamada por Deus e que em cada coisa que nos é dado viver estamos a responder a Deus: quando formamos uma família, quando vamos para o trabalho, quando enfrentamos alguma coisa no nosso dia, quando respondemos ao apelo à virgindade, quando entramos no seminário, no mosteiro…, então apercebemo-nos que é mesmo respondendo ao chamamento que Deus nos faz que cumprimos o nosso desejo de vida, bem além das nossas previsões, percebemos que nos tornamos fecundos, que estamos também nós entre aqueles que edificam o povo de Deus, que somos também nós mães, irmãs e irmãos de Jesus. E que nobreza e gosto de vida sentiremos na nossa existência!
“Os cristãos – disse o Papa Bento XVI na homilia da última Missa Crismal - deveriam tornar visível ao mundo o Deus vivo, testemunhá-Lo e levar até Ele. Somos nós verdadeiramente o santuário de Deus no mundo e para o mundo? Abrimos aos homens o acesso a Deus ou, pelo contrário, escondemo-lo? Porventura nós, povo de Deus, não nos tornamos em grande parte um povo marcado pela incredulidade e pelo afastamento de Deus? Porventura não é verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo se mostram cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo? Neste momento, temos motivos para bradar a Deus: «Não permitais que nos tornemos um “não povo”! Fazei que Vos reconheçamos de novo! Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!».
Mas, apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos esquecer que existem hoje também exemplos luminosos de fé; pessoas que, pela sua fé e o seu amor, dão esperança ao mundo”.
E o Papa recordou então o Beato João Paulo II, o “grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo no nosso tempo, como homem cheio do Espírito Santo” (cfr Bento XVI, Homilia na Missa Crismal 22-04-2011). Em João Paulo II, tão ligado a Nossa Senhora, - Totus Tuus – tivemos um testemunho vivo de um “sim” total e livre à vontade de Deus. O “sim” de João Paulo II é no mundo contemporâneo o eco do “sim” de Nossa Senhora.
Antes de concluirmos, voltemos por um instante àquele momento, ao mistério daquele momento no qual Maria pronunciou o seu “sim”, o seu fiat. O que aconteceu naqueles poucos instantes? No mistério daquele momento, Nossa Senhora teve que intuir que se tratava de um verdadeiro anúncio de Deus. Que através do Anjo era verdadeiramente Deus a falar-lhe. A perturbação de que Lucas nos fala diz-nos que, de certo, nem tudo devia ser claro para Maria. Mas esta intuição foi clara. Assim acontece também em nós. De facto, nenhum de nós é cristão, senão porque de algum modo, por graça, intuiu que Cristo é verdadeiro, a Igreja é verdadeira, o mistério cristão é verdadeiro. Todos tivemos esta intuição.
Então, onde está a grandeza de Nossa Senhora? Na sua simplicidade: Ela disse: “Sim”, e basta. Nós, ao contrário, precisamos sempre de algo diferente. Somos mais complicados. Como se diante da evidência, do poder dos sinais que Deus nos dá para nos ajudar a pronunciar o nosso “sim”, nós encontrássemos sempre razões para sermos cépticos. Maria também podia encontrar razões para ser céptica. Pensemo-la por um instante, permaneceu sozinha em casa, depois de o Anjo se retirar de junto dela: sozinha diante daquela promessa inaudita que tinha há pouco recebido. Poderia ter dito: “Talvez seja uma ilusão!
E se fosse uma ilusão?” Quantas vezes, diante de umas primeiras dificuldades, dizemos: “não foi verdade, foi uma ilusão!”. Maria está sozinha, também ela tem as suas dificuldades, mas é decidida e fiel. A sua é uma simplicidade cheia de muita força porque permanece fiel, porque se apoia na fidelidade de Deus. Deus é fiel. Até Abraão vacilou, Moisés tremeu. Maria ao contrario é firme, mesmo na solidão. Maria é uma fortaleza, grande e simples.
Também Bernadette em Lourdes, Lúcia e os Pastorihttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1968402998113362056nhos aqui em Fátima experimentaram a mesma solidão, mas foram sustentados pela mesma certeza, foram fiéis.
Peçamos a Nossa Senhora que nos sustente como os sustentou a eles.
Peçamos-lhe que nos ajude na peregrinação, na nossa decisão de caminhar atrás de seu Filho. Peçamos-lhe que nos faça permanecer na lembrança de seu Filho, aquela memória que nela foi dimensão de cada respiro, alma de cada instante.
Ámen.
D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo
D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação Russa em Fátima : Peçamos a Nossa Senhora a graça da conversão ao Seu Filho, peçamos-lhe que converta o nosso olhar a Cristo, que nos atraia uma vez mais para Ele, verdadeira Beleza; peçamos-lhe que nos aproxime sempre mais dele para habitarmos constantemente nele, verdadeiro templo, lugar de toda a paz, conforto, criatividade para a nossa vida e para homens nossos irmãos.
Presidente: D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo, Federação RussaPeregrinação Internacional de Outubro
| 2011.10.12 homilia – Peregrinação ao Santuário de Fátima |
(1Rs 8,22-23.27-30; Eb 10,5-7; Jo 2,13-22)
Excelência reverendíssima Dom António [Augusto dos Santos] Marto,
bispo de Leiria-Fatima!
[Excelências reverendíssimas!]
Caros irmãos no sacerdócio!
Caros irmãos e irmãs!
A primeira leitura da liturgia de hoje, festa da Dedicação da Basílica do Santuário de Fátima põe em evidência o encanto repleto de gratidão de Salomão. Ele está encantado e grato porque Deus veio habitar no meio do Seu povo, porque está presente e age na vida do rei Salomão e do seu povo. Deus cumpriu a promessa que tinha feito a David, seu pai: a promessa de construir um templo, um lugar que seja sinal permanente da presença constante de Deus connosco. O Salmo 132 exprime o mesmo encanto, acrescentando um pormenor comovente: “o Senhor edificou uma morada e nesta morada encontra repouso”. Sim, apenas quando o Senhor encontra finalmente um lugar onde habitar no meio de nós, só então encontra repouso! Pois desde sempre Ele deseja habitar connosco!
Ao mesmo tempo, o templo de Salomão não é o lugar do definitivo repouso de Deus. É mais uma etapa. O Senhor não encontra o seu verdadeiro, definitivo repouso em templos de pedra. O templo de Salomão, de facto, seria destruído e depois reedificado por duas vezes, quase a dizer a inexorável, triste fragilidade de tudo aquilo que o homem constrói com a arte das próprias mãos, mesmo quando a sua finalidade é a glória de Deus. O poder deste mundo, de facto, odeia tudo aquilo que dá glória a Deus, que chama novamente os homens à sua presença. E odeia, por isso, sempre a beleza do templo, que desta Presença é o sinal visível.
Sim, caros amigos, não precisamos de voltar a Nabucodonosor para ter esta confirmação amarga. Também a nossa história recente é marcada pela dolorosa destruição dos templos de pedra, das igrejas. Quantas igrejas foram destruídas na Rússia no século passado, tornando invisível a humanidade nova que nasce da fé, com o único objectivo de eliminar aquela beleza que com a sua presença atrai os homens para Deus! E quantas devem ser ainda reconstruídas!
De certa forma, a própria história de Israel, tão marcada pela oscilação entre destruições e reconstruções, é uma história que continua na história do Israel de Deus até ao fim dos tempos.
Ao mesmo tempo, porém, aconteceu algo de novo. Deus encontrou finalmente o repouso, pois construiu-se um templo que não pode ser destruído, um templo «não construído por mãos humanas», um templo que não é de pedra. E este templo indestrutível em que Deus habita é o corpo de Cristo Ressuscitado: Ele mesmo, morto e Ressuscitado, é o templo definitivo, destruído e reedificado para sempre, e deste templo, pela graça, como pedras vivas, tomamos parte também nós. A nossa comunhão em Cristo é então o verdadeiro lugar no qual Deus repousa.
É o que Jesus sugere no diálogo com a mulher Samaritana. «‘Os nossos pais adoraram a Deus neste monte’, disse a Samaritana a Jesus , ‘vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém’. Jesus declarou-lhe: ‘Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade’» (cfr. Jo 4,20-24).
Em espírito e verdade. Mas o que significa “adorar em verdade”? O mesmo Jesus responde no capítulo 14 do mesmo evangelho: “Eu sou a verdade!”, “Eu sou a morada do Espírito!”. Adorar a Deus na verdade significa adorar a Deus permanecendo em Cristo, o homem novo, o Adão celeste, Aquele que em tudo cumpre a vontade do Pai. Cristo é o Templo da definitiva presença de Deus entre os homens.
Mas então todo o nosso ser deve transformar-se num movimento, cheio de gratidão e encanto, para com ele, para com o Senhor Jesus. A alegria de Salomão ao contemplar a beleza do templo torna-se agora em nós a alegria e a admiração com a beleza de Cristo. O desejo do Salmista de subir ao templo para aí contemplar o rosto de Deus alcança em nós uma desconcertante concretização: torna-se procura de um rosto humano, torna-se saudade de um Rosto humano no qual se vê o Pai: Jesus.
Já não é o templo de pedra mas a presença do Senhor Jesus que é a fonte da nossa gratidão e do nosso encanto. A intimidade com Ele é o caminho para o Pai, a fonte onde bebemos do Espírito no qual conhecemos, adoramos e oramos ao Pai: “Escuta a súplica do teu servo e do teu povo, Israel, quando aqui rezarem. Ouve-os do alto da tua morada, no céu; ouve-os e perdoa!” (cfr. 1 Re 8,30).
Sim, o próprio Cristo é o lugar donde se eleva a nossa oração: permanecendo nele, no seu Corpo Vivo, abrimo-nos à verdadeira adoração de Deus Trindade, como canta Santa Catarina: “Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade, ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a ti mesmo? Tu és de novo o fogo que faz desaparecer toda a frieza e iluminas as mentes com a tua luz, com aquela luz com que me fizeste conhecer a verdade” (cfr. S. Catarina da Sena, Diálogo sobre a Divina Providência, 167).
Sim, caros irmãos e irmãs! Quando na nossa vida quotidiana se elimina a adoração, permeada de gratidão e encanto, à Santíssima Trindade, então logo enfraquecem o sentido e o gosto da vida.
Temos por isso sempre a necessidade de ouvir novamente a viva voz de Cristo para sermos renovados.
Diz Dionísio, o Areopagita: “Quem nos poderá falar do amor ao homem próprio de Cristo, transbordante de paz?” Quem poderá dar alegria e força aos nossos dias, quem poderá dar conforto na dor que acompanha inevitavelmente a vida? Pois a vida, como diz um grande poeta, em partes iguais de alegrias e sofrimentos é feita. A Voz que faz ressoar o Verbo sempre de novo e em modo novo, a Luz que nos mostra Cristo Vivo e Presente agora, é o próprio Espírito Santo, que é Deus. O Espírito pelo qual o Pai ressuscitou Jesus Cristo dos mortos é o mesmo Espírito que nos faz reconhecer Cristo presente e vivo na fé.
Assim como o Corpo de Cristo é o templo que não pode ser destruído, o dom do Espírito não pode ser detido. Não existe força deste mundo que possa limitar o poder do Espírito. Por isso toda a nossa tarefa, a nossa maior responsabilidade, é a de identificar cada vez mais o nosso respiro com o grito: “Vem, Senhor”, “Vem, Santo Espírito”, como diz a oração do peregrino russo. Assim poderemos chegar a repetir, timidamente mas com sinceridade como nossas, as palavras de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (cfr. Gl. 2,20).
Sem o dom do Espírito, o homem nada pode fazer, tudo se esvazia, tudo se torna mentira, tudo se torna triste. Por meio do Espírito, pelo contrário, nós entramos sempre mais no íntimo do coração de Cristo, e assim acolhemos em nós a mesma Comunhão trinitária, conforme a promessa de Jesus aos discípulos: “Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos morada” (cfr Jo 14,23).
Caros irmãos e irmãs! O homem de hoje espera, talvez inconscientemente, a experiência do encontro com pessoas para as quais Cristo é uma realidade tão presente que mudou a vida deles.
Peçamos a Nossa Senhora a graça da conversão ao Seu Filho, peçamos-lhe que converta o nosso olhar a Cristo, que nos atraia uma vez mais para Ele, verdadeira Beleza; peçamos-lhe que nos aproxime sempre mais dele para habitarmos constantemente nele, verdadeiro templo, lugar de toda a paz, conforto, criatividade para a nossa vida e para homens nossos irmãos.
Obra prima da Santíssima Trindade, entre todas as criaturas, é a Virgem Maria: no seu coração humilde e cheio de fé, Deus preparou para si uma digna morada para realizar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela adesão perfeita e no seu seio o Filho de Deus fez-se homem. Com confiança filial dirijamo-nos a Maria, para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um canto de louvor ao Pai por meio do Filho no Espírito Santo.
Fazemo-lo com uma antiga fórmula de oração da tradição da Igreja, que bem exprime o nosso desejo de sermos uma só realidade com seu Filho: Veni Sancte Spiritus, Veni per Mariam.
D. Paolo Pezzi, arcebispo de Moscovo
http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=45806
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Artigos sobre a Devoção ao Imaculado Coração de Maria
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
«La Danza del Sol» 94 aniversario del Milagro de Fátima
☧Título: «La Danza del Sol» 94 aniversario del Milagro de Fátima
Autor: Brother Michel de la Sainte Trinité of the Little Brothers of the Sacred Heart
Original en inglés: The Dance of the Sun
Extraído del libro «The whole truth about Fatima»; § 3. El milagro del 13 de octubre; cap. 10. La danza del sol; (edición inglesa online); la traducción del original en francés al inglés la realizó John Collorafi
Traducción: Alejandro Villarreal -oct. 2011-. Notas añadidas
☧
☧
He aquí los hechos, brevemente desplegados por un periodista del que nadie podría sospechar o acusar de imparcialidad en este asunto, ¡y con razón! El hombre en cuestión es Avelino de Almeida, editor en jefe de O Seculo, el gran diario “liberal”, anticlerical y masónico de Lisboa:
«Desde la carretera, donde los coches quedaron estacionados y varios cientos de personas permanecieron, no teniendo el coraje de avanzar hacia el campo lodoso, uno podía observar a la inmensa multitud mirando hacia el sol, el cual apareció en su zenit, abriéndose paso entre las nubes«Parecía un disco plateado sin adornos, y era posible fijar la mirada en éste sin el menor daño. No quemaba los ojos, no los cegaba, uno podría decir que estaba ocurriendo un eclipse.«Un inmenso clamor se levantó, y aquellos quienes estaban más cerca de la multitud les escucharon decir: “¡Milagro!, ¡prodigio!… ¡prodigio! …”«La actitud de la gente nos transportó a los tiempos bíblicos, estupefactos y con las cabezas descubiertas miraron a los cielos. Ante sus deslumbrados ojos el sol temblaba, el sol realizó movimientos inusuales y bruscos, desafiando todas las leyes del cosmos, y según la típica expresión de los campesinos, “el sol danzó”…» [1]
Enérgicamente confrontado por toda la prensa anticlerical, Avelino de Almeida renovó su testimonio quince días después en su reporte en Illustraçao Portuguesa. Esta vez, él ilustró su relato con una docena de fotografías de la inmensa multitud, que estaba extasiada, y en todo su artículo repitió, como si fuese estribillo: «yo lo vi… yo lo vi… yo lo vi»
Citemos su conclusión:
«¿Qué es lo que vi en Fátima que fue tan extraño? La lluvia, a una hora anunciada por adelantado, cesó de caer; la gruesa capa de nubes se disolvió; y el sol, un disco raso de plata, se dejó ver en su zenit, y comenzó a danzar en un movimiento violento y convulsivo, lo cual fue comparado por un gran número de testigos como la danza de una serpentina, debido a los colores que el sol tomaba en su superficie, tan bellos y brillantes.»
Y nuestro reportero concluye, muy apropiadamente:
«¿Milagro?, ¿cómo la gente vociferó?, ¿un fenómeno natural?, ¿como los estudiosos podrían argumentar? Por el momento no me molesto en definirlo, sino sólo en afirmar lo que vi… El resto es materia entre la ciencia y la Iglesia.»
☧
sábado, 1 de outubro de 2011
PRIMER SÁBADO DE MES: DEVOCIÓN REPARADORA
1. Blasfemias y ofensas contra la Inmaculada Concepción de María.
2. Blasfemias y ofensas contra su Perpetua Virginidad.
3. Blasfemias y ofensas contra su Divina Maternidad y el rechazo de aceptarla como Madre de todos los hombres
4. En reparación de aquellos que tratan de infundir en los niños la indiferencia, el desprecio y aun el odio hacia esta Madre Inmaculada.
5. Por aquellos que profanan directamente en sus imágenes sagradas.
DURANTE CINCO PRIMEROS SÁBADOS DE MES
1. Confesarse y recibir la Sagrada Comunión; (La confesión puede haecerse unos días antes o después, siempre que se vaya a comulgar en gracia de Dios y formulando el propósito de reparar el Corazón Inmaculado de María. La Sagrada Comunión también se puede recibir al domingo siguiente si por algún motivo no se pudo realizar el primer sábado);
2. Recitar cinco decenas del Rosario;
3. Hacerme compañía durante quince minutos mientras meditan en los quince misterios del Rosario.
2. Recitar cinco decenas del Rosario;
3. Hacerme compañía durante quince minutos mientras meditan en los quince misterios del Rosario.
¡TODO ELLO CON EL FIN DE DESGRAVIAR EL CORAZÓN INMACULADO DE MARÍA!
GRAN PROMESA DEL INMACULADO CORAZÓN
"Mira, hija mía, mi Corazón rodeado de espinas, que los hombres ingratos en cada momento le clavan, con blasfemias e ingratitudes. Tú, al menos, haz por consolarme, y dí que a todos aquellos que durante cinco meses, en el primer sábado, se confiesen, reciban la Sagrada Comunión, recen cinco decenas del Rosario y me hagan quince minutos de compañía meditando sobre los quince misterios del Rosario, con el fin de desagraviarme, yo prometo asistirles en la hora de la muerte con todas las gracias necesarias para su salvación".
Publicado por Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina
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PRIMER SÁBADO DE MES: DEVOCIÓN REPARADORA
LA CONFIANZA EN LA PROTECCIÓN DE MARÍA SANTÍSIMA
Autor: San Alfonso Mª LigorioQuien me hallare, hallará la vida,
y alcanzará del Señor la salud.
(Pr. 8, 35)
y alcanzará del Señor la salud.
(Pr. 8, 35)
PUNTO 1
¡Cuántas gracias debemos dar a la misericordia de Dios, exclama San Buenaventura, por habernos conseguido como abogada a la Virgen María, cuyas súplicas pueden alcanzarnos todas las mercedes que deseemos!...
¡Pecadores y hermanos míos!, aunque seamos culpables ante la divina justicia, y nos consideremos por nuestras maldades ya condenados al infierno, no desesperemos todavía. Acudamos a esta divina Madre, amparémonos bajo su manto, y Ella nos salvará. Exige de nosotros la resolución de mudar de vida. Formémosla, pues; confiemos verdaderamente en María Santísima, y Ella nos alcanzará la salvación... Porque María es abogada poderosa, abogada piadosísima, abogada que desea salvarnos a todos.
Consideremos, primeramente, que María es poderosa abogada, que todo lo puede con el soberano Juez, en provecho y beneficio de los que devotamente la sirven... Singular privilegio concedido por el mismo Juez, Hijo de la Virgen. “¡Es grande privilegio que María sea poderosísima para con su Hijo!”.
Afirma Gerson que la bienaventurada Virgen obtiene de Dios cuanto le pide con firme voluntad, y que como Reina manda a los ángeles para que iluminen, perfecciones y purifiquen a los devotos de Ella. Por eso la Iglesia, a fin de inspirarnos confianza en esta gran abogada nuestra, hace que la invoquemos con el nombre de Virgen poderosa: Virgo potens, ora pro nobis...
¿Y por qué es tan eficaz la protección de María Santísima? Porque es la Madre de Dios. Las oraciones de la Virgen María, dice San Antonino, siendo como es María Madre del Señor, son, en cierto modo, mandatos para Jesucristo; así no es posible que cuando ruega no alcance lo que pide.
San Gregorio, Arzobispo de Nicomedia, dice que el Redentor, para satisfacer la obligación que tiene con esta Santa Madre por haber recibido de Ella la naturaleza humana, concede cuanto María solicita. Y Teófilo, Obispo de Alejandría, escribe estas palabras: “Desea el Hijo que su Madre le ruegue, porque quiere otorgarle cuanto pida, para recompensar así el favor que de ella recibió”.
Con razón, pues, exclamaba el mártir San Metodio: “¡Alégrate y regocíjate, oh María, que lograste la ventura de tener por deudor al Hijo de quien todos somos deudores, porque cuanto tenemos es don suyo!...”.
Del mismo modo Cosme de Jerusalén repite que el auxilio de María es omnipotente, y lo confirma Ricardo de San Lorenzo, notando cuán justo es que la Madre participe del poder del Hijo, y que siendo Éste omnipotente, comunique a su Madre la omnipotencia. El Hijo es omnipotente por naturaleza; la Madre es omnipotente por gracia, de suerte que obtiene con sus oraciones cuanto desea, según aquel célebre verso: Quod Deus imperio, tu prece Virgo, potes. (Puedes, Virgen, con tus preces – lo que Dios con sus mandatos).
La misma doctrina consta en las Revelaciones de Santa Brígida (lib. 1, cap. 4). Oyó aquella Santa que Jesús decía a su bendita Madre que le pidiera cuanto quisiese, y que cualesquiera que fuesen sus peticiones, nunca rogaría en vano. Y el Señor manifestó el motivo de tal privilegio diciendo: “Nada me negaste nunca en la tierra; nada te negaré Yo en el Cielo”.
En resolución: no hay nadie, por malvado que sea, a quien María no pueda salvar con su intercesión... ¡Oh Madre de Dios!, exclama San Gregorio de Nicomedia, nada puede resistir a tu poder, porque tu Creador estima y aprecia tu gloria como si fuera suya... Vos, Señora, lo podéis todo, dice también San Pedro Damiano, puesto que aun a los desesperados podéis salvar.
¡Pecadores y hermanos míos!, aunque seamos culpables ante la divina justicia, y nos consideremos por nuestras maldades ya condenados al infierno, no desesperemos todavía. Acudamos a esta divina Madre, amparémonos bajo su manto, y Ella nos salvará. Exige de nosotros la resolución de mudar de vida. Formémosla, pues; confiemos verdaderamente en María Santísima, y Ella nos alcanzará la salvación... Porque María es abogada poderosa, abogada piadosísima, abogada que desea salvarnos a todos.
Consideremos, primeramente, que María es poderosa abogada, que todo lo puede con el soberano Juez, en provecho y beneficio de los que devotamente la sirven... Singular privilegio concedido por el mismo Juez, Hijo de la Virgen. “¡Es grande privilegio que María sea poderosísima para con su Hijo!”.
Afirma Gerson que la bienaventurada Virgen obtiene de Dios cuanto le pide con firme voluntad, y que como Reina manda a los ángeles para que iluminen, perfecciones y purifiquen a los devotos de Ella. Por eso la Iglesia, a fin de inspirarnos confianza en esta gran abogada nuestra, hace que la invoquemos con el nombre de Virgen poderosa: Virgo potens, ora pro nobis...
¿Y por qué es tan eficaz la protección de María Santísima? Porque es la Madre de Dios. Las oraciones de la Virgen María, dice San Antonino, siendo como es María Madre del Señor, son, en cierto modo, mandatos para Jesucristo; así no es posible que cuando ruega no alcance lo que pide.
San Gregorio, Arzobispo de Nicomedia, dice que el Redentor, para satisfacer la obligación que tiene con esta Santa Madre por haber recibido de Ella la naturaleza humana, concede cuanto María solicita. Y Teófilo, Obispo de Alejandría, escribe estas palabras: “Desea el Hijo que su Madre le ruegue, porque quiere otorgarle cuanto pida, para recompensar así el favor que de ella recibió”.
Con razón, pues, exclamaba el mártir San Metodio: “¡Alégrate y regocíjate, oh María, que lograste la ventura de tener por deudor al Hijo de quien todos somos deudores, porque cuanto tenemos es don suyo!...”.
Del mismo modo Cosme de Jerusalén repite que el auxilio de María es omnipotente, y lo confirma Ricardo de San Lorenzo, notando cuán justo es que la Madre participe del poder del Hijo, y que siendo Éste omnipotente, comunique a su Madre la omnipotencia. El Hijo es omnipotente por naturaleza; la Madre es omnipotente por gracia, de suerte que obtiene con sus oraciones cuanto desea, según aquel célebre verso: Quod Deus imperio, tu prece Virgo, potes. (Puedes, Virgen, con tus preces – lo que Dios con sus mandatos).
La misma doctrina consta en las Revelaciones de Santa Brígida (lib. 1, cap. 4). Oyó aquella Santa que Jesús decía a su bendita Madre que le pidiera cuanto quisiese, y que cualesquiera que fuesen sus peticiones, nunca rogaría en vano. Y el Señor manifestó el motivo de tal privilegio diciendo: “Nada me negaste nunca en la tierra; nada te negaré Yo en el Cielo”.
En resolución: no hay nadie, por malvado que sea, a quien María no pueda salvar con su intercesión... ¡Oh Madre de Dios!, exclama San Gregorio de Nicomedia, nada puede resistir a tu poder, porque tu Creador estima y aprecia tu gloria como si fuera suya... Vos, Señora, lo podéis todo, dice también San Pedro Damiano, puesto que aun a los desesperados podéis salvar.
AFECTOS Y SÚPLICAS
Amadísima Reina y Madre mía, diré con San Germán: “Vos sois omnipotente para salvar a los pecadores, y no necesitáis para con Dios de mayor encomio que el ser Madre de la verdadera Vida”. Así, pues, Señora, recurriendo a Vos, no puede todo el peso de mis pecados hacerme desconfiar de mi salvación.
Con vuestras súplicas alcanzáis cuanto queréis, y si rogáis por mí, ciertamente me salvaré. Orad, pues, por este miserable, diré como San Bernardo, ya que vuestro divino Hijo oye y concede todo lo que le pedís. Pecador soy, pero quiero enmendarme, y me complazco en ser vuestro siervo amantísimo. Indigno soy también de vuestra protección; mas bien sé que nunca desamparáis al que en Vos pone su esperanza. Podéis y queréis salvarme, y por eso confío en Vos...
Cuando vivía alejado de Dios y no pensaba en vuestra bondad, os acordabais Vos de mí y me alcanzasteis la gracia de enmendarme. ¡Cuánto más debo confiar en vuestra clemencia ahora que me consagro a vuestro servicio, y espero en Vos y a Vos me encomiendo!
¡Oh María!, rogad por mí y hacedme santo. Alcanzadme el don de la perseverancia y amor profundo a vuestro Hijo y a Vos misma. Os amo, Reina y Madre mía amabilísima, y espero que os amaré siempre. Amadme Vos también, y con vuestro amor, mudadme de pecador en santo.
Con vuestras súplicas alcanzáis cuanto queréis, y si rogáis por mí, ciertamente me salvaré. Orad, pues, por este miserable, diré como San Bernardo, ya que vuestro divino Hijo oye y concede todo lo que le pedís. Pecador soy, pero quiero enmendarme, y me complazco en ser vuestro siervo amantísimo. Indigno soy también de vuestra protección; mas bien sé que nunca desamparáis al que en Vos pone su esperanza. Podéis y queréis salvarme, y por eso confío en Vos...
Cuando vivía alejado de Dios y no pensaba en vuestra bondad, os acordabais Vos de mí y me alcanzasteis la gracia de enmendarme. ¡Cuánto más debo confiar en vuestra clemencia ahora que me consagro a vuestro servicio, y espero en Vos y a Vos me encomiendo!
¡Oh María!, rogad por mí y hacedme santo. Alcanzadme el don de la perseverancia y amor profundo a vuestro Hijo y a Vos misma. Os amo, Reina y Madre mía amabilísima, y espero que os amaré siempre. Amadme Vos también, y con vuestro amor, mudadme de pecador en santo.
PUNTO 2
Consideremos, en segundo lugar, que María es abogada tan clemente como poderosa, y que no sabe negar su protección a quien recurre a Ella. Fijos están sobre los justos los ojos del Señor, dice David. Mas esta Madre de misericordia, como decía Ricardo de San Lorenzo, tiene fijos los ojos, así en los justos como en los pecadores, a fin de que no caigan; y si hubieran caído, para ayudarlos a que se levanten.
Parecíale a San Buenaventura cuando contemplaba a la Virgen que miraba la misma misericordia, y San Bernardo nos exhorta a que en todas nuestras necesidades recurramos a esta poderosa abogada, que es en extremo dulce y benigna para cuantos se encomiendan a Ella.
Por eso la llamamos hermosa como la oliva. Quasi oliva va speciosa in campis (Ecl. 24, 19); pues así como de la oliva mana óleo suave, símbolo de piedad, así de la Virgen surgen gracias y mercedes que dispensa a todos los que se acogen a su amparo.
Bien decía, pues, Dionisio Cartusiano al llamarla abogada de los pecadores que en ella se refugian. ¡Oh Dios, qué dolor tendrá un cristiano que se condena al considerar que a tan poca costa pudiera haberse salvado acudiendo a esta Madre de misericordia, y que no lo puso por obra ni habrá ya tiempo de remediarlo!
La bienaventurada Virgen dijo a Santa Brígida (Rev. 1, 1, c. 6): “Me llaman Madre de misericordia, y en verdad lo soy, porque así lo ha dispuesto la clemencia de Dios...” Pues ¿quién nos ha dado tal abogada, que nos defienda, sino la misericordia divina, que a todos nos quiere salvar?... Desdichado será –añadió la Virgen..., eternamente desdichado, el que pudiendo acudir a Mí, que con todos soy tan piadosa y benigna, no quiere buscar mi auxilio y se condena”.
¿Tememos acaso, dice San Buenaventura, que nos niegue María el socorro que le pidamos?... No; que no sabe ni supo jamás mirar sin compasión y dejar sin auxilio a los desventurados que lo reclaman de Ella. No sabe, ni puede, porque fue destinada por Dios para ser reina y Madre de Misericordia, y como tal tiene que atender a los necesitados. Reina sois de misericordia, le dice San Bernardo; ¿y quiénes son los súbditos de la misericordia sino los miserables? Y luego el Santo, por humildad, añadía: “Puesto que sois, ¡oh Madre de Dios!, la Reina de la misericordia, mucho debéis atenderme a mí, que soy el más miserable de los pecadores”.
Con maternal solicitud, sin duda, librará de la muerte a sus hijos enfermos, pues la bondad y clemencia de María la convierten en Madre de todos los que sufren.
San Basilio la llama casa de salud, porque así como en los hospitales de enfermos pobres tiene más derecho a entrar el más necesitado, María, como dice aquel Santo, ha de acoger y cuidar con piedad más solícita y amorosa a los más grandes pecadores de todos los que a Ella recurren.
No dudaremos, pues, de la misericordia de María Santísima. Santa Brígida oyó que el Salvador decía a la Virgen: “Aun para el mismo diablo usarías de misericordia si la pidiese con humildad”. El soberbio Lucifer jamás se humillará; pero si se humillase ante esta soberana Señora y le pidiese auxilio, la intercesión de la Virgen le libraría del infierno.
Nuestro Señor con aquellas palabras nos dio a entender lo mismo que su amada Madre dijo luego a la Santa: que cuando un pecador, por muy grandes que sean sus culpas, se le encomienda sinceramente. Ella no atiende a los pecados de él, sino a la intención que le mueve; y si tiene buena voluntad de enmendarse, le acoge y sana de todos los males que le abruman: “Por mucho que el hombre haya pecado, si acude a Mí verdaderamente arrepentido, apresúrome a recibirle, no miro el número de sus culpas, sino el ánimo con que viene. Ni me desdeño de ungir y curar sus llagas, porque me llaman, y realmente soy, Madre de misericordia”.
Con verdad, pues, nos alienta San Buenaventura (In Sal. 8), diciendo: No desesperéis, pobres y extraviados pecadores; alzad los ojos a María y respirad, confiados en la piedad de esta buena Madre. Busquemos la gracia perdida, dice San Bernardo, y busquémosla por medio de María; que ese alto don, por nosotros perdido, añade Ricardo de San Lorenzo, María lo encontró, y a Ella, por tanto, debemos acudir para recuperarle.
Cuando al arcángel San Gabriel anunció a la Virgen la divina maternidad, le dijo: “No temas, María, porque hallaste gracia” (Lc. 1, 30). Mas si María, siempre llena de gracia, jamás estuvo privada de ella, ¿cómo dijo el ángel que la había hallado? A esto responde el cardenal Hugo que la Virgen no halló la gracia para sí, pero siempre la tuvo y disfrutó sino para nosotros, que la habíamos perdido; de donde infiere que debemos presentarnos a María Santísima y decirle: “Señora, los bienes han de ser restituidos a quien los perdió. Esa divina gracia que habéis hallado no es vuestra, porque Vos siempre la poseísteis; nuestra es, y por nuestras culpas la perdimos. A nosotros, Señora, debéis devolverla”. “Acudan, pues; acudan presurosos a la Virgen los pecadores que hubiesen perdido por sus culpas la gracia, y díganle sin miedo: devuélvenos el bien nuestro que hallaste...”
Parecíale a San Buenaventura cuando contemplaba a la Virgen que miraba la misma misericordia, y San Bernardo nos exhorta a que en todas nuestras necesidades recurramos a esta poderosa abogada, que es en extremo dulce y benigna para cuantos se encomiendan a Ella.
Por eso la llamamos hermosa como la oliva. Quasi oliva va speciosa in campis (Ecl. 24, 19); pues así como de la oliva mana óleo suave, símbolo de piedad, así de la Virgen surgen gracias y mercedes que dispensa a todos los que se acogen a su amparo.
Bien decía, pues, Dionisio Cartusiano al llamarla abogada de los pecadores que en ella se refugian. ¡Oh Dios, qué dolor tendrá un cristiano que se condena al considerar que a tan poca costa pudiera haberse salvado acudiendo a esta Madre de misericordia, y que no lo puso por obra ni habrá ya tiempo de remediarlo!
La bienaventurada Virgen dijo a Santa Brígida (Rev. 1, 1, c. 6): “Me llaman Madre de misericordia, y en verdad lo soy, porque así lo ha dispuesto la clemencia de Dios...” Pues ¿quién nos ha dado tal abogada, que nos defienda, sino la misericordia divina, que a todos nos quiere salvar?... Desdichado será –añadió la Virgen..., eternamente desdichado, el que pudiendo acudir a Mí, que con todos soy tan piadosa y benigna, no quiere buscar mi auxilio y se condena”.
¿Tememos acaso, dice San Buenaventura, que nos niegue María el socorro que le pidamos?... No; que no sabe ni supo jamás mirar sin compasión y dejar sin auxilio a los desventurados que lo reclaman de Ella. No sabe, ni puede, porque fue destinada por Dios para ser reina y Madre de Misericordia, y como tal tiene que atender a los necesitados. Reina sois de misericordia, le dice San Bernardo; ¿y quiénes son los súbditos de la misericordia sino los miserables? Y luego el Santo, por humildad, añadía: “Puesto que sois, ¡oh Madre de Dios!, la Reina de la misericordia, mucho debéis atenderme a mí, que soy el más miserable de los pecadores”.
Con maternal solicitud, sin duda, librará de la muerte a sus hijos enfermos, pues la bondad y clemencia de María la convierten en Madre de todos los que sufren.
San Basilio la llama casa de salud, porque así como en los hospitales de enfermos pobres tiene más derecho a entrar el más necesitado, María, como dice aquel Santo, ha de acoger y cuidar con piedad más solícita y amorosa a los más grandes pecadores de todos los que a Ella recurren.
No dudaremos, pues, de la misericordia de María Santísima. Santa Brígida oyó que el Salvador decía a la Virgen: “Aun para el mismo diablo usarías de misericordia si la pidiese con humildad”. El soberbio Lucifer jamás se humillará; pero si se humillase ante esta soberana Señora y le pidiese auxilio, la intercesión de la Virgen le libraría del infierno.
Nuestro Señor con aquellas palabras nos dio a entender lo mismo que su amada Madre dijo luego a la Santa: que cuando un pecador, por muy grandes que sean sus culpas, se le encomienda sinceramente. Ella no atiende a los pecados de él, sino a la intención que le mueve; y si tiene buena voluntad de enmendarse, le acoge y sana de todos los males que le abruman: “Por mucho que el hombre haya pecado, si acude a Mí verdaderamente arrepentido, apresúrome a recibirle, no miro el número de sus culpas, sino el ánimo con que viene. Ni me desdeño de ungir y curar sus llagas, porque me llaman, y realmente soy, Madre de misericordia”.
Con verdad, pues, nos alienta San Buenaventura (In Sal. 8), diciendo: No desesperéis, pobres y extraviados pecadores; alzad los ojos a María y respirad, confiados en la piedad de esta buena Madre. Busquemos la gracia perdida, dice San Bernardo, y busquémosla por medio de María; que ese alto don, por nosotros perdido, añade Ricardo de San Lorenzo, María lo encontró, y a Ella, por tanto, debemos acudir para recuperarle.
Cuando al arcángel San Gabriel anunció a la Virgen la divina maternidad, le dijo: “No temas, María, porque hallaste gracia” (Lc. 1, 30). Mas si María, siempre llena de gracia, jamás estuvo privada de ella, ¿cómo dijo el ángel que la había hallado? A esto responde el cardenal Hugo que la Virgen no halló la gracia para sí, pero siempre la tuvo y disfrutó sino para nosotros, que la habíamos perdido; de donde infiere que debemos presentarnos a María Santísima y decirle: “Señora, los bienes han de ser restituidos a quien los perdió. Esa divina gracia que habéis hallado no es vuestra, porque Vos siempre la poseísteis; nuestra es, y por nuestras culpas la perdimos. A nosotros, Señora, debéis devolverla”. “Acudan, pues; acudan presurosos a la Virgen los pecadores que hubiesen perdido por sus culpas la gracia, y díganle sin miedo: devuélvenos el bien nuestro que hallaste...”
AFECTOS Y SÚPLICAS
He aquí a vuestros pies, ¡oh Madre de Dios!, a un pecador desdichado que, no una, sino muchas veces, voluntariamente, perdió la divina gracia que vuestro Hijo le había conquistado por su muerte. Con el alma llena de heridas y de llagas, a Vos acudo, Madre de misericordia. No me despreciéis al ver el estado en que me hallo; antes bien, miradme con más compasión y apresuraos a socorrerme. Atended a la esperanza que me inspiráis y no me abandonéis. No busco bienes terrenos, sino la gracia de Dios y el amor a vuestro divino Hijo.
Orad por mí, Madre mía; no ceséis de orar, que por vuestra intercesión, y en virtud de los méritos de Jesucristo, he de alcanzar la salvación. Y pues vuestro oficio es el de interceder por los pecadores, ejercedle para mí –como decía Santo Tomás de Villanueva–, encomendadme a Dios y defendedme. No hay causa, por desesperada que sea, que no se gane si Vos la defendéis. Sois esperanza de pecadores y esperanza mía... Nunca dejaré, Virgen Santa, de serviros y amaros y de acudir a Vos... No dejéis Vos de socorrerme, sobre todo cuando me veáis en peligro de perder nuevamente la gracia del Señor...
¡Oh María, excelsa Madre de Dios, tened misericordia de mí!
Orad por mí, Madre mía; no ceséis de orar, que por vuestra intercesión, y en virtud de los méritos de Jesucristo, he de alcanzar la salvación. Y pues vuestro oficio es el de interceder por los pecadores, ejercedle para mí –como decía Santo Tomás de Villanueva–, encomendadme a Dios y defendedme. No hay causa, por desesperada que sea, que no se gane si Vos la defendéis. Sois esperanza de pecadores y esperanza mía... Nunca dejaré, Virgen Santa, de serviros y amaros y de acudir a Vos... No dejéis Vos de socorrerme, sobre todo cuando me veáis en peligro de perder nuevamente la gracia del Señor...
¡Oh María, excelsa Madre de Dios, tened misericordia de mí!
PUNTO 3
Consideremos en tercer lugar que María Santísima es abogada tan piadosa, que no sólo auxilia a los que recurren a Ella, sino que va buscando por sí misma a los desdichados para defenderlos y salvarlos.
Ved cómo nos llama a todos, con el fin de alentarnos a esperar toda suerte de bienes si a su protección nos acogemos. “En Mí toda esperanza de vida y de virtud. Venid a Mí todos” (Ecl. 24, 26). A todos nos llama, justos o pecadores, exclama el devoto Peibardo comentando ese texto. Anda el demonio alrededor de nosotros, buscando a quien devorar, dice San Pedro (1 P. 5, 8). Mas esta divina Madre, como dijo Bernardino de Bustos, va buscando siempre a quien puede salvar.
Es María Madre de misericordia, porque la piedad y clemencia con que nos atiende la obligan a compadecerse de nosotros y a tratar continuamente de salvarnos, como una cariñosa madre, que no podría ver a sus hijos en riesgo de perderse sin que se apresurase a socorrerlos.
Y, después de Jesucristo, ¿quién procura más cuidadosamente que Vos la salvación de nuestras almas?, dice San Germán. Y San Buenaventura añade que María se muestra tan solícita en socorrer a los miserables, que no parece sino que en esto se cifran sus más vivos deseos.
Ciertamente, auxilia a los que se le encomiendan, y a ninguno de ellos desampara. Tan benigna es, exclama el Idiota, que no rechaza a nadie. Mas esto no basta para satisfacer el corazón piadosísimo de María, dice Ricardo de San Víctor (In Cant. c. 23), sino que se adelanta a nuestras súplicas y nos ayuda antes que se lo roguemos. Y es tan misericordiosa, que allí donde ve miserias acude al instante, y no sabe mirar la necesidad de nadie sin darle auxilio.
Así procedía en su vida mortal, como nos lo prueba el suceso de las bodas de Caná de Galilea, donde apenas notó que faltaba el vino, sin esperar a que se le pidiese cosa alguna, y compadecida de la aflicción y afrenta de los esposos, rogó a su Hijo que los remediase, y le dijo (Jn. 2, 3): No tienen vino, alcanzando así del Señor que milagrosamente trocase en vino el agua.
Pues si tan grande era la piedad de María con los afligidos cuando estaba en este mundo, ciertamente, dice San Buenaventura, es mayor la misericordia con que nos socorre desde el Cielo, donde ve mejor nuestras miserias, y se compadece más de nosotros. Y si María, sin que se lo suplicasen, se mostró tan pronta a dar su auxilio, ¡cuánto más atenderá a los que le ruegan!...
No dejemos de acudir en todas nuestras necesidades a esta Madre divina, a quien siempre hallamos dispuesta para socorrer al que se lo suplica. Siempre la hallarás pronta a socorrerte, dice Ricardo de San Lorenzo; porque, como afirma Bernardino de Bustos, más desea la Virgen otorgarnos mercedes que nosotros mismos el recibirlas de Ella; de suerte que cuando recurrimos a María la hallamos seguramente llena de misericordia y de gracia.
Y es tan vivo ese deseo de favorecernos y salvarnos –dice San Buenaventura–, que se da por ofendida, no sólo de quien positivamente la injuria, sino también de los que no le piden amparo y protección; y, al contrario, seguramente, salva a cuantos se encomiendan a Ella con firme voluntad de enmendarse, por lo cual la llama el Santo Salud de los que la invocan.
Acudamos, pues, a esta excelsa Madre, y digámosle con San Buenaventura: In te, Domina speravi, non confundar in aeternum!... ¡Oh Madre de Dios, María Santísima, porque en Ti puse mi esperanza, espero que no he de condenarme!
Ved cómo nos llama a todos, con el fin de alentarnos a esperar toda suerte de bienes si a su protección nos acogemos. “En Mí toda esperanza de vida y de virtud. Venid a Mí todos” (Ecl. 24, 26). A todos nos llama, justos o pecadores, exclama el devoto Peibardo comentando ese texto. Anda el demonio alrededor de nosotros, buscando a quien devorar, dice San Pedro (1 P. 5, 8). Mas esta divina Madre, como dijo Bernardino de Bustos, va buscando siempre a quien puede salvar.
Es María Madre de misericordia, porque la piedad y clemencia con que nos atiende la obligan a compadecerse de nosotros y a tratar continuamente de salvarnos, como una cariñosa madre, que no podría ver a sus hijos en riesgo de perderse sin que se apresurase a socorrerlos.
Y, después de Jesucristo, ¿quién procura más cuidadosamente que Vos la salvación de nuestras almas?, dice San Germán. Y San Buenaventura añade que María se muestra tan solícita en socorrer a los miserables, que no parece sino que en esto se cifran sus más vivos deseos.
Ciertamente, auxilia a los que se le encomiendan, y a ninguno de ellos desampara. Tan benigna es, exclama el Idiota, que no rechaza a nadie. Mas esto no basta para satisfacer el corazón piadosísimo de María, dice Ricardo de San Víctor (In Cant. c. 23), sino que se adelanta a nuestras súplicas y nos ayuda antes que se lo roguemos. Y es tan misericordiosa, que allí donde ve miserias acude al instante, y no sabe mirar la necesidad de nadie sin darle auxilio.
Así procedía en su vida mortal, como nos lo prueba el suceso de las bodas de Caná de Galilea, donde apenas notó que faltaba el vino, sin esperar a que se le pidiese cosa alguna, y compadecida de la aflicción y afrenta de los esposos, rogó a su Hijo que los remediase, y le dijo (Jn. 2, 3): No tienen vino, alcanzando así del Señor que milagrosamente trocase en vino el agua.
Pues si tan grande era la piedad de María con los afligidos cuando estaba en este mundo, ciertamente, dice San Buenaventura, es mayor la misericordia con que nos socorre desde el Cielo, donde ve mejor nuestras miserias, y se compadece más de nosotros. Y si María, sin que se lo suplicasen, se mostró tan pronta a dar su auxilio, ¡cuánto más atenderá a los que le ruegan!...
No dejemos de acudir en todas nuestras necesidades a esta Madre divina, a quien siempre hallamos dispuesta para socorrer al que se lo suplica. Siempre la hallarás pronta a socorrerte, dice Ricardo de San Lorenzo; porque, como afirma Bernardino de Bustos, más desea la Virgen otorgarnos mercedes que nosotros mismos el recibirlas de Ella; de suerte que cuando recurrimos a María la hallamos seguramente llena de misericordia y de gracia.
Y es tan vivo ese deseo de favorecernos y salvarnos –dice San Buenaventura–, que se da por ofendida, no sólo de quien positivamente la injuria, sino también de los que no le piden amparo y protección; y, al contrario, seguramente, salva a cuantos se encomiendan a Ella con firme voluntad de enmendarse, por lo cual la llama el Santo Salud de los que la invocan.
Acudamos, pues, a esta excelsa Madre, y digámosle con San Buenaventura: In te, Domina speravi, non confundar in aeternum!... ¡Oh Madre de Dios, María Santísima, porque en Ti puse mi esperanza, espero que no he de condenarme!
AFECTOS Y SÚPLICAS
¡Oh María!, a vuestros pies se postra pidiendo clemencia este mísero esclavo del infierno. Y aunque es cierto que no merezco bien ninguno, Vos sois Madre de misericordia, y la piedad se puede ejercitar con quien no la merece.
El mundo todo os llama esperanza y refugio de los pecadores, de suerte que Vos sois mi refugio y esperanza. Ovejuela extraviada soy; mas para salvar a esta oveja perdida vino del Cielo a la tierra el Verbo Eterno y se hizo vuestro Hijo, y quiere que yo acuda a Vos y que me socorráis con vuestras súplicas. Santa María, Mater Dei, oro pro nobis peccatóribus...
¡Oh excelsa Madre de Dios!, Tú, que ruegas por todos, ora también por mí. Di a tu divino Hijo que soy devoto tuyo y que Tú me proteges. Dile que en Ti puse mis esperanzas. Dile que me perdone, porque me pesa de todas las ofensas que le hice, y que me conceda la gracia de amarle de todo corazón. Dile, en suma, que me quieres salvar, pues Él concede cuanto le pides...
¡Oh María, mi esperanza y consuelo, en Ti confío! Ten piedad de mí.
El mundo todo os llama esperanza y refugio de los pecadores, de suerte que Vos sois mi refugio y esperanza. Ovejuela extraviada soy; mas para salvar a esta oveja perdida vino del Cielo a la tierra el Verbo Eterno y se hizo vuestro Hijo, y quiere que yo acuda a Vos y que me socorráis con vuestras súplicas. Santa María, Mater Dei, oro pro nobis peccatóribus...
¡Oh excelsa Madre de Dios!, Tú, que ruegas por todos, ora también por mí. Di a tu divino Hijo que soy devoto tuyo y que Tú me proteges. Dile que en Ti puse mis esperanzas. Dile que me perdone, porque me pesa de todas las ofensas que le hice, y que me conceda la gracia de amarle de todo corazón. Dile, en suma, que me quieres salvar, pues Él concede cuanto le pides...
¡Oh María, mi esperanza y consuelo, en Ti confío! Ten piedad de mí.
San Alfonso Mª de Ligorio
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso ‒ Quito, Equador (1)
Nossa Senhora apareceu em 2 de fevereiro de 1610 a Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza, uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas de Quito, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem a Ela dedicada. Estamos, portanto, no ano do IV centenário dessa aparição.
A milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso venera-se no Monasterio Real de La Limpia Concepción, em Quito, primeiro convento de monjas contemplativas da América do Sul, fundado em 1577 sob os auspícios do rei de Espanha Filipe II.
Neste artigo serão apresentadas as importantes relações que a devocão a essa imagem tem com os dias atuais. No quadro abaixo, a apreciação de Plinio Corrêa de Oliveira sobre Ela, a ordem do universo e a civilização cristã.
Histórico das aparições
Situemo-nos no ano de 1556. Matronas da cidade de Quito, devotas de Maria Imaculada (o dogma só viria a ser proclamado em 1854), desejosas de ter em sua cidade um mosteiro de religiosas concepcionistas, pediram a Filipe II a fundação naquela colônia de um mosteiro consagrado à Imaculada Conceição.
O rei enviou, para atender a tão excelente pedido, um grupo de religiosas fundadoras, tendo à testa a Rvda. Madre Maria de Jesus Talvada, descendente de nobre e antiga casa da Galícia, e também a sobrinha desta, a cândida menina Mariana.
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| Soror Mariana de Jesus Torres |
Teve ainda conhecimento de que o mosteiro duraria até o fim do mundo, e que nele haveria sempre uma alma santa, em todos os tempos. Foi-lhe também revelado que a Rainha dos Céus comunicar-se-ia com ela por meio de aparições.
A 13 de janeiro de 1577, fundava-se o mosteiro. Mariana não pôde professar na ocasião, por ter apenas 13 anos. Iniciou seu noviciado e professou aos 15, com o nome de Mariana de Jesus.
A vida de Madre Mariana de Jesus Torres é um portento de santidade. Mantinha profunda intimidade com seu anjo da guarda, e sua devoção dominante era a Jesus Sacramentado. Êxtases, visões e revelações alternavam-se com terríveis perseguições, não só do demônio como também de religiosas relapsas.
Certo dia ocorreu com suas irmãs de hábito algo muito grave. Madre Mariana sofreu em silêncio e recorreu a Nosso Senhor, comunicando-Lhe seus tormentos. O Divino Redentor apareceu-lhe e disse:
— Quando te desposei, experimentei com cuidado tua vontade.
— Senhor — respondeuMadre Mariana — minha vontade está pronta, mas a carne é fraca.
Ao que Nosso Senhor acrescentou:
— Não te faltará fortaleza, assim como não falta nada à alma que Me pede.
Nesse momento, viu ela Jesus Cristo no Gólgota, quando Ele começava a agonizar. Aterrorizada, exclamou: “Senhor, sou eu a culpada, castiga-me e poupa teu povo!”. Apareceu-lhe então a Santíssima Virgem, que lhe disse:
“Não és tu a culpada, mas o mundo criminoso. Estes castigos são para o séc. XX”. Viu então três espadas, cada uma com uma legenda: Castigarei a heresia; Castigarei a blasfêmia; Castigarei a impureza.
A Santíssima Virgem prosseguiu: “Queres, minha filha, sacrificar-te por este povo?”.
Madre Mariana respondeu: “Minha vontade está pronta”.
As espadas cravaram-se em seu coração, e ela caiu morta pela violência da dor.
Morreu verdadeiramente Madre Mariana, e foi apresentada ao juízo de Deus: o Padre Eterno regozijou-se por tê-la criado; o Filho Divino, por tê-la redimido e tomado por esposa; e o Espírito Santo, por tê-la santificado.
Estava no Céu a alma de Madre Mariana, enquanto na Terra se elevavam orações fervorosas por sua vida. Nosso Senhor, querendo atender a essas súplicas, fez Madre Mariana ver como as orações por sua vida subiam ao trono de Deus.
Apresentou-lhe duas coroas — uma de glória imortal, e a outra cercada de espinhos — enquanto lhe dizia: “Esposa minha, escolhe uma destas coroas”. E a fazia entender que, com a coroa de glória, ficaria no Céu, ao passo que com a outra voltaria a padecer no mundo.
Madre Mariana pediu que a Divina Majestade escolhesse, e não ela. Nosso Senhor respondeu:”Não. Quando te tomei por esposa, provei tua vontade, e agora faço o mesmo”.
Madre Mariana teve então conhecimento do futuro do mosteiro, das monjas que se salvariam e das que se condenariam; das imensas calamidades do séc. XX, durante o qual choveria fogo do Céu, consumindo os homens e purificando a Terra; das almas daquele mosteiro, as quais, por sua santidade, aplacariam a cólera divina.
Voltou-se então para Nossa Senhora e pediu que Ela mesma governasse o mosteiro; e aceitou retornar à Terra, tendo então escolhido, humilde e resignada, a coroa de espinhos. Regressava à vida, com seus 20 anos de idade.
Continua no próximo post
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The Archbishop of Moscow, Russian Federation, presides over the Anniversary Pilgrimage of October 12/13. The theme of the pilgrimage will be: “Here I am, Lord!”



