Arquivo do blogue

sábado, 18 de setembro de 2010

CARTA DE SOR LUCÍA, LA VIDENTE DE FÁTIMA, SOBRE EL REZO DEL ROSARIO : la oración del Rosario es, después de la Sagrada Liturgia Eucarística, la que más nos une a Dios por la riqueza de las oraciones de que se compone, todas ellas venidas del Cielo, dictadas por el Padre, por el Hijo, y por el Espíritu Santo. El "Gloria" que rezamos en todos los misterios, fue dictado por el Padre a los Angeles, cuando les envió a cantar junto a su Hijo recién nacido, y es un himno a la Trinidad. El "Padre nuestro" nos fue dictado por el Hijo y es una oración dirigida al Padre.


Querida M. Martíns:


Pax Christi
Lo que me dice del rezo del Rosario es una gran pena, porque la oración del Rosario es, después de la Sagrada Liturgia Eucarística, la que más nos une a Dios por la riqueza de las oraciones de que se compone, todas ellas venidas del Cielo, dictadas por el Padre, por el Hijo, y por el Espíritu Santo.

El "Gloria" que rezamos en todos los misterios, fue dictado por el Padre a los Angeles, cuando les envió a cantar junto a su Hijo recién nacido, y es un himno a la Trinidad.

El "Padre nuestro" nos fue dictado por el Hijo y es una oración dirigida al Padre.

El "Ave María" está toda ella impregnada de sentido trinitario y eucarístico: las primeras palabras fueron dictadas por el Padre al Angel, cuando le envió a anunciar el misterio de la Encarnación del Verbo: Dios te salve María, llena eres de gracia, el Señor es contigo. Estás llena de gracia porque en ti reside la fuente de la misma gracia; es por tu unión con la Santísima Trinidad por lo que tú estás llena de gracia.

Movida por el Espíritu Santo dijo Santa Isabel: Bendita tú eres entre todas las mujeres, y bendito es el fruto de tu vientre, Jesús. Si sois bendita, es porque es bendito el fruto de tu vientre, Jesús.

La Iglesia, también movida por el Espíritu Santo, añadió: Santa María, Madre de Dios, ruega por nosotros pecadores, ahora y en la hora de nuestra muerte. Esta es también una orción dirigida a Dios, a través de María. Porque eres Madre de Dios, ruega por nosotros. Es oración trinitaria, sí, porque María fue el primer templo vivo de la Santísima Trinidad: "El Espíritu Santo descenderá sobre ti, el Padre te cubrirá con su sombra, y el Hijo que de ti ha de nacer será llamado el Hijo del Altísimo".

María es el primer sagrario vivo, donde el Padre encerró su Verbo. Su Corazón Inmaculado es la primera custodia que lo guardó, su regazo y sus brazos fueron el primer altar y el primer trono en el que el Hijo de Dios hecho hombre fue adorado; ahí le adoraron los Angeles, los pastores, los sabios de la tierra. María es el primer sacerdote que tomó en sus manos puras e inmaculadas al Hijo de Dios, y lo condujo al Templo para ofrecérselo al Padre con víctima por la Salvación del Mundo.

Así la oración del Rosario es, después de la Sagrada Liturgia Eucarística, la que más acerca a los misterios de la Fe, de la Esperanza y de la Caridad. Es el pan espiritual de las almas; el que no reza desfallece y muere. En la oración nos encontramos con Dios, y es en ese encuentro en el que nos comunica la Fe, la Esperanza y la Caridad, virtudes sin las cuales no nos salvaremos.

El Rosario es una oración de los pobres, de los ricos, de los sabios y de los ignorantes; apartar a las almas de esta devoción, es apartarlas del pan espiritual de cda día. Esa oración es la que sustenta la pequeña llama de fe que no se ha apagado del todo en muchoas conciencias. Incluso para aquellas almas que rezan sin meditarlo, el simple hecho de coger el Rosario les sirve para acordarse de Dios, de lo sobrenatural. El simple recuerdo de los misterios en cada decena es un rayo de luz más, que sustenta en las almas la mecha que todavía humea.

Por eso el demonio le tiene declarada la guerra. Y lo peor es que ha conseguido desorientar y engañar almas llenas de responsabilidad por el lugar que ocupan... Son ciegos que guían a otros ciegos.., y quieren apoyarse en el Concilio y no ven que el Sagrado Concilio ordenó que se conserven todas las devociones que, a través de los años, se han practicado en honor de la Inmaculada Virgen Madre de Dios, y uqe la oración del Santo Rosario es una de las principales a la que, al hacer lo ordenado por el Sagrado Concilio y por Sumo Pontífice, estamos obligados, esto es, debemos conservar.

Yo tengo una gran esperanza de que no esté lejos el día en el que la oración del Santo Rosario sea declarada oración litúrgica, porque toda ella participa de la Sagrada Liturgia Eucarística. Recemos, trabajemos, sacrifiquémonos y confiemos porque : "Al fin, mi Inmaculado Corazón triunfará".

LUCÍA

Santificar-se por Maria : Tudo se reduz, portanto, a encontrar um meio fácil para obter de Deus a graça necessária para tornar-se santo; e é isto que eu quero ensinar. E, eu digo que para encontrar a graça de Deus, é necessário encontrar Maria. Porque Maria nos é necessária

Alma, imagem viva de Deus e resgatada pelo Sangue precioso de Jesus Cristo, a vontade de Deus a teu respeito é que te tornes santa como Ele nesta vida, e gloriosa como Ele na outra.
A aquisição da santidade de Deus é tua vocação assegurada; e é para lá que todos os teus pensamentos, palavras e ações, teus sofrimentos e todos os movimentos de tua vida devem tender; ou [do contrário] tu resistes a Deus, não fazendo aquilo para o que Ele te criou e te conserva agora.  
Ó! Que obra admirável! A poeira transformada em luz, a imundície em pureza, o pecado em santidade, a criatura em Criador e o homem em Deus! Ó obra admirável! Eu o repito, mas obra difícil em si mesma e impossível à natureza por si só; unicamente Deus, por uma graça, uma graça abundante e extraordinária, é Quem pode levá-la a cabo; e a criação de todo o universo não é maior obra-prima do que esta.
Alma, como farás? Que meios tu escolherás para subir onde Deus te chama? Os meios de salvação e de santidade são conhecidos de todos, estão assinalados no Evangelho, explicados pelos mestres da vida espiritual, são praticados pelos santos e necessários a todos os que querem salvar-se e chegar à perfeição; tais são: a humildade de coração, a oração contínua, a mortificação universal, o abandono à divina Providência, a conformidade com a vontade de Deus.
Para praticar todos esses meios de salvação e de santidade, a graça e o socorro de Deus são absolutamente necessários, e esta graça é dada a todos, maior ou menor; não resta dúvida. Eu digo: maior ou menor; pois Deus, ainda que sendo infinitamente bom, não dá Sua graça igualmente forte para todos, embora Ele a dê suficiente para todos. A alma fiel a uma grande graça faz uma grande ação, e com uma fraca graça faz uma pequena ação. O valor e a excelência da graça dada por Deus e correspondida pela alma fazem o valor e a excelência de nossas ações. Esses princípios são incontestáveis.
Tudo se reduz, portanto, a encontrar um meio fácil para obter de Deus a graça necessária para tornar-se santo; e é isto que eu quero ensinar. E, eu digo que para encontrar a graça de Deus, é necessário encontrar Maria.
Porque Maria nos é necessária
– Foi só Maria quem encontrou graça diante de Deus, para Si, e para cada homem em particular. Os patriarcas e os profetas, todos os santos da Antiga Lei não puderam encontrar esta graça.
– Foi Ela que deu o ser e a vida ao Autor de toda graça, e, por causa disso, Ela é chamada a Mãe da graça, Mater Gratiae.
3º – Deus Pai, de Quem todo dom perfeito e toda graça desce como de sua fonte essencial, dando-Lhe Seu Filho, deu-Lhe todas as Suas graças; de sorte que, como diz São Bernardo, a vontade de Deus Lhe foi dada nEle e com Ele.
– Deus A escolheu para ser a tesoureira, a ecônoma e a dispensadora de todas as Suas graças; de modo que todas Suas graças e todos Seus dons passam por Suas mãos; e, conforme o poder que Ela recebeu dEle, segundo São Bernardino, Ela dá a quem Ela quer, como Ela quer, quando Ela quer e tanto quanto Ela quer, as graças do Pai Eterno, as virtudes de Jesus Cristo e os dons do Espírito Santo.
– Assim como, na ordem natural, é preciso que uma criança tenha um pai e uma mãe, do mesmo modo, na ordem da graça, é necessário que um verdadeiro filho da Igreja tenha Deus por pai e Maria por mãe; e, se ele se gloria de ter Deus por pai, não tendo o carinho de um verdadeiro filho por Maria, é um farsante que não tem senão o demônio por pai.
– Uma vez que Maria formou o Chefe dos predestinados, que é Jesus Cristo, cabe a Ela também formar os membros deste Chefe, que são os verdadeiros cristãos: pois uma mãe não forma o chefe sem os membros, nem os membros sem o chefe. Quem deseje, portanto, ser membro de Jesus Cristo, pleno de graça e de verdade, deve ser formado em Maria por meio da graça de Jesus Cristo, que reside nEla em plenitude, para ser comunicada em plenitude aos verdadeiros membros de Jesus Cristo e a Seus verdadeiros filhos.
– O Espírito Santo tendo desposado Maria, e tendo produzido nEla, e por Ela, e dEla, Jesus Cristo, esta obra-prima, o Verbo Encarnado, como Ele nunca A repudiou, Ele continua a produzir todos os dias nEla e por Ela, de uma maneira misteriosa, mas verdadeira, os predestinados.
– Maria recebeu de Deus uma dominação particular sobre as almas para as nutrir e fazer crescer em Deus. Santo Agostinho diz mesmo que, neste mundo, os predestinados estão todos contidos no seio de Maria, e que eles não vêm à luz senão quando esta boa Mãe os faz nascer para a vida eterna. Em conseqüência, como a criança tira todo seu alimento de sua mãe, que o dá proporcionado à sua fraqueza, da mesma forma os predestinados tiram toda sua nutrição espiritual e toda sua força de Maria.
– Foi a Maria que Deus Pai disse: In Jacob inhabita: Minha Filha, habita em Jacó, quer dizer, nos Meus predestinados figurados por Jacó. Foi a Maria que Deus Filho disse: In Israel haereditare: Minha querida Mãe, tende Vossa herança em Israel, ou seja, nos predestinados. Enfim, foi a Maria que o Espírito Santo disse: In electis meis mitte radices: Lançai, minha fiel Esposa, raízes nos Meus eleitos. Qualquer um que seja, portanto, eleito e predestinado tem a Santíssima Virgem habitando em sua casa, quer dizer, em sua alma, e ele A deixa introduzir nela as raízes de uma profunda humildade, de uma ardente caridade e de todas as virtudes.
10º – Maria é chamada por Santo Agostinho, e é, com efeito, o molde vivo de Deus, forma Dei, quer dizer, somente nEla Deus feito homem foi formado ao natural, sem que Lhe falte nenhum traço da Divindade, e é também nEla somente que o homem pode ser formado em Deus ao natural, tanto quanto a natureza humana é capaz, pela graça de Jesus Cristo.
Um escultor pode fazer uma figura ou um retrato ao natural de duas maneiras: 1º – servindo-se de sua indústria, de sua força, de sua ciência e da qualidade de seus instrumentos para fazer essa figura em uma matéria dura e informe; 2º – ele pode colocá-la num molde. A primeira maneira é demorada, difícil, e sujeita a vários acidentes: não é preciso, freqüentemente, mais que um golpe mal dado de cinzel ou de martelo para estragar toda uma obra. A segunda é pronta, fácil e doce, quase sem sofrimento e sem custo, desde que o molde seja perfeito e que ele represente ao natural; desde que a matéria de que ele se sirva seja bem maleável, não resistindo nunca à sua mão.
Maria é o grande molde de Deus, feito pelo Espírito Santo, para formar ao natural um Homem-Deus pela união hipostática, e para formar um homem-Deus pela graça. Não falta a este molde nenhum traço da divindade; qualquer um que seja jogado nele e se deixa manejar, nele recebe todos os traços de Jesus Cristo, verdadeiro Deus, de uma maneira doce e desproporcionada à fraqueza humana, sem muita luta e trabalho; de uma maneira segura, sem medo de ilusão, pois o demônio nunca teve e não terá jamais entrada junto a Maria, santa e imaculada, sem sombra da menor mancha de pecado.
Ó! Cara alma, que diferença há entre uma alma formada em Jesus Cristo pelas vias ordinárias daqueles que, como os escultores, se fiam em sua experiência e se apóiam em sua capacidade, e uma alma bem maleável, bem desfeita, bem derretida, e que, sem nenhum apoio em si mesma, se lança em Maria e nEla se deixa manusear pela operação do Espírito Santo! Quanto há de máculas, quanto há de defeitos, quanto há de trevas, quanto há de ilusões, quanto há de natural, quanto há de humano na primeira alma; e como a segunda é pura, divina e parecida com Jesus Cristo!
Absolutamente não há, nem nunca haverá jamais, criatura onde Deus seja maior, fora dEle mesmo e em Si mesmo, que na divina Maria, sem exceção nem dos bem-aventurados, nem dos Querubins, nem dos mais altos Serafins, no Paraíso mesmo. Maria é o paraíso de Deus e Seu mundo inefável, onde o Filho de Deus entrou para lá operar maravilhas, para o guardar e comprazer-Se lá. Ele fez um mundo para o homem viandante, que é este [em que estamos]; Ele fez um mundo para o homem bem-aventurado, que é o Paraíso; mas Ele fez um outro para Si, ao qual deu o nome de Maria; mundo desconhecido a quase todos os mortais, e incompreensível a todos os Anjos e bem-aventurados, lá no Céu, que, na admiração de ver Deus tão elevado e tão distanciado deles todos, tão separado e tão recluso em Seu mundo, a divina Maria, bradam dia e noite: Santo, Santo, Santo.
Feliz e mil vezes feliz a alma, cá embaixo, à qual o Espírito Santo revela o segredo de Maria, para o conhecer; e à qual Ele abre e permite penetrar esse jardim fechado, essa fonte selada para nela abeberar-se das águas vivas da graça! Esta alma não encontrará senão Deus somente, sem criatura, nesta amável criatura; mas Deus, ao mesmo tempo infinitamente santo e elevado, infinitamente condescendente e proporcionado à sua fraqueza. Uma vez que Deus está em todo lugar, pode-se encontrá-Lo em todo lugar, até nos infernos; mas não há lugar onde a criatura possa encontrá-Lo mais perto de si e mais proporcionada à sua fraqueza que em Maria, pois foi para este efeito que Ele desceu a Ela. Por toda parte Ele é o Pão dos fortes e dos Anjos; mas em Maria, Ele é o Pão dos filhos.
Que ninguém imagine, portanto, junto com alguns falsos iluminados, que Maria, sendo criatura, seja um impedimento à união como o Criador; não é mais Maria que vive, é Jesus Cristo só, é Deus só que vive nEla. Sua transformação em Deus ultrapassa mais a de São Paulo e dos outros santos, de que o Céu ultrapassa a Terra em elevação. Maria não foi feita senão para Deus, e tal seria que Ela faça parar uma alma nEla mesma. Pelo contrário, Ela a lança em Deus e a une a Ele com tanto maior perfeição, quanto maior a união da alma com Ela. Maria é o eco admirável de Deus, que não responde senão: Deus, quando alguém grita: Maria, que não glorifica senão a Deus, quando, com Santa Isabel, alguém Lhe chama bem-aventurada. Se os falsos iluminados, que foram miseravelmente enganados pelo demônio até na oração, houvessem sabido encontrar Maria, e por Maria, Jesus, e por Jesus, Deus, eles não teriam tido tão terríveis quedas. Quando se tem uma vez encontrado Maria, e por Maria, Jesus, e por Jesus, Deus Pai, tem-se encontrado todo o bem, dizem as almas santas: Inventa, etc. Quem diz a “todo” não faz exceção de nada: toda graça e toda amizade junto a Deus; toda sinceridade contra os inimigos de Deus; toda verdade contra a mentira; toda facilidade e toda vitória contra as dificuldades da salvação; toda doçura e toda alegria nas amarguras da vida.
Isso não quer dizer que quem encontrou Maria, por meio de uma verdadeira devoção, seja isento de cruzes e de sofrimentos, tal seria; ele é mais assaltado do que qualquer outro, porque Maria, sendo a Mãe dos viventes, dá a todos os Seus filhos pedaços da Árvore da vida, que é a Cruz de Jesus; mas talhando-lhes umas boas cruzes, Ela lhes dá a graça de carregá-las pacientemente e mesmo alegremente; de sorte que as cruzes que Ela dá aos que Lhe pertencem são mais uns doces, ou umas cruzes confeitadas, que cruzes amargas; ou, se eles sentem por um tempo a amargura do cálice que é preciso beber necessariamente para ser amigo de Deus, a consolação e a alegria, que esta boa Mãe faz suceder à tristeza, os anima infinitamente a levar cruzes ainda mais pesadas e amargas.
Conclusão
A dificuldade está, portanto, em saber encontrar verdadeiramente a divina Maria, para encontrar toda graça abundante. Deus, sendo Senhor absoluto, pode comunicar por Ele mesmo o que Ele não comunica ordinariamente senão por Maria; não se pode negar, sem temeridade, que Ele o faça mesmo algumas vezes; entretanto, segundo a ordem que a divina Sabedoria estabeleceu, Ele não se comunica ordinariamente aos homens senão por Maria na ordem da graça, como diz São Tomás. É necessário, para subir e se unir a Ele, servir-se do mesmo meio de que Ele Se serviu para descer a nós, para se fazer homem e para nos comunicar Suas graças; e este meio é uma verdadeira devoção à Santa Virgem.
Autor: São Luís Maria G. de Montfort – O Segredo de Maria

 
www.arautos.org  

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aparições e Mensagens de Fátima : Na 5.ª Aparição de Nossa Senhora – em 13 de Setembro de 1917 – , houve uma maior série de fenómenos atmosféricos, sendo alguns observados pelos já muitos peregrinos que se encontravam na Cova da Iria. Calcula-se que estavam presentes entre quinze a vinte mil pessoas. De súbito, aconteceu: o refrescar da atmosfera; o empalidecer do Sol, até ao ponto de se verem as estrelas; uma espécie de chuva, como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra. Desta vez, foi visto um globo luminoso, que se moveu no céu, lenta e majestosamente, de um lado para o outro e em sentido contrário. Os três Pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz, e logo a seguir viram Nossa Senhora sobre a azinheira...

*  




* * * * * * *

Aparições de Fátima13 de Setembro de 1917



* * * * *

Na 5.ª Aparição de Nossa Senhora – em 13 de Setembro de 1917 – , houve uma maior série de fenómenos atmosféricos, sendo alguns observados pelos já muitos peregrinos que se encontravam na Cova da Iria.
Calcula-se que estavam presentes entre
quinze a vinte mil pessoas.
De súbito, aconteceu:
o refrescar da atmosfera; o empalidecer do Sol, até ao ponto de se verem as estrelas; uma espécie de chuva, como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra.Desta vez, foi visto um globo luminoso, que se moveu no céu, lenta e majestosamente, de um lado para o outro e em sentido contrário.
Os três Pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz, e logo a seguir
viram Nossa Senhora sobre a azinheira...


Nossa Senhora:«Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra.«Em Outubro, virá também: Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, e São José com o Menino Jesus, para abençoarem o Mundo.«Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia».
Lúcia:«Há pessoas que me têm lembrado para pedir-Lhe graças, como a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo...»
Nossa Senhora:«Sim, alguns curarei, outros não.Em Outubro, farei um milagre, para que todos acreditem»...Ditas estas palavras, Nossa Senhora começou a elevar-se, e desapareceu como de costume.


* * * * *



+ + + + +

+ Ó meu Jesus, 
perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno!... # Amplie-me, por 
favor...


O INFERNO ETERNO



+ Senhor, valei-nos no 
Juízo particular e no Juízo final! Tende piedade de nós!... # Amplie-me,
 por favor...Quando perguntaram a S. Jerónimo por que se retirou para uma gruta de Belém, a fim de viver como eremita penitente, ele respondeu:
«Condenei-me a esta prisão, porque temo o Inferno
Um gigante de doutrina e santidade, como ele,
temia o Inferno!
E nós, sem doutrina nem santidade,
não nos preocupamos, nem queremos pensar no Inferno!
E assim demonstramos o que realmente somos:
pobres e insensatos!S. Paulo, arrebatado ao 3.º Céu, carregado de méritos, temia o facto de poder condenar-se. (cf. 1 Cor 9, 27)E nós, com uma frivolidade que amedronta, presumimos evitar o Inferno, sem méritos nem receios!
Aliás, chegamos até ao cúmulo de recomendar não dever-se falar do Inferno, com o falso pretexto disso assustar ou traumatizar,
não nos importando sequer o facto de Jesus, no Evangelho, ter falado tanto do Inferno, não uma só vez, mas 28 vezes, pelo menos!Como sempre, cobardes que somos, gostamos muito de discursos alegres e doces, dum cristianismo fácil, com efeitos de falsos "hossanas e aleluias"...
«Fora daqui, malditos!»Esta é a terrificante condenação dos que morrem em pecado mortal.
«Estes irão para eterno suplício»
(Mt 25, 46)."Irão", quer dizer: só vai para o Inferno quem quer ir!
Deus criou-nos a todos para o Paraíso, e dá-nos os meios para lá chegar, mas deixa-nos livres para aceitar, ou não, esses meios.O homem que os recusa, sabe, portanto, que voluntariamente perde o Paraíso e escolhe o Inferno.Deus quer que façamos tudo livremente, com plena responsabilidade.
Assim mesmo, não podemos queixar-nos de qualquer imposição ou injustiça de Deus, na exacta medida em que Ele respeita a liberdade total do homem.

Porém, quanta loucura, maldade e ingratidão, renunciar a Deus Santíssimo, perdendo a Glória eterna do Paraíso, para cair, deliberadamente, naquele abismo de horrores, o Inferno eterno, que é a moradia dos demónios!
A visão de Deus, face a face, a união a Jesus e a Nossa Senhora, a companhia dos Anjos e dos Santos, perpetuamente...!A perda eterna desses bens infinitos constitui a "pena de dano" dos réprobos; ou seja, a pena mais horrível e pavorosa que possamos conceber.
Ademais, sendo verdade que, com o pecado mortal, crucificamos misticamente a Jesus, o Seu próprio Coração,
«de quanto maior suplício não será digno aquele que, assim mesmo, calcar aos pés o Filho de Deus!» (Heb 10, 29).



NO FOGO DO INFERNO

No Inferno existe também a "pena do sentido", ou seja, o «fogo eterno» (Mt 18, 7), «que põe os danados como vítimas dos tormentos... dum fogo ardente» (Lc 16, 23-24).A Geena é a figura mais expressiva que Jesus usou para figurar o Inferno.
A Geena é um profundo vale, sobre um dos lados de Jerusalém.
Nesse vale, lançava-se todo o lixo da cidade, que era queimado num fogo contínuo.

O Inferno é como um depósito de lixo do Céu e da Terra:
Nele foram precipitados todos os anjos rebeldes, assim como são lançados todos os homens imundos, perversos e corrompidos, mortos em pecado mortal!

Todos aí são queimados com
«fogo inextinguível» (Mc 9, 44), e odiando a Deus por toda a eternidade.Verdadeiramente,
«é terrível cair nas mãos de Deus vivo!» (Heb 10, 31).
Mas não poder-se-á dizer, talvez, que a pena eterna seja desproporcional às culpas do homem?
Não, porque «
na medida em que a recompensa está no mérito, assim também (na mesma proporção) a pena está na culpa» (S. Tomás de Aquino).Às boas acções corresponde o Paraíso eterno; assim como às más acções (pecados mortais) corresponde o Inferno eterno.O Rico avarento que, durante a vida, tinha gozado somente de "lautos banquetes", pensando apenas em divertir-se; e o pobre Lázaro, que sempre suportara em paz as próprias desventuras, deixando até que os cachorros lhe "lambessem as feridas", fazem-nos compreender, bastante bem, a diversa e oposta sorte eterna que caberá, justamente, aos homens maus e bons. (Cf. Lc 16, 19-31)

MUITOS CONDENAM-SE !


Em Fátima, a Virgem Imaculada não hesitou em mostrar o Inferno aos três Pastorinhos, a 13 de Julho de 1917.
E Lúcia descreveu aquela terrível visão, como melhor podia, com estas palavras:
«Vimos como que um mar de fogo, dele emergindo os demónios e as almas, como carvões pretos e transparentes, ardentes e em forma humana, flutuando entre muito fumo, como as faíscas nos grandes incêndios, caindo para todos os lados sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que aterrorizavam e faziam desmaiar de medo...!»«Viram o Inferno - disse Nossa Senhora -, para onde vão as almas dos pobres pecadores!
Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração»...
E, na aparição de mês Agosto, Ela exortou e revelou:«Rezai muito e fazei penitência pelos pecadores, pois vão muitas almas para o Inferno, por não terem quem reze e se sacrifique por elas!»
Reflictamos seriamente nestas palavras de Nossa Senhora, unindo-nos fortemente ao seu Imaculado Coração, tendo bem radicado em nós o empenho de viver sempre na Graça de Deus, prontos a tudo sofrer para não cometermos nenhum pecado mortal.
«Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma. Temei, antes, Aquele que pode lançar a alma e o corpo na Geena» (Mt 10, 28).Se os homens pensassem seriamente nestas Palavras de Jesus, agindo em conformidade, quem seria condenado? Ninguém!


COMO MORRE UM 'RÉPROBO'

+ 
Amados Jesus, José e Maria, assisti-nos na última agonia!S. Clemente Hofbauer, apóstolo de Viena, foi visitar um moribundo não crente, sendo recebido com este insulto:«Vai para o diabo, frade! Vai-te embora!»"Antes disso, quero ver como morre um pecador arrependido!"-- respondeu o Frade.Com estas palavras, o moribundo pôs-se a pensar, ficando silencioso...
S. Clemente invoca Maria, com ardor.
Logo depois, o moribundo chora e exclama:

«
Padre, perdoai-me! Aproximai-vos!».


Ele confessa-se, banhado em lágrimas, e morre invocando Maria, Refúgio dos pecadores.
"A Misericórdia de Maria salva um grande número de infelizes que, segundo as leis da Divina Justiça, iriam ser condenados".
Confiemos n'Ela, então, com toda a esperança!
 
fonte:http://nova-evangelizacao.blogspot.com/

Hoje é o dia de Nossa Senhora das dores (Sete dores de Nossa Senhora), VIII - CONCLUSÃO Após a consideração minunciosa das dores da angusta Virgem e das disposições que animaram a doce co-redentora, que nos resta ainda a dizer?

Nota:  Hoje é o dia de Nossa Senhora das dores (Sete dores de Nossa Senhora), transcrevi o piedoso capítulo escrito pelo Pe. Júlio Maria sobre este tema. Confira os demais posts aqui: As dores de Maria

__________________________________

AS DORES DE MARIA
VIII - CONCLUSÃO


Após a consideração minunciosa das dores da angusta Virgem e das disposições que animaram a doce co-redentora, que nos resta ainda a dizer? Nada mais do que recolhermos estes raios esparsos e reunir todas estas dores num foco imenso, escrevendo nele a palavra "amor".

O amor é, de fato, o princípio, a base e coroação de todo este drama doloroso, como ele é a fonte e o princípio da bondade e da misericórdia da divina Mãe.

Por que Maria é tão poderosa e tão cheia de ternura para conosco?

- Porque Ela nos ama.

Por que Maria é tão transbordante de misericórdia para com os pobres pecadores?

- Porque Ela os ama.

Por que a divina Mãe consetiu entregar o Seu Filho aos algozes e à colera dos malfeitores, e condenou-Se a sofrer com Ele e por Ele?

- Por que Ela ama os homens e quer salvá-los.

Depois de cada dor de Maria, como depois de cada sofrimento de Jesus, pode-se exclamar: "Sic dilexit mundum. - É porque amaram o mundo".

A salvação do mundo! - Eis, com efeito, o termo de tudo.

Deus quis salvar o mundo, e quis salvá-lo pelo sofrimento. E, não contente de sofrer só, Ele associou Sua própria Mãe, à Sua obra redentora.

Podia Ele dar-nos uma prova maior do Seu amor?...

- Sofrer por outrem é sublime!

Mas fazer sofrer, para salvar um inimigo, àqueles que amamos mais terna, mais apaixonadamente, é divino!

E eis o que nosso Salvador não hesitou em fazer. Fixando-o o Seu olhar sobre esta criatura pura e ideal, que Ele amava mais do que todas as outras criaturas reunidas, Ele ousou dizer:

Ó minha Mãe, minha Bem-Amada, Minha privilegiada, eis a humanidade perdida, eu poderia salvá-la por uma simples palavra; mas quero que ela saiba que eu a amo, e, para mostrar-lho, morrerei por ela. E não o bastante!

Para mostrar-lhe toda a intensidade e toda a extensão de Meu amor, vou sacrificar aquela que mais amo depois de Minha divindade - Minha Mãe!

Vai, pois, ó Virgem benigna; que a dor te triture como uma vítima! Que as angústias te estreitem como um círculo de ferro! Vai, sofre, imola-Te comigo... vive e morre para a humanidade, e que, por este sinal, ela compreenda o amor que lhe tenho, pois permito que a Minha própria Mãe seja vítima para a sua salvação.

E foi visto tão grande espetáculo! - Uma Mãe imolando o Seu Filho e imolando-Se a Si mesma para a salvação dos Seus algozes.

"Deste modo, diz São Bernardo, Maria vive e não vive, morre e não pode morrer. Ela vive, porém morrendo; morre, mas conservando a vida; Ela morre e não pode morrer; tem uma vida mais penosa do que a morte".

Eis o que nos representa o Calvário. Eis como Maria se torna a nossa Mãe, e por que preço Ela adquire este título que devia proporcionar-Lhe tão pouca consolação. Ela deu à luz os pecadores entre angústias e dores. É preciso que o Seu título de Mãe dos homens Lhe custe o Filho. Ela não pode ser Mãe dos cristãos senão com a condição de dar à morte o seu Filho único.

Que dolorosa fecundidade!

Recordo-me aqui de São Paulino de Nola, que, falando de sua parenta, Santa Melânia, a quem de numerosa família nada mais restava que uma criancinha, traça a Sua dor por estas palavras:

"Ela estava com esta criança, sobrevivente infeliz de uma grande ruína, que, bem longe de a consolar, aguçava as suas dores, e parecia que lhe fora deixada para fazê-la lembrar-se do seu luto, antes que para reparar a sua perda".

Não vos parece que estas palavras foram ditas para representar as dores da divina Mãe?

"Mulher, diz Jesus, eis aí o vosso filho".

"Esta palavra, diz Bossuet, num arroubo de gênio, esta palavra mata-A e fecunda-A. Ela tira das Suas entranhas, com a espada e gládio, estes novos filhos, e entreabe-se o Seu coração com uma violência incrível, para aí entrar este amor de Mãe, que Ela deve ter a todos os fiéis.

Ó filhos de Maria, filhos de sangue e de dor, continua o eloquente prelado, podeis ouvir sem lágrimas nos olhos os males que causais à Vossa Mãe? Podeis esquecer os gemidos, entre os quais Ela vos deu à luz?

Gemitus matris tuae ne obliviscaris. - Não esqueças os gemidos de tua mãe.

Lembra-te dos lamentos de Maria, lembra-te das dores cruéis com que dilaceraste o Seu coração no Calvário; deixa-te comover pelos gemidos de uma Mãe. Ó pecador, qual é o teu pensamento?

Queres elevar uma outra cruz, para nela pregar Jesus Cristo?

Queres fazer com que Maria veja o Seu Filho crucificado ainda uma vez?

Queres coroar a Sua cabeça com espinhos, calcar aos pés, ante os Seus olhos, o Seu sangue do novo Testamento e, por um tão horrível espetáculo, reabrir ainda todas as feridas do Seu amor materno?

Praza a Deus que não sejamos tão desnaturados!
Deixemo-nos comover pelos gemidos de uma Mãe.

Meus filhos, diz ela, até agora nada tenho sofrido, tenho como nada todas as dores que Me afligiram na cruz. O golpe que me dais  por causa dos vossos pecados, eis o que me fere. Vejo morrer o Meu Filho querido, mas, como Ele sofre pelo vossa salvação, consenti em imolá-lO, eu mesma; deixai que eu traga este amargor com alegria.

Meus filhos, crede no Meu amor. Parece-me não ter sentido este martírio, quando o comparo às dores que me causa a vossa impenitência. Mas, quando vos vejo sacrificar as vossas almas ao furor de Satanás, quando vos vejo a perder o sangue de Meu Filho, tornando inútil a Sua graça, é então que me sinto mais vivamente tocada.

Eis, meus filhos, o que trespassa o coração; é isto que me arranca as entranhas".

(Bossuet: Sermão sobre a compaixão da santa Virgem)

O ódio ao pecado e o desejo de reparar as nossas faltas, por uma vida pura e cheia de amor, eis, de fato, qual deve ser a conclusão do estudo das dores de Maria.

Amar é tornar-se semelhante, tanto quanto possível, ao objeto de nossas afeições.

Maria é a pureza, é o amor!... Como Ela, sejamos puros, amemos e consolemos as Suas dores pela nossa fidelidade em corresponder à graça, para que as Suas lágrimas não se tornem inúteis, mas façam germinar em nossas almas uma seara de virtudes, um desabrochar de santidade!

(Por que amo Maria, pelo Pe. Júlio Maria)
 
fonte:agrande guerra

domingo, 12 de setembro de 2010

O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA TEM ALGUMA RELAÇÃO COM O CONCÍLIO VATICANO II? Dom Manoel Pestana Filho :o Santo Padre Pio XI desejava reabrir o Concílio do Vaticano. O Cardeal Billot o advertiu: “Santidade, me parece que isso é um perigo, porque estamos no tempo dos modernistas e esses modernistas criaram muita confusão na Igreja. Se o concílio for aberto agora, todos estarão em condição de participar, porque muitos também eram hierarcas da Igreja e creio que isso seria uma magnífica confusão entre os teólogos, sacerdotes, religiosos e até o povo, porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja desde Pio X e também um pouco por Bento XV, estas questões estariam livres para discussão e creio que não seria bom para a comunicação e para a opinião católica”. Soube que o Papa levou em consideração o que havia dito o Cardeal Billot — o Cardeal Billot foi retirado do cardinalato alguns anos depois, mas esta é outra questão — mas o Papa teria dito sim, [o Cardeal] tem razão.

O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA TEM ALGUMA RELAÇÃO COM O CONCÍLIO VATICANO II?

Dom Manoel Pestana Filho

Discurso pronunciado pelo bispo emérito de Anápolis em Roma (7-5-2010), na The Fatima Challenge Conference

     Excelências, irmãos padres, religiosos e religiosas,
     Não esperem muito de mim, pois sou baixinho, mas, em suma, devo falar alguma coisa e me pediram que, ao menos, eu me comunicasse com vocês.
Dom Manoel Pestana Filho
Durante conferência sobre Fátima em Roma (7-5-2010), Dom Pestana apresenta e comenta o livro de Mons. Gherardini — Concilio Vaticano II, un discorso da fare.
     Algo que me parece sempre incerto é a questão do Concílio Vaticano II. Na última sessão, da qual participei, uma comissão foi até a Irmã Lucia, em Coimbra, e eu lhe encaminhei uma pergunta por escrito. Minha pergunta foi a seguinte: o terceiro segredo de Fátima tem alguma relação com o Concílio Vaticano II? A Irmã Lucia respondeu — não a mim, mas a um padre que fora com a comissão — “não estou autorizada a responder esta pergunta”. Isso é muito interessante. [...] é um sinal de alguma reserva no terceiro segredo e esta reserva tinha alguma relação com o Concílio Vaticano II.
     Mas, como reserva com o Concílio Vaticano II? Estudei aqui em Roma, estudei Teologia, e isso me impressionava muito. Eu também tinha lido dois livros sobre Fátima, um do padre Marc, e um outro de um padre português, que tinha sido diretor espiritual num seminário brasileiro. E uma coisa interessante para mim era entender esta razão. E nesse meio tempo, soube que o Santo Padre Pio XI desejava reabrir o Concílio do Vaticano. O Cardeal Billot o advertiu: “Santidade, me parece que isso é um perigo, porque estamos no tempo dos modernistas e esses modernistas criaram muita confusão na Igreja. Se o concílio for aberto agora, todos estarão em condição de participar, porque muitos também eram hierarcas da Igreja e creio que isso seria uma magnífica confusão entre os teólogos, sacerdotes, religiosos e até o povo, porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja desde Pio X e também um pouco por Bento XV, estas questões estariam livres para discussão e creio que não seria bom para a comunicação e para a opinião católica”. Soube que o Papa levou em consideração o que havia dito o Cardeal Billot — o Cardeal Billot foi retirado do cardinalato alguns anos depois, mas esta é outra questão — mas o Papa teria dito sim, [o Cardeal] tem razão.
     Soube também que Pio XII teve uma idéia [sobre um concílio] — estudei quatro anos em Roma quando ele era Pontífice — mas estas razões [mesmas] lhe fizeram pensar e naqueles anos ele havia escrito uma carta encíclica Humani Generis, onde ele condena aberta e duramente todas as posições modernistas, citando, inclusive, muitos teólogos de seu tempo. Eu depois fiz [...] um trabalho [...] sobre esta encíclica e situei muitas de suas citações [de autores] que eram anônimas, mas eram citações, nesta encíclica. Por exemplo, Padre Congar, por exemplo, Padre Schillebeecxs, e outros. [...], mas o Santo Padre havia denunciado muitos teólogos que depois fariam sucesso com os seus escritos.
     E por isso creio que o Papa Bento XVI, com sua prudência e sabedoria, não tenha citado nas obras do Papa Pio XII esta encíclica. É interessante, pois me perguntaram uma vez: por que o Papa não cita a Humani Generis? Pensei, pensei, e disse: creio que se o Papa tivesse citado esta encíclica ele criaria um ambiente de oposição a Pio XII por parte de teólogos famosos que continuam tendo muita influência nas questões da Igreja e haviam sido grandes homens famosos, aplaudidos, no Concílio Vaticano II. Para mim foi uma decisão de muita prudência e sabedoria [...]. Depois, quando a questão da canonização tivesse avançado, eles tomariam certamente outra posição.
     Mas retornemos. Seria possível que Nossa Senhora tivesse dito que não era de seu gosto, que não lhe agradava uma realização do Concílio? Eu não sei, mas se pode pensar. Com isso eu não quero dizer que o Concílio Vaticano não seja legítimo… e não seja também uma benção para a Igreja.
     Não sei se vocês conhecem este livro de Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II — Un discorso da fare, publicado pelos Franciscanos da Imaculada, aquela congregação fundada pelo padre Manelli, que é interessantíssimo… terrível este livro… mas mantém uma posição muito justa, muito bem fundamentada. Ele diz que no Concílio foram ditas muitas coisas que não são boas. Um comentarista francês dizia que era necessário distinguir aquilo que foi dito no Concílio, e foram ditas tantas coisas tolas, por exemplo, quando se discutia — e com todo respeito — a maternidade divina de Maria e também Maria mãe da Igreja; um bispo mexicano, Méndez Arceo, provocou risos, muitos risos, quando disse: “isso não me agrada, pois, se Maria é mãe da Igreja, e se a Igreja é nossa mãe, Maria não será nossa mãe, mas nossa avó”. Uma piada fora de lugar, mas, em suma, tudo era possível, e era uma Excelência que falava. E outras coisas que foram ditas; evidentemente, num ambiente de discussão, pode-se dizer tanta coisa tola [...] o delito que o homem usa e abusa de dizer o que pensa. Portanto, é necessário compreendê-lo.
     Mas é ainda mais interessante que muitos daqueles que foram condenados por Pio XII — De Lubac, De Le Blond, Danielou, Congar, etc — eram homens do dia, atuais, durante o Concílio.
     Mas, verdadeiramente, eu soube de uma coisa interessante: um professor da Universidade Gregoriana, que fora responsável pela comissão para os textos preliminares para o Concílio — Padre Tromp — um teólogo magnífico… Falei com ele um pouco antes de sua morte. Ele era meu professor na Gregoriana e eu até fiz um curso especial com ele. E eu perguntei como ele avaliava esta situação e ele me respondeu o seguinte: o Concílio foi um concílio bastante difícil, muito difícil, tanta energia desperdiçada, mas, em suma, uma coisa que se deve dizer é que o Concílio Vaticano II, com todas estas discussões, declarações, documentos, etc, etc, e também a indicação dada por João XXIII de ser um concílio pastoral. Até hoje não se compreende bem este sentido, sentido bem profundo de concílio pastoral. Mas sabemos que não era um concílio de definições, que terminava assim: “todos que disserem o contrário sejam anátemas, etc, etc,” como era praxe. Mas era um concílio que tratava questões católicas, religiosas e mesmo questões não religiosas, mas não concluía mais como os outros concílios, com condenações, excomunhões. Não era um concílio dogmático.
     Este sacerdote, que fora nomeado chefe da comissão de redação dos textos preliminares por João XXIII, me disse: “É incrível que um Concílio assim, complexo, heterogêneo, no final das contas tenha contribuído para um dos documentos mais seguros, fundamentais da Igreja. Sim, e ele aludia ao Capítulo 8º da Lumen Gentium. Para o Padre Tromp, este documento seria um dos maiores documentos de toda a história da Igreja.
     Bem, nesse Concílio havia um homem que eu admirava muito, muitíssimo, tinha lido várias vezes um de seus livros: “Teologia do Apostolado”, Cardeal Suenens e que, em suma, me fez sofrer [...]. Ele tomou a posição de comando, um comando externo, dos bispos da Alemanha e Holanda. Mas, em suma, ele era um mariólogo, um devoto de Maria e certamente ele é quem inspirou e acompanhou a redação do capitulo 8º. Bem, por que digo isso? Porque quando Suenens disse: “Santidade, não somos crianças [...]”. Recebemos uma carta, para logo ler e assinar. Nós somos bispos, nós somos sucessores dos apóstolos. Sabemos o que fazemos. [... ]. Temos que ler os esquemas e depois vamos discuti-los.
     E João XXIII, vocês sabem disso, se amedrontou e disse: “sim sim, faremos um Concílio pastoral” Não há Constituições Dogmáticas num Concílio Pastoral. Faremos um Concílio para discutir as questões do momento, e não as questões de sempre, e dar a resposta convencida pela prudência e sabedoria evangélica.
     O estudo feito por Gherardini considera todas essas questões e diz claramente: o Concílio é uma grande graça para o mundo, e também é este concílio, tantas coisas são ditas, mas não há nenhum peso dogmático. [..] Há coisas que podemos chamar de incertas… até alguns teólogos depois do Concílio Vaticano II disseram que a linguagem da teologia de hoje é uma linguagem de incertezas, não há nenhuma certeza em suas declarações.
     Assim, me parece que isso explica que tantas coisas tenham chegado a nós com muito pouco fruto. Pelo contrário. Vejamos. Dentro do Concílio Vaticano II, não nas reuniões, foram feitos acordos com os representantes da Rússia para que não se falasse do comunismo, não se falasse de Rússia. Mas isso é o contrário da mensagem de Fátima. O centro da mensagem [...] era a Rússia, da qual virão grandes males para a Igreja e para o mundo. Mas fizeram um acordo. Ah sim! Porque havia bispos ortodoxos [para participar do Concílio]. E nós sabemos hoje que muitos bispos não só na Rússia, mas na Polônia e outros lugares, para não terem obstáculos da parte do governo comunista, faziam vistas grossas a certas coisas. Por exemplo: nós sabemos que este escândalo ocorreu na Polônia de um arcebispo que fora nomeado e que no momento de tomar posse da diocese ele simplesmente disse: “não, não posso tomar posse, porque encontraram um documento assinado por mim que me permitia sair da Polônia para estudar em Roma com a condição de colaborar com o governo sobre as coisas da Igreja que lhe interessavam.”. Este é o problema. [...] O arcebispo de Kiev, que era um homem que se aproximou muito de João Paulo I, na última audiência, morreu lá diante do Papa. Ele não era ninguém menos que um chefe da KGB e era arcebispo de Kiev. Coronel da KGB. [...] É um trabalho de muito tempo de infiltração na Igreja Católica, e se pode dizer que também o fato de Judas fazer parte do colégio apostólico, não disse nada contra Cristo, e no último momento quis lhe trair: “amigo, a que viestes?”. [...] Há momentos extremos de traição e por isso o Senhor tem muitos e muitos caminhos. [...]
     Por outro lado, por exemplo, nós sabemos da influência da maçonaria no último Concílio não foi pouca, porque o próprio Monsenhor encarregado da liturgia — Bugnini — tinha escrito uma carta ao chefe da maçonaria italiana, dizendo que pela liturgia havia feito tudo que era possível; tudo aquilo, conforme recebeu instruções, mais não poderia ser feito. [...] Um padre polonês que encontrou este ofício o levou imediatamente a Paulo VI, que o mandou para fora de Roma, na nunciatura no Irã. Até Monsenhor Benelli, que era o braço direito do Papa, também foi retirado de Roma e estranhamente ambos morreram pouco depois em circunstâncias misteriosas. Dizíamos que era uma queima de arquivo. Entendem, não?
     Quero dizer que mesmo os inimigos estando presente dentro da Igreja, isso não deve nos atemorizar, pois o próprio Cristo já contou aquela parábola [...] do trigo e do joio juntos e o Senhor disse “deixai crescer”, depois, na hora da colheita se separará os dois. Pois os maus, como diz Santo Agostinho, ou existem para se converter ou para nos santificar. E isso é verdade. [...] O Senhor, no antigo testamento, deixava os povos bárbaros e desumanos presentes e próximos do povo eleito para garantir a sua fidelidade e seu espírito de sacrifício. E por isso não devemos de maneira alguma pensar que estes problemas possam abalar a nossa fé. Absolutamente!
     Uma vez, quando disse um pouco dessas coisas num encontro de bispos, um deles se levantou e me disse: “Você não crê no Espírito Santo?”. Eu disse: “Creio sim, e por isso estou aqui, porque creio no Espírito Santo e sei que as portas do inferno não prevalecerão”. “Eu estarei convosco até o fim do mundo”, tenhamos esta certeza absoluta, não podemos duvidar daquilo que Cristo disse. Isso seria um suicídio religioso. Se não creio em Cristo, em que acreditaria? Em meu pai, em minha mãe, em meu amigo, no Papa? Se não creio em Cristo… e por isso estou seguro, seguro com armas, com sofrimentos, com sangue, sim, sim, é verdade. Quando penso, por exemplo, no Pe. Gruner, vejo nele um mártir da Igreja moderna, sem dúvida. Não se pode compreender a sua vida sem a palavra de Deus que diz: “o reino dos céus sofre violência, e são os violentos que o alcançam”.
     Creio que poderia dizer — digo como uma palavra minha — suspeitar que o Concílio Vaticano II está relacionado [...] com o terceiro segredo de Fátima. Alguns de vocês me dirão: “mas isso não é atual”. Mas é atual sim, pois se nós publicamos isso, teremos que enfrentar o temor de nossos fiéis que dirão: “O quê? Vocês não acreditaram?”… Porque me dirão que eu fui fraco, que eu fui estúpido… essas não são justificativas para que eu possa dizer: “não sou responsável” ou “não estava nessas coisas”.
     [...] victoria quae vincit mundum: fides nostra. A nossa fé é a vitória que vence o mundo. Que vence o mundo! Eu estarei convosco até a consumação dos séculos. As portas do inferno com ela. Nem a maçonaria que é o corpo místico de Satanás, nem as heresias são realmente a lepra da nossa Igreja, mas que encontram sempre na graça de Maria e no amor de Cristo um remédio salutar para todos os males, nada disso me deve fazer perder a coragem ou deixar de lutar.
     Um dia eu falava na conferência dos bispos do Brasil contra o aborto, porque eu trabalho muito – poderia e deveria ter trabalhado ainda mais. E um bispo me disse: “Mas Dom Pestana, o senhor tem que entender que não podemos perder tempo [...] com uma batalha perdida. O aborto vem! Como veio para quase todas as nações. Não se pode perder tempo com essas coisas”. E eu disse: “Excelência, Deus não te julga se ganhamos ou não a batalha, mas se lutamos e se lutamos bem”. E assim penso que vocês estão fazendo, e por isso estou aqui com a alma renovada, encorajado [...] mesmo com o meu joelho com duas placas de metal.
     Deve-se pensar nisso: eu devo lutar. [...]. Sempre recordo de uma estória, e gosto de contar estorinhas [...] para ensinar o catecismo. Um elefante corria na África e, de repente, uma formiga na sua orelha lhe diz: “Elefante, olhe para trás, veja quanta poeira estamos fazendo”. Nós estamos fazendo. E pensamos que somos nós que estamos fazendo. E por isso o personalismo no apostolado é um grande perigo. É Deus quem faz, e só quando os homens se convencerem que Deus faz aquilo que nós fazemos é que acreditarão em nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
     _________
     Tradução: Fratres in Unum.
     Video da conferência de Dom Pestana, em italiano: aqui.
     _________

    MATÉRIAS RELACIONADAS DE INTERESSE:
O novo manuscrito atribuído à Irmã Lúcia padece de inverossimilhanças e omissões, chega a parecer inadmissível em termos de doutrina católica — por André F. Falleiro Garcia – 8 agosto 2010
Indícios e presunções que militam em prol da autenticidade do novo manuscrito do Terceiro Segredo por Ronaldo Ausone Lupinacci – 8 agosto 2010
Novo texto do Terceiro Segredo que circula nos meios católicos reacende controvérsia por Ronaldo Ausone Lupinacci.
Testemunhos de autoridades da Igreja e da própria Irmã Lúcia esclarecem este aspecto do misterioso assunto por Marian T. Horvat.
Por que desde o ano de 1960 não se revela o verdadeiro conteúdo do Terceiro Segredo? por André F. Falleiro Garcia.
Comentário sobre o livro de Antonio Socci, “Il quarto segreto di Fátima” por Julio Alvear Téllez.
Algumas das mais altas figuras da Igreja reduziram ao silêncio a própria Mãe de Deus. Para sempre? por Julio Alvear Téllez.
O depoimento do Cardeal Oddi, de Mons. Loris Capovilla e de outros estudiosos sobre o tema da autenticidade do Terceiro Segredo por Julio Alvear Téllez.

fonte:Sacralidade

sábado, 11 de setembro de 2010

Consagração a Cristo por Maria.


Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria

Deus, sendo Todo-Poderoso, criou o mundo em seis dias. Nos seis dias da criação, com seus “Fiats” fez as coisas maravilhosas que nós temos: Fiat Lux! E a luz foi feita; Fiat Firmamentum!; e assim se fez. Nos seis dias de criação, Deus criou todo o Universo e as coisas que nele existem, ou seja, com seus muitos “Fiats” criou todas as coisas, mas somente criaturas. Ora, Nossa Senhora, na ocasião da embaixada do Anjo Gabriel, com um só “Fiat” criou não apenas uma criatura, mas o Verdadeiro Homem-Deus. Então quem é mais poderoso: Deus, ou Nossa Senhora?

Esse questionamento foi feito por Santo Tomás de Aquino – obviamente, não se tratou de uma séria dúvida do santo, mas um argumento retórico para mostrar a grandeza de Nossa Senhora. Conheci este eloquente raciocínio em uma palestra dada pelo Sr Gugelmin, membro do IPCO. Como gostaríamos de ter uma alma tão devota que questionasse a grandeza de Nossa Santa Mãe! E na verdade, precisamos ter, se desejamos entrar no mais seguro caminho de salvação, se desejamos receber incontáveis graças – tão incontáveis que nenhuma outra prática, qualquer que seja, chega aos seus pés. Trata-se de conhecer verdadeiramente a Santíssima Virgem e entregar nas suas mãos toda a nossa vida, vontade, obras, e méritos. Como fazemos isso? Explica-se:

Quem nos revela este caminho seguro para chegar ao Céu é São Luis Maria Grignion de Montfort, no seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. É preciso, portanto, ler o Tratado (na impossibilidade de se saber ler, alguém deve fazê-lo para a pessoa). Ele explicará no que consiste esta devoção, a necessidade dela para salvar a alma, e tantas outras coisas impossíveis de serem descritas aqui. Quando eu li o tratado fiquei realmente impressionada! Reconhecemos que Nossa Senhora é medianeira de todas as graças – mas com que falsa devoção se faz isso! Esta é também a oportunidade que temos de reconhecer as diversas falsas devoções que se tem à Santíssima Virgem, pois São Luis as descreve como grandes ilusões, capazes de nos colocar em estado de sacrilégio para com esta Santa Mãe! Infelizmente, e principalmente nos dias de hoje, é praticamente impossível não enxergar a si mesmo como um dos falsos devotos descritos pelo santo (eu era a “escrupulosa”).

Antes de comprar o Tratado, e apesar de ser razão suficiente o saber ser esta a mais perfeita devoção à Nossa Senhora, a pessoa deseja conhecer mais sobre o tema. Certamente me pedirá esclarecimentos: Certo, é o caminho mais rápido e seguri para o Céu, mas que se faz concretamente consagrando-se a si mesmo pelo método de São Luis?

Primeiro - Conhecemos Nossa Senhora mais perfeitamente do que por qualquer outro meio. Esse conhecimento passa pelas palavras elucidativas do santo, pelas graças que recebemos com a preparação para a consagração, e continua diariamente com a prática em si.

Segundo - Esta devoção consiste em entregar-se inteiramente à Santíssima Virgem, a fim de, por Ela, pertencer inteiramente a Jesus Cristo. Com isso, damos nosso corpo, com todos os seus membros e sentidos; nossa alma com todas as suas potências; nossos bens exteriores e nossos bens interiores – que são nossos méritos, virtudes e nossas boas obras passadas, presentes e futuras. Isto significa que já não teremos mais vontade, mas todas as nossas ações e pensamentos serão com Maria, por Maria e em Maria. Todas as satisfações, méritos para o Céu, indulgências, etc. , que ganhamos cada vez que realizamos uma boa obra, são dadas a Maria para que Ela decida como fazer uso. Já não teremos direito nem mesmo aos méritos das boas obras feitas antes da Consagração, e entregamos todas as que faremos, até o fim da vida. Tudo, absolutamente tudo, e sem esperar qualquer coisa em troca, é dado a Maria.

Essas satisfações, que nós renunciamos, damos a Maria para que Ela comunique a quem lhe pareça e para a maior glória de Deus. Tudo o que pensa, diz e faz de bem pertence a Maria. Quem se consagra, então, fica verdadeiramente reduzido ao nada que é.

Terceiro – Com isto faz-se uma perfeita renovação dos votos do Santo Batismo. Não apenas do ato da consagração, mas diariamente, constantemente, sem cessar. Toda pessoa, antes do Batismo, era escrava do demônio, razão pela qual diz Santo Agostinho ser o voto mais importante o “Renunciar a Satanás, suas pompas e suas obras”. Ora, Maria é Aquela que esmaga a Serpente; entregar-se a Maria é renovar de modo perfeitíssimo os votos do batismo!

Quarto – Apesar de dar absolutamente tudo a Maria, engana-se quem acha que terá de sofrer muito no Purgatório, uma vez que já não poderá contar com absolutamente nada que tenha dito, feito ou pensado de bom. Muito ao contrário! A alma que se escraviza a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, com tanta entrega e liberalidade, receberá de Nosso Senhor e Sua Mãe a mais alta generosidade nesta vida e na próxima, na ordem da natureza, da graça e da glória.

Fazendo a Consagração Propriamente Dita

Sendo definitivamente impossível dizer em poucas linhas todas as maravilhas contidas no Tratado e não podendo registrar aqui senão uma ínfima parte do que ele traz de extraordinário, imaginamos que o leitor já se convenceu de que precisa ser consagrado mariano por este método. E deseja igualmente ter uma idéia de como fará isso, se precisará de um padre, que obrigações terá depois, etc.

Pois muito bem: uma vez que se tenha lido o Tratado com bastante atenção e meditação, se faz os 33 dias preparatórios para a consagração. Os exercícios vem descritos no final do tratado, juntamente com as orações que deverão ser feitas em cada período. Os 33 dias estão assim divididos:

12 dias preliminares – Para se desapegar do espírito do mundo.

Primeira Semana - Empregada para adquirir o conhecimento de si mesmo

Segunda Semana - Empregada em adquirir o conhecimento da Santíssima Virgem

Terceira Semana – Empregada em adquirir o conhecimento de Jesus Cristo

Lendo o Tratado, o Santo indica como fazer cada uma destas coisas – como por exemplo,ter o conhecimento e o desprezo de si mesmo ao imaginar-se como uma lesma, um sapo ou uma cobra traiçoeira. É realmente muito valioso esse período: todo o tratado, e mais as orações indicadas, explicam muito bem como fazer. Eu li também os textos de Dr. Plínio Correa de Oliveira sobre a Consagração e não posso descrever as exortações de tais palavras. Em nota, para aqueles que se interessarem, indico a leitura.

Após estes dias de preparação, a Consagração! É feita da seguinte maneira: tendo confessado (se possível no mesmo dia, ou no anterior, ou pelo menos muito perto, tendo a intenção da consagração), comungarão na intenção de se darem a Jesus Cristo pelas mãos de Maria. Esta comunhão é feita de modo especial, por um método descrito pelo santo, que consiste em tomar emprestado o coração de Maria para receber Jesus (é dessa forma também que o consagrado procurará comungar sempre). Após a comunhão, a pessoa recita a fórmula de consagração (está tudo no tratado) e, tendo uma versão impressa, deve assiná-la no mesmo dia.

Está feito! Como vê – e talvez tenha deduzido pelo nome – não é preciso um sacerdote, mas a pessoa sozinha se consagra e firma o compromisso de escravidão a Nossa Senhora. Neste dia, dão também um presente a Maria – que pode ser flores, jejum, ou qualquer outra prática. Eu escrevi uma carta! Meu noivo também, e muitos amigos meus lhe deram rosas. Como consagrados, nós também poderemos ter algumas devoções exteriores para selar o nosso compromisso, como usar uma correntinha de ferro em alguma parte do corpo. Recitamos, diariamente, a Coroinha da Santíssima Virgem, além do rosário ou terço, e o Magnificat – e qualquer das belíssimas orações de São Luis! São palavras tão fortes, tão cheias de amor por Maria!!! Também há de se renovar diariamente esta consagração, nem que seja apenas por uma frase. Eu recito, todos os dias, a fórmula de consagração – a mesma que assinamos.

Todos anos, deve-se renovar esta consagração, isto é, na mesma data (de preferência, uma data de alguma festa de Nossa Senhora) fará tudo conforme o dia em que se consagrou. Se possível, repetirá os 33 dias preparatórios.

Como o próprio São Luis Maria Grignion de Montfort diz, esta consagração é a mais perfeita que há, e será especialmente útil para os últimos dias. Põe-nos inteiramente ao serviço de Deus, posto que Maria embeleza nossas obras e as entrega a Seu Filho, tornando-as assim aceitáveis, apesar de nossas misérias. A Rainha, portanto, tudo procura tornar agradável ao Rei; este, por sua vez, ainda que veja nas ofertas alguns defeitos, não repelirá o que veio das mãos Dela. E disto quis a misericórdia divina que tirássemos algum proveito! De fato, Deus é amor.

Nota:

Ver textos de Dr. Plínio Correa de Oliveira sobre o tema em:

Primeira Semana Preparatória:

http://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_19730423_1asemanapreparatoriaconsagracaonasra.htm

Consagração: Liberdade Suprema

http://www.pliniocorreadeoliveira.info/FSP%2074-12-29%20Consagra%C3%A7%C3%A3o.htm

Fazer todas as coisas com Maria, em Maria e por Maria:

http://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_720526_Fazer_tudo_com_Maria.htm

http://lucianalachance.wordpress.com/2010/09/10/consagracao-de-si-mesmo-pelo-metodo-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort/

fonte:http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/