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segunda-feira, 22 de março de 2010

See how Our Lady loves you

Blessed, indeed, are those Christians who bind themselves faithfully and completely to Our Lady as to a secure anchor!

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The violent storms of the world will not make them founder or carry away their heavenly riches. Blessed are those who enter into her as into another Noah's ark!

The flood waters of sin which engulf so many will not harm them because, as the Church makes Mary say in the words of divine Wisdom, "Those who work with my help - for their salvation - shall not sin."

Blessed are the unfaithful children of unhappy Eve who commit themselves to Mary, the ever-faithful Virgin and Mother who never wavers in her fidelity and never goes back on her trust. She always loves those who love her, not only with deep affection, but with a love that is active and generous. By an abundant outpouring of grace she keeps them from relaxing their effort in the practice of virtue or falling by the wayside through loss of divine grace.

Moved by pure love, this good Mother always accepts whatever is given her in trust, and, once she accepts something, she binds herself in justice by a contract of trusteeship to keep it safe.

Is not someone to whom I entrust the sum of a thousand francs obliged to keep it safe for me so that if it were lost through his negligence he would be responsible for it in strict justice? But nothing we entrust to the faithful Virgin will ever be lost through her negligence. Heaven and earth would pass away sooner than Mary would neglect or betray those who trusted in her.

Poor children of Mary, you are extremely weak and changeable. Your human nature is deeply impaired. It is sadly true that you have been fashioned from the same corrupted nature as the other children of Adam and Eve. But do not let that discourage you. Rejoice and be glad! Here is a secret which I am revealing to you, a secret unknown to most Christians, even the most devout.

Do not leave your gold and silver in your own safes which have already been broken into and rifled many times by the evil one.

They are too small, too flimsy and too old to contain such great and priceless possessions. Do not put pure and clear water from the spring into vessels fouled and infected by sin. Even if sin is no longer there, its odor persists and the water would be contaminated. You do not put choice wine into old casks that have contained sour wine. You would spoil the good wine and run the risk of losing it.

Saint Louis de Montfort


sábado, 20 de março de 2010

Deus nos deu uma Mãe incomparável Maria, aurora para o mundo e para cada alma em particular. Maria, “nossa vida” e “nossa doçura”.


Nossa Senhora da Candelária

Quereis transformar vossas vidas? Quereis praticar as virtudes que vos parecem inacessíveis, e que entretanto Deus vos pede? Quereis conhecer as alegrias inefáveis que somente o amor de Jesus pode proporcionar, e que faziam as delícias dos santos? Quereis experimentar em vós essas maravilhas?

Se o quiserdes seriamente, não hesiteis um só segundo: dirigi-vos a Maria. Não há caminho mais direto para ir a Nosso Senhor.

Maria – canta a liturgia católica – é nossa vida e nossa doçura: “Vita, dulcedo et spes nostra, salve!”. Estas palavras, tão consoladoras e tão profundas, servirão de introdução dogmática a este modesto volume, e nos lembrarão o papel capital que a Mãe de Cristo exerce junto de nós.

A sublimidade da Virgem Mãe

Mas essa vida transbordante, essa vida divina que nos dá o Salvador, não a recebemos senão por Maria. Como Adão, o Messias teria podido vir ao mundo na plenitude de sua força e beleza. Nada teria sido mais fácil à sua onipotência. Entretanto, Ele não quis agir assim; nasceu de uma virgem.

Maria formou seu divino Corpo no seu seio imaculado. Ela O alimentou, velou sobre Ele durante seus primeiros anos, guardou-O junto de si durante muito tempo. Quando soou a hora da imolação suprema, Ela estava de pé junto da Cruz e, com a alma dilacerada, oferecia ao Pai seu Filho bem-amado para a salvação dos homens. Foi Maria quem deu Jesus ao mundo.

O papel sublime da Virgem Mãe não se detém aí. Nosso Senhor não se contenta de ter vindo ao mundo na gruta de Belém; Ele também deseja nascer em cada uma de nossas almas. Quando recebemos a graça santificante, é a vida de Jesus que nasce em nós.

A dispensadora de todas as graças

Vossa alma está cambaleante? Tendes grande dificuldade em conservar no coração, em meio às tentações violentas deste mundo, o tesouro da amizade divina? Apesar de vossos bons propósitos, constatais quedas e reincidências freqüentes? Se assim é, não tenhais dúvida: estais muito distante da fonte das graças, negligenciais de invocar Maria em vosso auxílio. Se A tivésseis invocado mais fielmente, não teríeis caído.

Vossa alma está desencorajada sob o golpe da provação? O que fizestes, pois, na hora do sofrimento? Vós vos abandonastes a essa tristeza morna que paralisa vossas forças. Omitistes no abatimento os deveres de estado, talvez até mesmo as práticas de piedade. Era necessário atirar-vos instintivamente nos braços de vossa Mãe celeste; devíeis ter rezado a Ela a todo custo.

Se não tivestes sequer a força de murmurar uma simples Ave-Maria, devíeis ao menos ter clamado por Ela invocando seu nome bendito. Imediatamente Ela se teria inclinado sobre vós, vos consolado e reconfortado. Maria é a vida de nossas almas porque nos dá Jesus, Autor de toda vida.

Maria é também nossa doçura

Ela não se contenta em trabalhar eficazmente pela nossa salvação; esforça-se por torná-la mais fácil, cobrindo de flores sob os nossos passos o árduo caminho da virtude.

Maria tem por nós uma ternura de Mãe. Não se esqueceu das últimas recomendações que Jesus lhe dirigiu ao morrer. Quando agonizava na Cruz, o Salvador nos confiou a Ela: “Eis vosso filho” (Jo 19,26), disse-lhe, apontando para cada um de nós. Essas palavras ficaram profundamente gravadas em seu coração tão puro e tão bom. A partir de então Ela não cessa de exercer junto de nós os deveres da mais afetuosa das mães.

Maria sabe, aliás, que de algum modo nos é devedora de seus incomparáveis privilégios. Se não tivéssemos pecado, se não tivéssemos tido necessidade da Redenção, teria Ela conhecido as alegrias – que ultrapassam infinitamente nossas curtas inteligências – da maternidade divina?

É, pois, com certa forma de reconhecimento que Ela se debruça sobre nossas misérias para nos ajudar.

A Santíssima Virgem ameniza nossa vida

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Intercede junto de Nosso Senhor para afastar de nós as penas e os castigos que com tanta freqüência merecemos. Como nas Bodas de Caná, sua piedade se compadece de nossas aflições. Ela dirige em nosso favor uma prece ao seu Divino Filho, e quase sempre o Coração compassivo de Cristo se deixa tocar.

Há, entretanto, horas em que a provação se abate sobre nós – o sofrimento é a grande lei da vida. Maria concede então aos que A invocam tal abundância de graças, que eles não sentem mais o peso do fardo que os esmagava.

Em vossas provações, lançai, pois, sobre Maria um longo olhar de esperança e amor. Aprendereis por vossa própria experiência aquilo que sentiram tão freqüentemente os grandes servidores de Nossa Senhora.

As cruzes são muito amargas, mas, como dizia São Luís Maria Grignion de Montfort, a divina Mãe as prepara para nós como um confeito no mel da divina caridade.

A Imaculada Conceição

Tendo criado os anjos para torná-los partícipes de suas delícias infinitas, grande número deles preferiu a satisfação de seu orgulho às glórias beatíficas da divina caridade.

E tendo criado nossos primeiros pais para uma felicidade que ultrapassava sem medida as mais exigentes aspirações do coração humano, eles se desviaram com ingratidão de seu soberano Benfeitor.

Deus não podia aceitar essa dupla derrota. Ele devia a Si próprio uma revanche esplendorosa. Então, se ouso me exprimir assim, o Artista incomparável se pôs novamente à obra.

E concebeu a idéia de uma criatura admirável que ultrapassaria em beleza o homem no esplendor de sua inocência original, e cuja radiante perfeição faria empalidecer a dos anjos mais resplandecentes. Quando os tempos se completaram, Ele realizou plenamente essa obra-prima de sua inteligência e de seu amor: fez a Virgem Maria.

O primeiro privilégio que lhe concedeu foi o da Imaculada Conceição. Importa compreender bem no que consiste esse privilégio único.

Um florão de glória

O Altíssimo não se contentou de criar Maria em estado de graça, como fez com os anjos e com os nossos primeiros pais. Os teólogos nos ensinam que a Santíssima Virgem, nesse primeiro instante, ultrapassava em perfeição não somente ao anjo mais elevado, mas ainda a todos os anjos e a todos os santos reunidos.

Quando o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, o universo católico exultou de alegria. Os canhões do castelo de Sant’Angelo – onde o estandarte pontifício ainda tremulava na clara luz de Roma – anunciaram ao mundo a feliz notícia.

Em todos os países os fiéis manifestaram sua alegria; em muitas grandes cidades eles decoraram espontaneamente suas casas e as iluminaram. Compreende-se que corações cristãos se rejubilem ao ver um novo florão de glória colocado na coroa de sua Mãe.

Contai a Maria vossas tristezas

Crede firmemente, com São Bernardo, que nunca invocareis em vão vossa Mãe do Céu. Confiai a Ela os interesses de vossas almas. Ela vos fortificará em vossas tentações e vos dará uma pequena fagulha de seu amor por Jesus, a qual iluminará em vossas almas o doce fogo da divina caridade.

Confiai a Ela as penas de vossos corações. Estais feridos por aquelas ingratidões e friezas, tão cruéis quando procedentes de pessoas ternamente amadas? Estais quebrados por aqueles lutos que matam de um golpe a alegria de vossas pobres existências? Contai a Maria vossas tristezas. Ela vos consolará e vossas lágrimas de tristeza se transformarão em prantos de reconhecimento.

Confiai a Ela vossas preocupações materiais. Ela conduzirá do melhor modo os vossos negócios, para atender aos vossos verdadeiros interesses. Em todas as dificuldades, em toda circunstância, em todo momento, olhai a doce Estrela do mar, invocai Maria. Respice stellam, voca Mariam.

A Natividade da Santíssima Virgem

O dia em que nasceu a Rainha do Céu foi um dos mais belos da História da humanidade. Ele anunciava à Terra amaldiçoada a proximidade da libertação há tanto tempo esperada.

Temos dificuldade em compreender o alívio imenso que significou para o mundo o nascimento de Maria. Lamentamos muito a infelicidade de nossa época.

Nós que, apesar de tudo, vivemos numa atmosfera de cristianismo, somos – mesmo os mais infelizes – os privilegiados da Providência. Parecemos ignorar a horrível miséria na qual gemia o mundo antigo.

Pobres homens dos tempos antigos!

A sociedade antiga estava fundada sobre o esmagamento do fraco, sobre o desprezo da dignidade humana. A maior parte da humanidade suportava as torturas da escravidão. Até mesmo Roma, que se mostrava tão orgulhosa de sua civilização, considerava a multidão de seus escravos como um imenso rebanho destinado à carnificina.

Deus não secara inteiramente a fonte das graças; não recusava o perdão ao pecador arrependido. Mas só o concedia mediante a contrição perfeita. As almas, tão fracas em meio às tentações da carne, privadas dos socorros espirituais que agora possuímos em abundância, caíam aos milhares no abismo infernal.

Pobres homens dos tempos antigos!

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fonte:Catolicismo

domingo, 14 de março de 2010

Sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do Bom Sucesso

Há 400 anos Nossa Senhora apareceu a uma religiosa espanhola no mosteiro das concepcionistas em Quito (Equador), e ordenou que se confeccionasse uma imagem sua sob as invocações do título, profetizou impressionantes acontecimentos para os séculos futuros, inclusive o nosso

  • Carlos Antonio E. Hofmeister Poli
    Coronel do Exército de Cavalaria e Estado-Maior (R)

Nossa Senhora apareceu em 2 de fevereiro de 1610 a Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza, uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas de Quito, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem a Ela dedicada. Estamos, portanto, no ano do IV centenário dessa aparição.

A milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso venera-se no Monasterio Real de La Limpia Concepción, em Quito, primeiro convento de monjas contemplativas da América do Sul, fundado em 1577 sob os auspícios do rei de Espanha Filipe II.

Neste artigo serão apresentadas as importantes relações que a devocão a essa imagem tem com os dias atuais. No quadro abaixo, a apreciação de Plinio Corrêa de Oliveira sobre Ela, a ordem do universo e a civilização cristã.

Plinio Corrêa de Oliveira, grande devoto de Nossa Senhora do Bom Sucesso

É fácil entender a particular devoção de Dr. Plinio, autor de Revolução e Contra-Revolução, a Nossa Senhora do Bom Sucesso. Com efeito, em suas aparições, Nossa Senhora previu a enorme crise de fé e moral de nossos dias e prometeu especial proteção a quem a Ela recorresse sob a invocação do Bom Sucesso. Ora, tendo ele tomado como ideal de vida combater a multissecular crise revolucionária que assola a civilização atual, para isso organizou e dirigiu uma reação verdadeiramente profética. Jamais duvidou da vitória dessa reação, pois sua esperança estava inteiramente posta na mediação universal d’Aquela que esmagou a cabeça da serpente.

Não havia invocação nem atributo autêntico da Santíssima Virgem que deixasse de despertar nele o mais nobre entusiasmo, manifestado de modo veemente ou discreto, conforme as circunstâncias, mas sempre relacionado com a ordem hierárquica do universo, do qual Nossa Senhora é a Rainha. Não seria incorreto dizer que este foi o ponto mais característico da sua vida de piedade.

Para Plinio Corrêa de Oliveira, as imagens de Nossa Senhora do Bom Sucesso e da Virgen Blanca que se venera em Toledo (Espanha) são as que mais correspondem à idéia que ele fazia de Nossa Senhora, tal como Ela se encontra em seu trono no Céu.

Sua jornada de trabalhos, e principalmente de lutas, estendia-se até as três horas da manhã, quando fazia a oração da noite, para a qual convidava os que com ele estivessem na ocasião: algumas preces, o ósculo de várias relíquias de santos canonizados, e concluía rezando três vezes a jaculatória Mater a Bono Successu, diante de um quadro d´Ela. Olhava-o com indizível ternura e se despedia de todos.

Histórico das aparições

Situemo-nos no ano de 1556. Matronas da cidade de Quito, devotas de Maria Imaculada (o dogma só viria a ser proclamado em 1854), desejosas de ter em sua cidade um mosteiro de religiosas concepcionistas, pediram a Filipe II a fundação naquela colônia de um mosteiro consagrado à Imaculada Conceição. O rei enviou, para atender a tão excelente pedido, um grupo de religiosas fundadoras, tendo à testa a Rvda. Madre Maria de Jesus Talvada, descendente de nobre e antiga casa da Galícia, e também a sobrinha desta, a cândida menina Mariana.

A par de sua candura, era Mariana notável por sua rara formosura de alma e de corpo. Grande devota do Santíssimo Sacramento, dotada do dom da profecia, conheceu as inumeráveis dificuldades e sofrimentos pelos quais passariam as religiosas; e, uma vez fundado o mosteiro, o ódio e as perseguições do demônio contra a comunidade ao longo dos séculos. Teve ainda conhecimento de que o mosteiro duraria até o fim do mundo, e que nele haveria sempre uma alma santa, em todos os tempos. Foi-lhe também revelado que a Rainha dos Céus comunicar-se-ia com ela por meio de aparições.

A 13 de janeiro de 1577, fundava-se o mosteiro. Mariana não pôde professar na ocasião, por ter apenas 13 anos. Iniciou seu noviciado e professou aos 15, com o nome de Mariana de Jesus.

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres é um portento de santidade. Mantinha profunda intimidade com seu anjo da guarda, e sua devoção dominante era a Jesus Sacramentado. Êxtases, visões e revelações alternavam-se com terríveis perseguições, não só do demônio como também de religiosas relapsas.

Certo dia ocorreu com suas irmãs de hábito algo muito grave. Madre Mariana sofreu em silêncio e recorreu a Nosso Senhor, comunicando-Lhe seus tormentos. O Divino Redentor apareceu-lhe e disse:

— Quando te desposei, experimentei com cuidado tua vontade.

— Senhor — respondeuMadre Mariana — minha vontade está pronta, mas a carne é fraca.

Ao que Nosso Senhor acrescentou:

Não te faltará fortaleza, assim como não falta nada à alma que Me pede.1

Nesse momento, viu ela Jesus Cristo no Gólgota, quando Ele começava a agonizar. Aterrorizada, exclamou: “Senhor, sou eu a culpada, castiga-me e poupa teu povo!”. Apareceu-lhe então a Santíssima Virgem, que lhe disse:“Não és tu a culpada, mas o mundo criminoso. Estes castigos são para o séc. XX”. Viu então três espadas, cada uma com uma legenda: Castigarei a heresia; Castigarei a blasfêmia; Castigarei a impureza.2

A Santíssima Virgem prosseguiu: “Queres, minha filha, sacrificar-te por este povo?”. Madre Mariana respondeu: “Minha vontade está pronta”. As espadas cravaram-se em seu coração, e ela caiu morta pela violência da dor.3 Morreu verdadeiramente Madre Mariana, e foi apresentada ao juízo de Deus: o Padre Eterno regozijou-se por tê-la criado; o Filho Divino, por tê-la redimido e tomado por esposa; e o Espírito Santo, por tê-la santificado.

Estava no Céu a alma de Madre Mariana, enquanto na Terra se elevavam orações fervorosas por sua vida. Nosso Senhor, querendo atender a essas súplicas, fez Madre Mariana ver como as orações por sua vida subiam ao trono de Deus. Apresentou-lhe duas coroas — uma de glória imortal, e a outra cercada de espinhos — enquanto lhe dizia: “Esposa minha, escolhe uma destas coroas”. E a fazia entender que, com a coroa de glória, ficaria no Céu, ao passo que com a outra voltaria a padecer no mundo. Madre Mariana pediu que a Divina Majestade escolhesse, e não ela. Nosso Senhor respondeu:“Não. Quando te tomei por esposa, provei tua vontade, e agora faço o mesmo”.4

Madre Mariana teve então conhecimento do futuro do mosteiro, das monjas que se salvariam e das que se condenariam; das imensas calamidades do séc. XX, durante o qual choveria fogo do Céu, consumindo os homens e purificando a Terra; das almas daquele mosteiro, as quais, por sua santidade, aplacariam a cólera divina. Voltou-se então para Nossa Senhora e pediu que Ela mesma governasse o mosteiro; e aceitou retornar à Terra, tendo então escolhido, humilde e resignada, a coroa de espinhos. Regressava à vida, com seus 20 anos de idade.

Origem da milagrosa imagem

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres, a quem Nossa Senhora do Bom Sucesso apareceu, foi escrita com admirável unção por Frei Manoel de Sousa Peraira, na segunda metade do séc. XVIII, baseando-se no Cuadernón,5 que ele pôde consultar. Este Cuadernón foi posteriormente escondido, em local e data desconhecidos, a fim de preservá-lo das perseguições religiosas pelas quais viria a passar o Equador nos séculos XIX e XX. No livro A Vida Admirável da Rvda. Madre Mariana de Jesus Torres”, de 264 páginas, no qual se baseiam estas linhas, Frei Manoel relata pormenorizadamente as três mortes e duas ressurreições de Madre Mariana, sua atuação como religiosa modelar, seus sofrimentos e lutas, os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (os quais ela recebeu aos 25 anos) e outros fatos extraordinários de sua admirável vida mística. Seu corpo incorrupto, que assim se conserva desde sua derradeira morte em 16 de janeiro de 1635, em capela de seu mosteiro, confirma alguns desses fatos.

Neste artigo, limitar-nos-emos a abordar mais extensamente a aparição de Nossa Senhora para lhe ordenar a confecção de sua imagem, e como esta foi realizada; ocupar-nos-emos também das revelações que Madre Mariana recebeu da Santíssima Virgem, com referência particular aos dias em que vivemos.

No ano de 1610, rezava insistentemente Madre Mariana à primeira hora da madrugada, prostrada ao solo no coro, pelas necessidades de seu mosteiro, da colônia espanhola da América e da Igreja, quando notou a presença de uma Senhora de extraordinária formosura, sustentando no braço esquerdo um Menino belo como a aurora. Emocionada, a religiosa perguntou:

Quem sois, linda Senhora, e que desejais de mim, que sou só uma sofrida monja?

— Sou Maria do Bom Sucesso, a Rainha dos Céus e da Terra. Porque me invocaste com terno afeto, venho do Céu consolar teu aflito coração. Tuas orações, lágrimas e penitências são muito agradáveis a nosso Pai Celestial. Na mão direita, tenho o báculo que vês, pois quero governar este meu mosteiro como Priora e Mãe. Satanás quer destruir esta obra de Deus, mas não o conseguirá, porque Eu sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do Bom Sucesso, sob cuja invocação quero fazer prodígios em todos os séculos.

É vontade de meu Filho Santíssimo que mandes confeccionar uma imagem, tal como me vês, e que a coloques no trono da abadessa. Na minha mão direita porás o báculo e as chaves da clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Em minha mão esquerda porás meu Divino Filho. Eu mesma governarei este meu Mosteiro.6

— Senhora —ponderou a religiosa — como realizar tudo isso, se até desconheço Vossa estatura?

— Dá-me o cordão franciscano que trazes à cintura.

A Santíssima Virgem o tomou e colocou uma de suas extremidades na mão de seu Divino Filho, que o aplicou à cabeça da Mãe, indicando a Madre Mariana que, com a outra ponta, tocasse seus pés. O cordão milagrosamente se esticou, até alcançar a estatura exata da Santíssima Virgem.

— Aqui tens, minha filha, a medida de tua Mãe do Céu. Meu servo Francisco del Castilho, a quem explicarás minhas feições e minha postura, talhará minha imagem, pois tem reta consciência e observa religiosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. De tua parte, ajuda-o com orações e humildes sofrimentos”.7

Francisco del Castillo preparou-se com penitências, para tão alto encargo: confessou-se, comungou, e no dia 15 de setembro de 1610 iniciou a confecção da imagem. Quando faltavam apenas os retoques finais, certo de que a imagem, embora satisfatória, nem de longe representava o que Madre Mariana havia visto, resolveu não só fazer mais penitência, mas saiu de viagem em busca das melhores tintas para concluir o trabalho. De regresso, surpreendeu-se ao encontrar já concluída a imagem. Diante do bispo, fez juramento escrito para testemunhar que a imagem não era obra sua, e que a havia encontrado, ao voltar, com uma forma muito diferente da que havia deixado, seis dias antes.

Madre Mariana de Jesus descreve assim os acontecimentos: rezava às três horas da madrugada do dia 16 de janeiro de 1611, no coro, onde estava a imagem que ia sendo esculpida por Francisco del Castillo, quando viu os arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, os quais se apresentavam diante do trono da Rainha dos Céus. São Miguel, saudando-a, disse: “Ave Maria, Filha de Deus Padre”; São Gabriel acrescentou: “Ave Maria, Mãe de Deus Filho”; e São Rafael concluiu: “Maria Santíssima, Esposa puríssima do Espírito Santo”. Nesse momento apareceu São Francisco de Assis, e se uniu aos três arcanjos. Seguidos da milícia celeste, acercaram-se da imagem semi-acabada, transformando-a e refazendo-a, dando-lhe uma beleza inigualável que mão humana jamais poderia conferir. A Virgem estava totalmente iluminada, como se estivesse no meio do sol. Do alto, a Santíssima Trindade olhava comprazida o que acontecia, e os anjos entoavam suas melodias. No meio de todas essas alegrias, a Rainha do Céu penetrou pessoalmente na imagem, como raios de sol que se introduzem em um cristal. Como que tomando vida, tornou-se resplandecente, e com celestial melodia cantou o Magnificat. Os anjos entoaram o hino Salve Sancta Parens (Ave, ó Santa Progenitora).

Essa foi a origem da milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso.8

As extraordinárias revelações da Virgem Santíssima

Madre Mariana recebeu grande número de revelações, nas quais Nossa Senhora profetizou acontecimentos do século XX e vários que já se realizaram. Convido o leitor a tomar conhecimento de alguns, dentre muitos.

Talvez para algum leitor, habituado às precisões matemáticas de hoje (aliás, de si elogiáveis), seja útil mostrar antes a conexão entre o que Nossa Senhora diz sobre o século XX e o que se passa em 2010. Com efeito, cada século se define mais pelo desenrolar dos acontecimentos relevantes que nele se verificam do que pelos dois zeros que caracterizam o ano como múltiplo de cem. Assim, os historiadores situam a Revolução Francesa como acontecimento do século XVIII, ao passo que ela se prolongou, com sua difusão por Napoleão Bonaparte, até o Congresso de Viena em 1815; e só consideram concluído o séc. XIX com o fim da Belle Époque e o início da I Guerra Mundial, em 1914. Isto porque a conceituação mais adequada de um século reside no significado profundo que ele tem na arquitetonia da História. Outro exemplo: quando Paulo VI9 e João Paulo II10 tratam, com clareza e precisão, da tragédia ocorrida na Santa Igreja depois do Concílio Vaticano II, referem-se evidentemente a um fenômeno do séc. XX, tragédia que se prolonga e se desdobra até nossos dias.

“Um presidente verdadeiramente católico”

Em aparição de 16 de janeiro de 1599, Nossa Senhora disse a Madre Mariana: “A pátria em que vives deixará de ser colônia e será república livre; então, chamar-se-á Equador e necessitará de almas heróicas para sustentar-se no meio de tantas calamidades, públicas e privadas”. Previsão cumprida 200 anos depois. Nessa mesma aparição, a Santíssima Virgem afirmou: “No séc. XIX haverá um presidente verdadeiramente católico, varão de caráter, a quem Deus dará a palma do martírio, na mesma praça onde está este meu convento. Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo, e esta consagração sustentará a Religião católica nos anos posteriores, os quais serão amargos para a Igreja”. Com efeito, em 25 de março de 1874, Gabriel Garcia Moreno [foto] tornou o Equador a primeira nação da América consagrada ao Sagrado Coração de Jesus. E no ano seguinte, a 6 de agosto, entregou sua alma a Deus, assassinado pelos inimigos da fé, na mesma praça em que está situado o mosteiro. Antes de expirar, escreveu no solo, com o próprio sangue: Dios no muere.11

“Quando tudo parecer perdido, será o início do triunfo da Santa Igreja”

Em aparição de 2 de fevereiro de 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso entregou o Menino Jesus a Madre Mariana. Em seus braços, Ele revelou-lhe a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, quando “meu Vigário” (o Papa) estiver cativo; e o dogma da Assunção, depois de o mundo sair de um banho de sangue. O que se verificou, respectivamente, em 1854, no pontificado do Bem-aventurado Pio IX, e após a II Guerra Mundial, em 1950.

Em 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra indicou a Madre Mariana que sua invocação de Bom Sucesso iria ser a sustentação e guarda da fé, face à total corrupção do séc. XX. Ela predisse que, “nesses tempos de calamidade, quase não haverá inocência infantil [...], a atmosfera estará saturada de impureza, a qual, como um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e lugares públicos com uma liberdade assombrosa, de maneira que quase não se encontrarão no mundo almas virgens[...]. Quanta dor sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos, profanações da Sagrada Eucaristia. [...] Meu Filho Santíssimo será lançado ao solo e pisoteado por pés imundos. [...] O Sacramento da ordem sacerdotal será ridicularizado, oprimido e desprezado, porque nesse sacramento se oprime e denigre a Igreja de Deus e a Deus mesmo, representado em seus sacerdotes. [...] O Sacramento do matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra [...]. Impor-se-ão leis iníquas, com o objetivo de o extinguir, facilitando a todos viverem mal”.12

Dramaticamente essas profecias indicam o que ocorre em nossos dias em relação aos sacrilégios, ao sacerdócio e àquilo que seria então inacreditável: a legalização de uniões de indivíduos do mesmo sexo, como se elas fossem casamento.

E Nossa Senhora do Bom Sucesso acrescentou: “Quando tudo parecer perdido, será o início do triunfo da Santa Igreja. O pequeno número de almas que guardarão o tesouro da fé e das virtudes sofrerá um cruel e indizível padecer, a par de um prolongado martírio [...], haverá uma guerra formidável e espantosa, na qual correrá sangue de nacionais e estrangeiros, de sacerdotes e de religiosas. Essa noite será terrível, pois parecerá ao homem o triunfo da maldade. Será chegada, então, a hora em que Eu de maneira assombrosa destronarei o soberbo e maldito Satanás, pondo-o abaixo de meus pés e sepultando-o no abismo infernal. Deixarei por fim livres, a Igreja e a pátria, de sua cruel tirania [...]. Ora com insistência, pedindo a nosso Pai Celeste que se compadeça e ponha termo, o quanto antes, a tempos tão nefastos, enviando à Santa Igreja o prelado (do latim, “praelatus” — aquele que vai à frente),que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes. A esse filho meu muito querido amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com amor de predileção, pois o dotaremos de uma capacidade rara, de humildade de coração, de docilidade às divinas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja e de um coração terno e compassivo, para que, qual outro Cristo, atenda o grande e o pequeno, sem desprezar o mais desafortunado que lhe peça luz e conselho em suas dúvidas e amarguras [...]. Em sua mão será posta a balança do Santuário, para que tudo se faça com peso e medida, e Deus seja glorificado”.13


“Alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja”

Em outra ocasião, revelando a mesma situação com ênfase diferente, Nossa Senhora do Bom Sucesso diz: “Tempos funestos sobrevirão, nos quais, cegando na própria claridade, aqueles que queriam defender em justiça os direitos da Igreja, lsem temor servil nem respeito humano, darão a mão aos inimigos da Igreja, para fazer o que estes quiserem. Mas ai do erro do sábio — o que governa a Igreja —, do Pastor do redil que meu Filho Santíssimo confiou a seus cuidados. Mas quando aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e oprimindo os débeis, próxima está sua ruína. Cairão por terra estatelados. E, alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja e adormecerá brandamente, embalada em mãos do hábil coração maternal de meu filho eleito e muito querido daqueles tempos, ao qual, se dócil prestar ouvido às inspirações da graça — sendo uma delas a leitura das grandes misericórdias que meu Filho Santíssimo e Eu temos usado contigo —, enchê-lo-emos de graças e dons muito particulares, fá-lo-emos grande na Terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso, porque, sem temor dos homens, combateu pela verdade e defendeu, impertérrito, os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar mártir”.14

As profecias de Nossa Senhora à Madre Mariana de Jesus Torres impressionam, quer pela clareza com que predisse acontecimentos já realizados, quer pela exatidão com que descreve a imensa crise de nossos dias. E são inteiramente afins com as mensagens de Nossa Senhora em Fátima e em La Salette.

Considerações finais

Deus colocou no centro, e como razão de ser de toda a criação, a realeza de Nosso Senhor, e juntamente a de Nossa Senhora. Assim o esclarece a concepcionista Madre Maria de Ágreda em sua célebre obra Cidade Mística de Deus: “Em Cristo e em Maria estiveram previstas todas as demais obras, e por causa deles, de acordo com o nosso modo de falar, o Altíssimo sentiu-se mais empenhado a criar o restante das criaturas”.15Confirmando esta tese, basta o leitor considerar que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus verdadeiro e verdadeiro Homem; é uma só Pessoa, com as naturezas humana e divina; e Nossa Senhora, mera criatura, é Mãe de Deus. À luz da fé, portanto, não se podem conceber píncaros mais altos que o do Homem-Deus e o de sua Mãe Santíssima. Píncaros estes para os quais converge necessariamente toda a criação, que encontra neles seu centro e sua razão de ser.

Plinio Corrêa de Oliveira relacionava a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso com a idéia que tinha de Nossa Senhora no Céu. Via ele nessa imagem algo que o remetia ao cume da ordem do universo: majestade, misericórdia, poder, beleza, justiça, bondade, pureza e superioridade incomparáveis, só transcendidas, de modo infinito, por Deus. Disto se tem melhor idéia considerando-se que, conforme explicitou Dr. Plinio, a ordem católica — a civilização cristã — é “austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal”.16

Austera, porque exige o cumprimento dos dez Mandamentos da Lei de Deus, como condição de perfeição.

Hierárquica, porque tudo quanto existe é desigual: Deus, infinitamente superior e supremo Legislador; e as criaturas — anjos, homens e seres irracionais — todas insondavelmente desiguais entre si.

Essas desigualdades criadas por Deus não são aterradoras e monstruosas, mas sim proporcionadas à natureza, ao bem estar, ao progresso de cada ser e adequadas à ordenação geral do universo, na qual o mais alto é, a um ou outro título, causa, modelo e mestre do inferior.17 Nessa escala hierárquica, tudo se reporta a Deus, infinitamente nobre, sublime e elevado. Nisto está o âmago da religiosidade.

Se assim é a ordem do universo — hierárquica, harmônica e austera — é compreensível que a humildade inclina ao amor às superioridades; portanto, à autoridade e à obediência. E o orgulho conduz ao ódio a toda desigualdade e à revolta contra toda lei, divina ou humana. Tal ódio, igualitário e subversivo, é o fator mais dinâmico da imensa crise moral que assola o mundo atual. Crise igualitária de revolta e permissivismo moral desenfreado.

Em Nossa Senhora do Bom Sucesso coexistem harmonicamente a representação tanto da suprema majestade quanto da bondade materna criadas, e de uma virginalidade e castidade inigualáveis — daí ser essa devoção particularmente indicada contra o espírito revolucionário de nossos dias. Espírito neopagão, de índole comunista, socialista e anárquica, característica esta que se patenteou na revolução da Sorbonne, de maio de 1968.

Sobre tudo isso paira a realeza de Nossa Senhora, presente em qualquer de suas invocações, pois Ela é sempre Rainha. Em Nossa Senhora das Dores, por exemplo, pois só uma rainha sofre daquela forma e com tamanha intensidade. A nota dominante dessa invocação, porém, convida à compaixão e à compunção. Nossa Senhora do Bom Sucesso apresenta-se-nos como rainha em toda sua grandeza. Como toda rainha, também é mãe, com toda sua maternalidade e ternura.

Conforme o pensamento de Dr. Plinio, toda mulher é rainha, na medida em que é mãe e esposa. Se isto é verdadeiro, por mais modesto que seja o lar, como será então quando se trata da Rainha do Céu e da Terra!

* * *

Para concluir, nada poderia ser mais eloqüente do que valermo-nos das palavras da própria Senhora do Bom Sucesso, dirigidas à Madre Mariana de Jesus Torres: “Eu sou poderosa para aplacar a Justiça Divina e alcançar piedade e perdão para toda alma pecadora que a mim recorra com coração contrito, porque sou a Mãe de Misericórdia, e há em mim bondade e amor”.18

fonte:Catolicismo

fonte:catolicismo

sábado, 13 de março de 2010

A novant'anni da Fatima

Novant’anni sono trascorsi dalle apparizioni di Nostra Signora del Santo Rosario alla Cova da Iria, dall’impressionante miracolo della danza del sole e dal grande “lascito” che Ella ci ha fatto: la rivelazione del Segreto sul nostro futuro individuale e sociale. Una riflessione s’impone oggi a noi che conosciamo la tragica storia del secolo appena trascorso, ma che viviamo ancora immersi nel corso degli eventi preannunciati dal Cielo il 13 luglio 1917 a tre pastorelli portoghesi.

di

1917-2007: novant’anni dalle apparizioni di Fatima. Apparizioni a cui sono legati tre segreti, o meglio: tre parti di quello che si presenta come un unico segreto.

La prima parte è la visione dell’inferno, ma va fatta una precisazione: la rivelazione dell’inferno non può essere lo svelamento di un segreto essendo la sua esistenza parte integrante della fede cattolica, piuttosto il segreto è nel fatto che la Madonna rivelò che da qualche tempo era e sarebbe aumentato il numero delle anime meritevoli dell’inferno. Per questo arrivò a far vedere ai piccoli veggenti (Lucia, Francesco e Giacinta) il luogo della dannazione eterna, per far capire loro la necessità di sacrificarsi per i poveri peccatori.

La seconda parte del segreto è l’annuncio del castigo che si sarebbe realizzato a causa della diffusione del peccato, castigo che sarebbe consistito nello scoppio della Seconda Guerra Mondiale e soprattutto nella diffusione del comunismo.
La terza parte (che è rimasta segreta fino all’anno 2000) riguarda la persecuzione nei confronti dei cristiani e la profondissima crisi della Chiesa.
Le apparizioni, però, si conclusero con una grande speranza, espressa dalle parole stesse della Madonna: “(…) alla fine il mio Cuore Immacolato trionferà!”

Il perché di Fatima: la condanna del naturalismo

Come abbiamo detto, la Vergine disse che troppe anime andavano e sarebbero andate all’inferno. Certamente anche prima c’erano anime che andavano all’inferno, ma la Madonna fece capire che da qualche tempo (e prefigurò anche il futuro) il numero delle anime che andavano all’inferno sarebbe aumentato, per cui occorreva far qualcosa per loro.

Occorreva (e occorre) pregare e sacrificarsi. Ella chiese ai bambini nella prima apparizione, quella del 13 maggio: “Volete offrirvi a Dio, per sopportare tutte le sofferenze che vorrà inviarvi, come atto di riparazione per i peccati con cui è offeso e di supplica per la conversione dei peccatori?”. Poi disse nell’apparizione del 13 luglio: “Sacrificatevi per i peccatori e dite molte volte e in modo speciale quando fate qualche sacrificio: O Gesù, è per amor vostro, per la conversione dei peccatori e in riparazione dei peccati commessi contro il Cuore Immacolato di Maria”.

Fatima, dunque, denuncia senza equivoci l’errore naturalista che iniziava a diffondersi, ovvero la convinzione che ciò che conta sarebbe solo la vita naturale, biologica… e – se non si arriva questo estremo – che vita naturale e vita soprannaturale avrebbero comunque la stessa importanza.
La Vergine di Fatima, invece, fa chiaramente capire che l’uomo deve mirare primariamente al Paradiso. Ella disse che tutto passa e che la più grande tragedia è il peccato mortale con la conseguente perdita della Grazia. Per questo ai bambini fece vedere l’inferno.

Per evitare l’inferno, la Madonna disse che bisognava far di tutto, che bisogna pregare, sacrificarsi… ed anche accettare i sacrifici più inauditi. A Fatima la Vergine non donò ai bambini cose materiali, fece vedere l’inferno. Non assicurò loro un radioso futuro su questa terra, piuttosto annunciò loro che avrebbero lasciato presto questa vita per godere del Paradiso. Non chiese loro chissà quali gesti pubblici, quanto sacrificarsi e pregare in silenzio e nel segreto.

Il significato di Fatima: la rinascita della cristianità

L’essenza dei messaggi di Fatima è tutta incentrata sulla questione della sconfitta della Cristianità, cioè della civiltà cristiana. Negli ultimi tempi il Magistero ordinario ha insistito sul dramma della separazione tra fede e cultura, che è appunto l’incapacità della fede di trasformarsi in giudizio sull’esistente e su tutti i campi della propria vita; e quindi anche la rinuncia della fede di tradursi con coerenza in decisioni e strutture politiche.

Sappiamo che i luoghi delle apparizioni non sono senza significato. A Lourdes (1858) la Vergine apparve confermando il dogma dell’Immacolata Concezione promulgato quattro anni prima (1854). Lourdes è in Francia e la Francia in quei tempi si preparava ad essere il centro del positivismo che avrebbe negato il valore della libertà individuale e affermato che ogni comportamento umano scaturirebbe dal contesto sociale. A Lourdes, invece, la Madonna, definendosi Immacolata Concezione, ricordava che tutti gli uomini nascono con il peccato originale, per cui la prima riforma non è sul piano sociale bensì su quello interiore: è la conversione.

Questo per Lourdes… e per Fatima? Fatima è all’estremo ovest dell’Antico Continente. Alle spalle non vi è che l’oceano. Ebbene, scegliendo Fatima, la Vergine è come se avesse voluto dire ai cristiani: “non potete più indietreggiare, non c’è più spazio per farlo”. Infatti, tutto il messaggio è nella prospettiva di una riconquista sociale del Cristianesimo.

Prima le terribili parole del castigo: “La guerra sta per finire, ma se non smetteranno di offendere Dio nel regno di Pio XI ne comincerà un’altra peggiore (…) Se si ascolteranno le mie richieste, la Russia si convertirà e si avrà pace; diversamente, diffonderà i suoi errori nel mondo, promuovendo guerre e persecuzioni alla Chiesa; i buoni saranno martirizzati, il Santo Padre dovrà soffrire molto…”. Poi abbiamo le parole finali della Vergine: “… alla fine il mio Cuore Immacolato trionferà!”. Esse non sembrano prefigurazioni di un’imminente fine del mondo, quanto di un ritorno del mondo a Dio, di una forte ricristianizzazione della società. Questo sulla scia di autorevoli opinioni e rivelazioni private che vanno da san Luigi Maria Grignon de Monfort, a san Giovanni Bosco, fino a san Massimiliano Maria Kolbe e oltre.

La persecuzione…e cosa ci attenderà

Abbiamo detto che la terza parte del segreto (quello che è stata resa pubblica solo nel 2000) riguarda la persecuzione dei cristiani e la crisi della Chiesa. Parole terribili, che parlano di una tremenda persecuzione. Ma quello che è ancora più preoccupante è la morte del “Vescovo vestito di bianco”, che suor Lucia ha detto esserle sembrato il Santo Padre.

Sappiamo che l’attentato che Giovanni Paolo II subì il 13 maggio del 1981 ferì il Pontefice ma non l’uccise. In questa visione, invece, si vede chiaramente che il Papa soccombe, ma soccombe sotto colpi diversi: si parla di colpi di arma da fuoco, ma, stranamente, si parla anche di frecce.
I colpi di arma da fuoco rimandano alla persecuzione fisica, mentre le frecce rimandano ad altro. La crisi dottrinale che sta attraversando la Chiesa Cattolica è senza paragoni. In passato le crisi erano più sul piano disciplinare (certamente pericolose), ma negli ultimi tempi la crisi si configura più sul piano dell’ortodossia (ed è sicuramente più pericolosa).

Il modernismo, condannato da San Pio X, purtroppo si è rivelato come una sorta di fiume carsico: è andato sottoterra, sembrava sparito, ma poi è riemerso, in maniera non sempre evidente, ambigua, ma certamente riconoscibile.
Il Santo Padre che muore anche a cause delle frecce ci fa pensare ad una questione che è difficile negare: oggi, per quanti cattolici è ancora viva l’autorità del Papa? per quanti cattolici il Magistero è ancora vincolante e non soltanto un vago, molto vago, punto di riferimento?

Un senso alla nostra vita

A Fatima, dunque, la Vergine è venuta ad ammonirci e a farci comprendere la crisi della fede, la crisi della Vita di Grazia, la crisi della Chiesa e il dramma della società contemporanea. Ella, come madre, è venuta a soccorrerci; soffre per il serio rischio che abbiamo di perderci, soffre per la nostra disperazione.

Il poeta Cesare Pavese in alcuni suoi versi condensa la contraddizione dell’uomo di oggi: da una parte, l’agnosticismo della cultura dominante lo obbliga a credere che la sua vita non abbia senso se non nell’“hic et nunc” quotidiano; dall’altra, il suo costitutivo desiderio di Assoluto lo fa continuare ad attendere e bramare qualcosa più grande di sé. Dice Pavese: «Che cosa tremenda è pensare che nulla a noi sia dovuto. Qualcuno ci ha forse promesso qualcosa? Ma allora, perché attendiamo?».

Ebbene, questa attesa ha una risposta ed è quella della Resurrezione di Cristo, vincitore sulla morte. E questa attesa ha una speranza anche per la società civile ed è quello della Vergine che a Fatima dice: “…alla fine il mio Cuore Immacolato trionferà!”
Forse non avremo personalmente il privilegio di vedere il “Regno di Maria” (la società tornata alla Legge di Dio) ma ci rincuori la speranza di lavorare affinché questo possa realizzarsi.

I costruttori delle cattedrali medievali iniziavano a lavorare, e lo facevano con dedizione ed entusiasmo, pur sapendo che non sarebbero stati presenti il giorno della conclusione dell’opera; li animava il desiderio di lavorare per una Verità impermeabile a qualsiasi divenire del tempo, li entusiasmava la fede di offrire il proprio operato ad un Destino che coinvolgeva totalmente la propria esistenza.
Anche a noi basti la speranza della promessa della Vergine: “…alla fine il mio Cuore Immacolato trionferà!”.

(RC n. 28 - Ottobre 2007)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cine: La Señora de Fátima





Ficha Técnica

Título original: La Señora de Fátima


Año: 1951


Duración: 90 minutos


Compañía: Aspa Films


País: España


Género: Drama


Director: Rafael Gil


Guión: Vicente Escrivá



domingo, 7 de março de 2010

Maria: A primeira que Comungou

Maria: A primeira que Comungou


O poder de uma Ave Maria

Reflexões sobre os benefícios e eficácia da oração da Ave Maria