Irmã Lúcia descreve a visão que teve acerca da purificação do mundo pelos pecados cometidos
- E senti o espírito
inundado por um mistério de luz que é Deus e N´Ele vi e ouvi -A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. - O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar , é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. - O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! - Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica: - Na eternidade, o Céu! (escreve a irmã Lúcia a 3 de janeiro de 1944, em "O Meu Caminho," I, p. 158 – 160 – Carmelo de Coimbra)
sábado, 8 de setembro de 2012
La Sainte Vierge pour nous apprendre et nous aider à adorer son Fils Jésus en esprit et vérité
le Père céleste nous envoie la Sainte Vierge pour nous apprendre et nous aider à adorer son Fils Jésus en esprit et vérité.
Puisque Marie était la première et parfaite adoratrice de Jésus, la seule qui ait vraiment glorifié le Père par son amour pour Jésus, il est tout naturel de demander, d’implorer notre Mère de nous enseigner à adorer, de venir adorer avec nous son Fils aujourd’hui au Saint Sacrement. Ainsi, nous unissons notre amour pour Jésus à la louange et l’amour parfait de Marie. Jésus accepte notre heure d’adoration comme si c’etait Marie elle-même qui priait. Peu importe la faiblesse de notre foi ou la pauvreté de notre amour, Marie nous place dans son Cœur et Jésus accepte notre heure comme si elle provenait directement du Cœur même de sa Mère. Le Cœur immaculé de Marie supplée à ce qui manque à notre propre cœur. Si notre foi et notre amour pour Jésus sont faibles, si nous sommes distraits et peu conscients de la présence réelle de Jésus, alors avec l’aide Marie, nous adorerons avec sa foi, avec son Cœur, avec sa tendresse et nous apporterons à Jésus la gloire que Marie lui a apporté lors de sa première adoration à Bethléem.LIRE...
Vida Interior cf. a vontade da Virgem Ss.ma, segundo São Luís Maria de Montfort – baseado em Pe. Júlio Maria
A vida nova em Cristo faz-nos morrermos para o mundo e nascermos na e pela graça.É no Santo Batismo que recebemos o Espírito Santo de Deus para nos mover à caridade de Cristo e nela perseverarmos. Sendo, pois, o melhor meio de não nos opormos a essa graça, colocarmo-nos diante dAquela que melhor agradou a Nosso Senhor: a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, que mereceu ex congruo o que Cristo mereceu ex condigno – por obediência ao Pai e por amor a nós – no Santo Sacrifício da Cruz.
O santo devoto Luís Maria Grignion de Montfort nos apresenta como a alma se deve colocar diante de Maria SS. para melhor agradar Seu Divino Filho: consagrarmo-nos a Jesus Cristo, pelas mãos puríssimas de Maria.
Bendiz Isabel à Maria e Ela logo glorifica o Senhor, cf. nos diz o santo evangelista Lucas; assim podemos fazer: Gritamos "Maria!", e Ela, pois, "Jesus!".
Explica-nos, então, o Pe. Júlio Maria:
“Por Maria, com Maria, em Maria e para Maria – é o círculo que se fecha, é a ordem que se completa. ”
Como batizados nos oferecemos na Santa Liturgia junto ao sacerdote que faz as vezes do Cristo ao Pai: Por Cristo, com Cristo e em Cristo; pomo-nos, então, em união à Toda Bela Maria:
“Atentemos para essas três palavras: por, com, em Maria. Não constituem três graus sucessivos na união com a Santíssima Virgem. ”
São Luís adotou a seguinte gradação:
Primeiro grau: Simples Consagração.
Segundo grau: Tomar a Maria por modelo.
Terceiro grau: Vida de intimidade com Maria.
Quarto grau: O hábito de viver perto de Maria.
“Consagremo-nos a Santíssima Virgem. É o primeiro grau.”
Aqui devemos estar arrependidos dos pecados mortais, reconciliados com Deus através do sacramento e tendo recebido a Santa Comunhão para a consagração.
“Tomemos Maria por modelo a imitar nas ocupações de cada dia. Será o segundo grau.”
Vão engendrar mais fortemente na alma, os dons do Temor, da Piedade e da Ciência, fazendo com que ela seja humilde, bondosa e paciente – disposta a se sacrificar por amor de Deus, na ascese.
Aqui faremos nossas ações por Maria – os principiantes.
“Aprendamos a renunciar nós mesmos, a combater nosso egoísmo; a praticar sólidas virtudes: como a humildade, a obediência, a castidade, a mortificação, a conformidade com a vontade de Deus, etc. Tudo isto constitui o terceiro grau.”
Fortaleza, Conselho e Entendimento tornarão a alma aberta à docilidade do Espírito Santo, sendo solícita e misericordiosa para com o próximo e esperançosa diante de Deus, será diligente, caridosa e temperante – Deus lhe comunica maior Fé, pela mística.
Nesta fase a alma agirá com Maria – os adiantados.
“A virtude outra coisa não é que o hábito de sempre fazer tudo bem; hábito que se adquire da repetição dos mesmos atos. Esforcemo-nos, pois para viver habitualmente unidos a Maria, consultando em tudo sua vontade e seus desejos, habitualmente nela como num santuário. É o quarto e último grau.”
Aqui a alma terá mais atuante a Sabedoria, formada por Maria, será casta, unida a Deus, tendo Cristo vivendo em si.
Agir em Maria – os perfeitos.
“Estas palavras corresponderiam, assim, aos três graus clássicos da vida interior: a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva. Esse modo de ver não deixa de ser belo. Mas não é exato.
Trata-se aqui de uma prática proposta às almas para fazê-las crescer em graça. [...]
Essa fórmula: por, com, em Maria aplica-se às almas justificadas desejosas de crescer em graça.”
Disposta a receber o Cristo, a alma quererá parecer mais e mais com Maria, para que nela o Espírito Santo desça e a cubra com Sua sombra.
Referências:
“O Segredo da Verdadeira Devoção para com a Santíssima Virgem – Segundo São Luís Maria Grignion de Montfort” (Pe. Júlio Maria de Lombaerde);
“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” (São Luís Maria de Montfort).
http://apologetica.ning.com/profiles/blogs/vida-interior-vontade-da-virgem-montfort?xg_source=activity
FESTA DA NATIVIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA: Viver com Maria, por Maria, em Maria e para Maria.
Via de santidade: Viver com Maria, por Maria, em Maria e para Maria.
A vivência com Maria Santíssima consiste em reconhecer o seu papel no mistério de Cristo, que é levá-lo aos homens. O que significa dizer que a Devoção a Nossa Senhora prima por inserir os homens nos mistérios de Cristo, uma vez que a Grande Mãe de Deus é aquela que participa de um modo sublime da graça do Pai Celeste. É errôneo todo e qualquer tipo de pensamento que contemple esta excelsa criatura divina com outra função.
A santidade é a vocação primeira do homem, em virtude da inserção do pecado original no contexto dos nossos primeiros pais, os homens passaram a viver sob a condição do livre arbítrio para com o Criador. E esta realidade os distanciou da amizade e felicidade criadora, a qual eles foram criados para usufruir. Jesus em sua infinita misericórdia concede-nos a sua Mãe Santíssima como uma verdadeira âncora que nos firma em seus caminhos, exaltando assim a sua materna função “Conduzir os homens a Ele...”.
A experiência de São Luís Maria Grignion de Montfort foi de suma importância para que o conhecimento a respeito da Santíssima Virgem Maria fosse possível, ele compreendeu o seu papel e sua excelência, e apresentou-os na forma de um livro chamado “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria”. Sobretudo a respeito da santidade que cada um é chamado a viver, em síntese ele classificou que para abraçá-la é necessário viver por Maria, com Maria, em Maria e para Maria, para melhor viver por Cristo, com Cristo, em Cristo e para Cristo. (cf. TVD 257)
As práticas interiores e exteriores são meios eficazes de fomentar e esclarecer a Devoção a Virgem, e se vividas com fidelidade produzem frutos incontáveis na vida daqueles que o Espírito Santo suscita a uma perfeição especial. (cf. TVD 257)
Viver por Maria Santíssima consiste em obedecê-la em todas as coisas e deixar-se ser conduzido pelo seu espírito, que é o de Deus. Uma alma governada por esta Augusta Rainha é sempre feliz, pois seu espírito é suave e forte, zeloso e prudente, humilde e corajoso, puro e fecundo. Para que a Virgem se aproprie de nosso ser é necessário Renunciar ao nosso próprio espírito, do contrário nossas vontades seriam obstáculos ao santo espírito de Maria, Entregar-se ao seu espírito e deixar-se ser movido por ele e Renovar o ato de oferecimento a Ela, pois quanto mais o repetir mais rapidamente a alma se santificará e se unirá a Cristo. (cf. TVD 258)
Viver com Maria Santíssima é tomá-la como Modelo em todas as coisas que iremos fazer, devemos pensar qual seria o modo que Ela agiria em determinada situação, pôr Nela os olhos e contemplar as suas virtudes, de modo que este ato não seja apenas exterior, mas que a alma busque verdadeiramente a imitação da virtude. Nossa Senhora é verdadeiramente um Modelo formado pelo Espírito Santo, para nós o imitarmos na medida em que nossas limitadas forças permitirem. A Virgem Santa recebeu de Deus o encargo de reconstruir a imagem de Deus nas almas, que fora deturpada pelo pecado original. Mas devemos ter sempre em mente que só é possível fundir o que está líquido, para abraçar esta via de santidade tão perfeita o velho Adão deve dar lugar ao Homem novo, transubstanciado em Maria. (cf. TVD 260)
Viver em Maria Santíssima é estar inteiramente sob seu domínio para mais conforme a Cristo estar, de modo que vivamos a experiência de nos arraigar a Ela em todos os momentos de nossas vidas. A Virgem é aclamada sob o título de “Árvore da Vida” por ter produzido por obra do Espírito Santo o fruto da vida eterna, o próprio Cristo. Imaginemos quão abundantes frutos darão aqueles que se confiarem a Maria Santíssima, mas para habitar nesta Terra Imaculada é necessário pedir ao Espírito Santo a graça particular de permanecer no interior da Mãe de Deus, para que o Cristo seja formado em nossas almas e nós Nele. (cf. TVD 261)
Viver para Maria Santíssima é ratificar o ato de oferecimento a Ela, proclamar os seus louvores, defender seus privilégios e anunciar a santa dependência que temos para com Ela nos entregando ao seu serviço, como escravos de amor, tendo como objetivo a maior glória de Deus por esta entrega. Maria Santíssima é o fim próximo, o meio misterioso e fácil de ir ter com Jesus, a recompensa de todo este mísero serviço é a de pertencer a Jesus por Maria. (cf. TVD 265)
Trilhemos, pois a via da santidade inaugurada pelo próprio Cristo, que é a Virgem Maria, despindo-se da criatura velha, para Nela ser formado o homem novo!
Propósitos desta semana:
- Imitar a virtude da Paciência Heróica (em meio às adversidades e procurar agir como Maria Santíssima agiria);
- Defender os privilégios da Imaculada, sem nunca faltar a Caridade Ardente;
- Pedir o seu auxílio para bem viver a Quaresma, tempo propício para nutrir-se em Maria na busca pela santidade.
Para aprofundar-se sobre o tema Consagração a Jesus por Maria Santíssima, acesse: Consagração
Referências:
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Anápolis: Serviço de Animação Eucarística Mariana, 2002.
Para citar este texto:
Mônica Mariana - "Via de santidade: Viver com Maria, por Maria, em Maria e para Maria"
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus
http://formacaodiscipulosdamaededeus.blogspot.com/2011/03/via-de-santidade-viver-com-maria-por.html
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus
http://formacaodiscipulosdamaededeus.blogspot.com/2011/03/via-de-santidade-viver-com-maria-por.html
Etiquetas:
em Maria e para Maria.,
por Maria,
Viver com Maria
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Neuvaine pour la Nativité de la Sainte Vierge
Neuvaine pour la Nativité de la Sainte Vierge
Neuvaine pour la Nativité de la Sainte Vierge
La Fête de la Nativité de Marie
Le 8 septembre
C’est la naissance de la Vierge Marie; faisons-lui fête, en adorant le Christ son fils, le Seigneur. Telle est l'invitation que nous adresse aujourd'hui l'Eglise. Ecoutons son appel ; entrons dans sa joie qui déborde : l'Epoux est proche, puisque son trône est dès maintenant dressé sur terre ; encore un peu, et lui-même paraîtra sous ce diadème de notre humanité dont doit le couronner sa mère au jour de la joie de son cœur et du nôtre. Aussi, comme en la glorieuse Assomption, retentit à nouveau le Cantique sacré ; mais il est plus de la terre, cette fois, que du ciel. Voici qu'en vérité nous est donné mieux que le premier paradis à cette heure. Eden, ne crains plus les retours des mortels humains ; ton chérubin peut cesser sa garde et regagner les cieux. Que nous importent tes beaux fruits auxquels on ne peut toucher sans mourir ? La mort, maintenant, elle est pour ceux qui ne goûteront pas du fruit qui s'annonce parmi les fleurs de la terre vierge où nous fait aborder notre Dieu.
Salut, monde nouveau où les magnificences de la création primitive sont dépassées; salut, port fortuné dont le repos s'offre à nous après tant d'orages! L'aurore paraît ; l'arc-en-ciel brille ; la colombe s'est montrée ; l'arche touche terre, ouvrant au monde de nouvelles destinées. Le port, l'aurore, l'arc-en-ciel, la colombe, l'arche du salut, le paradis du céleste Adam, la création dont l'autre n'était qu'une ébauche, c'est vous, douce enfant, en qui déjà résident toute grâce, toute vérité, toute vie. Vous êtes la petite nuée que le père des Prophètes attendait dans l'angoisse suppliante de son âme, et qui apporte à la terre desséchée la fraîcheur ; sous la faiblesse de vos membres si frêles apparaît la mère du bel amour et de la sainte espérance. Vous êtes cet autre léger nuage d'exquis parfum qu'exhale aux cieux notre désert ; l'incomparable humilité de votre âme qui s'ignore révèle leur Reine aux Anges, armés en guerre près de votre berceau. O tour du vrai David, citadelle où, du premier choc, s'est brisé l'enfer ; vraie Sion, dès l'abord fondée sur les saintes montagnes, au sommet des vertus ; temple et palais dont ceux de Salomon étaient l'ombre ; maison que l'éternelle Sagesse s'est bâtie pour elle-même : le plan réalisé dans vos lignes si pures était arrêté dès l'éternité. Avec l'Emmanuel qui vous prédestina pour son lieu de délices, vous êtes vous-même, enfant bénie, le sommet de toute création, l'idéal divin pleinement réalisé sur terre.
Or donc, comprenons l'Eglise, quand elle acclame dès ce jour votre divine maternité, ne séparant pas la naissance de l'Emmanuel et la vôtre en ses chants. Celui qui, étant Fils en Dieu par essence, voulut l'être aussi dans l'humaine nature, avait avant tous autres desseins résolu qu'il aurait une Mère; tel par suite devait être en celle-ci le caractère primordial, absolu, de ce titre de Mère, qu'il ne fît qu'un dans l'éternel décret avec son être futur, comme en étant le motif, comme renfermant la cause même de son existence ainsi que le principe de toutes ses perfections de nature et de grâce. Donc nous aussi, dès le berceau, devons-nous voir en vous la Mère, et célébrer votre naissance, en adorant votre fils, le Seigneur.
D'autant qu'embrassant tous les frères de l'Homme-Dieu, votre bienheureuse maternité projette ses rayons sur tout ce qui précède ou suit dans le temps ce fortuné jour. Dieu, notre Roi avant les siècles, a opéré le salut au milieu de la terre : « Le milieu de la terre, c'est admirablement Marie, dit l'Abbé de Clairvaux ; Marie, centre universel, arche de Dieu; elle est la cause des choses, l'affaire des siècles. Vers elle se tournent les habitants des cieux comme du séjour de l'expiation, les hommes qui nous précédèrent et nous qui sommes présentement, ceux qui doivent nous suivre, et les fils de nos fils et leurs descendants : les cieux pour voir se remplir leurs vides, les habitants des bas lieux pour leur délivrance; les hommes du premier âge pour être trouvés des prophètes fidèles, ceux qui viennent après pour obtenir de parvenir à la béatitude. Mère de Dieu, Reine des cieux, Souveraine du monde, toutes les générations vous diront bienheureuse ; car vous avez engendré pour toutes la vie et la gloire. En vous à jamais les Anges puisent la joie, les justes la grâce, les pécheurs le pardon ; en vous, et par vous, et de vous la bénigne main du Tout-Puissant a créé une seconde fois ce qu'elle avait fait une première. »
« Solennité d'entrée, dit de ce jour André de Crète; fête initiale, dont le terme est l'union du Verbe et de la chair ; fête virginale, de joie pour tous et de confiance. » « Toutes les nations, soyez présentes, s'écrie Jean Damascène ; toute race, toute langue, tout âge, toute dignité, célébrons joyeusement le jour natal de l'allégresse du monde. » « C'est le commencement du salut, l'origine de toute tète, proclame à son tour saint Pierre Damien : voici qu'est née la Mère de l'Epoux! A bon droit, l'univers aujourd'hui tressaille, et l'Eglise, transportée, module des motifs d'épithalame en ses chœurs. » Mais les docteurs d'Orient et d’Occident ne sont pas seuls à exalter dans les mêmes termes aujourd'hui l'apparition de Marie sur terre. Dans l'Office de la fête, les deux Eglises latine et grecque chantent toujours, chacune en leur langue, cette belle formule de conclusion, identique pour toutes deux : « Votre naissance, o Mère de Dieu, fut l'annonce de la joie pour le monde ; car c'est de vous qu'est né le Soleil de justice, le Christ notre Dieu, qui détruisant la malédiction octroya la bénédiction, et confondant la mort nous gratifia de l'éternelle vie. »
L'accord de Rome et de Byzance dans la célébration de la fête de ce jour remonte au VII° siècle au moins. On ne saurait avec quelque assurance préciser davantage, ni surtout généraliser la date première de son institution. Angers regarde le saint évêque Maurille comme en ayant été le premier auteur, sur un désir de la Bienheureuse Vierge à lui apparue, vers l'an 430, dans les prairies du Marillais : d'où le nom de Notre-Dame Angevine, ou fête de l'Angevine, donné si fréquemment à la présente solennité. Au XI° siècle, Chartres, la ville de Marie, n'en revendique pas moins pour son Fulbert, soutenu de l'autorité de Robert le Pieux, une paît prépondérante dans la diffusion delà glorieuse fête au pays de France; on sait l'intimité de l'évêque et du roi, et comment celui-ci voulut noter lui-même en chant d'une suave mélodie les trois admirables Répons où son ami célèbre le lever de l'étoile mystérieuse qui doit engendrer le soleil, la branche sortant de la tige de Jessé pour porter la fleur divine où se reposera l'Esprit-Saint, la bénigne toute-puissance qui fait produire à la Judée Marie comme la rose à l'épine.
En l'année 1245, dans la session troisième du premier Concile de Lyon, celle-là même où Frédéric II fut déposé de l'empire, Innocent IV établit pour l'Eglise universelle, non la fête partout dès lors observée, mais l'Octave de la Nativité de la Bienheureuse Vierge Marie ; c'était l'accomplissement du vœu fait par lui et les autres cardinaux pendant le veuvage de dix-neuf mois, résultat des intrigues du fourbe empereur, qui suivit pour l'Eglise la mort de Célestin IV, et auquel l'élection de Sinibaldo Fieschi sous le nom d'Innocent avait mis un terme. En 1377, le grand Pape qui venait de briser les chaînes de la captivité d'Avignon, Grégoire XI, voulut compléter par l'adjonction d'une Vigile à la solennité les honneurs rendus à Marie naissante ; mais soit qu'il n'eût exprimé sur ce point qu'un désir, comme un peu plus tard au sujet du jeûne préparatoire à la fête de la Visitation son successeur Urbain VI, soit pour toute autre cause, les intentions du pieux Pontife ne prévalurent que peu de temps dans les années si troublées qui suivirent sa mort.
Avec l'Eglise implorons, comme fruit de cette fête si suave, la paix qui semble fuir toujours plus nos temps malheureux. Ce fut dans la seconde des trois périodes de paix universelle signalées sous Auguste,etdont la dernière marqua l'avènement du Prince même de la paix, que naquit Notre-Dame.
Pendant que se fermait le temple de Janus, l'huile mystérieuse sortait du sol où devait s'élever le premier sanctuaire delà Mère de Dieu dans la Ville éternelle; les présages se multipliaient; le monde était dans l'attente; le poète chantait: « Voici qu'arrive enfin le dernier âge prédit par la Sibylle, voici s'ouvrir la grande série des siècles nouveaux, voici la Vierge ! » En Judée, le sceptre est ôté de Juda ; mais celui-là même qui s'en est approprié la puissance, Hérode l'Iduméen poursuit en hâte la splendide restauration qui doit permettre au second Temple de recevoir dignement dans ses murs l'Arche sainte du nouveau Testament. C'est le mois sabbatique, premier de l'année civile, septième du cycle sacré : Tisri, où commence le repos de chaque septième année, où l'année sainte du jubilé s'annonce ; le plus joyeux des mois, avec sa solennelle Néoménie que signalent les trompettes et les chants, sa fête des Tabernacles, et la mémoire, de l'achèvement du premier Temple sous Salomon. Au ciel, l'astre du jour, parcourant ses demeures du Zodiaque, vient de quitter le signe du Lion pour entrer dans celui de la Vierge. Sur la terre, deux descendants obscurs de David, Joachim et Anne, remercient Dieu qui a béni leur union longtemps inféconde.
Extrait de l'Année Liturgique, tome 5, de Dom Prosper Guéranger
Neuvaine pour la Nativité de la Sainte Vierge
Elle commence le 30 août
On dit tous les jours les prières suivantes :
Au Nom du Père, du Fils et du Saint Esprit. Amen.
Venez, Esprit-Saint, remplissez les cœurs de vos fidèles,
et allumez en eux le feu de votre amour.
Envoyez votre Esprit, et tout sera créé,
Et Vous renouvellerez la face de la terre.
Prions
O Dieu qui avez enseigné le cœur des fidèles par la lumière du Saint Esprit, donnez nous cet Esprit Saint qui nous fasse goûter et aimer le bien et qui répande toujours en nous sa consolation Par Jésus, le Christ, notre Seigneur. Ainsi soit-il.
Prière
O Marie, choisie par l'auguste Trinité, et destinée de toute éternité pour être la Mère du Fils unique du Père, annoncée par les prophètes, attendue par les patriarches, désirée par toutes les nations : sanctuaire sacré, temple vivant du Saint Esprit ; soleil sans tache, parce que vous avez été conçue sans péché ; souveraine du ciel et de la terre, Reine des anges, nous vous honorons avec humilité, nous voulons célébrer avec allégresse la mémoire de votre heureuse naissance ; nous vous supplions de venir naître spirituellement dans nos âmes, de les captiver par votre douceur et par votre amabilité, afin qu'elles soient toujours unies à votre doux et aimable cœur.
I. Maintenant, par neuf salutations distinctes, nous dirigeons nos pensées vers les neuf mois pendant lesquels vous demeurâtes renfermée dans le sein maternel, et disons que tirant votre origine du sang royal de David, vous parûtes avec éclat, lorsque vous naquîtes de Sainte Anne, votre bienheureuse mère. Je Vous salue Marie...
II. Nous vous saluons, enfant céleste, colombe de pureté, qui à la honte du dragon infernal, avez été conçue sans péché. Je Vous salue Marie...
III. Nous vous saluons, aurore resplendissante, qui annoncez le soleil de ; justice, et apportez à la terre le premier rayon de lumière. Je Vous salue Marie...
IV. Nous vous saluons, ô élue de Dieu, qui, comme un soleil sans tache, avez brillé dans la nuit ténébreuse du péché. Je Vous salue Marie...
V. Nous vous saluons, astre brillant, qui avez éclairé le monde enveloppé dans les ténèbres du paganisme. Je Vous salue Marie...
VI. Nous vous saluons, redoutable guerrière, qui, comme une armée rangée en bataille, avez seule mis en fuite l'enfer tout entier. Je Vous salue Marie...
VII. Nous vous saluons, ô belle âme de Marie, que Dieu a regardée avec complaisance de toute éternité. Je Vous salue Marie...
VIII. Nous vous saluons, ô précieuse enfant, nous honorons votre très saint petit corps, les bandelettes dont il fut enveloppé et le berceau où il reposa ; nous bénissons le moment de votre naissance. Je Vous salue Marie...
IX. Nous vous saloons enfin, Bienheureuse Enfant, ornée de toutes les vertus dans un degré infiniment supérieur aux Saints ; c'est pourquoi, Mère digne du Sauveur, vous avez mis au monde le Verbe par la puissance du Saint-Esprit. Je Vous salue Marie...
Prière
O très aimable enfant, qui dans votre heureuse naissance avez consolé le monde, réjoui le Ciel, effrayé l'enfer, apporté du soulagement aux pécheurs, de la consolation aux affligés, de la santé aux malades, de la joie à tous les hommes, nous vous supplions avec ferveur de naître spirituellement dans nos âmes par votre amour ; fixez nos esprits dans votre service, et nos cœurs dans l'union avec vous: faites fleurir en nous ces vertus qui nous rendront agréables à vos yeux très miséricordieux. O Marie, soyez-nous Marie, en nous montrant les salutaires effet de votre doux nom. Que l'invocation de ce saint nom soit notre force dans les peines, notre espérance dans les dangers, notre bouclier dans les combats, et notre soutient à la mort: « Que le Nom de Marie soit un miel à notre bouche, une mélodie à nos oreilles et une jubilation à notre cœur. Ainsi soit-il.
Litanies de la Sainte Vierge
Seigneur, ayez pitié.
Christ ayez pitié.
Seigneur, ayez pitié.
Christ, écoutez-nous.
Christ, exaucez-nous.
Père céleste qui êtes Dieu, ayez pitié de nous.
Fils Rédempteur du monde, qui êtes Dieu,
Esprit-Saint qui êtes Dieu,
Trinité sainte qui êtes un seul Dieu,
Sainte Marie, priez pour nous
Sainte Mère de Dieu,
Vierge sainte entre les vierges,
Mère du Christ,
Mère de l'Église,
Mère de la divine grâce,
Mère très pure,
Mère très chaste,
Mère sans tache,
Mère demeurée vierge,
Mère digne d'amour,
Mère admirable,
Mère du bon conseil,
Mère du Créateur,
Mère du Sauveur,
Vierge très prudente,
Vierge digne d'honneur,
Vierge digne de louanges,
Vierge puissante,
Vierge pleine de bonté,
Vierge fidèle,
Miroir de justice
Siège de la sagesse,
Cause de notre joie,
Demeure de l'Esprit-Saint,
Demeure comblée de gloire,
Demeure toute consacrée à Dieu,
Rose mystique,
Tour de David,
Tour d'ivoire,
Maison d'or,
Arche de la nouvelle alliance,
Porte du ciel,
Etoile du matin,
Santé des malades,
Refuge des pécheurs,
Consolatrice des malheureux,
Secours des chrétiens,
Reine des Anges,
Reine des Patriarches,
Reine des Prophètes,
Reine des Apôtres,
Reine des Martyrs,
Reine des Confesseurs,
Reine des Vierges,
Reine de tous les Saints,
Reine conçue sans le péché originel,
Reine élevée dans les cieux,
Reine du très saint rosaire,
Reine de la famille,
Reine de la paix,
Agneau de Dieu, qui enlevez les péchés du monde pardonnez-nous Seigneur.
Agneau de Dieu, qui enlevez les péchés du monde exaucez-nous. Seigneur.
Agneau de Dieu qui enlevez les péchés du monde, ayez pitié de nous.
Jésus-Christ, écoutez-nous.
Jésus-Christ, exaucez-nous.
V. Votre nativité, ô Vierge Mère de Dieu,
R. A annoncé la joie au monde entier.
Prions
Nous Vous prions, Seigneur, d'accorder à vos serviteurs le bienfait de la grâce céleste, afin que, comme la naissance de la bienheureuse Vierge a été pour eux un commencement de salut, la fête solennelle de sa Nativité leur procure une augmentation de paix.
Pour le Pape
O Dieu, qui êtes le Pasteur et le recteur de tous les fidèles, regardez d'un œil favorable le Pape N., votre serviteur que vous avez établi chef de votre Eglise : faites, par votre grâce, que ses paroles et ses exemples soient profitables à ceux sur qui il a autorité, afin qu'il ait part, dans la vie éternelle avec le troupeau qui lui est confié. Nous Vous le demandons, Père, par Jésus, le Christ, notre Seigneur. Amen.
Pour nos différents besoins
O Dieu, notre refuge et notre force, rendez-vous favorable aux prières de votre Eglise, vous qui êtes l'auteur de toute piété, faites que nous obtenions sûrement ce que nous vous demandons avec confiance, par Jésus, le Christ, Notre Seigneur. Ainsi soit-il.
Que Marie et son tendre Fils nous bénissent ! Ainsi soit-il
Recueil de Neuvaines préparatoires aux principales Fêtes de la Sainte Vierge, Lévis, Mercier et Cie, Libraire, imprimeurs et relieurs, 1886.
Téléchargez le texte de cette Neuvaine (pdf) en cliquant ici
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Film Cattolico – Il Miracolo di Nostra Signora di Fatima
Nostra Signora di Fatima from Paul Humbert Brennan on Vimeo.
Film Cattolico – Il Miracolo di Nostra Signora di Fatima
Un film molto amato che ricrea fedelmente gli avvenimenti che nel 1917 riportarono la speranza e un nuovo ardore religioso in un mondo devastato dalla guerra.
Il regista John Brahm riesce a mescolare abilmente semplicità narrativa ed immagini spettacolari efficacemente supportate dalla colonna sonora di Max Steiner che ottenne una candidatura agli Oscar®.
Come ha osservato il New York Journal-American, il film "illumina lo schermo come un raggio di sole".
ANNO 1952
PAESE
REGIA John Brahm
ATTORI Gilbert Roland, Susan Whitney, Jerez Jackson, Sammy Ogg, Carl Milletaire, Angela Clarke, Frank Silvera
domingo, 19 de agosto de 2012
Estudo sobre o Coração de Maria
| Estudo sobre o Coração de Maria | ![]() | ![]() |
| por Vinícius Vaz |
A expressão "cor immaculatum" é moderna. Ela se tornou de uso corrente depois da definição do dogma da Imaculada Conceição. Depois das aparições da Virgem em Fátima e da publicação dos escritos de irmã Lúcia, a expressão "coração imaculado" se impôs no uso eclesial e litúrgico.Ela atingiu a máxima difusão nos anos de 1942 e 1952, por causa da influência exercida pelos acontecimentos de Fátima, que determinaram a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria e uma quantidade de outras consagrações por parte de instituições eclesiais e às vezes civis. O movimento de piedade para com o Coração Imaculado de Maria alcançou o seu ápice em 1944 com a extensão da festa a toda a Igreja latina. Esses anos eram também anos de intenso florescimento da piedade mariana: nela se inseriu, com vigor jamais conhecido antes, a devoção ao Coração de Maria. 01- Breve história da devoção Na Sagrada Escritura A devoção ao coração de Maria tem o privilégio singular de poder contar com dois textos-chave neotestamentários, que estão na base de toda a tradição bíblica do Antigo Testamento, relacionados com os tempos messiânicos. São eles: "Maria, por sua vez, conservava todas essas coisas, meditando-as no seu coração" (Lc 2,19). "Sua mãe conservava todas essas coisas no seu coração" (Lc 2,51). Há um terceiro texto: "E também a ti uma espada transpassará a alma" (Lc 2,35). Maria é colocada no centro da reflexão cristã sobre os mistérios da infância de Jesus. Isso é muito importante para a espiritualidade cordimariana, já que o coração de Maria, segundo as fontes evangélicas, aparece como o berço de toda a meditação cristã sobre os mistérios de Cristo. E isso confere à devoção ao Coração de Maria um fundamento escriturístico de valor incomparável. O texto da apresentação no templo - é igualmente de grande interesse mariológico, pois nele aparece com indiscutível profundidade a associação interior de Maria com toda a obra salvífica de seu Filho. Tudo o que se realiza no corpo sofredor do Filho realizar-se na alma e no coração da mãe. Na Patrística A patrística, tanto grega quando latina, desenvolveu por meio de esplêndidas reflexões o conteúdo dos textos lucanos. Gregório Taumaturgo já expressa a idéia de que o Coração de Maria foi como que o vaso e o receptáculo de todos os mistérios. Simeão Matafrastes dá testemunho de longa tradição oriental que faz do Coração de Maria o próprio lugar da paixão de Jesus: "O teu lado foi transpassado, mas no mesmo instante o foi também o meu coração". O tema da "concepção no coração" está presente na reflexão mariológica de toda a Idade Média e das épocas seguintes até o Concílio Vaticano II, que no entanto, o atribui à maternidade espiritual de Maria. Hugo de São Vítor põe bem em evidência o tema segundo o qual o Verbo desceu ao seio de Maria justamente porque fora concebido primeiro no seu coração. São João Eudes Na história da devoção é preciso dar lugar especial a este santo "evangelista, apóstolo e doutor" da devoção aos sagrados corações de Jesus e Maria. Com São João Eudes temos: congregações religiosas dedicadas ao culto do Coração de Maria e do Coração de Jesus, as primeiras festas litúrgicas, com ofício e missa próprios, as primeiras obras sistemáticas de histórias, teologia e piedade; as primeiras confrarias, as primeiras aprovações da Igreja, tanto episcopais quanto pontifícias; as primeiras oposições sérias; a primeira grande difusão da devoção aos sagrados corações entre o povo cristão. Que pretendia dizer São João Eudes com a expressão "Coração de Maria"? Em um de seus textos significativos nos dizem tudo. "O seu coração é a fonte e o princípio de todas as grandezas, excelências e prerrogativas com que se adorna, de todas as qualidades eminentes que a elevam acima de todas as criaturas, como o ser filha primogênita do eterno Pai, mãe do Filho, esposa do Espírito Santo e templo da Santíssima Trindade. Quer dizer também que esse santíssimo coração é a fonte de todas as graças que acompanham essas qualidades... e quer dizer ainda que esse mesmo coração é a fonte de todas as virtudes que praticou... E porque foram a humildade, a pureza, o amor e a caridade do coração que a tornaram digna de ser a mãe de Deus e como conseqüência, de possuir todos os dotes e todas as prerrogativas que devem acompanhar essa altíssima dignidade". As aparições de Fátima Hoje, em uma história da devoção ao Coração de Maria, não podemos deixar de fazer menção à mensagem cordimariana que, como nova primavera, as aparições de Fátima nos legaram e devido seu revigoramento, obitveram reconhecimento eclesial.O anjo de Fátima, já na primeira e na segunda aparições, afirma: "Os Sagrados Corações de Jesus e de Maria têm o vosso respeito projetos de misericórdia". E, na terceira aparição, une a reparação ao Coração de Jesus à reparação ao Coração de Maria. A Virgem, na segunda aparição (junho de 1917), declara que Lúcia é apóstola da devoção ao seu Coração com estas palavras: "Jesus quer servir-se de ti para me fazeres conhecer e amar. Ele quer estabelecer ao mundo a devoção ao meu Coração Imaculado. Prometo a salvação a quem a praticar, essa almas serão amadas por Deus como flores colocadas por mim para adornar o seu trono". No entanto, é sobretudo na aparição de junho de 1917 que a mensagem sobre o Coração de Maria se enriquece com uma série de elementos de grande importância: a visão do inferno, o futuro da Rússia soviética, os sofrimentos do mundo, da Igreja e do papa, o triunfo final do Coração de Maria. Nessa aparição a Virgem promete voltar novamente para pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados e a consagração da Rússia. A mensagem cordimariana em Fátima não só assumiu dimensão mundial e eclesial, mas ainda foi posteriormente aprofundada e interiorizada. Quando, nos anos de 1942 e seguintes, se difundem as duas primeiras parte do chamado "segredo de Fátima", Fátima se transforma em fenônemo carismático eclesial de primeira ordem; a partir deste momento começa como que uma nova era na história da Devoção ao Coração de Maria. 02- Liturgia Efetivamente, a primeira festa litúrgica do Coração de Maria, foi celebrada a 8 de fevereiro de 1648, na diocese de Autun. Apesar disso, a festa não possuia nem missa nem ofício próprios. Estes foram finalmente concedidos por Pio IX em 21 de julho de 1855. O texto era inspirado no anterior de São João Eudes. Bem cedo uma nova iniciativa se delineia no horizonte: a consagração do mundo ao Coração de Maria. Já em 1864 alguns bispos pedem ao papa tal consagração, aduzindo como justificativa e motivo a realeza de Maria. A primeira nação que, com o beneplácito da Santa Sé, se consagrou ao Coração de Maria foi a Itália, por ocasião do Congresso Mariano de Turim, em 1897. O pedido decisivo partiu de Fátima e do episcopado português. Inesperadamente, a 31 de outubro de 1942, Pio XII, na sua mensagem radiofônica em português, consagrava o mundo ao Coração de Maria. Acontece, porém, que o que fora pedido nas revelações não era a consagração do mundo, mas, sim, a da Rússia, que devia ser feita pelo papa junto com todos os bispos do mundo. Essa consagração, realizou-se, de modo implícito mas claro, por João Paulo II a 25 de março de 1984. O Papa Paulo VI, a 21 de novembro de1964, ao encerrar a terceira sessão do Concílio Vaticano II, renovava, na presença dos padres conciliares, a consagração ao Coração de Maria feita por Pio XII. Mais recentemente, João Paulo II, no fim de sua primeira encíclica, "Redemptor Hominis" (4 de março de 1979), escreveu um significativo texto sobre o Coração de Maria. Ao tratar do mistério da redenção chega a dizer: "este mistério formou-se, podemos dizer, no coração da Virgem de Nazaré, quando pronunciou o seu "fiat". A partir de tal momento, este coração virginal e ao mesmo tempo materno, sob a ação particular do Espírito Santo, acompanha sempre a obra do seu Filho e se dirige a todos os que Cristo abraçou e abraça continuamente no seu inesgotável amor. E por isso este coração deve ser também maternalmente inesgotável. A característica deste amor materno, que a mãe de Deus incute no mistério da redenção e na vida da Igreja, encontra sua expressão na sua singular proximidade do homem e de todas as suas vicissitudes. Nisso consiste o mistério da mãe". 03 - Práticas e espiritualidade Na história da piedade mariana a devoção ao Coração de Maria suscitou algumas características práticas de piedade, e, sobretudo, uma espiritualidade tanto de caráter ascético de forte purificação, quanto de elevação mística muito acentuada. O costume de dedicar o sábado à Virgem, que remonta à época de Alcuíno, tornou-se hoje a prática do "primeiro sábado do mês" consagrado ao Coração de Maria, talvez por analogia com a prática das "primeiras sexta-feiras" dedicadas ao Coração de Jesus. A prática dos primeiros sábados assume seu cunho definitivo com as revelações da Virgem, que a fixam em "cinco primeiros sábados" e a animam com a grande promessa do Coração de Maria. Eis a promessa: "Olha, minha filha, o meu coração circundado de espinhos, que os homens ingratos me enfiam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, faze algo para consolar-me; e transmite o seguinte: "A todos os que, durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, receberem a santa comunhão, recitarem um rosário e me fizerem companhia durante quinze minutos, mediando sobre os quinze mistérios do rosário, com o objetivo de reparar as ofensas que me são feitas, eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a sua salvação". A devoção ao Coração de Maria sempre foi, durante toda a sua história, fonte inesgotável de vida interior para as almas marianas. Depois, o humanismo devoto de São Francisco de Sales, faz o coração da virgem Maria o lugar de encontro das almas com o Espírito Santo. Se entendermos o termo "coração" em toda a sua riqueza semântica, semita e cristã, pela qual ele designa o "ponto de referência", o lugar em que se concentra a sua essência e de onde partem as suas palavras e as suas ações e, com este sentido, aplicarmos o termo à Virgem, veremos que a imagem por ele evocada é sinal sagrado da pessoa e das ações da própria virgem. Convém insistir na sacramentalidade do "coração": é um órgão escondido, que não obstante se manifesta: não o vemos, mas percebemos as suas "ações" é uma realidade vital, mas que remete à realidade mais elevadas, humanas e sobrenaturais. A devoção ao Coração de Maria não pode reduzir-se à contemplação do "sinal do coração", como às vezes aconteceu em épocas de gosto decadente. Ela deve abranger toda a realidade de Maria, considerada como mistério de graça, o amor e o dom total que ela fez de si a Deus e aos homens. 04- Memória Litúrgica atual A Exortação apostólica "Marialis cultus" (2/2/1974), do Papa Paulo VI inclui a memória do Coração Imaculado da bem-aventurada Virgem Maria entre as "memórias ou festas que... expressam orientações surgidas na piedade contemporânea" (mc 8), o que é verdade. Conteúdos dos textos litúrgicosEssa aproximação das duas festas (Sacratíssimo Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria) nos faz voltar à origem histórica da devoção: na verdade, São João Eudes, nos seus escritos, jamais separa os dois corações. Aliás, durante nove meses a vida do Filho de Deus feito carne pulsou seguindo o mesmo ritmo da vida do coração de Maria. Mas os textos próprios da missa do dia destacam mais a beleza espiritual do coração da primeira discípula de Cristo. Ela, na verdade, trouxe Jesus mais no coração do que no ventre; gerou-o mais com a fé do que com a carne! De acordo com textos bíblicos, Maria escutava e meditava no seu coração a palavra do Senhor, que era para ela como um pão que nutria o íntimo, como que uma água borbulhante que irriga um terreno fecundo. Neste contexto, aparece a fase dinâmica da fé de Maria: recordar para aprofundar, confrontar para encarnar, refletir para atualizar. Maria nos ensina como hospedar Deus, como nutrir-nos com o seu Verbo, como viver tentando saciar a fome e a sede que temos dele. Maria tornou-se, assim, o protótipo dos que escutam a palavra de Deus e dela fazem o seu tesouro; o modelo perfeito dos que na Igreja devem descobrir, por meio de meditação profunda, o hoje desta mensagem divina. Imitar Maria nesta sua atitude quer dizer permanecer sempre atentos aos sinais do tempos, isto é, ao que de estranho e de novo Deus vai realizando na história por trás das aparências da normalidade; em uma palavra, quer dizer refletir, com o coração de Maria, sobre os acontecimentos da vida quotidiana, destes tirando, como ela o fazia, conclusões de fé. Fonte: Dicionário de Mariologia, 1995 - Editora Paulus |
Subscrever:
Mensagens (Atom)






A expressão "cor immaculatum" é moderna. Ela se tornou de uso corrente depois da definição do dogma da Imaculada Conceição. Depois das aparições da Virgem em Fátima e da publicação dos escritos de irmã Lúcia, a expressão "coração imaculado" se impôs no uso eclesial e litúrgico.
Hoje, em uma história da devoção ao Coração de Maria, não podemos deixar de fazer menção à mensagem cordimariana que, como nova primavera, as aparições de Fátima nos legaram e devido seu revigoramento, obitveram reconhecimento eclesial.
Conteúdos dos textos litúrgicos