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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Há 180 anos, Nossa Senhor deu a Medalha Milagrosa para vencer o caos e o mal

Corpo de Santa Catarina Labouré na Capela da rue du Bac, Paris
Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’

Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.

“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.


“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ....

“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant'Ana ...

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem...

Altar da apariçao e poltrona onde Nossa Senhora sentou

“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: .... ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus ... Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações...

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

Veja vídeo
Corpo incorrupto de
Santa Catarina Labouré

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas... sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem... O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.

“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas...

Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhora

“Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.

“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).

“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.

“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.

Rue du Bac, Capela das Aparições

Quatro meses depois da primeira aparição, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo. Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...

“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros. Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Uma Voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras:

“A esfera que vedes representa o mundo inteiro, particularmente a França... e cada pessoa em particular...

“Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi, a beleza e o fulgor, os raios tão belos...

“’É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’, fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria Ela sente concedendo-as...

“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro ... Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

‘Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança...’

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Medalha Milagrosa: primeiros prodígios

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições. “Nossa Senhora quer..., Nossa Senhora está descontente..., é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Por fim, em 1832 foram encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. No mesmo ano começaram a fazer milagres durante uma epidemia de cólera havida na França, em 1832.

Promessas e perspectivas

Santa Catarina Labouré partiu para o Céu em 31 de dezembro de 1876. Naquela data a Medalha Milagrosa já girava pelo mundo todo, com um extraordinário cortejo de milagres e graças para os que a portavam com devoção.

Veja vídeo
Capela das aparições.
Rue du Bac, Paris

As aparições da Medalha Milagrosa, as de La Salette, Lourdes e Fátima, abriram uma esplêndida perspectiva marial para o futuro, malgrado as ameaças em meio às quais presentemente nos encontramos.

“Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio de 1967).
 

DEhttp://revculturalfamilia.blogspot.com/2010/11/ha-180-anos-nossa-senhor-deu-medalha.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SANTA CATALINA LABOURÉ, CONFIDENTE DE LA VIRGEN INMACULADA . LA VIRGEN INMACULADA DE LA MEDALLA MILAGROSA



   Era la media noche del 18 al 19 de julio de 1830 cuando Sor Catalina Labouré que estaba en el Noviciado de las Hijas de la Caridad de París oyó la voz de un niño que la llamaba por su nombre. Se incorporó en la cama y al ver su vestido luminoso y su rostro comprendió que era un ángel. Este le dijo: "La Virgen te espera en la Capilla. ¡Vamos!"

El niño la guiaba en la oscuridad con el destello de su luz. Cuando bajaron a la Capilla, el ángel la hizo acercarse al Altar Mayor y arrodillarse. De pronto, apareció la Virgen y se sentó en el sillón reservado al sacerdote.
Ella se acercó. Apoyó sus manos en las rodilas de la Virgen y así estuvo más de dos horas, mirándola y escuchando sus maternales confidencias. La Virgen se quejó ante la Vidente de ciertos abusos introducidos en la Comunidad. Le reveló sucesos luctuosos que iban a tener lugar, y varios consejos muy personales, para su propia santificación. Al final se despidió anunciándole otra visita, en la que le haría una encomienda especial, un encargo de mucha trascendencia.

El 27 de noviembre del mismo año 1830, a eso de las cinco de la tarde, cuando estaba en la Capilla del Noviciado, en oración, con todas las novicias, volvió a ver a la Virgen y escuchó su mensaje.
La aparición de este día tuvo dos fases. Primero vió a la Virgen de pie, sobre un globo que representaba el mundo. Sus pies aplastaban la Serpiente, símbolo del Tentador. En sus manos sostenía otro globo mucho más pequeño, coronado por una cruz de oro. La Virgen ofrecía este globo al cielo... Sus ojos miraban hacia lo alto. Sus labios se movían, como musitando una oración... De pronto despareció el globo pequeño de sus manos... Estas, descendieron suavemente como dejándose caer, a ambos lados del cuerpo. Los anillos de los dedos, que antes aparecían luminosos, empezaron a despedir haces de luz que llegaban hasta la Tierra... Una voz interior le dijo: "Estos rayos son el símbolo de las gracias que yo derramo sobre todos, pero en especial sobre los que me las piden"... "Innumerables gracias concederé, pero sobre todo a los que me las pidan con confianza".


Después desapareció este cuadro y se produjo como un movimiento rotatorio de todo el conjunto, pudiendo distinguir, como en un óvalo, una Cruz apoyada en la letra M, de grandes proporciones. Debajo de la Cruz y la M aparecieron dos corazones: uno coronado de espinas y el otro atravesado por una espada.
Y como orla de todo el conjunto, doce estrellas que recorrían el óvalo de la medalla.
La Virgen expresó el deseo de que se acuñase una Medalla: en el Anverso, presentándose como Triunfadora del demonio y Dispensadora de todas las gracias de Jesucristo, aplastando la serpeinte y con la jaculatoria: "Oh María, sin pecado concebida, rogad por nosotros que recurrimos a Vos"; y en el Reverso, destacando su asociación a la Pasión de su Hijo y su maternidad espiritual, manifestada de modo especial, al pie de la Cruz. 

LA VIRGEN INMACULADA DE LA MEDALLA MILAGROSA


TRIDUO EN HONOR DE LA VIRGEN INMACULADA DE LA MEDALLA MILAGROSA
Oración para empezar todos los días:
Oh María concebida sin pecado, Madre de Dios y Madre nuestra, llenos de confianza en tu intercesión todopoderosa, que tan a menudo nos manifestaste por tu Medalla Milagrosa, te pedimos que nos obtengas de tu Hijo Jesús, las gracias y los favores que necesitamos, si es que eso nos puede ayudar para adelantar en el Amor de Dios y de nuestros hermanos. Amén

DÍA PRIMERO:
"Venid al pie de este altar. Cerca de mi Hijo encontraréis luz y fuerza".
La Santísima Virgen nos dice el amor de Dios hacia nosotros. Ella nos invita a seguir a Cristo, a comprender lo que Él quiere de nosotros.
Agradezcamos y pidamos a María su ayuda para ser testigos del Amor de Dios.

* Padrenuestro, Avemaría y Gloria... (Pídase la gracia que se desea alcanzar)

* Invocación: Oh María sin pecado concebida, rogad por nosotros que recurrimos a Vos
DÍA SEGUNDO:
"Los pies de la Virgen se apoyaban sobre un globo blanco en el que había una serpiente" El pecado del hombre es la negación del Amor: la injusticia, la violencia, el egoísmo. La serpiente es el símbolo de todo esto y también del Maligno. Pidamos a la Virgen Inmaculada que nos defienda del Maligno enemigo y nos ayude a luchar contra el mal que está en nosotros y a nuestro alrededor.

*Padrenuestro, Avemaría y Gloria... (Pídase la gracia que se desea alcanzar)
*Invocación: Oh María sin pecado concebida, rogad por nosotros que recurrimos a Vos

DÍA TERCERO
"Hagan acuñar una medalla según este modelo". María se une a Jesús en la obra de la salvación del mundo. Todas las gracias nos vienen de Jesús por medio de María, pues conforme al querer y designio de Dios Ella es la distribuidora universal de las gracias obtenidas por el único Mediador entre Dios y los hombres: su Divino Hijo Nuestro Señor Jesucristo.
*Padrenuestro, Avemaría y Gloria... (Pídase la gracia que se desea alcanzar)
*Invocación: Oh María sin pecado concebida, rogad por nosotros que recurrimos a Vos
Oración final para todos los días:
Oh Virgen Inmaculada de la Sagrada Medalla, disipa con un rayo de tus manos nuestras tinieblas interiores, oriéntanos hasta la cumbre donde nos esperas. Haz que tu Medalla sea escudo invulnerable para nuestros cuerpos y nuestras almas y nos ayude a vivir la vida de la Gracia y así poder gozar un día de la Gloria. Amén.

sábado, 20 de novembro de 2010

Sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do Bom Sucesso Há 400 anos Nossa Senhora apareceu a uma religiosa espanhola no mosteiro das concepcionistas em Quito (Equador), e ordenou que se confeccionasse uma imagem sua sob as invocações do título, profetizou impressionantes acontecimentos para os séculos futuros, inclusive o nosso

  • Carlos Antonio E. Hofmeister Poli
    Coronel do Exército de Cavalaria e Estado-Maior (R)
Nossa Senhora apareceu em 2 de fevereiro de 1610 a Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza, uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas de Quito, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem a Ela dedicada. Estamos, portanto, no ano do IV centenário dessa aparição.
A milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso venera-se no Monasterio Real de La Limpia Concepción, em Quito, primeiro convento de monjas contemplativas da América do Sul, fundado em 1577 sob os auspícios do rei de Espanha Filipe II.
Neste artigo serão apresentadas as importantes relações que a devocão a essa imagem tem com os dias atuais. No quadro abaixo, a apreciação de Plinio Corrêa de Oliveira sobre Ela, a ordem do universo e a civilização cristã. 
Plinio Corrêa de Oliveira, grande devoto de Nossa Senhora do Bom Sucesso
É fácil entender a particular devoção de Dr. Plinio, autor de Revolução e Contra-Revolução, a Nossa Senhora do Bom Sucesso. Com efeito, em suas aparições, Nossa Senhora previu a enorme crise de fé e moral de nossos dias e prometeu especial proteção a quem a Ela recorresse sob a invocação do Bom Sucesso. Ora, tendo ele tomado como ideal de vida combater a multissecular crise revolucionária que assola a civilização atual, para isso organizou e dirigiu uma reação verdadeiramente profética. Jamais duvidou da vitória dessa reação, pois sua esperança estava inteiramente posta na mediação universal d’Aquela que esmagou a cabeça da serpente.
Não havia invocação nem atributo autêntico da Santíssima Virgem que deixasse de despertar nele o mais nobre entusiasmo, manifestado de modo veemente ou discreto, conforme as circunstâncias, mas sempre relacionado com a ordem hierárquica do universo, do qual Nossa Senhora é a Rainha. Não seria incorreto dizer que este foi o ponto mais característico da sua vida de piedade.
Para Plinio Corrêa de Oliveira, as imagens de Nossa Senhora do Bom Sucesso e da Virgen Blanca que se venera em Toledo (Espanha) são as que mais correspondem à idéia que ele fazia de Nossa Senhora, tal como Ela se encontra em seu trono no Céu.
Sua jornada de trabalhos, e principalmente de lutas, estendia-se até as três horas da manhã, quando fazia a oração da noite, para a qual convidava os que com ele estivessem na ocasião: algumas preces, o ósculo de várias relíquias de santos canonizados, e concluía rezando três vezes a jaculatória Mater a Bono Successu, diante de um quadro d´Ela. Olhava-o com indizível ternura e se despedia de todos.
Histórico das aparições
Situemo-nos no ano de 1556. Matronas da cidade de Quito, devotas de Maria Imaculada (o dogma só viria a ser proclamado em 1854), desejosas de ter em sua cidade um mosteiro de religiosas concepcionistas, pediram a Filipe II a fundação naquela colônia de um mosteiro consagrado à Imaculada Conceição. O rei enviou, para atender a tão excelente pedido, um grupo de religiosas fundadoras, tendo à testa a Rvda. Madre Maria de Jesus Talvada, descendente de nobre e antiga casa da Galícia, e também a sobrinha desta, a cândida menina Mariana.
A par de sua candura, era Mariana notável por sua rara formosura de alma e de corpo. Grande devota do Santíssimo Sacramento, dotada do dom da profecia, conheceu as inumeráveis dificuldades e sofrimentos pelos quais passariam as religiosas; e, uma vez fundado o mosteiro, o ódio e as perseguições do demônio contra a comunidade ao longo dos séculos. Teve ainda conhecimento de que o mosteiro duraria até o fim do mundo, e que nele haveria sempre uma alma santa, em todos os tempos. Foi-lhe também revelado que a Rainha dos Céus comunicar-se-ia com ela por meio de aparições.
A 13 de janeiro de 1577, fundava-se o mosteiro. Mariana não pôde professar na ocasião, por ter apenas 13 anos. Iniciou seu noviciado e professou aos 15, com o nome de Mariana de Jesus.
A vida de Madre Mariana de Jesus Torres é um portento de santidade. Mantinha profunda intimidade com seu anjo da guarda, e sua devoção dominante era a Jesus Sacramentado. Êxtases, visões e revelações alternavam-se com terríveis perseguições, não só do demônio como também de religiosas relapsas.
Certo dia ocorreu com suas irmãs de hábito algo muito grave. Madre Mariana sofreu em silêncio e recorreu a Nosso Senhor, comunicando-Lhe seus tormentos. O Divino Redentor apareceu-lhe e disse:
— Quando te desposei, experimentei com cuidado tua vontade.
— Senhor — respondeuMadre Mariana — minha vontade está pronta, mas a carne é fraca.
Ao que Nosso Senhor acrescentou: 
Não te faltará fortaleza, assim como não falta nada à alma que Me pede.1
Nesse momento, viu ela Jesus Cristo no Gólgota, quando Ele começava a agonizar. Aterrorizada, exclamou: “Senhor, sou eu a culpada, castiga-me e poupa teu povo!”. Apareceu-lhe então a Santíssima Virgem, que lhe disse:“Não és tu a culpada, mas o mundo criminoso. Estes castigos são para o séc. XX”. Viu então três espadas, cada uma com uma legenda: Castigarei a heresia; Castigarei a blasfêmia; Castigarei a impureza.2
A Santíssima Virgem prosseguiu: “Queres, minha filha, sacrificar-te por este povo?”. Madre Mariana respondeu: “Minha vontade está pronta”. As espadas cravaram-se em seu coração, e ela caiu morta pela violência da dor.3 Morreu verdadeiramente Madre Mariana, e foi apresentada ao juízo de Deus: o Padre Eterno regozijou-se por tê-la criado; o Filho Divino, por tê-la redimido e tomado por esposa; e o Espírito Santo, por tê-la santificado.
Estava no Céu a alma de Madre Mariana, enquanto na Terra se elevavam orações fervorosas por sua vida. Nosso Senhor, querendo atender a essas súplicas, fez Madre Mariana ver como as orações por sua vida subiam ao trono de Deus. Apresentou-lhe duas coroas — uma de glória imortal, e a outra cercada de espinhos — enquanto lhe dizia: “Esposa minha, escolhe uma destas coroas”. E a fazia entender que, com a coroa de glória, ficaria no Céu, ao passo que com a outra voltaria a padecer no mundo. Madre Mariana pediu que a Divina Majestade escolhesse, e não ela. Nosso Senhor respondeu:“Não. Quando te tomei por esposa, provei tua vontade, e agora faço o mesmo”.4
Madre Mariana teve então conhecimento do futuro do mosteiro, das monjas que se salvariam e das que se condenariam; das imensas calamidades do séc. XX, durante o qual choveria fogo do Céu, consumindo os homens e purificando a Terra; das almas daquele mosteiro, as quais, por sua santidade, aplacariam a cólera divina. Voltou-se então para Nossa Senhora e pediu que Ela mesma governasse o mosteiro; e aceitou retornar à Terra, tendo então escolhido, humilde e resignada, a coroa de espinhos. Regressava à vida, com seus 20 anos de idade.
Origem da milagrosa imagem
A vida de Madre Mariana de Jesus Torres, a quem Nossa Senhora do Bom Sucesso apareceu, foi escrita com admirável unção por Frei Manoel de Sousa Peraira, na segunda metade do séc. XVIII, baseando-se no Cuadernón,5 que ele pôde consultar. Este Cuadernón foi posteriormente escondido, em local e data desconhecidos, a fim de preservá-lo das perseguições religiosas pelas quais viria a passar o Equador nos séculos XIX e XX. No livro A Vida Admirável da Rvda. Madre Mariana de Jesus Torres”, de 264 páginas, no qual se baseiam estas linhas, Frei Manoel relata pormenorizadamente as três mortes e duas ressurreições de Madre Mariana, sua atuação como religiosa modelar, seus sofrimentos e lutas, os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (os quais ela recebeu aos 25 anos) e outros fatos extraordinários de sua admirável vida mística. Seu corpo incorrupto, que assim se conserva desde sua derradeira morte em 16 de janeiro de 1635, em capela de seu mosteiro, confirma alguns desses fatos.  
Neste artigo, limitar-nos-emos a abordar mais extensamente a aparição de Nossa Senhora para lhe ordenar a confecção de sua imagem, e como esta foi realizada; ocupar-nos-emos também das revelações que Madre Mariana recebeu da Santíssima Virgem, com referência particular aos dias em que vivemos.
No ano de 1610, rezava insistentemente Madre Mariana à primeira hora da madrugada, prostrada ao solo no coro, pelas necessidades de seu mosteiro, da colônia espanhola da América e da Igreja, quando notou a presença de uma Senhora de extraordinária formosura, sustentando no braço esquerdo um Menino belo como a aurora. Emocionada, a religiosa perguntou:
Quem sois, linda Senhora, e que desejais de mim, que sou só uma sofrida monja?
— Sou Maria do Bom Sucesso, a Rainha dos Céus e da Terra. Porque me invocaste com terno afeto, venho do Céu consolar teu aflito coração. Tuas orações, lágrimas e penitências são muito agradáveis a nosso Pai Celestial. Na mão direita, tenho o báculo que vês, pois quero governar este meu mosteiro como Priora e Mãe. Satanás quer destruir esta obra de Deus, mas não o conseguirá, porque Eu sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do Bom Sucesso, sob cuja invocação quero fazer prodígios em todos os séculos.
É vontade de meu Filho Santíssimo que mandes confeccionar uma imagem, tal como me vês, e que a coloques no trono da abadessa. Na minha mão direita porás o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Em minha mão esquerda porás meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Mosteiro.6
— Senhora —ponderou a religiosa — como realizar tudo isso, se até desconheço Vossa estatura?
— Dá-me o cordão franciscano que trazes à cintura.
A Santíssima Virgem o tomou e colocou uma de suas extremidades na mão de seu Divino Filho, que o aplicou à cabeça da Mãe, indicando a Madre Mariana que, com a outra ponta, tocasse seus pés. O cordão milagrosamente se esticou, até alcançar a estatura exata da Santíssima Virgem.
— Aqui tens, minha filha, a medida de tua Mãe do Céu. Meu servo Francisco del Castilho, a quem explicarás minhas feições e minha postura, talhará minha imagem, pois tem reta consciência e observa religiosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. De tua parte, ajuda-o com orações e humildes sofrimentos”.7
Francisco del Castillo preparou-se com penitências, para tão alto encargo: confessou-se, comungou, e no dia 15 de setembro de 1610 iniciou a confecção da imagem. Quando faltavam apenas os retoques finais, certo de que a imagem, embora satisfatória, nem de longe representava o que Madre Mariana havia visto, resolveu não só fazer mais penitência, mas saiu de viagem em busca das melhores tintas para concluir o trabalho. De regresso, surpreendeu-se ao encontrar já concluída a imagem. Diante do bispo, fez juramento escrito para testemunhar que a imagem não era obra sua, e que a havia encontrado, ao voltar, com uma forma muito diferente da que havia deixado, seis dias antes.
Madre Mariana de Jesus descreve assim os acontecimentos: rezava às três horas da madrugada do dia 16 de janeiro de 1611, no coro, onde estava a imagem que ia sendo esculpida por Francisco del Castillo, quando viu os arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, os quais se apresentavam diante do trono da Rainha dos Céus. São Miguel, saudando-a, disse: “Ave Maria, Filha de Deus Padre”; São Gabriel acrescentou: “Ave Maria, Mãe de Deus Filho”; e São Rafael concluiu: “Maria Santíssima, Esposa puríssima do Espírito Santo”. Nesse momento apareceu São Francisco de Assis, e se uniu aos três arcanjos. Seguidos da milícia celeste, acercaram-se da imagem semi-acabada, transformando-a e refazendo-a, dando-lhe uma beleza inigualável que mão humana jamais poderia conferir. A Virgem estava totalmente iluminada, como se estivesse no meio do sol. Do alto, a Santíssima Trindade olhava comprazida o que acontecia, e os anjos entoavam suas melodias. No meio de todas essas alegrias, a Rainha do Céu penetrou pessoalmente na imagem, como raios de sol que se introduzem em um cristal. Como que tomando vida, tornou-se resplandecente, e com celestial melodia cantou o Magnificat. Os anjos entoaram o hino Salve Sancta Parens (Ave, ó Santa Progenitora).
Essa foi a origem da milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso.8
As extraordinárias revelações da Virgem Santíssima
Madre Mariana recebeu grande número de revelações, nas quais Nossa Senhora profetizou acontecimentos do século XX e vários que já se realizaram. Convido o leitor a tomar conhecimento de alguns, dentre muitos.
Talvez para algum leitor, habituado às precisões matemáticas de hoje (aliás, de si elogiáveis), seja útil mostrar antes a conexão entre o que Nossa Senhora diz sobre o século XX e o que se passa em 2010. Com efeito, cada século se define mais pelo desenrolar dos acontecimentos relevantes que nele se verificam do que pelos dois zeros que caracterizam o ano como múltiplo de cem. Assim, os historiadores situam a Revolução Francesa como acontecimento do século XVIII, ao passo que ela se prolongou, com sua difusão por Napoleão Bonaparte, até o Congresso de Viena em 1815; e só consideram concluído o séc. XIX com o fim da Belle Époque e o início da I Guerra Mundial, em 1914. Isto porque a conceituação mais adequada de um século reside no significado profundo que ele tem na arquitetonia da História. Outro exemplo: quando Paulo VI9 e João Paulo II10 tratam, com clareza e precisão, da tragédia ocorrida na Santa Igreja depois do Concílio Vaticano II, referem-se evidentemente a um fenômeno do séc. XX, tragédia que se prolonga e se desdobra até nossos dias.
“Um presidente verdadeiramente católico”
Em aparição de 16 de janeiro de 1599, Nossa Senhora disse a Madre Mariana: “A pátria em que vives deixará de ser colônia e será república livre; então, chamar-se-á Equador e necessitará de almas heróicas para sustentar-se no meio de tantas calamidades, públicas e privadas”. Previsão cumprida 200 anos depois. Nessa mesma aparição, a Santíssima Virgem afirmou: “No séc. XIX haverá um presidente verdadeiramente católico, varão de caráter, a quem Deus dará a palma do martírio, na mesma praça onde está este meu convento. Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo, e esta consagração sustentará a Religião católica nos anos posteriores, os quais serão amargos para a Igreja”. Com efeito, em 25 de março de 1874, Gabriel Garcia Moreno [foto] tornou o Equador a primeira nação da América consagrada ao Sagrado Coração de Jesus. E no ano seguinte, a 6 de agosto, entregou sua alma a Deus, assassinado pelos inimigos da fé, na mesma praça em que está situado o mosteiro. Antes de expirar, escreveu no solo, com o próprio sangue: Dios no muere.11
“Quando tudo parecer perdido, será o início do triunfo da Santa Igreja”
Em aparição de 2 de fevereiro de 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso entregou o Menino Jesus a Madre Mariana. Em seus braços, Ele revelou-lhe a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, quando “meu Vigário” (o Papa) estiver cativo; e o dogma da Assunção, depois de o mundo sair de um banho de sangue. O que se verificou, respectivamente, em 1854, no pontificado do Bem-aventurado Pio IX, e após a II Guerra Mundial, em 1950.
Em 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra indicou a Madre Mariana que sua invocação de Bom Sucesso iria ser a sustentação e guarda da fé, face à total corrupção do séc. XX. Ela predisse que, “nesses tempos de calamidade, quase não haverá inocência infantil [...], a atmosfera estará saturada de impureza, a qual, como um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e lugares públicos com uma liberdade assombrosa, de maneira que quase não se encontrarão no mundo almas virgens[...]. Quanta dor sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos, profanações da Sagrada Eucaristia. [...] Meu Filho Santíssimo será lançado ao solo e pisoteado por pés imundos. [...] O Sacramento da ordem sacerdotal será ridicularizado, oprimido e desprezado, porque nesse sacramento se oprime e denigre a Igreja de Deus e a Deus mesmo, representado em seus sacerdotes. [...] O Sacramento do matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra [...]. Impor-se-ão leis iníquas, com o objetivo de o extinguir, facilitando a todos viverem mal”.12
Dramaticamente essas profecias indicam o que ocorre em nossos dias em relação aos sacrilégios, ao sacerdócio e àquilo que seria então inacreditável: a legalização de uniões de indivíduos do mesmo sexo, como se elas fossem casamento.
E Nossa Senhora do Bom Sucesso acrescentou: “Quando tudo parecer perdido, será o início do triunfo da Santa Igreja. O pequeno número de almas que guardarão o tesouro da fé e das virtudes sofrerá um cruel e indizível padecer, a par de um prolongado martírio [...], haverá uma guerra formidável e espantosa, na qual correrá sangue de nacionais e estrangeiros, de sacerdotes e de religiosas. Essa noite será terrível, pois parecerá ao homem o triunfo da maldade. Será chegada, então, a hora em que Eu de maneira assombrosa destronarei o soberbo e maldito Satanás, pondo-o abaixo de meus pés e sepultando-o no abismo infernal. Deixarei por fim livres, a Igreja e a pátria, de sua cruel tirania [...]. Ora com insistência, pedindo a nosso Pai Celeste que se compadeça e ponha termo, o quanto antes, a tempos tão nefastos, enviando à Santa Igreja o prelado (do latim, “praelatus” — aquele que vai à frente),que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes. A esse filho meu muito querido amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com amor de predileção, pois o dotaremos de uma capacidade rara, de humildade de coração, de docilidade às divinas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja e de um coração terno e compassivo, para que, qual outro Cristo, atenda o grande e o pequeno, sem desprezar o mais desafortunado que lhe peça luz e conselho em suas dúvidas e amarguras [...]. Em sua mão será posta a balança do Santuário, para que tudo se faça com peso e medida, e Deus seja glorificado”.13
“Alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja”
Em outra ocasião, revelando a mesma situação com ênfase diferente, Nossa Senhora do Bom Sucesso diz: “Tempos funestos sobrevirão, nos quais, cegando na própria claridade, aqueles que queriam defender em justiça os direitos da Igreja, lsem temor servil nem respeito humano, darão a mão aos inimigos da Igreja, para fazer o que estes quiserem. Mas ai do erro do sábio — o que governa a Igreja —, do Pastor do redil que meu Filho Santíssimo confiou a seus cuidados. Mas quando aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e oprimindo os débeis, próxima está sua ruína. Cairão por terra estatelados. E, alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja e adormecerá brandamente, embalada em mãos do hábil coração maternal de meu filho eleito e muito querido daqueles tempos, ao qual, se dócil prestar ouvido às inspirações da graça — sendo uma delas a leitura das grandes misericórdias que meu Filho Santíssimo e Eu temos usado contigo —, enchê-lo-emos de graças e dons muito particulares, fá-lo-emos grande na Terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso, porque, sem temor dos homens, combateu pela verdade e defendeu, impertérrito, os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar mártir”.14
As profecias de Nossa Senhora à Madre Mariana de Jesus Torres impressionam, quer pela clareza com que predisse acontecimentos já realizados, quer pela exatidão com que descreve a imensa crise de nossos dias. E são inteiramente afins com as mensagens de Nossa Senhora em Fátima e em La Salette.
Considerações finais
Deus colocou no centro, e como razão de ser de toda a criação, a realeza de Nosso Senhor, e juntamente a de Nossa Senhora. Assim o esclarece a concepcionista Madre Maria de Ágreda em sua célebre obra Cidade Mística de Deus: “Em Cristo e em Maria estiveram previstas todas as demais obras, e por causa deles, de acordo com o nosso modo de falar, o Altíssimo sentiu-se mais empenhado a criar o restante das criaturas”.15Confirmando esta tese, basta o leitor considerar que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus verdadeiro e verdadeiro Homem; é uma só Pessoa, com as naturezas humana e divina; e Nossa Senhora, mera criatura, é Mãe de Deus. À luz da fé, portanto, não se podem conceber píncaros mais altos que o do Homem-Deus e o de sua Mãe Santíssima. Píncaros estes para os quais converge necessariamente toda a criação, que encontra neles seu centro e sua razão de ser.
Plinio Corrêa de Oliveira relacionava a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso com a idéia que tinha de Nossa Senhora no Céu. Via ele nessa imagem algo que o remetia ao cume da ordem do universo: majestade, misericórdia, poder, beleza, justiça, bondade, pureza e superioridade incomparáveis, só transcendidas, de modo infinito, por Deus. Disto se tem melhor idéia considerando-se que, conforme explicitou Dr. Plinio, a ordem católica — a civilização cristã — é “austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal”.16
Austera, porque exige o cumprimento dos dez Mandamentos da Lei de Deus, como condição de perfeição.
Hierárquica, porque tudo quanto existe é desigual: Deus, infinitamente superior e supremo Legislador; e as criaturas — anjos, homens e seres irracionais — todas insondavelmente desiguais entre si.
Essas desigualdades criadas por Deus não são aterradoras e monstruosas, mas sim proporcionadas à natureza, ao bem estar, ao progresso de cada ser e adequadas à ordenação geral do universo, na qual o mais alto é, a um ou outro título, causa, modelo e mestre do inferior.17 Nessa escala hierárquica, tudo se reporta a Deus, infinitamente nobre, sublime e elevado. Nisto está o âmago da religiosidade.
Se assim é a ordem do universo — hierárquica, harmônica e austera — é compreensível que a humildade inclina ao amor às superioridades; portanto, à autoridade e à obediência. E o orgulho conduz ao ódio a toda desigualdade e à revolta contra toda lei, divina ou humana. Tal ódio, igualitário e subversivo, é o fator mais dinâmico da imensa crise moral que assola o mundo atual. Crise igualitária de revolta e permissivismo moral desenfreado.
Em Nossa Senhora do Bom Sucesso coexistem harmonicamente a representação tanto da suprema majestade quanto da bondade materna criadas, e de uma virginalidade e castidade inigualáveis — daí ser essa devoção particularmente indicada contra o espírito revolucionário de nossos dias. Espírito neopagão, de índole comunista, socialista e anárquica, característica esta que se patenteou na revolução da Sorbonne, de maio de 1968.
Sobre tudo isso paira a realeza de Nossa Senhora, presente em qualquer de suas invocações, pois Ela é sempre Rainha. Em Nossa Senhora das Dores, por exemplo, pois só uma rainha sofre daquela forma e com tamanha intensidade. A nota dominante dessa invocação, porém, convida à compaixão e à compunção. Nossa Senhora do Bom Sucesso apresenta-se-nos como rainha em toda sua grandeza. Como toda rainha, também é mãe, com toda sua maternalidade e ternura.
Conforme o pensamento de Dr. Plinio, toda mulher é rainha, na medida em que é mãe e esposa. Se isto é verdadeiro, por mais modesto que seja o lar, como será então quando se trata da Rainha do Céu e da Terra!
*       *       *
Para concluir, nada poderia ser mais eloqüente do que valermo-nos das palavras da própria Senhora do Bom Sucesso, dirigidas à Madre Mariana de Jesus Torres: “Eu sou poderosa para aplacar a Justiça Divina e alcançar piedade e perdão para toda alma pecadora que a mim recorra com coração contrito, porque sou a Mãe de Misericórdia, e há em mim bondade e amor”.18

DE:http://www.catolicismo.com.br/

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM QUITO, EQUADOR, (1634) : No dia 02 de fevereiro de 1634, repentinamente, apaga-se a luz do santuário da capela do Convento das irmãs Concepcionistas de Quito, Equador. A Santíssima Virgem, em seguida, revela-Se à Madre Mariana e explica que aquele fenômeno simbolizava a Igreja no século XX. Portanto, segundo a Mãe do Verbo, a Igreja de Cristo —luz do mundo— estaria eclipsada a partir do século XX.

 


No ano 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso previu o eclipse da Igreja Católica no século XX

http://fimdostempos.net/nossa-senhora-bom-sucesso-eclipse-catolica.html

No dia 02 de fevereiro de 1634, repentinamente, apaga-se a luz do santuário da capela do Convento das irmãs Concepcionistas de Quito, Equador. A Santíssima Virgem, em seguida, revela-Se à Madre Mariana e explica que aquele fenômeno simbolizava a Igreja no século XX. Portanto, segundo a Mãe do Verbo, a Igreja de Cristo —luz do mundo— estaria eclipsada a partir do século XX.

Claro que uma revelação dessas soa aterrador. No entanto, em pleno século XVII a Santíssima Virgem esclarece os cinco significados daquela ocorrência tão singular e sombria.

Os cinco significados da luz que se apaga no santuário

Segundo as palavras de Nossa Senhora, a luz que naquele momento extinguira no santuário, e hoje está extinta em nosso mundo, representa o seguinte:

Primeiro, a propagação de heresias nos séculos 19 e 20 que apagaria a luz preciosa da fé nas almas;

Em segundo lugar, a catástrofe espiritual no Convento e, por extensão, em toda a Igreja;

Terceiro, a impureza maciça que saturaria a atmosfera. ”Como um mar sujo, a impureza inundará ruas, praças e locais públicos, com uma liberdade nunca vista”, disse Ela. ”Quase não haverá nenhuma alma virgem no mundo”;

Em quarto lugar, a corrupção da inocência das crianças e a crise no clero;

Quinto, o laxismo e a negligência dos ricos, que testemunhariam indiferentes o calvário da Igreja, a virtude sendo perseguida e o triunfo do mal, sem fazerem uso de suas riquezas para combater o erro e restaurar a fé.

Uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX
Refletindo sobre as profecias mais importantes de Nossa Senhora do Bom Sucesso, vemos que elas reportam a uma grave crise mundial na Igreja e na sociedade que se iniciaria no século XIX e se estenderia ao longo do século XX. Durante esse tempo, a Mãe do Verbo advertiu que haveria uma quase total corrupção de costumes e que Satanás quase reinaria completamente por meio das seitas maçônicas.

Na Igreja Católica, os sacramentos seriam profanados e abusados, e a luz da fé seria quase completamente extinta nas almas. Verdadeiramente almas religiosas seriam reduzidas a um número tão pequeno e muitas vocações pereceriam. Ela adverte que uma grande impureza passaria a reinar e as pessoas tornar-se-iam descuidadas das questões espirituais.

A Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja

Em diversas ocasiões a Mãe do Verbo fala de uma apostasia que se estabeleceria no vértice da Igreja. Por exemplo, na aparição de 02 de fevereiro de 1634, depois de advertir Madre Mariana sobre o comportamento de muitos maus Superiores que iriam destruir o espírito da religião, a Santíssima Virgem disse: “Tempos difíceis virão, quando justamente aqueles que deveriam defender os direitos da Igreja ficarão cegos. Sem temor servil ou respeito humano, eles se juntarão os inimigos da Igreja para ajudá-los a realizar seus projetos”.

“Ai do erro dos sábios, de quem governa a igreja, o pastor do rebanho, ao qual Meu Santo Filho mais confiou seus cuidados!

Mais adiante, Ela acrescentou. referindo-se ao papel ruim das autoridades religiosas na crise:

“Mas quando eles aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e opressão aos fracos, a sua queda estará próxima. Paralisados, eles cairão ao chão “.

Portanto, ao mesmo tempo em que a mensagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, como a de Nossa Senhora de Fátima, falam de um grande castigo, elas também oferecem a grande esperança de uma restauração da Santa Igreja.

Consolo e alívio

Assim, paradoxalmente, os detalhes sombrios desta profecia oferecem um consolo e alívio para aqueles que reconhecem a grave crise na Igreja e, consequentemente, na sociedade dos nossos dias.

As profecias nos dão o consolo de saber que a Santíssima Virgem predisse claramente a presente situação calamitosa, que Ela viu e continua vendo o nosso sofrimento presente. Sobretudo, prometeu ajudar-nos a perseverar na luta, sempre que recorrermos a Ela.

Reconhecimento da Igreja

A intervenção de Nossa Senhora do Bom Sucesso não é uma nova aparição. Aconteceu no início do século 17. As revelações de Nossa Senhora do Bom Sucesso e a devoção à sua estátua milagrosa foram aprovadas pela Igreja Católica desde o início. Foi o nono bispo de Quito, Salvador de Ribera, quem aprovou em documentos oficiais a confecção milagrosa da estátua feita por São Francisco de Assis e os três Arcanjos – São Miguel, São Gabriel e São Rafael. Ele próprio presidiu a unção da solene consagração da estátua na Igreja do Real Convento da Imaculada Conceição, em 02 de fevereiro de 1611.

A devoção e as aparições também foram autorizadas e promovidas pelo Bispo próximo de Quito, Pedro de Oviedo, que governou a Diocese de 1630-1646. Cada Bispo desde então – e também o Arcebispo atual – aprovou a devoção e comemoração da festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Em 1991, o Arcebispo de Quito pediu a Roma para uma coroação canônica de Nossa Senhora do Bom Sucesso como Rainha de Quito, numa cerimônia que teve lugar em 02 de fevereiro.

Madre Mariana voluntariamente se imolou para expiar, reparar e apressar o dia da restauração triunfal da Igreja Católica

Por sua vez, a Venerável Madre Mariana de Jesus Torres, uma das madres fundadoras do Convento da Imaculada Conceição, em Quito, Equador, durante a sua vida de 72 anos, foi agraciada com muitas aparições e favores da Santíssima Virgem.

Para expiar as muitos profanações, blasfêmias e abusos e para apressar o dia da restauração triunfal da Igreja Católica, Madre Mariana foi convidada a se tornar uma vítima expiatória para aqueles momentos que são esses nossos. Não é difícil descobrir que a crise prevista para o século XX foi Concílio Vaticano II e suas conseqüências.

Por vários séculos, como Nossa Senhora tinha dito, a vida ea história da Madre Mariana caiu no esquecimento, embora a devoção a Nossa Senhora do Bom Sucesso tenha florescido no interior do Convento. Então, em 08 de fevereiro de 1906, o corpo da Mãe Mariana teve de ser exumado por causa de um projeto de construção. O túmulo foi aberto e seu corpo encontrado incorrupto e inteiro.

DE:http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SOBRE LA NECESIDAD DE LA ORACIÓN A LA VIRGEN por San Juan Bosco : . Sólo al oír el nombre de María, se dan a la fuga los demonios. Por eso, es llamada Auxilium Christianorum, Auxilio de los Cristianos, lo mismo contra los enemigos exteriores que contra los enemigos interiores…


Don Bosco - Fotografía “La Iglesia nos da a conocer el poder y la benignidad de María con aquel himno que empieza: Si coeli quaeris ianuas, Mariae nomen invoca. (Si buscas las puertas del cielo, invoca el nombre de María). Si, para entrar en el cielo, basta invocar el nombre de María, preciso es decir también que Ella es poderosa. Su nombre es representado como puerta del cielo, y todos los que quieren entrar en él deben encomendarse a María…

La Iglesia, en efecto, dice en otro lugar que María, por sí sola, es terrible como un ejército ordenado para la batalla, que lucha contra los enemigos de nuestra alma. Aunque, en el sentido literal de la Sagrada Escritura, estas palabras se refieren a los enemigos de la Iglesia, sin embargo el espíritu de la Iglesia misma las refiere también a nuestros enemigos particulares en las cosas del alma.
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Sólo al oír el nombre de María, se dan a la fuga los demonios. Por eso, es llamada Auxilium Christianorum, Auxilio de los Cristianos, lo mismo contra los enemigos exteriores que contra los enemigos interiores…
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Si alguno de vosotros quiere que cese una obstinada tentación, vencer una pasión, verse libre de muchos peligros de esta vida, o alcanzar una gran virtud, no tiene más que hacer que invocar a María Auxiliadora. Estas y otras gracias espirituales son las que se obtienen en mayor cantidad, y que no se llegan a saber y hacen más provecho a las almas…
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Si yo llego a saber que uno de vosotros ha rezado bien, pero en vano, escribiré inmediatamente una carta a San Bernardo diciéndole que se equivocó cuando dijo: “Acuérdate oh Madre Santa, que jamás se oyó decir que alguno te haya invocado sin tu auxilio recibir”… Pero, podéis estar seguros de que no ocurrirá que tenga que escribir una carta a san Bernardo.
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Y yo os prometo que el demonio fracasará. ¿Sabéis qué quiere decir que el demonio fracasará? Quiere decir que no tendrá ningún poder sobre vosotros, no logrará nunca haceros cometer un pecado, y tendrá que batirse en retirada.”
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Palabras dadas por Don Bosco a los alumnos el 20 de mayo de 1877.
San Juan Bosco. Memorias Biográficas. Volumen 13.
Fuente: Santa Iglesia Militante

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

True devotion to Mary produces 6 wonderful results in your soul



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Be sure that if you remain faithful to the interior and exterior practices of this devotion which I will point out, the following effects will be produced in your soul:
1. Knowledge of our unworthiness
By the light which the Holy Spirit will give you through Mary, his faithful spouse, you will perceive the evil inclinations of your fallen nature and how incapable you are of any good apart from that which God produces in you as Author of nature and of grace.
As a consequence of this knowledge you will despise yourself and think of yourself only as an object of repugnance. You will consider yourself as a snail that soils everything with its slime, as a toad that poisons everything with its venom, as a malevolent serpent seeking only to deceive. Finally, the humble Virgin Mary will share her humility with you so that, although you regard yourself with distaste and desire to be disregarded by others, you will not look down slightingly upon anyone.
2. A share in Mary's faith
Mary will share her faith with you. Her faith on earth was stronger than that of all the patriarchs, prophets, apostles and saints. Now that she is reigning in heaven she no longer has this faith, since she sees everything clearly in God by the light of glory.
However, with the consent of almighty God she did not lose it when entering heaven. She has preserved it for her faithful servants in the Church militant. Therefore the more you gain the friendship of this noble Queen and faithful Virgin the more you will be inspired by faith in your daily life. It will cause you to depend less upon sensible and extraordinary feelings. For it is a lively faith animated by love enabling you to do everything from no other motive than that of pure love. It is a firm faith, unshakable as a rock, prompting you to remain firm and steadfast in the midst of storms and tempests. It is an active and probing faith which like some mysterious pass-key admits you into the mysteries of Jesus Christ and of man's final destiny and into the very heart of God himself.
It is a courageous faith which inspires you to undertake and carry out without hesitation great things for God and the salvation of souls. Lastly, this faith will be your flaming torch, your very life with God, your secret fund of divine Wisdom, and an all-powerful weapon for you to enlighten those who sit in darkness and the shadow of death. It inflames those who are lukewarm and need the gold of fervent love. It restores life to those who are dead through sin. It moves and transforms hearts of marble and cedars of Lebanon by gentle and convincing argument. Finally, this faith will strengthen you to resist the devil and the other enemies of salvation.
3. The gift of pure love
The Mother of fair love will rid your heart of all scruples and inordinate servile fear. She will open and enlarge it to obey the commandments of her Son with alacrity and with the holy freedom of the children of God. She will fill your heart with pure love of which she is the treasury.
You will then cease to act as you did before, out of fear of the God who is love, but rather out of pure love. You will look upon him as a loving Father and endeavor to please him at all times. You will speak trustfully to him as a child does to its father. If you should have the misfortune to offend him you will abase yourself before him and humbly beg his pardon. You will offer your hand to him with simplicity and lovingly rise from your sin. Then, peaceful and relaxed and buoyed up with hope you will continue on your way to him.
4. Great confidence in God and in Mary
Our Blessed Lady will fill you with unbounded confidence in God and in herself:
1) Because you will no longer approach Jesus by yourself but always through Mary, your loving Mother.
2) Since you have given her all your merits, graces and satisfactions to dispose of as she pleases, she imparts to you her own virtues and clothes you in her own merits. So you will be able to say confidently to God: "Behold Mary, your handmaid, be it done unto me according to your word."
3) Since you have now given yourself completely to Mary, body and soul, she, who is generous to the generous, and more generous than even the kindest benefactor, will in return give herself to you in a marvelous but real manner. Indeed you may without hesitation say to her, "I am yours, O Blessed Virgin, obtain salvation for me," or with the beloved disciple, St. John, "I have taken you, Blessed Mother, for my all." Or again you may say with St. Bonaventure, "Dear Mother of saving grace, I will do everything with confidence and without fear because you are my strength and my boast in the Lord," or in another place, "I am all yours and all that I have is yours, O glorious Virgin, blessed above all created things.
Let me place you as a seal upon my heart, for your love is as strong as death." Or adopting the sentiments of the prophet, "Lord, my heart has no reason to be exalted nor should my looks be proud; I have not sought things of great moment nor wonders beyond my reach; nevertheless, I am still not humble. But I have roused my soul and taken courage. I am as a child, weaned from earthly pleasures and resting on its mother's breast. It is upon this breast that all good things come to me."
4) What will still further increase your confidence in her is that, after having given her in trust all that you possess to use or keep as she pleases, you will place less trust in yourself and much more in her whom you have made your treasury. How comforting and how consoling when a person can say, "The treasury of God, where he has placed all that he holds most precious, is also my treasury." "She is," says a saintly man, "the treasury of the Lord."
5. Communication of the spirit of Mary
The soul of Mary will be communicated to you to glorify the Lord. Her spirit will take the place of yours to rejoice in God, her Savior, but only if you are faithful to the practices of this devotion. As St. Ambrose says, "May the soul of Mary be in each one of us to glorify the Lord! May the spirit of Mary be in each one of us to rejoice in God!" "When will that happy day come," asks a saintly man of our own day whose life was completely wrapped up in Mary, "when God's Mother is enthroned in men's hearts as Queen, subjecting them to the dominion of her great and princely Son?
When will souls breathe Mary as the body breathes air?" When that time comes wonderful things will happen on earth. The Holy Spirit, finding his dear Spouse present again in souls, will come down into them with great power. He will fill them with his gifts, especially wisdom, by which they will produce wonders of grace. My dear friend, when will that happy time come, that age of Mary, when many souls, chosen by Mary and given her by the most High God, will hide themselves completely in the depths of her soul, becoming living copies of her, loving and glorifying Jesus? That day will dawn only when the devotion I teach is understood and put into practice. Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae: "Lord, that your kingdom may come, may the reign of Mary come!"
6. Transformation into the likeness of Jesus
If Mary, the Tree of Life, is well cultivated in our soul by fidelity to this devotion, she will in due time bring forth her fruit which is none other than Jesus. I have seen many devout souls searching for Jesus in one way or another, and so often when they have worked hard throughout the night, all they can say is, "Despite our having worked all night, we have caught nothing." To them we can say, "You have worked hard and gained little; Jesus can only be recognized faintly in you." But if we follow the immaculate path of Mary, living the devotion that I teach, we will always work in daylight, we will work in a holy place, and we will work but little.
There is no darkness in Mary, not even the slightest shadow since there was never any sin in her. She is a holy place, a holy of holies, in which saints are formed and molded.
Please note that I say that saints are molded in Mary. There is a vast difference between carving a statue by blows of hammer and chisel and making a statue by using a mould. Sculptors and statue-makers work hard and need plenty of time
to make statues by the first method. But the second method does not involve much work and takes very little time. St. Augustine speaking to our Blessed Lady says, "You are worthy to be called the mould of God." Mary is a mould capable of forming people into the image of the God-man. Anyone who is cast into this divine mould is quickly shaped and molded into Jesus and Jesus into him. At little cost and in a short time he will become Christ-like since he is cast into the very same mould that fashioned a God-man.
I think I can very well compare some spiritual directors and devout persons to sculptors who wish to produce Jesus in themselves and in others by methods other than this. Many of them rely on their own skill, ingenuity and art and chip away endlessly with mallet and chisel at hard stone or badly-prepared wood, in an effort to produce a likeness of our Lord. At times, they do not manage to produce a recognizable likeness either because they lack knowledge and experience of the person of Jesus or because a clumsy stroke has spoiled the whole work. But those who accept this little-known secret of grace which I offer them can rightly be compared to smelters and molders who have discovered the beautiful mould of Mary where Jesus was so divinely and so naturally formed. They do not rely on their own skill but on the perfection of the mould. They cast and lose themselves in Mary where they become true models of her Son.
You may think this a beautiful and convincing comparison. But how many understand it? I would like you, my dear friend, to understand it. But remember that only molten and liquefied substances may be poured into a mould. That means that you must crush and melt down the old Adam in you if you wish to acquire the likeness of the new Adam in Mary.
7. The greater glory of Christ
If you live this devotion sincerely, you will give more glory to Jesus in a month than in many years of a more demanding devotion. Here are my reasons for saying this:
(1) Since you do everything through the Blessed Virgin as required by this devotion, you naturally lay aside your own intentions no matter how good they appear to you. You abandon yourself to our Lady's intentions even though you do not know what they are. Thus you share in the high quality of her intentions, which are so pure that she gave more glory to God by the smallest of her actions, say, twirling her distaff, or making a stitch, than did St. Laurence suffering his cruel martyrdom on the grid-iron, and even more than all the saints together in all their most heroic deeds! Mary amassed such a multitude of merits and graces during her sojourn on earth that it would be easier to count the stars in heaven, the drops of water in the ocean or the sands of the sea-shore than count her merits and graces. She thus gave more glory to God than all the angels and saints have given or will ever give him. Mary, wonder of God, when souls abandon themselves to you, you cannot but work wonders in them!
(2) In this devotion we set no store on our own thoughts and actions but are content to rely on Mary's dispositions when approaching and even speaking to Jesus. We then act with far greater humility than others who imperceptibly rely on their own dispositions and are self- satisfied about them; and consequently we give greater glory to God, for perfect glory is given to him only by the lowly and humble of heart.
(3) Our Blessed Lady, in her immense love for us, is eager to receive into her virginal hands the gift of our actions, imparting to them a marvelous beauty and splendor, and presenting them herself to Jesus most willingly. More glory is given to our Lord in this way than when we make our offering with our own guilty hands.
(4) Lastly, you never think of Mary without Mary thinking of God for you. You never praise or honor Mary without Mary joining you in praising and honoring God. Mary is entirely relative to God. Indeed I would say that she was relative only to God, because she exists uniquely in reference to him.
She is an echo of God, speaking and repeating only God. If you say "Mary" she says "God". When St. Elizabeth praised Mary calling her blessed because she had believed, Mary, the faithful echo of God, responded with her canticle, "My soul glorifies the Lord." What Mary did on that day, she does every day. When we praise her, when we love and honor her, when we present anything to her, then God is praised, honored and loved and receives our gift through Mary and in Mary.
by Saint Louis de Montfort

DE:http://americaneedsfatima.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Revelações sobre Pio XII, Fátima e dogma da Assunção :foi encontrado no arquivo familiar um manuscrito inédito no qual o Papa Pacelli descreve o «milagre do sol», um episódio do qual até hoje se havia falado só através do testemunho indireto do cardeal Federico Todeschini, que o contou durante uma homilia. «Vi o ‘milagre do sol’, esta é a pura verdade», escreveu o Papa Eugenio Pacelli, referindo-se a um fenômeno similar ao que havia acontecido em Fátima, em 13 de outubro de 1917.

http://www.mensagensdemaria.org/images/pioXII_fenomeno_sol.jpghttp://www.gazetadopovo.com.br/midia_tmp/370--pio12.jpgO jornalista Andrea Tornielli apresenta dados inéditos sobre o fenômeno do sol que rodava

Por Antonio Gaspari
ROMA, terça-feira, 4 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Andrea Tornielli, vaticanista de «Il Giornale» e comissário da exposição «Pio XII – o homem e o pontificado (1876-1958)», que estará aberta ao público de 4 de novembro de 2008 a 6 de janeiro de 2009, no Braço de Carlomagno do Vaticano, revelou que foram encontradas as anotações nas quais Pio XII narra que viu o sol rodar quatro vezes por ocasião da proclamação do dogma da Assunção.
Tornielli explicou à Zenit que foi encontrado no arquivo familiar um manuscrito inédito no qual o Papa Pacelli descreve o «milagre do sol», um episódio do qual até hoje se havia falado só através do testemunho indireto do cardeal Federico Todeschini, que o contou durante uma homilia.
«Vi o ‘milagre do sol’, esta é a pura verdade», escreveu o Papa Eugenio Pacelli, referindo-se a um fenômeno similar ao que havia acontecido em Fátima, em 13 de outubro de 1917.
Na nota, que se pode ver na exposição, Pacelli recorda que em 1950, pouco antes de proclamar o dogma da Assunção (1º de novembro), enquanto passeava nos jardins vaticanos, assistiu várias vezes ao mesmo fenômeno que se verificou em 1917, ao final das aparições de Fátima, e o considerou uma confirmação celeste de tudo que estava por realizar.
Pio XII escreveu que era o dia 30 de outubro de 1950, às 16h: durante «o habitual passeio nos jardins vaticanos, lendo e estudando», à altura da praça da Senhora de Lourdes «rumo ao alto da colina, no caminho da direita que beira a muralha (...) fiquei impressionado por um fenômeno, que nunca até agora havia visto».
«O sol, que estava ainda bastante alto, aparecia como um globo opaco amarelado, circundado ao redor por um círculo luminoso», que, contudo, não impedia em absoluto fixar o olhar «sem receber o mais mínimo incômodo. Havia uma pequena nuvem adiante».
A nota de Pacelli continua descrevendo «o globo opaco» que «se movia para fora ligeiramente, seja girando, seja movendo-se da esquerda para a direita e vice-versa. Mas dentro do globo se viam com toda clareza e sem interrupção fortíssimos movimentos».
O Papa testifica ter assistido ao mesmo fenômeno «em 31 de outubro e 1º de novembro, dia da definição do dogma da Assunção, depois outra vez em 8 de novembro. Depois já não mais».
O Papa Pacelli menciona ter tentado «várias vezes» nos outros dias, à mesma hora e em condições atmosféricas similares, «ter olhado o sol para ver se aparecia o mesmo fenômeno, mas em vão, não podia fixar a vista sequer um instante, os olhos ficavam cegos».
O pontífice falou do sucedido com alguns cardeais e outros mais chegados, tanto que a Irmã Pascalina Lehnert, a religiosa governanta do apartamento papal, declarou ao respeito que «Pio XII estava muito persuadido da realidade do extraordinário fenômeno, ao qual havia assistido em quatro ocasiões».
Segundo Tornielli, existe um vínculo sólido entre a vida de Eugenio Pacelli e o mistério da Virgem Maria.
«Desde criança – sublinhou –, Eugenio Pacelli era devoto e estava inscrito na Congregação da Assunção, que tinha a capela perto da Igreja do Jesus. Uma devoção que parecia profética, já que foi precisamente ele quem declarou o dogma da Assunção em 1950.»
O futuro Papa celebrou sua primeira Missa como sacerdote em 3 de abril de 1899, no altar do ícone de Maria «Salus Populi Romani», na capela Borguese, da Basílica de Santa Maria a Maior.
«E depois – continua Tornielli –, Eugenio Pacelli recebeu a ordenação episcopal do Papa Bento XV na capela Sistina, em 13 de maio de 1917, dia da primeira aparição da Virgem em Fátima.»
Em 1940, em qualidade de pontífice, reconheceu definitivamente as aparições de Fátima, e em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.
Encontrou-se muitas vezes com a Irmã Lúcia, a vidente de Fátima, e lhe ordenou que transcrevesse as mensagens recebidas de Nossa Senhora, convertendo-se, portanto, no primeiro pontífice em conhecer aquilo que durante anos foi conhecido como o terceiro segredo, e que João Paulo II divulgou.
Em 1º de novembro de 1950, após ter consultado os bispos do mundo inteiro, unanimemente concordes – só seis respostas sobre 1.181 manifestavam alguma reserva –, com a Bula Munificentissimus Deus, Pio XII proclamou o dogma da Assunção, como cumprimento do dogma da Imaculada Conceição.