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sábado, 18 de julho de 2009

3.ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima



NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E AS ALMAS DO PURGATÓRIO... + Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem! + Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria! + Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos, salvai Portugal e dai a paz ao Mundo!


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Terceira Aparição


de Nossa Senhora de Fátima




É a Vidente Irmã Lúcia quem narra o que sucedeu na Cova da Iria, a 13 de Julho de 1917:

Vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, vimos Nossa Senhora sobre a azinheira...


Vossemecê o que nos quer? – perguntei.

Quero que venhais aqui no dia 13 do próximo mês; que continueis a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela vos poderá valer.


Queria pedir-Lhe para nos dizer quem é; e para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

Continuai a vir aqui todos os meses.
Em Outubro, direi quem sou e o que quero; e, então, farei um milagre, que todos hão-de ver para acreditar...


Aqui, fiz alguns pedidos [da parte de diversas pessoas]...

Nossa Senhora disse que era preciso que elas rezassem o Terço, a fim de alcançarem tais graças durante o ano.


E a Senhora continuou, dizendo:

« Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:

"Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria" »...



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Pintura do Inferno, segundo os Sete Pecados Mortais... + Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!


A Visão do Inferno


(Primeira parte do Segredo de Fátima)


Continua a narrar a Irmã Lúcia:

Ao dizer essas palavras (da jaculatória acima), Nossa Senhora abriu de novo as mãos, como nos dois meses anteriores...
O reflexo
[dos raios de luz que espargiam das Suas mãos] pareceu penetrar a terra, e vimos então:

Um mar de fogo... e mergulhados nesse fogo [estavam] os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam nesse incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo caindo para todos os lados, semelhantes ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio... entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizaram e faziam estremecer de pavor!...


(Deve ter sido, ao deparar com esta terrível cena, que eu soltei um "ai!", que algumas pessoas dizem ter ouvido)...


Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas incandescentes como negros carvões em brasa!...



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Anúncio do Castigo

e Meios para o Evitar


(Segunda parte do Segredo de Fátima)



Clique nesta bela Imagem, ou mais abaixo na imagem do Papa com a Irmã Lúcia, a fim de ver e ler o texto da 'Devoção Reparadora e Salvadora dos Cinco Primeiros Sábados'... + Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

« Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores!
Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração
.

« Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz.
A guerra vai acabar; mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI
começará outra [ainda] pior.

« Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal, que Deus vos dá, de que vai punir o mundo dos seus crimes, por meio da guerra, da fome e da perseguição à Igreja e ao Santo Padre.

« Para impedir tal castigo, virei pedir a Consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a...
Comunhão Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados.

« Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz.
Se não atenderem, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja:
Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, e várias nações serão aniquiladas.

« Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!

« O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

« Em Portugal, conservar-se-á sempre o Dogma da Fé... »






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Terceira Parte


do Segredo de Fátima




* Anjo da Penitência, do Terceiro Segredo de Fátima. * Clique na 'hiperligação' do texto abaixo, para ler o Terceiro Segredo, tal como foi revelado pela Irmã Lúcia e pelo Papa João Paulo II...  + Anjo da Penitência, rogai por nós!Depois das duas primeira partes, que já expus, vimos, ao lado esquerdo de Nossa Senhora e um pouco mais acima, um Anjo, com uma espada de fogo na mão esquerda, a qual, ao cintilar, projectava chamas que pareciam ir incendiar o Mundo, mas logo apagavam-se com o contacto do brilho que, da mão direita, Nossa Senhora expedia ao seu encontro...

O Anjo, apontando com a mão direita para a Terra, com voz forte, disse:

« Penitência! Penitência! Penitência! »...


Segue, aqui, a terceira parte propriamente dita do Segredo de Fátima, revelada, finalmente, pelo Papa João Paulo II, no ano 2000...


Nossa Senhora pediu expressamente aos Pastorinhos para não revelarem a ninguém esta última parte do Segredo, assim como, inicialmente, a primeira e a segunda parte (supramencionadas)...


E finalmente -- "a Senhora mais brilhante que o Sol" -- concluiu, dizendo:

« Quando rezardes o Terço, dizei, depois de cada Mistério:

"Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno; levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem" »...


E, como de costume - diz a Irmã Lúcia -, a Virgem Maria começou a elevar-se em direcção ao Nascente, até desaparecer na imensa distância do firmamento...



Clique nesta foto, do Papa João Paulo II e da Irmã Lúcia, a fim de ver e ler o texto da 'Devoção Reparadora e Salvadora dos Cinco Primeiros Sábados'... + Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós!


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fonte:NOVA EVANGELIZAÇÃO CATÓLICA,

A SANTA MISSA É A MAIS DOCE ALEGRIA DA MÃE DE DEUS E DOS SANTOS.

Julho 18, 2009

santa missa alegria

A SANTA MISSA É A MAIS DOCE ALEGRIA

DA MÃE DE DEUS E DOS SANTOS.

Nosso Senhor disse, uma vez, ao Bem-aventurado Alano: “Da mesma maneira que a divina Sabedoria escolheu uma virgem, entre todas, para ser a Mãe do Salvador, assim instituiu o sacerdócio para distribuir ao mundo, em todo o tempo, os tesouros da redenção pelo santo Sacrifício da Missa e pelos santos Sacramentos. Eis a maior alegria da minha Mãe, as delícias dos Bem-aventurados, o socorro mais seguro dos vivos e a melhor consolação das almas do purgatório” (Alanus rediv. part. E, c. 27).

A Mãe de Deus e todos os Santos gozam duma felicidade dupla: da bem-aventurança essencial e da bem-aventurança acidental.

A primeira consiste na vida e na posse de Deus, conforme o grau de glória, em que foram confirmados, no momento de sua entrada no céu. Esta bem-aventurança essencial não pode aumentar nem diminuir. A bem-aventurança acidental consiste nas horas particulares que Deus, os outros Santos ou os homens rendem aos felizes habitantes do céu. Podemos acreditar, por exemplo, que, quando lhes celebramos a festa aqui na terra, eles recebam, no céu, honras particulares e todas as nossas orações e boas obras feitas em sua honra lhes sejam apresentadas por nossos Anjos, como um ramalhete de perfume delicioso.

O Evangelho indica esta crença claramente, por estas palavras de Nosso Senhor: “Assim vos digo que haverá júbilo entre os Anjos de Deus por um pecador que faz penitência” (Lc. 15, 10). Esta alegria renova-se pelo bom Pastor, pelos Anjos e pelos Santos a cada volta de uma ovelha desgarrada, porém, cessa logo que o pecador deixa de novo o aprisco por uma recaída no pecado.

Este curto esclarecimento fará compreender em que sentido a santa Missa é a maior alegria de Maria Santíssima. É a maior alegria acidental e ultrapassa todas as outras felicidades desta ordem.

Se, em honra da Rainha do Céu, recitasse o terço, o ofício, as ladainhas, ou entoasse cânticos, enquanto um outro assistisse, piedosamente, à santa Missa, este cumpriria um ato de religião muito superior e causaria um prazer, infinitamente maior, à Santíssima Virgem.

O que torna ainda a santa Missa muito cara à Mãe de Deus, é o zelo que tem pela glória de Deus, que a divina Majestade faz consistir, sobretudo, na salvação das almas. Pelo santo Sacrifício do Altar, prestamos à augusta Trindade a única homenagem digna dela e lhe oferecemos, ao mesmo tempo, o preço da redenção do gênero humano. Ainda uma vez, que prazer agradável, suave, perfeito para Maria Santíssima ver-nos cercar o altar, onde seu amado Filho é adorado, onde choramos os pecados, onde contemplamos a dolorosa Paixão e onde o precioso Sangue é derramado sobre nossas almas!

Daí ainda expor a vantagem da santa Missa para os outros Santos.

Devemos homenagem aos Santos. São amigos de Deus que os honra; seguem a Cristo vestido de branco, “porque disso são dignos” (Apoc. 3, 4) e é deles que Nosso Senhor diz: “Quem vos glorifica, a mim glorifica” (II Reis, 2, 35). Durante a vida fugiram das honras, desprezaram-se a si próprios, sofreram, com paciência, as injúrias, os insultos, as perseguições dos maus. Por essa razão, Deus manifesta-lhes a inocência e a virtude e quer que sejam reverenciados por toda a cristandade.

Sob a inspiração do Espírito Santo, a Igreja exprime a admiração pelos filhos vitoriosos com os ofícios próprios do breviário, com cânticos, prédicas, procissões, peregrinações, mas, principalmente, pelo Sacrifício da Missa. – “Assim será honrado a quem o Rei dos Céus quiser honrar”.

Na verdade, a honra mais excelente é prestada aos Santos pelo santo Sacrifício do Altar, se mandamos celebrá-lo, ou se o assistimos com a intenção de aumentar-lhes a honra acidental. – Para honrar a um príncipe, dá-se, às vezes, uma representação teatral, e, ainda que, na peça, não se faça menção dele, o príncipe não deixa de experimentar prazer. Da mesma maneira, apesar de, na santa Missa, representar-se apenas a vida e a paixão do divino Salvador, os Santos sentem grande alegria e delícias singulares, quando este espetáculo se realiza em sua honra, e todo o céu se regozija.

Quando o sacerdote pronuncia o nome dos Santos, o coração se lhes enternece, porque, observa São João Cirsóstomo, tendo o rei alcançado a vitória, o povo, querendo exaltar-lhe os feitos, nomeará também os companheiros d’armas do herói que, valentemente, destroçou o inimigo. Da mesma forma, é grande honra para os Santos serem nomeados, em presença de seu divino Mestre, do qual se celebram, como em triunfo, a paixão e morte, ouvindo louvar as vitórias alcançadas sobre o inimigo infernal. O escritor Molina diz sobre este assunto: “Não podemos ser mais agradáveis aos Santos do que oferecendo o santo Sacrifício em seu nome à Santíssima Trindade, em reconhecimento das graças que receberam, em lembrança dos méritos adquiridos” (Tract. 4, c. 10).

Observa que não se oferece o santo Sacrifício a São Miguel nem aos outros Anjos, mas a Deus Pai. Não encontrarás, em nenhum lugar, que o Santo Sacrifício possa ser oferecido à Maria Santíssima, aos Anjos ou aos Bem-aventurados. É sempre oferecido em honra da Santíssima Trindade; apenas se menciona o nome dos felizes habitantes do céu, porque, diz Santo Agostinho, “não é aos Mártires que erigimos altares, mas unicamente a sua memória”. Qual o sacerdote que disse jamais no altar em que se acham as relíquias dos Santos: “A vós, São Paulo, a vós, São Pedro, oferecemos o Sacrifício?”. Nunca. Jamais.

O Concílio de Trento usa quase dos mesmos termos: “Se bem que a Igreja tenha o costume de celebrar a santa Missa em hora dos Santos, não pretende oferecê-la aos Santos, porém a Deus, que os coroou”. Também o sacerdote não diz: “Ofereço-vos este sacrifício, oh! São Pedro, São Paulo”, mas agradecendo a Deus a vitória concedida a tal Santo pede àqueles de quem celebramos a festa na terra que intercedam por nós no céu.

Aproveita, pois, caro leitor, do excelente poder de aumentar a felicidade acidental dos habitantes do céu, oferecendo o santo Sacrifício em honra da Santíssima Trindade e, na elevação da Sagrada Hóstia, dize a Deus: “Ofereço-Vos Vosso querido Filho para maior glória e alegria do Bem-aventurado N. …”.

Para este fim, antes de ir à igreja, tem cuidado de consultar o calendário sem jamais esquecer teu padroeiro, e, na hora da morte, bendirás o dia em que abraçaste esta prática.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com

quinta-feira, 16 de julho de 2009

nossa senhora do carmo

Aparição de Nossa Senhora do Carmo

Inglaterra -1251.

Onde Aconteceu: Na cidade de Cambridge, Inglaterra.

Quando: Em 16 de Julho de 1251.

A quem: A São Simão Stock.

HISTÓRICO.

O Monte Carmelo, na Palestina, é o lugar sagrado do Antigo e Novo Testamento. É o Monte em que o Profeta Elias evidencia a existência e a presença do Deus verdadeiro,

Vendo os 450 sacerdotes pagãos do Baal e os 400 profetas dos bosques, fazendo descer do céu o fogo devorador que lhes extinguiu a vida. (III Livro dos Reis, XVIII, 19 seg.).

É ainda o Profeta Elias que implora do Senhor chuva benfazeja, depois de uma seca de três anos e três meses (III Livro dos Reis, XVIII, 45).

É no Monte Carmelo que a tradição colocou a origem da Ordem Carmelitana. Ali viviam eremitas entregues à oração e à penitência.

Os Fatos:

A palavra Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos leva para esta famosa montanha da Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada por uma nuvenzinha branca que, num período de grande seca, prenunciava a chuva redentora que cairia sobre a terra ressequida (cf I Rs 18,20-45).

Por uma intuição sobrenatural, soube que essa simples nuvem, com forma de uma pegada humana, simbolizava aquela mulher bendita, predita depois pelo Profeta Isaías (“Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho”), que seria a Mãe do Redentor. Do seu seio virginal sairia Aquele que, lavando com seu sangue a terra ressequida pelo pecado, abriria aos homens a vida da graça.

Estes profetas foram “participantes” da obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos; fugiram para a Europa e radicaram-se em vários países entre eles a Inglaterra. Dos seguidores de Elias e seus continuadores, de acordo com a tradição, nasceu a Ordem do Carmo, da qual Maria Santíssima é a Mãe e esplendor, segundo as palavras também de Isaías “A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron” (Is 35, 2).

São Luis IX, rei da França, sobe ao Monte Carmelo. Encontra-se com aqueles eremitas e fica encantado, quando lhe contam que sua origem remonta ao Profeta Elias, levando uma vida austera de oração e penitência, cultivando ardente devoção à Nossa Senhora. Trinta anos, antes de São Luis IX subir ao Monte Carmelo, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra alguns monges.

O Santo São Simão Stock

Na Inglaterra, vivia um homem penitente, como o Profeta Elias, austero como João Batista. Chamava-se Simeão. Mas, diante de sua vida solitária na convexidade de uma árvore no seio da floresta, deram-lhe o apelido de Stock.

Simão nasceu no ano de 1165 no castelo de Harford, no condado de Kent, Inglaterra, em atenção às preces de seus piedosos pais, que uniam a mais alta nobreza à virtude. Alguns escritores julgam mesmo que tinham parentesco com a família real.

Sua mãe consagrou-o à Santíssima Virgem desde antes de nascer. Em reconhecimento a Ela pelo feliz parto, e para pedir sua especial proteção para o filhinho, a jovem mãe, antes de o amamentar, oferecia-o à Virgem, rezando de joelhos uma Ave-Maria. Bela atitude de uma senhora altamente nobre!

O menino aprendeu a ler com pouquíssima idade. A exemplo de seus pais, começou a rezar o Pequeno Ofício da Santíssima Virgem, e logo também o Saltério. Esse verdadeiro pequeno gênio, aos sete anos de idade iniciou o estudo das Belas Artes no Colégio de Oxford, com tanto sucesso que surpreendeu os professores. Foi também nessa época admitido à Mesa Eucarística, e consagrou sua virgindade à Santíssima Virgem.

Perseguido pela inveja do irmão mais velho, e atendendo a uma voz interior que lhe inspirava o desejo de abandonar o mundo, deixou o lar paterno aos 12 anos, encontrando refúgio numa floresta onde viveu inteiramente isolado durante 20 anos, em oração e penitência.

Nossa Senhora revelou-lhe então seu desejo de que ele se juntasse a certos monges que viriam do Monte Carmelo, na Palestina, à Inglaterra, “sobretudo porque aqueles religiosos estavam consagrados de um modo especial à Mãe de Deus”. Simão saiu de sua solidão e, obedecendo também a uma ordem do Céu, estudou teologia, recebendo as sagradas ordens. Dedicou-se à pregação, até que finalmente chegaram dois frades carmelitas no ano de 1213. Ele pôde então receber o hábito da Ordem, em Aylesford.

Em 1215, tendo chegado aos ouvidos de São Brocardo, Geral latino do Carmo, a fama das virtudes de Simão, quis tê-lo como coadjutor na direção da Ordem; em 1226, nomeou-o Vigário-Geral de todas as províncias européias.

São Simão teve que enfrentar uma verdadeira tormenta contra os carmelitas na Europa, suscitada pelo demônio através de homens ditos zelosos pelas leis da Igreja, os quais queriam a todo custo suprimir a Ordem sob vários pretextos. Mas o Sumo Pontífice, mediante uma bula, declarou legítima e conforme aos decretos de Latrão a existência legal da Ordem dos Carmelitas, e a autorizou a continuar suas fundações na Europa.

São Simão participou do Capítulo Geral da Ordem na Terra Santa, em 1237. Em um novo Capítulo, em 1245, foi eleito 6° Prior-Geral dos Carmelitas.

A Aparição da Mãe de Deus a São Simão Stock.

Após a algum tempo de calmaria, as perseguições reiniciaram com mais intensidade.

Na falta de auxílio humano, São Simão recorria à Virgem Santíssima com toda a tristeza de seu coração, pedindo-Lhe que fosse solícita à sua Ordem, tão provada, e que desse um sinal de sua aliança com ela.

Na manhã do dia 16 de julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a bela oração por ele composta:

“Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!”.

Terminada esta prece, levanta os olhos marejados de lágrimas, vê a cela encher-se, subitamente, de luz. Rodeada de anjos, em grande cortejo, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o Escapulário dizendo a São Simão Stock, com inexprimível ternura maternal:

“‘Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno’’.

Essa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo.

São Simão Stock atingiu extrema idade e altíssima santidade, operando inúmeros milagres, tendo também obtido o dom das línguas; foi chamado a pátria celeste por Deus em 16 de maio de 1265.

Nossa Senhora voltou ao céu e o Escapulário permaneceu como sinal de Maria. Na última aparição de Lourdes e de Fátima, Nossa Senhora traz o Escapulário.

São passados mais de 750 anos, desde o dia 16 de julho de 1251. Todos os que trouxeram o Escapulário, com verdadeira piedade, com sincero desejo de perfeição cristã, com sinais de conversão, sempre foram protegidos na alma e no corpo contra tantos perigos que ameaçam a vida espiritual e corporal. É só ler os anais carmelitanos para provar a proteção e a assistência de Maria Santíssima.

O Escapulário é a devoção de papas e reis, de pobres e plebeus, de homens cultos e analfabetos. É a devoção de todos. Foi a devoção de São Luis IX, de Luis XIII, Luis XIV da França, Carlos VII, Filipe I e Filipe III da Espanha, Leopoldo I da Alemanha, Dom João I, de Portugal.

E a devoção dos Papas: Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário a “arma dos cristãos” e aconselhava aos seminaristas que o usassem. Pio IX gravou em seu cálice a seguinte inscrição: “Pio IX, confrade Carmelita”. Leão XVIII, pouco antes de morrer, disse aos que o cercavam: “Façamos agora a Novena da Virgem do Carmo e depois morreremos”.

Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: “Aprendi a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha mãe, nos primeiros dias de minha infância”.

Pio XII afirmava: “É certamente o Sagrado Escapulário do Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos nos perigos do corpo e da alma sentiram a proteção Materna de Maria”.

Pio XII ainda chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.

O Papa João XXIII assim se pronunciou: “Por meio do Escapulário do Carmo, pertenço à família Carmelitana e aprecio muito esta graça com a certeza de uma especialíssima proteção de Maria. A devoção a Nossa Senhora do Carmo torna-se uma necessidade e direi mais uma violência dulcíssima para os que trazem o Escapulário do Carmo” Paulo VI afirmava que entre os exercícios de piedade devem ser recordados o Rosário de Maria e o Escapulário do Carmo.

O Papa João Paulo II era devotíssimo de Nossa Senhora e coloca a recitação do Rosário entre suas orações prediletas. Ele quis ser Carmelita. Defendeu sua tese sobre São João da Cruz, o grande Carmelita renovador da Ordem.

John Mathias Haffert, autor do livro “Maria na sua Promessa do Escapulário”, entrevistou a Irmã Carmelita Lúcia, a vidente de Fátima ainda viva e perguntou, por que na última aparição Nossa Senhora segurava o escapulário na mão?

Irmã Lúcia respondeu simplesmente: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”.

As promessas específicas de Nossa Senhora do Carmo.

Primeira: Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno.

### Em primeiro lugar, ao fazer a sua promessa, Maria não quer dizer que uma pessoa que morra em pecado mortal se salvará. A morte em pecado mortal e a condenação são uma e a mesma coisa. A promessa de Maria traduz-se, sem dúvida, por estas outras palavras:

“Quem morrer revestido do Escapulário, não morrerá em pecado mortal”.

Para tornar isto claro, a Igreja insere, muitas vezes, a palavra “piamente” na promessa: “aquele que morrer piamente não padecerá do fogo do inferno”.

Segunda: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário, no primeiro sábado após sua morte.

### Embora às vezes se interprete este privilégio ao pé da letra, isto é, que a pessoa será livre do Purgatório no primeiro sábado após sua morte, “tudo que a Igreja, tem para explicar estas palavras, tem dito oficialmente em várias ocasiões, é que aqueles que cumprem as condições do Privilégio Sabatino serão, por intercessão de Nossa Senhora, libertos do Purgatório pouco tempo depois da morte, e especialmente no sábado”. De qualquer modo, se formos fiéis em observar as palavras da Virgem Santíssima, Ela será muito mais fiel em observar as suas, como nos mostra o seguinte exemplo:

Em umas missões, tocado pela graça divina, certo jovem deixou a má vida e recebeu o Escapulário. Tempos depois recaiu nos costumes desregrados, e de mau tornou-se pior. Mas, apesar disso, conservou o santo Escapulário.

A Virgem Santíssima do Carmo, sempre Mãe, atingiu-o com grave enfermidade. Acometido pela doença, o jovem viu-se em sonhos diante do justíssimo tribunal de Deus, que devido às suas atitudes ruins e vida má, o condenou à eterna condenação.

Em vão o infeliz alegou ao Supremo Juiz que portava o Escapulário de sua Mãe Santíssima.

E onde estão os costumes que correspondem a esse Escapulário? Perguntou-lhe.

Sem saber o que responder, o infeliz olhou então para a Virgem Santíssima.

Eu não posso desfazer o que Meu Filho já fez. Respondeu-lhe Ela.

— Mas, Senhora! exclamou o jovem, Serei outro.

Tu me prometes?

— Sim.

Pois então vive.

Nesse mesmo instante o doente despertou, apavorado com o que viu e ouviu durante o sonho, fez votos de levar adiante mais seriamente o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Logo, sarou e entrou para a Ordem dos Premonstratenses. Depois de vida edificante, Deus chamou sua alma à pátria celeste. Assim narram às crônicas dessa Ordem.

A Aparição de Fátima e o Escapulário.

Após a última aparição de Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria, surgiram aos olhos dos três videntes varias cenas.

Na primeira, ao lado de São José e tendo o Menino Jesus ao colo, Ela apareceu como Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, junto a Nosso Senhor acabrunhado de dores a caminho do Calvário, surgiu como Nossa Senhora das Dores. Finalmente, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão.

Por que Nossa Senhora apareceu com o Escapulário nesta última visão a 13 de Outubro em Fátima? Perguntaram a Lúcia em 1950.

Lúcia respondeu: É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário respondeu ela.

“E é por este motivo que o Rosário e o Escapulário, são dois sacramentais marianos mais privilegiados, universais, mais antigos e valiosos, adquirem hoje uma importância maior do que em nenhuma época passada da História”

Numa bula de 11 de fevereiro de 1.950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam.

Oração.

Flos Carmeli
Vitis Florigera
Splendor coeli
Virgo puerpera
Singularis y singular
Mater mitis
Sed viri nescia
Carmelitis
Sto. Propitia
Stella maris
Flor do Carmelo
vinha florífera
esplendor do Céu
Virgem fecunda,
e singular Ó mãe terna!
intacta de homem
aos carmelitas
proteja teu nome
(dá privilégios)
Estrela do mar.

Sobre o Escapulário.

O que significa.

O escapulário do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria pela inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal.

O distintivo externo desta inscrição ou consagração é o pequeno escapulário marrom.

O escapulário do Carmo é um sacramental, quer dizer, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja”. (S.C.60).

Quem veste o escapulário deve procurar ter sempre presente a Santíssima Virgem e tratar de copiar suas virtudes, sua vida e atuar como Ela, Maria, atuou, segundo suas palavras: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra.

O escapulário do Carmo é um MEMORIAL de todas as virtudes de Maria.

O Papa Pio XII, disse em 11.2.1950.

Reconheçam neste memorial da Virgem um espelho de humildade e castidade.

Vejam, na forma simples de sua feitura, um compêndio de modéstia e candor. Vejam, principalmente, nesta peça que vestem dia e noite, significada, com simbolismo eloqüente, a oração com a qual o auxílio divino.

Reconheçam, por fim, nela sua consagração ao Sacratíssimo Coração da Virgem Imaculada, recentemente recomendada”.

Cada escapulário tem seus privilégios ou graças particulares, mas todos podem ser substituído pela medalha-escapulário (cfr. Decreto de 16-XII-1910). Seria falta de fé na autoridade suprema do Vigário de Cristo que confere a esta medalha o privilégio, crer que vales menos, para ganhar as promessas, levar a medalha que os pedaços de pano (ainda que em determinados casos, por outras razões externas de maior visibilidade, etc, pode ser preferível o escapulário de pano).

A medalha-escapulário deve ter de um lado a imagem de Jesus com o Coração, e do outro uma imagem da Virgem sob qualquer invocação. Do mesmo modo que os escapulários, devem ser abençoadas por um sacerdote.

O Valor da promessa do Escapulário

É doutrina católica, repetida pelo Concílio Vaticano II: “O conjunto dos fiéis, porque tem a unção do Espírito Santo (cfr. 1 Jo. 2, 20-27) não pode errar quando acredita, e esta peculiar propriedade sua é manifestada pelo sentido sobrenatural de fé de todo o povo quando, desde os Bispos até os fiéis, presta seu consentimento universal no que se refere à fé e os costumes. Com este sentido de fé… e sob a guia do sagrado Magistério… adere-se infalivelmente a ela, com certeiro juízo a penetra mais profundamente e a aplica mais plenamente à vida” (L.G. 12).

Esta precisa e esplêndida formulação conciliar não pode ser mais explícita. E é que a mesma prerrogativa de infalibilidade concedida por Jesus a seu Vigário mediante a assistência do Espírito Santo, tem precisamente como finalidade que o conjunto do Povo de Deus, sua Igreja e Corpo místico, não se equivoque, por exemplo, com uma devoção aceita por todos.

Livre do Purgatório no primeiro sábado após a morte. (O Privilégio sabatino.)

O Escapulário do Carmo além da promessa de salvação para quem morrer com ele, leva também consigo o chamado privilégio sabatino.

Segundo a tradição, à morte de Clemente V (1314), no conclave que durou dois anos e três meses, a Santíssima Virgem apareceu ao Cardeal Jaime Duesa, muito devoto a ela, e anunciou-lhe que seria Papa com o nome de João XXII, e acrescentou: “Quero que anuncie aos Carmelitas e a seus Confrades: os que usarem o Escapulário, guardarem a castidade conforme seu estado, e rezarem o ofício divino, – ou os que não saibam ler se abstenham de comer carnes nas quartas-feiras e sábados -, se forem ao purgatório Eu farei que o quanto antes, especialmente no sábado seguinte à sua morte tenham suas almas levadas para o céu”.

Pio XII em sua citada Carta Magna do Escapulário do Carmo de 1950, ensina: “à verdade, não deixará a piedosíssima Mãe que seus filhos que expiam suas culpas no purgatório, não consigam o quanto antes a vida eterna por sua intervenção diante de Deus, em conformidade com o privilégio sabatino”.

O privilégio sabatino consiste em que a Santíssima Virgem tirará do purgatório o quanto antes, especialmente no sábado depois de sua morte, a quem tenha morrido com o Escapulário e durante sua vida tenha guardado castidade segundo seu estado e rezado todos os dias o ofício (que pode ser substituído pela Liturgia das Horas ou pela abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados, ou um sacerdote com faculdade para isso, o pode comutar por outra obra piedosa, v.gr. a oração diária do Terço). Se uma pessoa peca contra a castidade ou deixa um dia de fazer a obra prescrita, poderá recuperar o privilégio ao confessar-se e cumprir a penitência (de maneira semelhantes a como se recuperam os méritos perdidos pelo pecado mortal, o que parece quase excessiva generosidade de Deus, mas é doutrina católica).

A certeza deste privilégio mais que histórica, como dizíamos do Escapulário, está fundada na potestade da Igreja que assim o põe e recomenda. Seria temerário e ofensivo para a Igreja, cuja Cabeça é Cristo e sua alma vivificante o Espírito Santo, crer que comete um erro secular e universal em algo que pertence à doutrina e vida cristã.

“Eu, sua Mãe de Graça, descerei no sábado depois de sua morte e a quantos encontrarei no Purgatório os libertarei e os levarei ao monte santo de vida eterna”.

A Proteção maternal

Em seu profundo simbolismo mariano, pelos grandes privilégios e pelo grande amor e privilegiada assistência, manifestada através dos séculos a Santíssima Virgem do Carmo a quem vestem devotamente seu escapulário, é o que tão prodigiosamente estendeu-se a todas as pares esta devoção de vestir o escapulário.

Por seu rico simbolismo: ser filho de Maria, ver nele todas as virtudes de Maria, ser símbolo de nossa consagração filial à Mãe Amável. Por Morrer na graça de Deus, que o vista piedosamente.

Porque sairá do Purgatório o quanto antes quem morrer devotamente com ele.

Por chegar sua proteção a todos os momentos da vida, da morte e mais além”. Na vida protejo; na morte ajudo, depois da morte salvo, com suas credenciais.

Pelos inúmeros prodígios que tem realizado.

Pelas relações com suas aparições mais recentes em Lourdes e Fátima.

Pelas muitas indulgências que desfrutam os que vestem este escapulário.

As Indulgências

Estas são as indulgências plenárias e parciais para os que vestirem o escapulário.

A). Indulgências plenárias.

1. O dia que se impõe o escapulário e o que é inscrito na terceira Ordem ou Confraria.

2. Nestas festas:
a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);
b) São Simão Stock (16 de maio);
c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);
d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),
e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);
f) São João da Cruz (14 de Dezembro);
g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).

B). Indulgências Plenária no dia do Carmo. O dia do Carmo, 16 de Julho, ou na data em que exatamente se celebre, tem concebida uma indulgência plenária.

C). Indulgência parcial. ganha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção. E não só ao escapulário, mas também à medalha-escapulário.

Recomendação Pontifícia.

Desde o século XVI, que é quando se estende por toda a cristandade o uso do escapulário do Carmo, quase todos os Papas o vestiram a propagaram.

O Papa João Paulo II, que é terciário carmelita, recordou em diversas ocasiões que veste com devoção, desde criança, o escapulário do Carmo.

A Igreja, como reconhecimento e estímulo das mais importantes verdades e práticas cristãs, institui as festas litúrgicas (missa e ofício próprio, etc.).

Esse é o valor que tem a festa da Virgem do Carmo, em 16 de julho, estendida por Benedito XIII a toda a Igreja universal. Além disso, a Virgem do Carmo é venerada como Padroeira dos pescadores, marinheiros e toda a gente do mar, também a república do Chile sob sua invocação de Nossa Senhora do Carmo de Maipú.

Bênção e imposição.

A Sagrada Penitenciária Apostólica de quem depende esta legislação disse que se recomenda o uso tradicional do escapulário enquanto a tamanho, matéria, cor, etc., que podem ser usados também outros.

Qualquer sacerdote pode abençoar e impor o escapulário do Carmo aos fiéis em geral.

Para ficar inscrito na confraria organizada pela Terceira Ordem do Carmo, este sacerdote deve estar facultado pelo superior Geral dos Carmelitas. Os simples fiéis não podem abençoá-los nem impor.

Esta é a fórmula para abençoá-lo i impor o Escapulário:

V: Mostrai-nos Senhor, tua misericórdia -
R: E dá-nos tua salvação.
V: Escuta, Senhor, minha oração.
R: E chegue a ti meu clamor.
V: O Senhor esteja convosco.
R: Ele está no meio de nós.

OREMOS.

Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, abençoa com tua desta a este hábito que, por teu amor e o de tua Mãe a Virgem Maria do Monte Carmelo, irá levar com devoção teu servo (ou serva), a fim de que pela intercessão de tua própria Mãe e defendido(a) do espírito maligno, persevere em tua graça até a morte: Que vives e reinas pelos séculos dos séculos.-

R: Assim seja.

A continuação asperge-se o escapulário com água benta e depois o impõe na pessoa ou pessoas (a cada um separadamente) Dizendo a cada uma.

Receba este hábito bendito, suplicando à Santíssima Virgem que, por seus méritos, o leves sem mancha, defenda contra todas as adversidades e te conduza à vida eterna.

R: Que assim seja.

E acrescenta:

Eu, usando da potestade que me foi concedida, te recebo à participação de todos os bens espirituais que, pela misericórdia de Jesus Cristo, praticam os religiosos Carmelitas. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.-

R: Que assim seja

Que te abençoe o Criador do céu e da terra, o Deus todo-poderoso, que dignou-se incorporá-lo à Confraria da Santíssima Virgem do monte Carmelo, a quem imploramos que na hora de sua morte abata a cabeça da serpente infernal e finalmente, consigas as palmas e a coroa da herança sempiterna. Por Jesus Cristo nosso Senhor.

R: Que assim seja.

E asperge-se o novo confrade com água benta.

Quando são mais de uma pessoa a receber o santo escapulário, se diz no plural. Não deixe de exortar-lhes a que vistam dignamente o escapulário, tratando de imitar as virtudes de Maria.

Em caso de necessidade, basta para abençoar o escapulário o sinal da cruz do sacerdote e as palavras.

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém”.

Tipos de escapulários

1. Escapulário café (Carmelita)

A Virgem Maria, aparece a São Simão Stock, no convento da cidade de Cambridge (Inglaterra) em 16 de julho de 1251.

São Simão, já cansado por sua avançada idade, e debilitado pela penitência, pedia a Deus pelas angústias e tribulações que sua ordem padecia constantemente. Suplicava à Virgem, que o socorresse com uma Graça especial. Ela, diante do chamado suplicante desse seu filho apareceu rodeada de anjos, com o Escapulário nas mãos. Disse-lhe:

” Recebe, meu filho, amadíssimo, esta prenda de meu amor para convosco, este será um privilégio, para ti e para todos quantos o usem ; Quem morrer com ele, não irá ao fogo do inferno”.

Na volta da espada há uma inscrição em latim que diz: ZELO ZELATUS SUM PRO DOMINO DEO EXERCITUUM, me abraço, me consumo de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos.

2. Escapulário verde.

Quando na família há algum familiar ou amigo que se encontra longe da fé queremos fazer algo a respeito, Maria Mãe Santíssima nos deu uma forma de convertê-los quando Ela apareceu à Irmã Justina Bisqueyburu em 1840, levando “a vestidura da conversão – O escapulário verde.” Ela disse:

” Esta insígnia santa de meu imaculado Coração há de ser uma grande meio para a conversão das almas…”

Por um período de mais de seis anos, A Virgem apareceu à Irmã Justina e respondeu muitas perguntas com relação ao escapulário e a seu uso.

A Virgem Maria disse que o Escapulário Verde não necessita de nenhuma bênção especial, e não necessita de qualquer inscrição como o Escapulário Café. Pode ser abençoado por qualquer sacerdote. Se a pessoa que nós queremos que se beneficie deste escapulário não convém em levá-lo consigo, este pode ser colocado em qualquer lugar de seu quarto.

### Todos os dias deve dizer a seguinte oração:

“Imaculado coração de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte, Amém. “

Se a pessoa por quem se tem intenção no escapulário não vai dizer a oração, então aquele que o presenteia deve rezar no seu lugar, todos os dias.

A Virgem Maria disse:

“As maiores graças são obtidas pelo uso do escapulário, mas estas graças vêm em proporção direta com o grau de confiança que o usuário tenha em mim”.

Santa Brígida tinha tal confiança na Virgem Maria.

Por isto a Virgem lhe revelou:

“Não há pecador no mundo, que embora se encontre em inimizade com Deus, não possa voltar a Deus e recuperar sua Graças se ele ou ela vem a mim pedir assistência.”

Consagração à Santíssima Virgem do Carmo.

O devoto da Virgem do Carmo procurará a cada dia, quando melhor conseguir, fazer esta consagração a sua Mãe:

“Ó, Maria, Rainha e Mãe do Carmelo! Venho hoje me consagrar a Ti, pois toda minha vida é como um pequeno tributo por tantas graças e benefícios como recebi de Deus através de tuas mãos.

E porque Tu olhas com olhos de particular benevolência aos que vestem teu escapulário, rogo-te que sustentes com tua fortaleza minha fragilidade, ilumines com tua sabedoria as trevas de minha parte e aumente em minha fé, a esperança e a caridade, para que cada dia possa prestar-lhe o tributo de minha humilde homenagem.

Que o santo escapulário atraia sobre mim teus olhares misericordiosos, seja para mim prenda de tua particular proteção em lutas de cada dia e constantemente me lembre o dever de pensar em Ti e revestir-me de tuas virtudes.

De hoje em diante me esforçarei por viver em suave união com teu espírito, oferecer tudo a Jesus por tua intercessão e converter minha vida em imagem de tua humildade, caridade, paciência, mansidão e espírito de oração.

Ó Mãe amabilíssima! Sustenta-me com teu amor indefectível, a fim de que a mim, pecador indigno e com os santos do Carmelo no reino de teu Filho”.

Amém.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com

terça-feira, 14 de julho de 2009

Porque a Rússia?




Extraído de Permanência Internet

Dom Lourenço Fleichman OSB

Ao iniciarmos a Cruzada do Imaculado Coração de Maria, atendendo ao chamado de Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, convém procurarmos entender as razões profundas que levaram a Fraternidade a convocar os católicos para tal empresa. Se nossa conversa na saída da missa dominical ou nos salões modernos das listas e blogs se ativer a comentários superficiais, como seria falar da quantidade de terços propostos ou das reais possibilidades do episcopado mundial aceitar realizar tal ato, nós mesmos estaremos fugindo ao essencial. A meu ver o que mais importa nessa hora é analisarmos a questão da Rússia e de sua conversão, pois só assim podemos entender o que significa consagrar essa nação ao Imaculado Coração de Maria.

Para isso proponho abrirmos juntos, como fiz no domingo do Bom Pastor, a 4ª Memória da Irmã Lúcia, para renovarmos nossa lembrança sobre os gravíssimos acontecimentos da Cova da Iria. Fátima é um acontecimento sumamente politico, envolve de modo crucial a vida política dos homens, ou seja, seu modo de viver a vida natural, a paz entre os povos, a guerra e suas consequências. Porém, longe de ser uma análise humana dessas realidades, a Virgem Maria afirma de modo categórico o laço essencial entre o natural e o espiritual, entre a vida da terra e a vida do céu, deixando aos homens, sem gota de sentimentalismos, a única opção verdadeira e fatal: a escolha entre o bem e o mal. A escolha entre a virtude e o pecado. A escolha entre o céu e o inferno. De modo bem diferente dos tempos modernos, imbuído da sua psicologia das paixões ou da sua pedagogia amolecida, Nossa Senhora, como boa Mãe, entende que deve alertar e formar a humanidade através de três criancinhas ignorantes do interior de Portugal. Nessa formação misturam-se de modo impressionante elementos místicos e elementos políticos. Nunca mais seria possível aos homens pretender, sem mentir, que a vida política não se mistura com a Religião. Depois de Fátima fica estabelecida a necessidade premente de uma escolha: ou os homens se convertem e abraçam a fé, ou apostasiam renegando para sempre a Cristo e a sua Igreja. E eles escolheram a perdição.

Na curta passagem das Memórias da Irmã Lúcia que mencionei acima, estão presentes em íntima conexão os seguintes elementos:

- O Imaculado Coração de Maria, desde o início colocado como o pivô de tudo.
- O Terço de Nossa Senhora apresentado como único meio de se conseguir a paz no mundo. Não uma paz qualquer, mas a paz política.
- A visão do inferno e sua relação com o Imaculado Coração de Maria e com a guerra.
- A solução do problema da humanidade: devoção dos primeiros sábados e a consagração da Rússia ao Imaculado Coração.

Vamos ao texto da Irmã Lúcia:

No dia 13 de junho de 1917, na segunda aparição, Nossa Senhora revela para as crianças algo de extraordinário. Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria e quer servir-se da pequena Lúcia para isso. Esse Coração será o refúgio e o caminho que a conduzirá a Deus. E a Virgem Maria mostra às crianças o seu Coração:

"Foi no momento em que disse estas últimas palavras, que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. A frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos, que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação".

Foi assim revelado pela primeira vez, diretamente do céu, o amor Maternal da Virgem Maria, como no século XVII fora revelado o Sagrado Coração de Jesus. Se, naquela ocasião, a presença das heresias do Jansenismo e do Protestantismo pedia uma compreensão, por meio da piedade do povo cristão, do amor humano e divino de Jesus, agora Deus envia sua própria Mãe para mostrar um Coração ultrajado pelos pecados da humanidade. Coisa dura de se ver, a tristeza de um Coração ofendido e que sabe para onde vão seus filhos pecadores. Nossa Senhora vai ensinar às crianças a se sacrificarem e a fazerem reparação pelos pecados.

Estamos agora em 13 de julho, a mais importante das aparições. Os pecados de que trata a Virgem Maria são os pecados que provocam as guerras:

"Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem; que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.

E continuou: “Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.”

Eis, então, o único meio de se obter a paz no mundo: a oração do Terço, a vida espiritual em torno do Coração de Maria. Só ela nos pode valer. Isso significa que de nada adianta os grandes deste mundo se reunirem para decidir sobre o futuro da economia ou das guerras; de nada adianta os pequenos desse mundo fazerem passeatas pela paz, vestidos de branco. Só a Mãe de Deus pode nos valer nesse sentido. E como os homens se recusam a rezar e a obedecer a Deus, vão levando a humanidade à perdição e ao inferno. Em seguida, Nossa Senhora lhes ensina uma oração de sacrificio e reparação. Sem se ater nem por um instante às preocupações superficiais e sentimentais da pedagogia moderna, a Mãe do Céu quer seus menores filhos prontos para o sacrifício e para este ato espiritual muito particular da reparação. Os pastorinhos já tinham sido alertados pelo Anjo de Portugal, em 1916, de que haveriam muito o que sofrer. Eis a oração: "Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria."

Uma vez ensinada a oração de reparação, Nossa Senhora vai mostrar às criancinhas a consequência de tantos pecados. E mostra-lhes o inferno, naquela descrição tocante e sincera de uma criança de 10 anos:

"Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra, e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantamos a vista para Nossa Senhora, que nos disse, com bondade e tristeza: “Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração."

A Virgem Maria não diz, mas poderíamos acrescentar sem ferir o sentido desses acontecimentos: elas estavam prontas para se sacrificar e para reparar, de modo a evitar que tantas almas caissem naquele poço de horror. A lição estava dada e irmã Lúcia vai viver o resto de sua vida para realizá-la. Mas Nossa Senhora queria lhes falar ainda das coisas políticas e suas consquências. Por isso ela acrescenta:

"Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI, começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre."

Eis a primeira constatação: os homens não fizeram o que ela disse às crianças. As almas caem no inferno e o mundo não vive na paz. A guerra terminou e recomeçou em 1939, nos últimos dias de Pio XI, como profetizou o céu. A humanidade apóstata está sendo castigada e não deseja penitência. Todo o esforço da Mãe de Deus tornou-se inútil, até aqui. No entanto, a Virgem Maria tinha dado o remédio para o mal do mundo:

"Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração, e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá, e terão paz. Se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

É possível dizer que algum papa tenha feito essa consagração? De fato, houve duas tentativas: Pio XII fez sozinho uma consagração, o que não correspondia ao que irmã Lúcia dava como detalhe desse pedido de consagração, pois Nossa Senhora queria que todo o Episcopado estivesse unido. Já João Paulo II pretendeu unir o episcopado, mas não fez uma consagração da Russia em especial, contra o comunismo. Por isso devemos afirmar que a consagração pedida por Nossa Senhora nunca foi realizada. A segunda constatação é que a Rússia espalhou seus erros pelo mundo, aniquilando muitas nações e martirizando muitos homens de bem. O fato de ter-se quebrado o império soviético não significa que o comunismo tenha desaparecido. Os homens já não precisam mais de exércitos para obrigá-los a serem inimigos de Deus. A revolução cultural e religiosa já se espalhou por toda a terra, e os homens vivem em constante guerra e apostasia da fé.

Daí vem a necessidade extrema de se rezar pedindo a graça dessa consagração. O que está em jogo é o futuro da humanidade, se ainda restar algum tempo para que os homens sobrevivam na terra, e sobretudo, está em jogo a vida eterna, que só pode ser conquistada se o homem servir a Deus na sua vida. A promessa feita por Nossa Senhora se encaixa nesse quadro terrível que constatamos:

"Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz."

É a terceira constatação: Não existe nem nunca existiu, nesses últimos cem anos, o triunfo do Imaculado Coração de Maria. Ele virá, pois trata-se de uma afirmação da Mãe de Deus, mas só poderá vir mediante a realização de suas promessas, as quais estão ligadas necessariamente à uma devoção individual de reparação ao Imaculado Coração, e à consagração de uma determinada nação, a Rússia, ao mesmo Coração maternal.

A quarta constatação é o estado da humanidade e a gravidade desses eventos de Fátima, hoje lembrados de modo tão oportuno pela Cruzada do Imaculado Coração de Maria. Constatamos que o mundo apostasiou da fé. Constatamos que essa apostasia da fé deixou a humanidade à deriva: não há vida moral e não há mais vida religiosa, o Concílio Vaticano II tendo se incumbido de destruir a barreira espiritual que a Igreja antepunha às forças do mal. Os homens encontram-se sem esperança e já não sabem mais o que desejar. Perdeu-se a noção do bem e do mal; perdeu-se a clara distinção racional entre o certo e o errado; sobretudo, já não importa muito aos homens a escolha de um caminho seguro, o céu ou o inferno. Com isso, devemos constatar que a humanidade está preparada para o Anti-Cristo. Quando chegar esse homem do pecado, atrairá todos após si, com uma facilidade, com uma co-naturalidade impressionante. Todos o seguirão, como mostra de modo tão claro o Apocalipse. Nessa hora, é preciso estar armado com a única arma que poderá afastá-lo de nós, que poderá nos defender: o Rosário de Nossa Senhora. Ela disse: só ele poderá valer-nos, como só ela nos vale hoje para obter a paz. Aqueles que estiverem atentos, rezando, pedindo a consagração da Rússia e a intervenção da Virgem Maria, causarão a única frustração possivel para o Anti-Cristo. E ele não poderá nunca ser o mestre de todos os homens. Por causa desses apóstolos dos últimos tempos, o Anti-Cristo será derrotado pelo sopro da boca de Nosso Senhor. Sejamos seus apóstolos, rezemos o Terço na intenção dessa Cruzada, para que possamos ver o triunfo do Imaculado Coração de Maria.

sábado, 11 de julho de 2009

Peregrinação Aniversária de Julho Núncio Apostólico preside à peregrinação

D. Rino Passigato, Núncio Apostólico em Portugal, preside à Peregrinação Internacional Aniversária da terceira aparição de Nossa Senhora em Fátima, nos dias 12 e 13 de Julho.


Em entrevista: Vou a Fátima honrar o Imaculado Coração de Maria
2009-06-23


O novo Núncio Apostólico em Portugal preside este ano à Peregrinação Internacional Aniversária da terceira aparição de Nossa Senhora em Fátima, nos dias 12 e 13 de Julho.

D. Rino Passigato, arcebispo natural de Bovolone, Itália, foi nomeado como representante diplomático do Papa em Lisboa no dia 8 de Novembro de 2008. Antes de Portugal, passou pelas Nunciaturas da Bolívia (1996-1999) e do Peru (1999-2008).

Em declarações à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, D. Rino Passigato testemunha o júbilo com que recebeu o convite para presidir a esta peregrinação.

“Foi com imensa alegria que, pouco tempo após ter chegado a Portugal, em Janeiro deste ano, recebi o convite do meu Irmão D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, para presidir à peregrinação aniversária de 12 e 13 de Julho de 2009, no Santuário de Fátima. De facto, logo desde o momento da minha nomeação de Núncio Apostólico em Portugal, pensei que era um sinal de benevolência de Nossa Senhora para comigo e, no dia seguinte ao da minha chegada a Lisboa, fui privadamente a Fátima para Lhe agradecer este favor e colocar a minha missão nesta Terra de Santa Maria, sob a Sua especial protecção materna”.

Como intenção especial para esta vinda a Fátima, o representante da Santa Sé em Portugal anuncia a oração pelas famílias, pelos casais cristãos e pelos jovens que se preparam para o matrimónio.

“Eu irei a Fátima, peregrino com os outros peregrinos, para rezar com eles, para honrar com eles o Imaculado Coração de Maria e depositar nele as preces e as esperanças, minhas e de tantas pessoas da Igreja e do mundo inteiro. Pedirei pela paz e pela harmonia entre os povos. De maneira especial pedirei pelas famílias, pelos casais cristãos e pelos jovens que se preparam para constituir um novo lar, a fim de que, desde o começo, tenham o conhecimento claro da grandeza do matrimónio cristão, sinal eficaz do amor de Deus para com o Seu povo e de Cristo para com a Igreja. Pedirei para que a Virgem Ma ria os prepare para receberem o sacramento do matrimónio como uma graça divina e o vivam na fidelidade como um caminho de santificação.”

A trabalhar em Portugal há apenas meio ano, D. Rino Passigato considera que “seria imprudente e imodesto pretender fazer qualquer balanço da minha missão em Portugal apenas só passados seis meses”.

No entanto, convidado a pronunciar-se sobre estes primeiros tempos no país, o Núncio Apostólico sublinha sobretudo o bom acolhimento.

“Posso afirmar que me sinto muito a gosto e muito bem acolhido, tanto no âmbito diplomático nas relações com as Autoridades públicas, como no âmbito eclesial nas relações com os Senhores Bispos do país com quem tive oportunidade de me encontrar, já por várias vezes, especialmente em Fátima e em Lisboa, por ocasião da Assembleia da Conferência Episcopal ou das celebrações do 50º Aniversário do Monumento-Santuário de Cristo Rei. Sinto-me a gosto e entre irmãos.”

Em continuidade com o tema anual proposto pelo Santuário de Fátima aos seus peregrinos – Os puros de coração verão a Deus – o sub-tema para esta peregrinação internacional será: “Do interior do homem é que saem as más inclinações” (Mc 7,21).
fonte:santuário de fátima