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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Rosário: recomendações da Ir. Lúcia em suas cartas. Pequeno tratado da Irmã Lúcia, sobre a natureza e recitação do Terço

Rosário: recomendações da Ir. Lúcia em suas cartas. Pequeno tratado da Irmã Lúcia, sobre a natureza e recitação do Terço


http://portalcot.com/br/noticias/wp-content/uploads/2011/02/Irma_Lucia.jpg
J.M.
Coimbra, Dec. 4, 1970
Dear Maria Teresa,
Pax Christi,
A nossa Madre recebeu a sua carta, e pede desculpa de não responder pessoalmente; mas não lhe é possível neste momento, em que está com tanto que fazer, por causa da próxima fundação do novo Carmelo de Braga. Por este motivo, entregou-me a carta, para que responda eu. É o que venho fazer.
A nossa Madre não pode dar a licença que a Maria Teresa deseja. Mas também não é necessária. Eu não devo nem posso pôr-me em evidência. Devo permanecer em silêncio, na oração e na penitência. É a maneira como melhor posso e devo auxiliar. É preciso que todo o apostolado tenha, como base, este fundamento; e esta é a parte que o Senhor escolheu para mim; orar e sacrificar-me pelos que lutam e trabalham na vinha do Senhor, e pela extensão do seu Reino.
É por este motivo que o meu nome não deve aparecer. Em vez dele, é muito mais eficaz que se sirva do Nome de Nossa Senhora, sugerindo o movimento como "Cumprimento» da Mensagem, apresentando como argumento a insistência com que
Nossa Senhora pediu e recomendou que se reze o Terço todos os dias, repetindo o mesmo em todas as Aparições, como que prevenindo-nos para que, em estes tempos de desorientação diabólica, nos não deixemos enganar por falsas doutrinas, diminuindo na elevação da nossa alma para Deus, por meio da oração.
Por certo que não é preciso que durante a celebração do Santo Sacrifício da Missa, aquele em que se deva rezar o Terço: Tempo deve haver para a Santa Missa, e tempo para rezar o Terço: Podemos e devemos tomar parte numa coisa, sem deixar a outra. O Terço é, para a maioria das almas que vivem no mundo, como que o pão espiritual de cada dia; e privá-las ou tirar-lhes esta oração, isto é, diminuir nos espíritos o apreço e a boa fé com que a rezavam, é, na parte espiritual, o mesmo ou mais ainda; tanto mais quanto a parte espiritual é superior à material. Digo: É como se na parte material privassem as pessoas do pão necessário à vida física.
Infelizmente, o povo, na sua maioria, em matéria religiosa, é ignorante e deixa-se arrastar por onde o levam. Daí, a grande responsabilidade de quem tem a seu cargo conduzi-lo; e todos nós somos condutores uns dos outros, porque todos temos o dever de ajudar-nos mutuamente, e andar pelo bom caminho.
Além do que tenho dito, será bom que à oração do Terço se dê um sentido mais real que aquele que se lhe tem dado, até aqui, de simples oração "mariana». Todas as orações que rezamos no Terço são orações que fazem parte da Sagrada Liturgia; e, mais que uma oração dirigida a Maria, é dirigida a Deus: — O Pai-Nosso foi-nos ensinado por Jesus Cristo, dizendo: "Rezai, pois, assim: Pai Nosso, que estais nos Céus...» — "Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo ...» é o hino que cantaram os Anjos enviados por Deus para anunciar o nascimento do Seu Verbo, Deus feito homem. — A Ave-Maria, bem compreendida, não é menos uma oração dirigida a Deus: "Ave, Maria, gratia plena, Dominus tecum»: Eu Te saúdo, Maria, porque Contigo está o Senhor! Estas palavras são, com certeza, ditadas pelo Pai ao Anjo, quando O enviou à terra, para que com elas saudasse a Maria.
Sim! O Anjo veio dizer, a Maria, que Ela era cheia de Graça, não por Ela mas porque com Ela estava o Senhor! — "E Bendita sois Vós entre as mulheres, e Bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus»: Estas palavras, com que Isabel saudou a Maria, foram-Lhe ditadas pelo Espírito Santo, diz-nos o Evangelista: "Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, ... ficou cheia do Espírito Santo. Erguendo a voz, exclamou: Bendita és Tu entre as mulheres, e Bendito é o fruto de Teu ventre». Sim! Porque esse fruto é Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem!
Assim, esta saudação é um louvor a Deus: És Bendita entre as mulheres, porque é Bendito o fruto do Teu ventre; e porque Tu és a Mãe de Deus feito Homem, — em Ti adoramos a Deus como em primeiro Sacrário, no qual o Pai encerrou o Seu Verbo; como primeiro Altar, o Teu Regaço; primeira Custódia, os Teus braços, diante dos quais se ajoelharam os Anjos, os pastores e os reis, para adorar o Filho de Deus, feito Homem! E porque Tu, ó Maria, és o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade, onde mora o Pai, o Filho e o Espírito Santo, "o Espírito virá sobre Ti e a força do Altíssimo estenderá sobre Ti a Sua sombra. Por isso mesmo é que o Santo, que vai nascer, há-de chamar-se Filho de Deus» (Lc. 1, 35). E já que és um Sacrário, uma Custódia, um Templo vivo, morada permanente da Santíssima Trindade, Mãe de Deus e Mãe nossa, —"roga por nós, pobres pecadores, agora e na hora da nossa morte».
Quem poderá negar que isto é uma oração e um louvor dirigido a Deus?! Será mais que para dirigir a Deus os nossos louvores, as nossas adorações, as súplicas, nos ajoelhemos diante de altares de madeira, pedra ou metal, ou de custódias douradas, insensíveis, incapazes de rogar por nós?!
Certo é que São Paulo diz que há um só Medianeiro junto do Pai. Sim! Como Deus, há um só, que é Jesus Cristo. Mas o mesmo Apóstolo pede que roguem por ele e recomenda que roguemos uns pelos outros: Poderia, então, o Apóstolo não crer que a oração de Maria não fosse tão agradável a Deus, como a nossa?! É a desorientação diabólica que invade o mundo e engana as almas! É preciso fazer-lhe frente; e para isso pode servir-se do que aqui lhe digo. Mas como coisa sua, sem dizer o meu nome; como coisa que lhe sai ao correr da pena. E, na verdade, sua é, porque, na qualidade de membros que somos do Corpo Místico de Cristo, tudo é nosso, porque tudo é da Cabeça, Cristo Jesus.
E fico no meu lugar, rezando por si, por todos aqueles que consigo vão trabalhar, para que seja uma campanha que dê muita glória a Deus, leve muita luz e graça às almas, paz à Santa Igreja e ao mundo ensanguentado em guerras.
Talvez também fosse bom apresentar a campanha, não só como cumprimento da Mensagem, mas também como campanha de oração e penitência pela paz do Mundo, da Santa Igreja e de Portugal nas Províncias Ultramarinas. E que Portugal, que é tão devoto da Eucaristia e de Maria, seja o primeiro a reconhecer que a oração do Terço não é somente uma oração Mariana, mas também Eucarística. E, por isso, nada deve impedir que se possa rezar diante do Santíssimo Sacramento. Em prova disto está que o Santo Padre Pio XI havia concedido indulgência plenária a quem rezasse o Terço diante do Santíssimo; e recentemente foi de novo concedida a mesma indulgência por Sua Santidade Paulo VI.
É, pois, preciso rezar o Terço, nas Cidades, nas Vilas e nas Aldeias, pelas ruas, pelos caminhos, de viagem ou em casa, nas igrejas e capelas! É a oração acessível a todos, e que todos podem e devem rezar. Há muitos que diariamente não assistem à oração litúrgica da Santa Missa; Se não rezam o Terço, que oração fazem?! E, sem oração, quem se salvará ?! —"Vigiai e orai para não entrardes em tentação».
É preciso, pois, orar, e orar sempre. Isto é, que todas as nossas actividades e trabalhos sejam acompanhados de um grande espírito de oração, porque é na oração que a alma se encontra com Deus; e é nesse encontro que se recebe graça e força, ainda mesmo quando ela é acompanhada de distracções. Ela leva sempre às almas um aumento de Fé, ainda que não seja mais que a recordação momentânea dos mistérios da nossa Redenção, lembrando o Nascimento, Morte e Ressurreição do nosso Salvador; e Deus saberá descontar e perdoar o que toca à humana franqueza, ignorância e pouquidade.
Quanto à repetição das Ave-Marias, não é como querem fazer crer que seja uma coisa antiquanda. Todas as coisas que existem e foram criadas por Deus, se mantêm e conservam por meio da repetição, continuada sempre, dos mesmos actos. E ainda a ninguém se ocorreu chamar antiquado ao sol, lua, estrelas, aves e plantas, etc., porque giram, vivem e brotam sempre do mesmo modo! E são bem mais antigos que a reza do Terço! Para Deus, nada é antigo. — São João diz que o Bem-aventurados, no Céu, cantam um cântico novo, repetindo sempre; Santo, Santo é o Senhor, Deus dos Exércitos! É novo, porque, na luz de Deus, tudo aparece com novo brilho!
Um grande abraço da sempre em união de orações.
Irmã Lúcia
i.c.d.
***
J.M.
Coimbra, 29-5-1970
Querida Maria Teresa:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEaqp5TBJpJ1eH7f_4H9pOWpCxQ_udXenmHGshI1jP__565R7N6LXdJ8hTVeQ9GOqAQCopODdcp1OCUG78_qDpcU3WRLPmkvrmIbau6lSanoACEwlbi_arX3bdOM1NPKs4p0ADBD4hp6E/s1600/lucia_24.jpg
 
Pax Christi

Respondo às suas cartas no dia do aniversário da Ordenação do Santo Padre. Hoje é tudo por Sua Santidade. Que Nossa Senhora seja a portadora das nossas pobres e humildes orações.
Agradeço as suas cartas e os recortes... Gostei muito de ver como já estão a recuar... Bendito seja Deus! E continuamos a rezar para que tudo se normalize.
A lista sobre o "cancro» é horrível! Como os partidários do demónio trabalham para o mal, e não têm medo de nada! Nem de ficar mal colocados, nem de perder! Andam sempre para diante, com ousadia destemível! E só nós havemos de acobardar-nos?! Acaso Deus pode menos que o demónio?! Ou temos nós menos Fé em Deus e no Seu poder?! — É preciso andar para diante sem medo e sem receio. Deus está connosco, e Ele há-de vencer.

Deus queira que a entrevista com o Sr. Arcebispo de Mitilene tenha corrido bem, e que Sua Ex.a não seja um dos medricas... Penso que o melhor seria fazerem as coisas com o conhecimento de Suas Ex.cias, mas sem que tomem responsabilidade, (como se não soubessem), isto é, para se evitar o inconveniente dos medos ... Depois, em vendo o êxito, então já podem declarar-se a tomar parte.
Claro que a parte secular e feminina pode iniciar muita coisa que a sua dignidade, em princípio, pode hesitar. Mas nós sabemos que Deus e Nossa Senhora está connosco, e, por isso, não temos medo. Caso encontre dificuldades, penso que podia dizer isto, ou apresentar o problema sob este ponto de vista: como se não soubessem e se tratasse simplesmente de iniciativa de mulheres. Também foi assim que se conseguiu iniciar a Peregrinação Mundial da Imagem Peregrina. Os princípios são sempre muito difíceis, por causa dos medos... Depois, estes desvanecem-se. Todos ajudam e tomam parte.
Quanto ao que me diz do Sacerdote que está em Fátima, penso também que não deve ter medo. Nós devemos pôr a nossa confiança em Deus e na protecção de Nossa Senhora. Nós somos apenas instrumentos muito fracos nas Suas Mãos, e de que Eles se servem para a Sua Glória; mas não deve o medo impedir-nos de servir para o que Eles quiserem.
Penso que não há-de ser nada difícil conseguir que o Santo Padre, na Televisão, reze o Terço com o Mundo. Depois de tudo bem organizado, já se vê. E se fosse em Fátima?! — Vamos trabalhar, e eu aqui, no meu convento, a rezar!
Um grande abraço da sempre dedicada e em união de orações.
Irmã Lúcia, i.c.d.
P.E. — Talvez que esse Sr. Padre, de quem me fala na sua carta, pudesse iniciar, na Rússia, a reza do Terço, escrevendo ao Patriarca de Moscovo.
***
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNc0Wq1GVfeGLzLUarfnaEJZg0O8l30vNwaFnkuwsfK0dYaSR6tPbVWTp4lEcVwLobhETE2Jaldc0dIqSkUJeWzQF4AaHKzyyuI2Srwsb2grJVeXxBZFVGA0jc6ZJPuHOdI7yNvt3gk6E/s320/irma_lucia1.jpg
J.M.J.T.
Coimbra, 16-9-1970
Querida Madre Martins:

Pax Christi
Recebi a sua carta, que muito agradeço. Há muito que não recebia as suas notícias; e nem sabia bem como se encontrava de saúde, nem como tinha ficado depois da operação. Pelo que me diz, vejo que deveu ficar a sofrer bastante! É a penitência que o Senhor agora lhe pede; e estas, que Ele nos envia, são as mais custosas. Mas também são as que mais nos unem a Ele, que foi o Mártir das Dores.
Eu também não tenho passado lá muito bem do coração, da vista, etc.; mas é preciso quem complete em si o que falta à Paixão de Cristo. É preciso que os Seus membros sejam um com Ele, pela dor física e pela angústia moral... Pobre Senhor, que nos salvou com tanto amor, e tão pouco compreendido é! Tão pouco amado! Tão mal servido! É doloroso ver tanta desorientação, e em tantas pessoas que ocupam lugares de responsabilidade!...
Temos nós, tanto quanto nos seja possível, que procurar reparar, por uma união cada vez mais íntima com o Senhor, identificar-nos com Ele, para que Ele seja, em nós, a luz do mundo mergulhado nas trevas do erro, da imoralidade e do orgulho. Faz-me pena ver o que me diz, do que também já por aí se passa!
... É que o demónio tem conseguido infiltrar o mal, com capa de bem, e andam cegos a guiar outros cegos, como nos diz o Senhor no seu Evangelho; e as almas vã-se deixando iludir.
De boa vontade me sacrifico, e ofereço a Deus a vida; pela paz da Sua Igreja, pelos sacerdotes e por todas as almas consagradas, sobretudo por aquelas que andam tão iludidas e tão transviadas! Pelos nossos Irmãos separados: Que Deus a todos dê luz e os traga ao bom caminho, — ao caminho da Verdade, que é Jesus Cristo.
Quanto ao que me diz da reza do Terço é uma grande pena! Porque a oração do Rosário ou Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística, a que mais nos une com Deus, pela riqueza das orações de que se compõe, todas elas vindas do Céu, ditadas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.
A Glória, que rezamos em todos os mistérios, foi ditada pelo Pai aos Anjos, quando os enviou a cantá-la junto do Seu Verbo recém-nascido, e é um hino à Trindade.
O Pai-Nosso foi-nos ditado pelo Filho, e é uma oração dirigida ao Pai.
A Ave-Maria é, toda ela, impregnada de sentido Trinitário e Eucarístico: As primeiras foram ditadas pelo Pai ao Anjo, quando O enviou a anunciar o mistério da Encarnação do Verbo.
"Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco»: Sois cheia de graça porque em Ti reside a fonte da mesma Graça. É pela Tua união com a Santíssima Trindade, que Tu és cheia de graça.
Movida pelo Espírito Santo, disse Santa Isabel: "Bendita sois Vós, entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus»: Se sois bendita, é porque é bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.
A Igreja, também movida pelo Espírito Santo, acrescentou: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte»: Isto é também uma oração, dirigida a Deus através de Maria: Porque sois Mãe de Deus, roga por nós.
É oração trinitária, sim, porque Maria foi o primeiro Templo vivo da Santíssima Trindade: "O Espírito Santo descerá sobre Ti, — O Pai Te cobrirá com a Sua sombra, — E o Filho, que de Ti nascer, será chamado o Filho do Altíssimo».
Maria é o primeiro Sacrário vivo onde o Pai encerrou o Seu Verbo. O Seu Coração Imaculado é a primeira custódia que O guardou. O Seu regaço e os Seus braços foram o primeiro altar e o primeiro trono sobre o qual o Filho de Deus, feito homem, foi adorado. — Aí O adoraram os Anjos, os Pastores e os sábios da terra. Maria é a primeira que tomou em Suas mãos, puras e imaculadas, o Filho de Deus; o conduziu ao Templo, para oferecê-Lo ao Pai, como vítima pela salvação do mundo.
Assim, a oração do Terço é, depois da Sagrada Liturgia Eucarística, a que mais nos introduz no mistério íntimo da Santíssima Trindade e da Eucaristia; a que mais nos traz ao espírito os mistérios da Fé, da Esperança e da Caridade.
Ela é o pão espiritual das almas; Quem não ora, definha e morre. É na oração que nos encontramos com Deus, e é nesse encontro que Ele nos comunica a Fé, a Esperança e a Caridade: virtudes estas sem as quais não nos salvaremos.
O Terço é a oração dos pobres e dos ricos, dos sábios e dos ignorantes; Tirar às almas esta devoção, é tirar-lhes o pão espiritual de cada dia. O Terço é a que sustenta a pequenina chama da Fé, que ainda de todo se não apagou em muitas consciências. Mesmo para aquelas almas que rezam sem meditar, o simples acto de tomar o Terço para rezar é já um lembrarem-se de Deus, do Sobrenatural. A simples recordação dos mistérios, em cada dezena, é mais um raio de luz a sustentar, nas almas, a mecha que ainda fumega.
Por isso o Demónio lhe tem feito tanta guerra! E o pior é que tem conseguido iludir e enganar almas cheias de responsabilidade, pelo lugar que ocupam!
... São cegos a guiar outros cegos!... E querem apoiar-se no Concílio! E não vêm que o Sagrado Concílio ordenou que se conservem todas as práticas que no decorrer dos anos se vêm praticando em honra da Imaculada Virgem Mãe de Deus; e que a oração do santo Rosário, ou Terço é uma das principais a que, em face do ordenado pelo Sagrada Concílio e pelo Sumo Pontífice, estamos obrigados; isto é, devemos conservar. Eu tenho uma grande esperança: que não virá longe o dia em que a oração do santo Rosário e Terço sejam declaradas oração litúrgica. Sim, porque toda ela faz parte da Sagrada Liturgia Eucarística. Oremos, trabalhemos, sacrifiquemo-nos e confiemos que —
"Por Fim, O Meu Imaculado Coração Triunfará"!Adeus, minha querida Irmã. Ainda cá está a imagem do Menino Jesus, que pertence à igreja do Santo Nome de Deus. Quando quiser, pode vir buscá-la.
Um grande abraço para a querida Madre Cunha Matos e para si, da sempre em união de orações.
Não conheço o livro de que me fala.
Irmã Lúcia i.c.d.
***
http://www.cot.org.br/igreja/img/irma_lucia.jpg
 
(Dois excertos de duas cartas)
..."O que alguns desorientados têm propalado contra a reza do Terço é falso.
Mais antiga que a reza do Terço é a luz do sol, e eles não querem deixar de beneficiar do seu brilho e calor; mais antigos são os salmos, e eles, assim como as orações que constituem o Terço fazem parte da Sagrada Liturgia.
A repetição das Ave-Maria, Pai-Nosso e Glória, é a cadeia que nos eleva até Deus e a Ele nos prende, dando-nos a participação da Sua Vida divina em nós, — como a repetição dos pedacinhos de pão, de que nos alimentamos, nos sustenta a vida natural; e não chamos a isso coisa antiquada!
A desorientação é diabólica! Não se deixe enganar» (29-12-1969).
" ... Que esse seu apostolado, assim como o de todos os nossos Irmãos e Irmãs, Missionários, seja para as almas a luz da Fé, que as guie pelo caminho da Verdade, da Esperança e do Amor! — Aquela luz de que nos fala o Senhor, no Seu Evangelho; "Vós sois a luz do mundo e o sal da terra".
É preciso, para isto, não se deixar arrastar pelas doutrinas dos desorientados contestadores... A campanha é diabólica. Precisamos fazer-lhe frente, sem meter-nos em conflitos: — Dizer, às almas, que agora, mais do que nunca, precisamos de orar por nós e pelos que são contra nós!
Precisamos de rezar o Terço todos os dias. É a oração que Nossa Senhora mais recomendou, como que prevenindo-nos para estes dias de campanha diabólica em contra! Sabe o demónio que é pela oração que havemos de nos salvar; e arma-lhe a campanha em contra, para nos perder. Agora que vai começar o mês de Maio, reze com o povo o Terço todos os dias. Não tenha receio de expor o Santíssimo e rezar na Sua presença o Terço.
É falso o que dizem, de que não é litúrgico: As orações do Terço, todas elas fazem parte da Santa Liturgia; e, se não desagradam a Deus, quando as rezamos celebrando o Santo Sacrifício, também Lhe não desagradam se as rezamos na Sua presença, quando está exposto à nossa adoração. Pelo contrário, é a oração que mais Lhe agrada, porque é aquela com que melhor O louvamos.
"Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo», — é a oração ditada pelo Pai aos Anjos, para eles cantarem junto do Presépio do Verbo feito carne: "Glória a Deus...» "Pai Nosso, que estais no Céu...»: a oração ensinada por Jesus Cristo à Humanidade; "Quando quiserdes orar, dizei: Pai Nosso, que estais no Céu...». E a Ave-Maria que é senão um louvor e uma prece dirigida a Deus? — "Ave-Maria, cheia de graça o Senhor é convosco»: Como se disséssemos; Eu te saúdo, Maria, não por Ti mas pelo Senhor que está contigo, pelo Senhor que em Ti habita e Te escolheu para Santuário vivo onde encerrou o Seu Verbo, Deus e Homem verdadeiro! Ajoelho-me na Tua presença, porque Tu és o primeiro Templo vivo habitado pela Santíssima Trindade! Bendito é o fruto do Teu ventre, porque esse Fruto é Jesus, Filho de Deus. Em Ti O adoro, como no Sacrário; louvo, como na Hóstia, de que Tu és a Custódia! E já que Tu és uma custódia viva, Mãe de Deus e Mãe nossa, roga por nós, pobres pecadores, agora e na hora da nossa morte.
Que oração mais Eucarística poderemos nós rezar, se lhe damos o verdadeiro sentido? Não é rezar à toa, nem repetir em vão as mesmas palavras. O Evangelista diz-nos que Jesus Cristo, no Jardim das Oliveiras, orou ao Pai durante três horas, repetindo sempre as mesmas palavras; "Pai! Se é possível, afasta de mim este cálix; mas não se faça a Minha vontade, mas a Tua».
Ora, durante a reza do Terço, não estamos três horas repetindo as mesmas palavras. E, afinal, Deus, Criador de tudo quanto existe, ordenou que todos os seres criados se conservem mediate uma repetição contínua dos mesmos actos, movimentos e sons: Os astros giram sempre do mesmo modo; a terra em volta do mesmo eixo; o sol incide a sua luz e os seus raios do mesmo modo; as plantas brotam, dão flores e frutos, cada uma segundo a sua espécie, todos os anos do mesmo modo, etc.; e assim todos os mais seres que existem. Nós mesmos vivemos, respiramos e aspiramos, repetindo sempre o mesmo funcionamento orgânico. E assim tudo o mais. E a ninguém se lhe ocorreu ainda dizer que é uma maneira de viver antiquada! Porque então o há-de ser a oração que Deus nos ensinou e tanto nos tem recomendado?!
É fácil de ver aqui o ardil do demónio e dos seus sequazes, que querem afastar as almas de Deus, afastando-as da oração. É na oração que as almas se encontram com Deus, e é nesse encontro que Deus se dá às almas, comunicando-lhes as suas graças, as suas luzes e os seus dons. Por isso lhe fazem tanta guerra! Não se deixe enganar. Elucide as almas que lhe estão confiadas, e reze com elas o Terço, todos os dias; reze-o na igreja, nas ruas, nos caminhos e nas praças. Se lhe for possível, percorra as ruas, rezando e cantando o Terço com o povo; e termine, na igreja, dando a bênção com o Santíssimo. Isto, em espírito de oração e penitência, pedindo a paz para a Igreja, para as nossas Províncias Ultramarinas e para o mundo.
Estou certa de que, se fizer um apelo assim nesse sentido, as almas seguem-no e vão de boa vontade, porque as ovelhas seguem o seu pastor, quando ele as sabe guiar e conduzir pelo bom caminho.
P.S. — Suponho que tem conhecimento de que, ainda há pouco, o Santo Padre concedeu indulgência plenária a todos que rezarem o Terço diante do Santíssimo.
Irmã Lúcia do Coração Imaculado (4-4-1970)
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Irmã Lúcia fala com o Padre Fuentes sobre o Terço
Com respeito ao Santo Rosário, Irmã Lúcia, falando com o Padre Fuentes na entrevista (autentica) de 26 de Dezembro de 1957, disse:
“Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual – que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações –, não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário.
“Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos,
consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.”
Marcadores: Devoção, Espiritualidade Mariana, Oração, Rosário
Segredos de Fátima.

O Grande Castigo iminente revelado no Terceiro Segredo de Fátima
pelo Padre Paul Kramer, B.Ph., S.T.B., M. Div., S.T.L.(Cand.)

Na primeira parte desta série sobre o Grande Castigo iminente, concentrei-me em especial no aspecto físico do castigo: o papel da Rússia em fazer guerras e provocar a aniquilação de nações. A aniquilação de metade do mundo parece ser, no mínimo, bastante pavorosa - seria a maior catástrofe desde o Dilúvio. Este, porém, não é o aspecto mais terrível do castigo profetizado no Segredo. O que é mais assustador é o castigo espiritual que o Segredo profetiza.
A segunda parte do Segredo já fala sobre a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Em 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora de Fátima avisou:
Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.
"Deus - disse Nossa Senhora - vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre." A perseguição da Igreja que vai ter lugar será tal como nunca antes aconteceu em toda a história do mundo. Acontecerá o que parecia impossível, mas que está anunciado na parte não publicada do Terceiro Segredo e nas Sagradas Escrituras.
Na sua carta ao Professor Baumgartner, o Cardeal Mario Luigi Ciappi revelou: "No Terceiro Segredo é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo cimo." Isto corresponde ao que o Livro das Lamentações revela: "Nunca acreditariam nem os reis da terra nem nenhum dos habitantes do mundo que algum inimigo ou adversário transporia as portas de Jerusalém." O que está predito é que os partidários do demónio ocuparão a Cúria Romana sob um antipapa maçónico.
Em 1998, o falecido Padre Malachi Martin disse no programa radiofonico "The Art Bell Show" que, no início de Fevereiro de 1960, quando era Secretário do Cardeal Bea, teve a oportunidade de ler o Terceiro Segredo de Fátima, que descreveu como sendo escrito numa única folha de papel. Mais disse que as palavras de Nossa Senhora eram muito sintéticas e específicas, e que falavam de um futuro "papa" - um impostor que usurparia a Santa Sé de Roma, estando completamente sob o controlo do demónio. Assim, o Terceiro Segredo de Fátima revela o "mistério de impiedade" (2 Tess. 2:7): A falsa Igreja "Católica" - a contra-Igreja, a anti-Igreja - o mistério do dragão, cuja cauda varreu a terça parte das "estrelas do Céu", isto é, a terça parte da hierarquia católica sob a direcção do antipapa herético.
É isto que o Papa João Paulo II revelou enigmaticamente a respeito do Terceiro Segredo em 13 de Maio de 2000: "A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, altertando a Humanidade para não fazer o jogo do «dragão» cuja «cauda arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra»"(Apoc. 12:4)
Quando falei com o Padre Malachi Martin sobre o antipapa herético da apostasia no Terceiro Segredo, a resposta do Padre Malachi foi: "Assim fosse só isso!" O antipapa e os seus colaboradores apóstatas serão (como diz a Irmã Lúcia) "partidários do demónio [que] trabalham para o mal e não têm medo de nada."1 Estes "partidários do demónio" constituem o "terço das estrelas do Céu" arrastadas pela cauda do dragão. Estes homens, que se apresentam como clérigos ‘católicos’, são membros secretos da seita e estão consagrados ao demónio. Chegarão a controlar o aparelho de estado do Vaticano e a estabelecer o ramo ‘católico’ de uma nova religião universal ecuménica. A sua falsa ‘igreja’ será católica apenas no nome. Formará a parte ‘católica’ da religião estabelecida e obrigatória da Nova Ordem Mundial. O Catolicismo autêntico será posto fora da lei, e os fiéis Católicos que restarem serão sujeitos à perseguição mais feroz que alguma vez houve na história do mundo.
Os Católicos não serão benvindos na Civilização do Amor: o exclusivismo dos seus dogmas (como, por exemplo, extra ecclesiam nulla salus, ou seja, "Fora da Igreja não há salvação") fará com que sejam considerados perigosos ‘fanáticos’ e ‘terroristas’ - uma ameaça mortal à unidade e ‘paz’ ecuménicas da Nova Ordem Mundial. Assim, a verdadeira Igreja Católica será tratada como uma organização fora da lei, e uma ameaça à paz mundial. A situação da Igreja será, pois, a mesma que havia durante as perseguições romanas, quando a Igreja era considerada uma organização subversiva e criminosa. Serão promulgadas leis penais para castigar os praticantes não-conformistas de formas ‘ultrapassadas’ de religião pré-conciliar que ameaçam a ‘paz’ mundial (a ordem ecuménica neo-pagã da Civilização do Amor) pelo seu apego divisivo a um exclusivismo dogmático que (como já se alega) leva a ‘perseguições’ inquisitoriais, guerras religiosas e cruzadas.
Oferecer-se-á aos Católicos uma alternativa, para que possam evitar as maçadas da perseguição e do martírio. A vasta maioria será levada pelo engano e cometerá apostasia. À semelhança do que hoje se passa na China, terão o seu latim, o seu incenso, a sua ‘Missa’, etc. - mas com a condição de estarem em comunhão com a igreja estabelecida - com a Roma que já nessa altura será apóstata. Serão obrigados a estar sujeitos ao papa impostor, cuja igreja falsa estará em comunhão com a Grande Igreja Ecuménica que unirá todas as religiões.
Os que tiverem a graça e a fortaleza de se manterem fiéis à Fé Católica recusar-se-ão a abandonar a verdadeira religião católica tradicional. Porque recusaram, serão tidos como fanáticos incorrigíveis e cismáticos obstinados. Serão desprezados por toda a parte como inimigos da Civilização do Amor, e serão acusados pelo fracasso da Nova Ordem Mundial em alcançar paz, amor, unidade e harmonia universais. O seu destino é-nos mostrado pela visão do Terceiro Segredo: o Papa, o clero e os Católicos fiéis serão sistematicamente perseguidos e brutalmente exterminados por se recusarem a abraçar a falsa religião do Ecumenismo e da Liberdade Religiosa, princípios estes que foram vigorosa e explicitamente condenados pela Igreja Católica nas declarações pré-conciliares de Papas como Pio IX no Syllabus, Pio XI na Mortalium Animos e Gregório XVI na Mirari vos.
S. Metódio (†358) escreveu, acerca desta perseguição: "Chegará o tempo em que os inimigos de Cristo se hão-de vangloriar: ‘Sujeitámos a terra e todos os seus habitantes, e os Cristãos não podem escapar das nossas mãos.’"
Segundo S. Cesário de Arles (469-543), "haverá uma grande carnificina ... os altares e os templos serão destruídos ... os pastores da Igreja abandonarão os seus púlpitos, e a própria Igreja será despojada de tudo quanto é temporal."
Particularmente significativa é a profecia do Bispo George Michael Wittman (†1833):
Ai de mim! Vêm aí dias tristes para a Santa Igreja de Jesus Cristo. A Paixão de Jesus será renovada da maneira mais dolorosa na Igreja e no seu Chefe Supremo. Em todas as partes do mundo haverá guerras e revoluções, e correrá muito sangue. Angústias, desastres e pobreza serão grandes por toda a parte, porque as doenças pestilenciais, a carestia e outras desgraças seguir-se-ão umas às outras.
Mãos violentas serão postas sobre o Chefe Supremo da Igreja Católica: bispos e padres serão perseguidos, e um cisma será provocado, e reinará a confusão por todas as classes. Virão tempos tão preeminentemente maus, que parecerá que os inimigos de Cristo e da Sua Santa Igreja, que Ele fundou com o Seu Sangue, estão prestes a triunfar sobre Ela ... As sociedades secretas causarão grande ruína, e exercerão um poder monetário espantoso, e através dele muitos ficarão cegos, e infectados com os erros mais horríveis: todavia, tudo isto de nada lhes valerá ... não podem abalar a rocha sobre a qual Cristo fundou a Sua Igreja: ‘Portae inferi non praevalebunt’.
Anna Katarina Emmerich (1774-1824), freira agostinha alemã que foi estigmatizada, profetizou igualmente a vinda da "falsa igreja da escuridão":
"Vi uma igreja estranha a ser construída contra todas as regras ... como também a nova igreja heterodoxa de Roma. A Igreja está em grande perigo. Estão já a exigir algo dele (do Papa). A doutrina protestante e a dos Gregos cismáticos espalhar-se-ão por toda a parte... A Igreja está a ser minada com grande sagacidade. Vi que muitos pastores deixaram-se levar por ideias perigosas à Igreja. Estavam a construir uma Igreja grande, estranha e extravagante. Toda a gente seria admitida nela para estarem todos unidos e com direitos iguais: Evangélicos, Católicos, seitas de todo o género. Assim viria a ser a nova Igreja."
A Irmã Emmerich resumiu assim a sua descrição da tribulação da Igreja: "Naqueles dias, a Fé cairá muito baixo, e só se conservará nalguns lugares, nalgumas casas de campo e nalgumas famílias que Deus protegeu dos desastres e das guerras."
A Igreja Católica, evidentemente, não será a verdadeira causa do fracasso da Civilização do Amor. Será assim entendido pelas nações apóstatas e infieis do mundo porque a Fé da Igreja constituirá o testemunho contra a ausência de Deus da Nova Ordem Mundial. Precisamente porque os apóstatas serão despojados da luz da Fé e dos dons do Espírito Santo é que, na cegueira do seu intelecto escurecido, deixarão de compreender a verdade ensinada por Santo Agostinho - que a Cidade do Homem, sem Deus, não pode consistir na paz porque não tem fé e é perversa na sua rebelião contra Deus, e fará com que a cólera de Deus caia sobre si.
Haverá uma grande apostasia. Está profetizada nas Sagradas Escrituras. (2 Tess. 2:3) Está mencionado em muitas profecias dos Santos e aparições da Santíssima Virgem, e está revelado no Terceiro Segredo de Fátima. A apostasia é uma parte grande e integral daquilo a que S. Paulo chamava "mistério da impiedade [que] já está operando vigorosamente". (2Tess. 2:7) É, de facto, um mistério, porque o mal é em si um mistério; mas não é mistério a razão por que o aparelho de estado do Vaticano, dirigido pelo Cardeal Angelo Sodano, não quer que os fiéis católicos saibam do conteúdo do Terceiro Segredo, no que se refere à apostasia. Não é porque eles não querem que se confunda "a profecia religiosa com o sensacionalismo", como falsamente disse o Cardeal Ratzinger em 1984. Não é para o bem da Igreja e a salvação das almas; mas é antes para que eles não sejam censurados, e para defender a sua estratégia modernista e as suas próprias carreiras eclesiásticas que se conluiaram diabolicamente para evitar a publicação das "palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos, como Segredo, na Cova da Iria."2 São eles, afinal, os que promovem os ensinamentos condenados do Ecumenismo e da Liberdade Religiosa em nome do Vaticano II, e que querem fazer destes erros condenados a pedra angular da nova religião, a que o Cardeal Benelli chamou Igreja Conciliar, com a sua Nova Evangelização e a sua Civilização do Amor. O Terceiro Segredo de Fátima é um libelo acusatório contra eles, e crava uma estaca no coração da falsa igreja.
Como já fiz notar, é um mistério como quase toda a Igreja cairia na apostasia. Tal coisa nunca poderia suceder numa Igreja em que os fiéis estivessem bem instruídos na Doutrina Cristã tradicional e na prática das virtudes cristãs. Não será a Nova Evangelização, mas a fidelidade à Tradição, que conservará um resto de Católicos na Fé, como explicou S. Vicente de Lérins: "O que fará o Católico ... se algum novo contágio tentar envenenar, não apenas uma pequena parte da Igreja, mas toda a Igreja de uma só vez? Nessa altura, a sua grande preocupação será manter-se ligado às coisas antigas, que já não podem ser desencaminhadas por alguma novidade mentirosa."
Infelizmente, os Católicos hoje não estão bem instruídos na Tradição católica da antiguidade ou na ortodoxia do catecismo tradicional, mas, pelo contrário, no novo catecismo do ‘magistério vivo’ e da ‘tradição viva’ da Igreja Conciliar e da Nova Evangelização. A ‘renovação postconciliar’ que foi trazida pelo aggiornamento, a implementação das reformas postconciliares, produziram a ‘perda da Fé’ e a ‘desorientação diabólica’ a que o antigo Bispo de Fátima (D. Alberto Cosme do Amaral) e a Irmã Lúcia se referiram como sendo o ponto central do Terceiro Segredo of Fátima."A desorientação é diabólica – escreveu a Irmã Lúcia [29-12-1969]; "Não se deixe enganar." A desorientação é doutrinal: "em estes tempos de desorientação diabólica, nos não deixemos enganar por falsas doutrinas." [12-4-1970] É um "cancro" na Igreja [29-5-1970] que afecta "sacerdotes" e "almas consagradas" que "andam transviadas": "É doloroso – escreveu a Irmã Lúcia [16-9-1970] – ver tanta desorientação, e em tantas pessoas que ocupam lugares de responsabilidade! (…) andam cegos a guiar outros cegos". Portanto, são os que ocupam as posições mais elevadas na Cúria Romana quem abriu caminho à Grande Apostasia.
Padre Joaquín Alonso, que foi o arquivista oficial de Fátima durante dezasseis anos, acertou em cheio quando disse: "Seria, então de toda a probabilidade que (…) o texto [do Terceiro Segredo] faça referências concretas à crise da Fé na Igreja e à negligência dos Seus próprios Pastores [e às] lutas intestinas no seio da própria Igreja e de graves negligências pastorais por parte das altas Hierarquias."
"Poucas semanas antes de morrer, – como escreveu Frei Michel da Santíssima Trindade – [o Padre Alonso], prudentemente, deu a ideia de justificar o silêncio de Roma (quanto ao Terceiro Segredo) ao escrever estas linhas de uma clarividência notável:
Uma revelação inoportuna do texto apenas exasperaria ainda mais as duas tendências que continuam a dividir a Igreja: um tradicionalismo que crê ser apoiado pelas profecias de Fátima, e um progressismo que atacaria violentamente estas aparições, que pareceriam, de uma maneira tão escandalosa, travar o progresso da Igreja conciliar... O Papa Paulo VI julgou oportuno e prudente adiar a revelação do texto para dias melhores. O Papa João XXIII declarou que o texto não se referia ao seu pontificado. ... E os Papas seguintes consideraram que não tinha chegado o momento de levantar o véu do mistério, em circunstâncias em que a Igreja ainda não tinha superado o impacto assustador de vinte anos postconciliares, durante os quais a crise da Fé se instalou a todos os níveis. (sublinhado meu)
Aqui está o libelo acusatório contra o aparelho de estado do Vaticano a respeito do Terceiro Segredo: os que ocupam os cargos de autoridade mais altos é que são, na sua negligência, os responsáveis pela desorientação diabólica na Igreja, e o resultado é que "a crise da Fé se instalou a todos os níveis." É literalmente verdade que a desorientação diabólica se instalou na Igreja a todos os níveis, incluindo o mais alto nível. A prova disto é que se ensinam heresias ao mais alto nível em Roma: em nome do ‘magistério vivo’ e da ‘tradição viva’ da ‘Igreja’, o sentido e a compreensão do dogma definido estão a ser mudados.
Aqui está um dos muitos exemplos de heresia que estão a ser ensinados ao mais alto nível na Igreja, como se de doutrina católica se tratasse: o Catecismo Católico ensinou sempre, como parte da doutrina cristã, que o Antigo Testamento terminava com o início do Novo Testamento, que o substituía. Esta é a doutrina da Fé universal e perpétua da Igreja Católica. É ensinada numa multidão de catecismos, manuais de doutrina cristã e tratados de teologia, aprovados pela autoridade eclesiástica e pontifícia, e garantidos como estando livres de erros doutrinais. É também expressamente o ensino apostólico das Sagradas Escrituras. S. Paulo, escrevendo especificamente sobre o tema da relação entre o Velho Testamento e o Novo, cita Jeremias: "Contrairei com a casa de Israel, e com a casa de Judá, uma nova aliança: não como a aliança que Eu fiz com os seus pais ..." (Heb. 8:8-9) S. Paulo explica então, sob a inspiração infalível do Espírito Santo: "Chamando-a nova, Ele deu por antiquada a primeira. E o que é antiquado e envelhece, está a chegar ao fim." (Heb. 8:13) O fim [aphanismou] tem o sentido de ‘destruição’. (aphanismos ‘desaparecimento’; ‘destruição’. Heb. 8:13)3
A doutrina da supressão do Velho Testamento pelo Novo é um artigo definido da Fé Católica. Na Profissão de Fé solene do Concílio Ecuménico de Florença, sob a autoridade do Papa Eugénio IV, lê-se:
A sacrossanta Igreja Romana ... crê firmemente, professa, e ensina que a matéria pertencente ao Velho Testamento, da Lei Mosaica, dividida em cerimónias, ritos sagrados, sacrifícios e sacramentos, porque foram estabelecidos para significar algo no futuro, embora fossem adequados ao culto divino naquele tempo, depois da vinda de Nosso Senhor, que eles significavam, cessaram, e os sacramentos do Novo Testamento começaram; ... Todos aqueles, portanto, que a partir desta altura observam a circuncisão e o dia de Sábado e as demais obrigações da lei, [a Igreja Romana] declara-os afastados da Fé Cristã e de modo algum capazes de participar na salvação eterna, a não ser que um dia abandonem estes erros. (D.S. 1348)
A nova doutrina da Igreja Conciliar opõe-se directamente a este dogma da Fé Católica. Em 17 de Novembro de 1980, o Papa João Paulo II declarou, numa alocução à comunidade judaica de Mainz, na Alemanha, que a "Velha Aliança" nunca tinha sido "revogada por Deus." Isto é heresia. Continua a ser heresia, apesar de ser a doutrina "oficial" do Vaticano (será do Vaticano, mas não da Igreja Católica Romana), apresentada nas Notas sobre a maneira correcta de apresentar os Judeus e o Judaísmo na pregação e na catequese da Igreja Católica Romana, de 1985. O documento declara, no terceiro parágrafo, que o Judaísmo é uma "realidade presente", e não uma "realidade histórica" ultrapassada. O documento cita a autoridade de João Paulo II e cita as palavras do seu discurso, acima mencionado, em que João Paulo II fala do "povo de Deus e da Velha Aliança que nunca foi revogada." John Vennari sublinhou, num artigo recente, que, "Em vez de declarar que as Notas interpretavam mal as suas palavras, João Paulo, pelo contrário, falou do seu apoio incondicional ao documento" em 28 de Outubro de 1985. Da mesma maneira, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos caiu na mesma heresia no seu documento A Misericórdia de Deus dura para sempre: Directivas sobre a apresentação dos Judeus e do Judaísmo na pregação católica. O documento cita as palavras do Papa, de que a Velha Aliança "nunca fora revogada", para apoiar a heresia de que Cristo não suplantou a Velha Aliança ao estabelecer a ‘Nova e Eterna Aliança’.4 Eis aqui um exemplo, entre muitos, da desorientação diabólica ao nível mais alto da Igreja.
A Sagrada Doutrina da Fé Católica é imutável, pela sua própria natureza. Isto foi claramente declarado pelo Primeiro Concílio do Vaticano na Dei Filius (Sessão II, Cap. IV), nos seguintes termos:
Pois a doutrina da Fé, que Deus revelou ... foi entregue à Espôsa de Cristo como um depósito divino, para ser por ela fielmente guardada e infalívelmente ensinada. Daí segue que sempre se deve ter por verdadeiro sentido dos dogmas aquêle que a Santa Madre Igreja uma vez tenha declarado, não sendo jamais permitido, nem a título de uma inteligência mais elevada, afastar-se dêste sentido.
Cresçam, pois, e multipliquem-se abundantemente, tanto em cada um como em todos, tanto no homem individual como em tôda a Igreja, segundo o progresso das idades e dos séculos, a inteligência, a ciência e a sabedoria, mas sòmente no seu gênero, isto é, na mesma doutrina, no mesmo sentido e no mesmo pensamento. (S.Vicente de Lirino) [D.S. 3020]
O Papa Gregório XVI declarou a todos os Bispos do mundo católico na Encíclica Mirari vos: "nada do que foi regularmente definido pode ser diminuído, alterado ou acrescentado, e recusa toda e qualquer alteração de sentido, ou até de palavras." Quem quer que mude, altere ou modifique o sentido ou o significado dos artigos da Fé definidos cai na heresia e incorre no anátema promulgado pelo Primeiro Concílio do Vaticano: "Se alguém disser que é possível que se atribua, por vezes, aos dogmas declarados pela Igreja um significado de acordo com o progresso da ciência, diferente do que a Igreja compreendeu e compreende: seja anátema." [D.S. 3043]
Notas
(1) Irmã Lúcia, carta de 29-5-1970.
(2) Comunicado de imprensa do Vaticano à UPI em Fevereiro de 1960.
(3) Joseph Henry Thayer; A Greek-English Lexicon of the New Testament, Grand Rapids, 1982, p. 88.
(4) John Vennari, "The Attack on the Oberammergau Passion Play", Parte III, Catholic Family News, Julho 2003.
Espiritualmente Falidos
A Nova Ordem Mundial do mundo capitalista não pode salvar o mundo da escravatura comunista: é criação da Maçonaria, e a ordem que iria impor ao mundo é substancialmente idêntica ao Comunismo.21 Os principais revolucionários que criaram o mundo comunista, como documenta Manfred Adler,22 eram maçons - o Comunismo é criação da Maçonaria. A luta entre os dois é a luta entre o "Império do Mal" e o "Grande Satanás". Não podemos esperar que o Ocidente salve o mundo do ‘Dragão Vermelho’, apenas para ser devorado pelo ‘Dragão Negro’, porque o Comunismo soviético e a imposição americana da Nova Ordem Mundial são, na realidade, a mesma Besta Maçónica.23
Ocidente corrupto e decadente está carente da sua seiva espiritual, que é a fé em Jesus Cristo. A América não pode salvar o mundo - nem sequer se pode salvar a si própria. O ‘Século Americano’ foi o século passado, e a América, espiritualmente falida, está agora num declínio total e rápido, à medida que se afunda no seu próprio oceano de decadência moral: abortos, divórcios, contracepção, casamentos do mesmo sexo, direitos dos homossexuais, pornografia, etc.; a superpotência titânica sofre o destino do Titanic. A glória da América é a glória do passado.
A profanação de igrejas e santuários católicos por cultos pagãos e a mistura da religião verdadeira com falsas religiões é o sinal de que o castigo virá num futuro imediato. A profanação do santuário, do Local Sagrado de Deus, é um acto sacrílego e blasfemo de impiedade que, em estrita justiça, exige um castigo imediato. Por isso, Deus, para continuar a ser justo, não pode continuar a ser paciente na presenção das abominações sacrílegas que estão agora a acontecer em igrejas e santuários católicos. É precisamente para esta espécie de pecados que Deus declara: "Portanto, também os tratarei com a Minha ira; o Meu olho não os poupará, não Me compadecerei deles... nem terei compaixão alguma; sobre a sua cabeça farei recair as suas obras" (Ezequiel 8:18, 9:10).
10 Preguntas Freqüentes Sobre Fátima
1. QUAL É A MENSAGEM DE FÁTIMA?
A mensagem de Fátima consiste em umas determinadas predições, pedidos, avisos e promesas em relação à Fé e ao mundo que foram comunicadas pela Santa Virgem Maria a três pastorinhos--Lucia, Jacinta e Francisco--numa série de aparições em Fátima entre Maio e Outubro de 1917.
2. PORQUE É QUE EU DEVO ACREDITAR NA MENSAGEM DE FÁTIMA?
Deve acreditar na Mensagem de Fátima, porque:
(1) Foi confirmada por um milagre público sem precedência, o Milagre do Sol, que ocurreu precisamente no momento em que Lúcia disse que ocurreria. Mais de 70,000 pessoas, incluso maçons, comunistas e ateus viram o sol, contrário a todas as leis cósmicas, girar no céu, lançar cores e descer à terra. O acontecimento foi noticiado em jornais pelo mundo fora, incluso no New York Times.
(2) Todos os Papas desde o Milagre de Fátima têm reconhecido que a Mensagem de Fátima é autêntica. Vários Papas foram a Fátima pessoalmente, incluso Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II. João Paulo II disse em Fátima em 1982 que "a Mensagem de Fátima impõe uma obrigação sobre a Igreja".
(3) Foram feitos por Deus outros milagres autenticando a Mensagem de Fátima como vinda de Ele, não só na altura do Milagre do Céu, a 13 de Outubro de 1917, mas através dos anos até ao dia de hoje, milagres de conversões e de curas que a ciência não pode explicar por meios naturais.
(4) A Mensagem de Fátima prognosticou acontecimentos mundiais, o que prova que é uma profecia verdadeira.
3. QUE PROGNOSTICOU A MENSAGEM DE FÁTIMA?
A Mensagem de Fátima prognosticou correctamente em 1917 todos os seguintes acontecimentos:
(1) O fim da Primeira Guerra Mundial;
(2) O emergir da Rússia como um poder mundial que "espalharia os seus erros (incluso o comunismo) pelo mundo fora ...promovendo guerras e perseguições à Igreja;
(3) A eleição de um Papa que se chamaria Pío XI;
(4) A emergência de uma segunda Guerra Mundial que seguiria uma luz estranha no céu.
A Mensagem de Fátima prognosticou também que se os pedidos da Virgem Maria em Fátima não fôrem honrados, muitas almas serão perdidas, "o Padre Santo terá muito que sofrer," haverá mais guerras e perseguições à Igreja e "várias nações serão aniquiladas. A aniquilação de nações prognosticada em Fátima ainda não ocurreu, mas muitos temem que em breve acontecerá, porque a imoralidade e a corrupção cresce por todo o mundo.
4. QUE PEDE A MENSAGEM DE FÁTIMA?
Nossa Senhora disse em Fátima que Deus desejava establecer no mundo a devoção ao Coração Imaculado de Maria. Disse que muitas almas seriam salvas do Inferno e a aniquilação das nações seria evitada se, a tempo, fosse establecida a devoção ao Seu Coração Imaculado, principalmente por estes dois meios.
1) A consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria pelo Papa junto com os bispos do mundo em uma cerimônia solene, e
2) o costume de receber a Santa Comunhão (e outras devoções específicas de aproximadamente 1/2 hora de duraçã o) em reparação pelos pecados cometidos contra a Santa Virgem Maria, no primeiro sábado de cinco meses consecutivos--um costume conhecido pelos Católicos como devoção do "Primeiro Sábado do mes".
5. FORAM HONRADOS ESTES PEDIDOS DE NOSSA SENHORA?
Não, não inteiramente. Um número de fieis pratica a devoção do "Primeiro Sábado," mas falta consagrar a Rússia ao Coração Imaculado de Maria em uma cerimónia solene e pública conduzida pelo Papa junto com os bispos católicos do mundo.
Em 1982 preguntou-se à última vidente sobrevivente de Fátima, Lúcia, que é agora uma freira clausurada vivendo em Coimbra, Portugal, se a consagração tentada pelo Papa João Paulo II tinha sido o suficiente. Respondeu que não foi o suficiente porque a Rússia não foi mencionada e os bispos do mundo não participaram. Outra consagração, tentada em 1984, tão pouco mencionou a Rússia nem involveu a participação de muitos dos bispos do mundo, e a Irmã Lúcia declarou imediatamente que esta consagração também faltou às requisições de Nossa Senhora.
6. QUE AVISA A MENSAGEM DE FÁTIMA?
Avisa que se os pedidos de Nossa Senhora de Fátima pela consagração da Rússia e pela devoção do Primeiro Sábado não forem honrados, a Igreja será perseguida, haverá outras grandes guerras, o Santo Padre sofrerá muito, e serão aniquiladas várias nações. Muitos países serão tiranizados por a ateus militantes Russos. De maior importância, se perderão muitas almas.
7. QUE PROMETE A MENSAGEM DE FÁTIMA?
A Mensagem de Fátima promete que se os pedidos de Nossa Senhora de Fátima forem realizados, “O Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao Mundo algum tempo de paz.”
8. NÃO É VERDADE QUE A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA FOI FEITA EM 1984 E QUE A "QUEDA DO COMUNISMO" PROVA QUE A CONSAGRAÇÃO FOI EFICAZ E QUE A RÚSSIA AGORA SE ESTÁ CONVERTENDO?
Não, não é verdade. Sabemos que não porque:
(1) A 25 de Março de 1984, depois da consagração do mundo, o Papa João Paulo II disse duas vezes que o pedido de Nossa Senhora que a Rússia fosse consagrada não foi cumprido.
(2) Pouco depois da consagração tentada em 1984, que não mencionou a Rússia nem involveu a participação dos bispos do mundo, a Irmã Lucia declarou que foi insuficiente porque não satisfez os requerimentos especificados por Nossa Senhora.
(3) Desde 1984 o estado espiritual e moral do mundo tem evidentemente piorado: nos últimos 14 anos tem havido 600 milhões de abortos, e têm surgido guerras por todo o mundo. A eutanásia e os atos homosexuais têm sido "legalizados". Na própia Rússia acaba de passar uma lei que discrimina contra a Igreja Católica e a favor do Islã , do Budismo, do Judaismo e das igrejas Ortodoxas que ocuparam forçosamente as paróquias debaixo dos comunistas. Portanto está claro que a Rússia não está convertida à Fé Católica, como prometeu Nossa Senhora que aconteceria se o seu pedido fosse cumprido.
(4) Têm havido muito poucas conversões ao Catolicismo na Rússia nos últimos catorze anos. Em toda a Rússia hoje há só 300.000 católicos--muito menos de um porcento da população Russa. Em contraste, depois de aparecer Nossa Senhora em Guadalupe, México, no Século XVI, mais de 7 milhões de mexicanos se converteram do paganismo à Fé Católica dentro de nove anos e o México veio a ser um país católico.
9. POR QUE A MENSAGEM DE FÁTIMA É IMPORTANTE PARA MIM E PARA A MINHA FAMÍLIA?
A Mensagem de Fátima é importante para si e para a sua família porque envolve a salvação de almas, paz no mundo e, se os pedidos de Nossa Senhora de Fátima não forem realizados, as consequências são a aniquilação de nações e a escravização de toda a humanidade debaixo dos ateus militantes da Rússia.
10. MAS A MENSAGEM DE FÁTIMA NÃO É APENAS UMA REVELAÇÃO PRIVADA QUE NENHUM CATÓLICO TEM QUE ACREDITAR?
Não, não é apenas uma mensagem privada. É uma revelação pública e profética dada pela Virgem María, Mãe de Deus. Não se deve confundir com a "Revelação," ou como também se chama, o Depósito da Fé que acabou com a morte do último apóstolo. Mas uma revelação pública e profética não deve ser desprezada. A profecia da Virgem Maria foi confirmada por um milagre público e autenticada por uma linha inteira de papas. Além disso, as suas predições têm sido realizadas.
Portanto, enquanto que a crença em Nossa Senhora de Fátima, como um artigo de fé, pode não ser um requerimento estrito para os católicos, sería néscio negligenciar uma mensagem do Céu tão obviamente autêntica. Como ensinou São Paulo: "Não desprezar as profecias, mas provar todas as coisas; defender o que é bom." (1 Thess. 5:20-21) A profecia de Fátima tem provado que merece a crença. Não a devemos desprezar, mas antes defender o que nos disse Nossa Senhora em Fátima.
http://www.fatima.org/port/default.html

visto em:confraria de são João Batista
  

terça-feira, 20 de abril de 2010

O TERÇO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE


A saudação que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de JESUS escrito por São Lucas 1, 26-38. “Ave cheia de graça, o SENHOR está contigo!” e, a outra saudação feita pos Isabel quando Ela foi a Ain Karin para ajudá-la nos três últimos meses de gravidez deram origem a primeira parte da Ave Maria. Sua prima Isabel era idosa e necessitava de companhia. Disse Isabel ao saudar MARIA: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”.
No dia de encerramento do Concílio, depois de palavras admiráveis dos Padres Conciliares, que ressaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, Sua Santidade o Papa Celestino emocionado e com lágrimas nos olhos, ajoelhou-se perante a assembléia e respeitosamente saudou NOSSA SENHORA: “SANTA MARIA, MÃE de DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. Ai surgiu à segunda parte.
Todavia, a primeira manifestação efetiva a respeito do Terço ou Rosário, ocorreu no século XIII. No ano 1204, o Padre Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Padres Pregadores, também chamados de Dominicanos, estava preocupado com os poucos frutos que seus zelosos missionários conseguiam, apesar das exaustivas e perseverantes pregações. A heresia dos albigenses infestava o sul da França e se difundia em todas as regiões com grande publicidade, negando a Encarnação de JESUS e o dom Divino concedido às pessoas, de gerar e criar cristãmente os seus filhos. NOSSA SENHORA sempre bondosa e complacente apareceu a Padre Domingos e lhe ensinou a rezar o Rosário, já que o mesmo existia, como forma eficaz de combater a heresia e converter o coração das pessoas. Padre Domingos e seus missionários acolheram a orientação Divina e rezaram diariamente o Rosário de NOSSA SENHORA com muito fervor e assim, conseguiram resultados admiráveis na luta contra os hereges e na conversão de milhares de pessoas, que acolheram os ensinamentos da Igreja.
Num passo seguinte o monge cartuxo Henrique de Egher ou de Calcar, em 1408, redigiu um poema intitulado “II Psalterium Beatae Mariae”, no qual estimulava a recitação de um “Pai-Nosso” antes de cada dezena, ou seja, de dez AVES MARIA, divulgando o Terço como NOSSA SENHORA o apresentou.
Assim, o Terço é uma oração bíblica, composta da primeira parte da Ave Maria e do Pai Nosso.
Após ser definida como oração sequêncial, passou-se a meditar os Mistérios de Cristo, o que se constiuiu no Rosário, também bíblico. Assim, eram 15 (quinze) os Mistérios a serem meditados, em grupos de 5 (cinco), chamados: Gozosos -   sobre a Anunciação, o Nascimento e a Infância de Jesus; os Dolorosos - sobre a Paixão e Morte de Jesus, e os Gloriosos – sobre a Ressurreição, Ascensão de Jesus e a Assunção e Coroação de Nossa Senhora. Daí que 5 (cinco) mistérios formavam 1/3 (um terço), ou seja, a terça parte do Rosário.
Em 2002, ano do Santo Rosário, Sua Santidade o Papa João Paulo II instituiu os mistérios Luminosos – sobre a vida pública de Jesus. Dessa forma, o Rosário tendo 4 (quatro) terços não deveria mais ser chamado de Terço e sim a 4ª (quarta) parte do Rosário. Entretanto, o Santo Padre optou por deixar permanecer o nome Terço, considerando que já estava firmado no coração dos devotos de nossa Mãe, e assim ficou.

A Origem e o Significado do Rosário


O costume de rezar breves fórmulas de oração consecutivas e numeradas mediante um artifício qualquer (contagem dos dedos, pedrinhas, ossinhos, grãos…), constitui uma das expressões da religiosidade humana, independentemente do Credo que alguém professa. Entre os cristãos, tal hábito já estava em uso entre os eremitas e monges do deserto nos séculos IV e V. Tomou incremento especial no Ocidente: no “Pai-Nosso” certo número de vezes consecutivas. Tal praxe teve origem, provavelmente, nos mosteiros, onde muitos cristãos professavam a Vida Religiosa, mas não estavam habilitados a seguir a oração comum, que compreendia a recitação dos salmos. Em conseqüência, para esses irmãos ditos “conversos”, os Superiores religiosos estipularam a recitação de certo número de “Pais-Nossos” em substituição do Ofício Divino celebrado solenemente no coro. Para favorecer esses exercícios de piedade, foi-se aprimorando a confecção das correntes que serviam à contagem das preces: cada um desses cordéis de grãos se dividia geralmente em cinco décadas; cada décimo grão era mais grosso do que os outros, a fim de facilitar o cálculo (portanto, ainda não se usavam, como hoje, séries de dez grãos pequenos separados por um grão maior, pois só dizia o “Pai-Nosso”). Esses instrumentos eram chamados “Paternoster” tanto na França como na Alemanha, na Inglaterra e na Itália ou, menos freqüentemente, “numeralia, fila, computum, preculae”. Os seus fabricantes constituíam prósperas corporações, ditas dos “Paternostriers” ou dos “Paternosterer”. Ao lado de tal praxe, ia-se desenvolvendo entre os fiéis outro importante exercício de piedade, ou seja, o costume de saudar a Virgem Santíssima; repetiam a saudação do anjo a Maria (“Ave, cheia de graça…”, Lc. 1, 28), acompanhada das palavras de Isabel (“bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de tuas entranhas”, (Lc. 1, 42). A invocação subseqüente “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…” ainda não estava em uso na Idade Média. Em conseqüência, por volta do ano 1150 ou pouco antes, os fiéis conceberam a idéia de dirigir a Maria, 150, 100 ou 50 saudações consecutivas, à semelhança do que faziam repetindo a oração do Senhor. Cada uma das séries de saudações (às quais cá e lá se acrescentava o “Pai-Nosso”) devia, segundo a intenção dos fiéis, constituir uma coroa de rosas ofertada à Virgem Santíssima; daí os nomes de “rosário” e “coroa” que se foram atribuindo a tal prática; a mesma era também chamada “Saltério da Virgem Santíssima”, pois imitava as séries de 150, 100 ou 50 “Pais-Nossos”, que faziam as vezes de Saltério dos irmãos conversos nos mosteiros. Assim se vê que os “Paternoster” e, posteriormente, os “rosários” entraram na vida de piedade dos fiéis à guisa de Breviário dos Leigos, com o objetivo de entreter nos fiéis a estima para com os Salmos e a oração oficial da Igreja; o Rosário tem assim o seu cunho de inspiração bíblica. Quanto ao nome “rosário” em particular, foi muito fomentado por um relato popular do século XIII: narrava-se que um monge cisterciense se comprazia em recitar freqüentemente 50 Ave-Marias, as quais emanavam de seus lábios como rosas que se iam depositar na cabeça da Virgem Santíssima. Um passo ulterior no desenvolvimento do Rosário se deve ao monge cartuxo Henrique de Egher ou de Calcar (+1408). Este redigiu um poema intitulado “Psalterium Beatae Mariae”, no qual estimulava a recitação em “Pai-Nosso” antes de cada dezena de “Ave-Marias” ‘ora, este uso foi encontrado espontânea aceitação por parte dos fiéis e veio a tornar-se comum’. Outra etapa importante foi a associação da meditação à recitação vocal das “Ave-Marias”. No século XIV, tal praxe estava em vigor nos mosteiros das monjas dominicanas de Töss e Jatharinental. Contudo, a difusão desse costume se deve a um monge cartuxo, Domingos Rteno, que viveu no início do século XV; Domingos propunha a recitação de 50 “Ave-Marias”, cada qual com seu ponto de meditação próprio. Outros sistemas de meditação entraram aos poucos em vigor: houve quem as aplicasse a 150, 165, 200… pontos ou mistérios. O dominicano Alano da Rocha (+1475) sugeria a recitação de 150 mistérios, que percorriam os principais aspectos da obra da Redenção, desde o anúncio do anjo a Maria até a morte da Virgem Santíssima e o juízo final. Mais uma faceta da evolução do Rosário, já insinuada pelos precedentes, foi a inclusão dos mistérios dolorosos da Paixão do Senhor entre os temas de meditação. Isto se explica pelo caráter sombrio e tristonho que, por vezes, tomou a piedade popular no fim da Idade Média: o de pestes, os temores de fim do mundo, a Guerra dos Cem anos, muito chamaram a atenção dos fiéis para as tristezas da vida, em particular para as dores de Cristo e de Maria; muito então, além das sete alegrias de Maria, focalizavam devotamente as suas sete dores… A consideração destes tópicos da História mostra claramente que, durante séculos, a maneira de celebrar o “Saltério de Maria” variou muito, ficando ao arbítrio da devoção dos fiéis a forma precisa de honrar a Virgem por essa via. Papel de relevo na orientação geral da prática do Rosário coube, sem dúvida, à benemérita Ordem de São Domingos, à qual foi sempre muito caro esse exercício de piedade; através de Irmandades do Rosário, assim como por meio de pregações, escritos, devocionários etc., os dominicanos difundiram largamente a devoção. Foi, finalmente, um Papa dominicano, São Pio V (1566-1572) quem deu ao Rosário a sua forma atual, determinando tanto o número de “Pais-Nossos” e “Ave-Marias” como o teor dos mistérios que o vem integrar. O Santo Pontífice atribuiu à eficácia dessa prece a vitória naval de Lepanto, que, aos 7 de outubro de 1571, salvou de grande perigo a Cristandade ocidental; em conseqüência, introduziu no calendário litúrgico da Ordem de São Domingos a festa do Rosário sob o nome de “Festa de Nossa Senhora do Rosário”. A solenidade foi, em 1716, estendida à Igreja universal, tomando mais tarde o nome de “Festa de Nossa Senhora do Rosário”. A devoção foi, daí por diante, mais e mais favorecida pelos Pontífices Romanos, merecendo especial relevo o Papa Leão XIII, que determinou que fosse o mês inteiro de outubro dedicado, em todas as paróquias, à recitação do Rosário. Na base destas notícias, vê-se o quanto é falso afirmar, como de vez em quando se lê, que o Rosário é inovação introduzida no Cristianismo em 1090. O costume antigo de repetir orações à guisa de coroa espiritual não se concretizou apenas no Rosário de Nossa Senhora. Além deste, estão em uso entre os fiéis, outras coroas espirituais representadas por um colar de contas correspondente. Assim, a Coroa dos Crucíferos, a Coroa das Sete Dores de Maria, a Coroa das Sete Alegrias de Maria, a Coroa Angélica, a Coroa de Santa Brígida… Por fim, é importante notar que o Rosário não é uma oração meramente vocal. A repetição das mesmas preces tem o objetivo de criar um clima contemplativo, que permita a meditação e o aprofundamento dos grandes mistérios da nossa fé, associados a cada dezena do Rosário. O aspecto meditativo ou contemplativo do Rosário é de valor capital.
Pesquisado no livro “Católicos Perguntam…
Dom Estevão Tavares Bettencourt, OSB
Nota do Veritatis Splendor – No ano de 2002, o Papa João Paulo II introduziu algumas importantes modificações na composição do rosário, os chamados mistérios luminosos.
Trata-se de mais um terço orientado para ser incluído no conjunto do Rosário.
O rosário era composto por três terços, ao se incluir os mistérios luminosos passou a ser composto por quatro terços.
Caso você queira rezar apenas o terço, reze os mistérios luminosos às quintas feiras. Quando for rezar o rosário deve-se rezar primeiro os mistérios gozosos (Segunda-feira e Sábado) , depois os mistérios luminosos : batismo de Jesus no rio Jordão, milagre da Boda de Canã , proclamação do Reino e o Cristo convidando à conversão, a transfiguração de Jesus , a instituição da eucaristia ; em seguida os mistérios dolorosos (Terça-feira e Sexta-feira)  , e finalmente os mistérios gloriosos (Quarta-feira e Domingo)
Autor: Dom Estêvão Bettencourt
 
A Origem da Oração “Salve Rainha”

Testo extraído do site Mensagens Cristãs
      
A “Salve Rainha” é uma das orações mais populares entre os católicos.
De tão repetida, é rezada às vezes, de forma maquinal, sem que se sinta da profunda emoção que a percorre do princípio ao fim. Por isso, para recuperar toda sua vibração original, pode ser útil analisar, uma por uma, as estremecidas palavras que a conformam.
Quem compôs esta prece tinha uma experiência muito viva das misérias da vida humana.
Nesta prece “bradamos” como “degredados”, “suspiramos gemendo e chorando”, vemos o mundo como “um vale de lágrimas”, como um “desterro”…
Entretanto, essa melancólica visão da vida acaba dissolvendo-se num sentimento de doce esperança que a ultrapassa e domina. Com efeito, se ao considerar a condição humana, o autor da prece só vê motivos de tristeza, ao fixar sua atenção naquela a quem a dirige, mostra-se animado por um horizonte de expectativas reconfortantes e consoladoras, pois ela, a Virgem Maria, é “mãe de misericórdia”, “vida, doçura, esperança”, “advogada” de “olhos misericordiosos”…
Captaremos melhor o estado de ânimo de que brotou esta comovente oração se lembrarmos quem a compôs e em que circunstâncias. Ela é atribuída ao monge Herman Contrat que a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Eram tempos terríveis aqueles na Europa central: sucessivas calamidades naturais, destruindo as colheitas, epidemias, miséria, fome e morte por toda parte… e, como não se bastasse, a ameaça contínua dos povos bárbaros do Leste que invadiam os povoados, saqueando e matando, destruindo tudo, inclusive igrejas e conventos. Frei Contrat tinha consciência da infortunada época em que vivia, mas tinha outras razões, além das agruras da vida de seus
contemporâneos, para a aflição e o desconsolo. E não podia fechar os olhos para elas, pois as carregava no seu corpo: ele nascera raquítico e deforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade, de mirrados que eram os dedos das suas mãos.
Foi no fundo de todas as misérias, as próprias e as alheias, que a alma de Frei Contrat elevou à Rainha dos céus essa maravilhosa prece, carregada de sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”. Mas, se foi capaz de fazê-lo foi porque, no mais íntimo de seu ser cintilava, sobre a paisagem desolada do mundo, a figura esplendorosa e amável da Mãe de Jesus… Contam que, no dia do seu nascimento, ao constatarem o raquitismo e má formação do bebê, seus pais caíram em prantos. Sua mãe Miltreed, mulher muito piedosa, ergueu-se então do leito e, lá mesmo, consagrou o menino à Mãe de Deus.
Consagrado a Ela, foi educado no amor e na confiança em relação a Ela.
E foi com essa bagagem na alma que anos mais tarde foi levado (de liteira, pois continuava sendo um deficiente físico) até o mosteiro de Reichenan, aonde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços, pois o que tinha de inapto seu corpo, tinha de perspicaz seu espírito.
Quando veio a ser conhecida pelos fiéis a “Salve Rainha”  teve um sucesso enorme e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos incendidos louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos (ele foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”). Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha” (cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”), no silêncio que se seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de entusiasmo pela mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”… E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.
Nos quase mil anos que se passaram desde que Herman Contrat compôs a “Salve Rainha” uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição a doce esperança que inspira sempre a figura amável e amada da Mãe do nosso Salvador. 
Fonte: http://www.tercodoshomens.com.br/artigos/histerco.htm