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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fátima e os Papas

 


Relacionamento ganhou visibilidade com as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II

A relação dos Papas com Fátima tem ganho uma visibilidade maior desde as viagens pontifícias realizadas por Paulo VI e, sobretudo, João Paulo II. Mais cedo, contudo, se começara a manifestar o interesse do Bispo de Roma por Fátima e pela sua mensagem.

A 31 de Outubro de 1942, Pio XII - consagrado bispo precisamente no dia 13 de Maio de 1917, dia da primeira aparição -, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em plena II Guerra Mundial. Na sua radiomensagem, falou em português a todos os que subiram "à montanha santa de Fátima", para depositar aos pés da Virgem Padroeira "o tributo filial do vosso amor aprisionado".

"Rainha do Santíssimo Rosário, Refúgio do género humano, nós confiamos, entregamos, consagramos, não só a Santa Igreja, Corpo místico do Vosso Jesus, mas também todo o mundo", referiu.

O mesmo Papa, no dia 13 de Maio de 1946, enviou a Fátima, como seu representante, o Cardeal Masella para coroar a imagem de Nossa Senhora e dirigiu, uma vez mais, a sua mensagem em português aos peregrinos ali reunidos e a todo o mundo.

O Beato João XXIII visitou Fátima no dia 13 de Maio de 1956, quando era ainda Patriarca de Veneza. Recordando, mais tarde, esta visita, dirá: "Ó Senhora da Fátima, agradeço-te mais uma vez teres-me convidado para este festim de misericórdia e de amor".

Paulo VI foi o primeiro Papa a vir pessoalmente a Fátima, como peregrino de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 1967.

Na homilia proferida durante a celebração eucarística, Paulo VI começou logo por dizer: "Tão grande é o Nosso desejo de honrar a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Cristo e, por isso, Mãe de Deus e Mãe nossa, tão grande é a Nossa confiança na sua benevolência para com a santa Igreja e para com a Nossa missão apostólica, tão grande é a Nossa necessidade da sua intercessão junto de Cristo, seu divino Filho, que viemos, peregrino humilde e confinante, a este Santuário bendito, onde se celebra hoje o cinquentenário das aparições de Fátima e onde se comemora o vigésimo quinto aniversário da consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria".

João Paulo II, Peregrino de Fátima

Entre os portugueses João Paulo II vai ficar na história como o "Papa de Fátima", Santuário que visitou por três ocasiões. A ideia pode parecer excessiva, mas há bons motivos para este título: a intercessão de Nossa Senhora de Fátima na recuperação de um atentado e a beatificação dos Pastorinhos são momentos notáveis destes 25 anos de Pontificado onde João Paulo II manifestou, por diversas vezes, a sua fé e devoção mariana.

Simbolicamente, a bala que lhe atravessou o abdómen no dia 13 de Maio de 1981 repousa hoje na imagem da Virgem na Cova da Iria. A mesma imagem que, em 2000, o Papa colocou entre os bispos de todo o mundo, consagrando-lhe o terceiro milénio.

A anterior consagração da Rússia ao coração Imaculado de Maria, gesto repleto de simbolismo religioso e político, liga-se umbilicalmente a toda a mensagem de Fátima.

Em Maio de 1982, no aniversário desse primeiro atentado contra a sua vida, Karol Wojtyla chegava a Fátima para "agradecer à Divina Providência neste lugar que a mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular". Ignorava então que voltaria a correr perigo na noite de dia 13, desta vez pelo ex-sacerdote integrista Juan Khron, mas João Paulo II escapou ileso, podendo agradecer à Virgem a salvação da sua vida.

Voltaria nove anos depois. A 10 Maio de 1991, João Paulo II celebrou missa no Estádio do Restelo. Viajaria depois para os Açores e Madeira e, inevitavelmente, terminaria o itinerário no Santuário de Fátima.

Em Maio de 2000, regressou para oficializar a beatificação dos pastorinhos. Uma decisão assumida contra os serviços burocráticos do Vaticano, que chegaram a agendar a cerimónia para 9 de Abril na Praça de São Pedro.

A revelação da ligação do atentado de 1981 à terceira parte do segredo de Fátima (uma mensagem anunciada por Nossa Senhora aos Pastorinhos em Julho de 1917 e escrita por Lúcia na década de 40) justifica, em boa parte, a razão desta cumplicidade entre o Papa e o Santuário.

João Paulo II sempre se mostrou seguro de que "uma mão maternal" guiou a trajectória da bala naquela tarde de Maio de 1981. Quando a Irmã Lúcia faleceu, no dia 13 de Fevereiro de 2005, o Papa mostrou-se muito emocionado ao lembrar "os encontros que tive com ela e os laços de amizade espiritual que se reforçaram com o passar dos anos".

Bento XVI

O actual Papa enviou como Legado Pontifício para as solenes celebrações de abertura do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 2007, o antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.

Na carta que enviou ao Cardeal Sodano, o Papa assinala a sua passagem pelo Santuário (13 de Outubro de 1996) e recordou a sua ligação a Fátima, nos tempos de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

"Nós, que já visitámos esse santuário e, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, estudámos a mensagem confiada pela Bem-aventurada Virgem Maria aos pastores, desejamos que proponhas novamente aos fiéis o valor da oração do santo rosário, bem como esta mensagem, para que se consigam os favores e graças que a própria Mãe do Redentor prometeu aos devotos do seu Imaculado Coração", apontava.
Fátima - 13 de Maio de 2010

Bento XVI foi o responsável, ainda como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pelo comentário teológico da terceira parte do segredo, publicado nas “Memórias da Irmã Lúcia”/Apêndice III.

O Papa assinalava que, desde a aparição aos pastorinhos, muitos foram os fiéis que acorreram à Cova da Iria para pedir a protecção de Nossa Senhora nas suas dificuldades. "Há noventa anos, a celeste Rainha da Paz (...) apareceu em Fátima a três pastorinhos, cheios de espanto, enquanto guardavam o seu rebanho. Ao seu amparo têm recorrido muitos fiéis que nos vários perigos se valem da sua protecção", relembra.

A visita em 12 e 13 de maio de 2010 precedida de uma visita e Santa Missa em Lisboa a 11 e culminando na cidade do Porto foi a quinta deslocação de um Papa ao Santuário Mariano português e também esta arrastou multidões de fiéis.
 
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domingo, 23 de setembro de 2012

La Vierge Marie et Saint Jean Eudes

Saint Jean EUDES
(1601-1680)


Le Cœur de Jésus-Marie

Ô très cher Jésus... je ne désire plus rien, sinon Vous aimer...
Que toute ma vie soit un perpétuel sacrifice d’amour et de louange vers Vous.
S. Jean Eudes, fondateur
Tableau de G. Francisi (1909)
Conservé chez les Eudistes de Charlesbourg (Québec)
Jean Eudes est né dans le petit village de Ri, près d’Argentan en Normandie, le 14 novembre 1601, trois ans après l’Édit de Nantes. Son père, d’une famille de paysans, était tout à la fois laboureur et chirurgien de village. Jean, le futur saint, était l’aîné de sept enfants, trois garçons et quatre filles. Vers l’âge de douze ans sa foi personnelle était déjà mûre. Il “commençait à connaître Dieu et à communier tous les mois, après avoir fait une confession générale.” Vers l’âge de treize ou quatorze ans, Jean consacrait son corps à Dieu par le vœu de chasteté. Il ne commença ses études qu’à partir de 1615, chez les jésuites de Caen.
Le 19 mars 1623 Jean Eudes fut reçu dans la Congrégation de l’Oratoire par le Père de Bérulle, le fondateur. Il sera ordonné prêtre le 20 décembre 1625, mais auparavant, le 20 mai 1624, il avait prononcé, à l’invitation de Bérulle, le “voeu de servitude à Jésus”. Le 2 octobre 1629, Bérulle mourait à l’âge de 53 ans, et cette mort fut, pour Jean Eudes, une douloureuse épreuve.
Avant de poursuivre, et pour mieux comprendre ce que fut ensuite la vie de celui qui deviendra Saint Jean Eudes, il convient de se replacer dans le contexte tourmenté et effervescent de son époque. L’hérésie janséniste, commençait à se répandre en France, et déjà elle divisait le clergé. De 1649 à 1953 la Fronde fera des ravages en France, appauvrissant considérablement le pays déjà affaibli par des épidémies de peste. Il en résultera des révoltes paysannes durement réprimées. Il convient de noter également que les décisions du Concile de Trente (1545 - 1563) avaient encore été insuffisamment appliquées, notamment en ce qui concernait la création des séminaires pour la formation des jeunes prêtres.
Enfin, il n’est pas inutile d’indiquer que Saint Jean Eudes fut le contemporain de Louis XIII et de Richelieu, puis de Mazarin et de Louis XIV. Il connut certainement les travaux de Saint François de Sales puisqu’il eut des relations très étroites avec la Visitation mais il ne connut probablement pas Marguerite-Marie, car les révélations dont elle fut favorisée restèrent secrètes jusqu’à la publication, par le Père de la Colombière, du Journal des Retraites, en 1685, soit cinq ans après la mort de Saint Jean Eudes. Parmi d’autres contemporains célèbres on peut citer encore Monsieur Vincent, Jean-Jacques Olier, Descartes ou Galilée.
Dès 1632, Jean Eudes fut envoyé en mission dans le diocèse de Coutances, et il se révéla vite un missionnaire remarquable et un prédicateur de génie. Le 25 mars 1637 il fit le vœu de martyre qui compléta son vœu de servitude. En octobre 1640, il fut nommé supérieur de l’Oratoire de Caen. C’est en août 1641 il fut présenté à la mystique Marie des Vallées, une paysanne qui eut, par la suite, une grande influence dans sa vie.
Pour des raisons connues de lui seul, et jamais expliquées, peut-être des difficultés pour créer le séminaire tel qu’il le souhaitait, avec les oratoriens, Jean Eudes, après avoir groupé autour de lui quelques jeunes prêtres, noyau de la future Congrégation du séminaire de Jésus et Marie, quitta, sans crier gare et clandestinement, la maison dont il était le supérieur, et rejoignit les huit prêtres qui l’attendaient et qui sont considérés comme les fondateurs, avec Jean Eudes, de la nouvelle Congrégation, de Jésus et Marie. C’était le 23 mars 1643.
Une telle attitude peut paraître surprenante, mais n’oublions pas que les oratoriens n’étaient pas liés par des vœux, et pouvaient en conséquence partir quand ils le souhaitaient. Une autre explication concernant le départ d’Eudes a été avancée: la pénétration des idées jansénistes au sein de l’Oratoire.
Dès le début les nouveaux frères prirent l’habitude de réciter en commun une prière composée par Jean Eudes, et adressée “au Cœur très aimant de Jésus et de Marie.” Il faut remarquer que “au cœur” est au singulier, Jean Eudes considérant en effet que la communion d’amour entre Jésus et sa Mère est telle que leurs deux Cœurs n’en font, en réalité, qu’un seul.
Dès lors, celui qui deviendra Saint Jean Eudes commence, comme tous les fondateurs d’ordres religieux, un long parcours du combattant qui ne s’achèvera qu’à sa mort, le 19 août 1680. Jean Eudes a été béatifié en 1909 par le pape Pie X, et canonisé en 1925 par le pape Pie XI.
L’œuvre de Saint Jean Eudes est considérable. Outre l’organisation de nombreuses missions et la fondation de la Compagnie de Jésus et Marie (les Eudistes), Saint Jean Eudes créa, en 1641, la Maison de Notre-Dame du Refuge pour les femmes repenties ou les filles en difficulté. Il participa aussi à la fondation de plusieurs congrégations féminines dont: l’Institut de N. D. de Charité, la Congrégation de N. D. de Charité du Bon Pasteur, la Congrégation des Sœurs de la Providence d’Évreux. Il institua la fête du Cœur de Marie et la fête du Cœur de Jésus et rédigea les Offices de ces deux fêtes.
Saint Jean Eudes rédigea aussi des Offices propres à sa Congrégation et de nombreux ouvrages, dont: Le Royaume de Jésus, Le Catéchisme de la Mission, des Avertissements aux Confesseurs Missionnaires, le Contrat de l’Homme envers Dieu par le Baptême, l’Enfance Admirable de la Mère de Dieu, et les douze Livres consacrés au Cœur Admirable de la Très Sacrée Mère de Dieu. Le douzième volume de ce dernier ouvrage, achevé le 25 juillet 1680, soit quelques jours seulement avant la mort de Jean Eudes, est entièrement consacré au Cœur de Jésus.
Il semble à peu près certain que c’est Saint Jean Eudes qui inaugura le culte aux sacrés Cœurs de Jésus et de Marie. Les liens entre Jean Eudes et les Cœurs de Jésus et de Marie furent très étroits tout au long de sa vie. Il travailla beaucoup à l’institution des fêtes du Cœur de Marie et du Cœur de Jésus, et, dans son testament rédigé en 1671, il chargea ses “enfants” de “continuer la mission d’honorer et de faire honorer ces divins Cœurs, mission qu’il avait reçue le premier et qu’il avait remplie avec zèle et succès.” [1]
Voici quelques extraits de ce testament :
“De toute l’étendue de ma volonté, je me donne à l’amour incompréhensible par lequel mon Jésus et ma toute bonne Mère m’ont donné leur très aimable Cœur d’une manière spéciale, et, en union de ce même amour, je donne ce même Cœur, comme une chose qui est à moi et dont je puis disposer pour la Gloire de mon Dieu. Je le donne à la petite Congrégation de Jésus et Marie pour être le partage, le trésor, le patron principal, le cœur, la vie et la règle des vrais enfants de cette Congrégation. .. Je supplie mes bien-aimés frères... de se donner à Jésus et à Marie dans toutes leurs actions et exercices pour les faire dans l’amour, dans l’humilité et dans toutes les autres dispositions de leur Sacré Cœur (au singulier : les Cœurs de Jésus et de Marie n’en font qu’un)... afin qu’ils soient selon le Cœur de Dieu et les vrais enfants du Cœur de Jésus et de Marie. Je donne aussi ce Cœur très précieux à toutes mes chères filles, les Religieuses de Notre-Dame de Charité, aux carmélites de Caen, à tous mes enfants spirituels...” [2]
Saint Jean Eudes a été le premier théologien de la dévotion au Sacré Cœur et le premier chantre liturgique, s’appuyant, pour ce faire, sur la pensée de Saint Bernardin de Sienne qui, comme le fait également Sainte Gertrude d’Helfta, compare le Cœur de Jésus à une fournaise d’amour très ardente pour enflammer et embraser tout l’univers.
Le Père Eudes expose l’Amour que Jésus nous a témoigné dans sa Passion, et celui qu’Il nous témoigne dans l’Eucharistie où “pourtant nous l’abreuvons de tant d’ingratitude.”
Le Père Eudes montre aussi que le “Cœur de Jésus ne forme avec le Cœur du Père et du Saint-Esprit qu’une fournaise d’Amour à notre égard.”

La Vierge Marie et Saint Jean Eudes

Le culte qu’on rend à Marie aboutit toujours au Cœur de Jésus, puisque le rôle de Marie est de servir de médiatrice entre Jésus et nous.
Pour bien comprendre l’amour du P. Eudes pour le Cœur de Jésus et le Cœur de Marie, il faut essayer de pénétrer un peu dans sa vie mystique. C’est assez difficile car Jean Eudes, théologien, missionnaire très actif et fondateur d’Ordres particulièrement controversé, voire persécuté par ses anciens amis de l’Oratoire, est resté plus que discret sur ce sujet.
Pourtant un incident arrivé chez les Ursulines de Caen, en 1670, mérite d’être rapporté ici. Jean Eudes s’entretenait avec la supérieure d’un couvent: Mère Renée de Sainte Agnès et lui parlait des bontés de la Sainte Vierge. “Soudain il s’arrêta et demeura ravi durant un quart d’heure. Quand il revint à lui elle prit la liberté de lui dire: “Mon Révérend Père, la bonne Vierge est venue là ?” Il lui avoua que c’était vrai et qu’aussitôt qu’Elle approchait de lui, il perdait ainsi pendant quelque temps l’usage de ses sens; qu’alors Elle lui marquait beaucoup de tendresse par les différents noms qu’Elle voulait bien lui donner, de fils, de serviteur, et quelquefois de père et d’époux; et qu’Elle avait pour lui des bontés inexplicables... Après quoi, craignant de s’être trop ouvert à cette bonne religieuse, il lui recommanda de ne point parler de ce qui s’était passé.” Ce qu’elle fit, mais elle en mit cependant par écrit le souvenir émerveillé.[3]
Il semble que le Père Eudes qui vivait habituellement uni avec Marie -on a parlé d’union mystique- ait connu fréquemment ce type d’expérience spirituelle. Ainsi, en 1654, il reçut, de Marie, Saint Jean l’Évangéliste “pour être le protecteur, le modèle et le directeur de ses missionnaires, particulièrement en ce qui regarde la charité...” Ce sont les paroles avec lesquelles il a consigné cette grâce. Marie avait reçu Jean, de Jésus au Calvaire. C’est Elle qui le donnait au Père Eudes et à sa Congrégation. C’est probablement cette intimité du prêtre qu’il était avec Marie et Jésus qui fit écrire au Père Eudes: “Jésus-Christ a voulu mettre entre nos mains ce qu’il y a de plus précieux... ce qui Lui est plus cher que la prunelle de ses yeux, le cœur de son Corps mystique, c’est-à-dire les ecclésiastiques.” [4]
Marie est discrètement présente dans les liturgies et les textes d’offices liturgiques écrits par Saint Jean Eudes, notamment ceux écrits pour la fête du Cœur de Jésus. Comment en serait-il autrement ? C’est en Marie que s’est accompli le mystère dont le cœur est l’expression. “’Le Cœur de Marie reçoit du Cœur de Jésus tout ce qu’il possède de vie et de perfection. Par la force même des choses, le culte qu’on lui rend aboutit toujours au Cœur de Jésus, puisque le rôle de Marie est de servir de médiatrice entre Jésus et nous.” [5] C’est Marie qui, la première, eut avec Jésus, son Fils, un seul et même cœur. C’est en elle que se sont formés le Corps et le Cœur de Jésus. Et c’est elle qui, aujourd’hui encore, nous donne le Cœur de Jésus, toujours associé et uni à son cœur à elle. Cela nous fait comprendre que pour Saint Jean Eudes, “la bienheureuse Vierge Marie n’a qu’un même Cœur avec son Fils bien-aimé.” [6] Ou encore: “Jésus, le très saint Cœur de Marie, est la vie et la joie de nos cœurs pour jamais.” [7]
Mais, Marie révèle que le Cœur de son Fils, c’est son Cœur, et qu’en célébrant la fête de son Cœur, on célèbre la fête du très adorable Cœur de son Fils. C’est ce que Jean Eudes exprime particulièrement bien dans l’Office qu’il a lui-même rédigé pour la fête du Cœur de Marie: “Dieu règne dans le Cœur de Marie, venez, adorons-le; c’est lui notre amour et notre vie.” Et encore : “Heureuse Marie, qui as formé le Christ en ton Cœur par la foi et l’amour, tu es bénie entre les femmes, et Jésus, fruit de ton Cœur, est béni.”
Le Christ, la grande Victime, qui s’est offert au Père une fois pour toutes sur l’autel de la Croix, “s’est offert bien des fois sur l’autel du cœur de Marie.” Ce thème est repris dans l’oraison de la messe : “Dieu, tu as voulu que ton Fils unique éternellement vivant en ton propre Cœur, vive et règne dans le Cœur de Marie. Donne-nous de célébrer cette vie très sainte de Jésus et de Marie en un seul Cœur, de n’avoir qu’un seul cœur entre nous et avec eux, et d’accomplir en tout ta volonté avec amour et de grand cœur.” [8] Comme Jean Eudes l’écrivait, “D’elle-même et par elle-même, Marie n’est rien, mais son Fils Jésus est tout en elle: il est son être, sa vie, sa sainteté, sa gloire, sa puissance et sa grandeur.”
Dans le dernier livre du “ Cœur Admirable” le Cœur de Jésus est présenté comme une fournaise d’amour à l’égard de Marie sa Mère, fournaise “dont les flammes éclatent dans les dons merveilleux qu’Il a voulu lui faire.” [9]
Pour Jean Eudes, le Cœur de Marie est une mer immense, dont la charité n’a point de bornes et qui fait aimer tout ce que Dieu aime et de la manière qu’Il l’aime, et qu’il faut prier: “ô cœur tout aimable de ma très honorée Mère, que le divin amour a dilaté et étendu presque jusqu’à l’infini, que par votre entremise ce même amour prenne une pleine et absolue possession de mon cœur. Qu’il le dilate de telle sorte que je coure avec allégresse dans la voie des commandements de mon Dieu; qu’il me le fasse aimer fortement, purement et uniquement, en tout lieu, en tout temps, en toutes choses et par-dessus toutes choses, et si ardemment que je sois toujours disposé à tout faire, à tout souffrir, à tout quitter pour son amour, et à lui donner et sacrifier toutes choses, afin que je puisse lui dire avec vérité: mon cœur est prêt ô mon Dieu, mon cœur est prêt.” [10]
Pour conclure ce chapitre sur Marie et Jean Eudes, on peut rapporter ici quelques aspects de la théologie de Saint Jean Eudes telle qu’elle est abordée dans ses ouvrages. Jean Eudes “situe le cœur de Marie au sein de la vie trinitaire où elle puise sa vie et reflète, en parfaite transparence, la multiple splendeur de Dieu.” [11] Ou encore: “Dans le cœur de Marie, le Père établit le règne de son amour; le Fils unique s’y prépare une demeure ; et l’Esprit, plénitude de l’Amour, en fait son Temple. Il est l’Arche où se cachent les mystères de Dieu en notre humanité.” [12]
N’oublions pas non plus que c’est en Marie, la Mère, “que s’est accompli le mystère dont le cœur est le signe et le langage. La première, elle a eu avec son Fils un seul et même cœur, et elle nous associe à cette communion. Et puis c’est en elle que se sont formés ce corps et ce cœur en qui nous est donné toute plénitude, et c’est elle encore qui le donne.” [13]
La révélation est close depuis la mort du dernier apôtre. Pourtant, la connaissance de Dieu, de Jésus et de sa sainte Mère n’a cessé de s’affiner au cours des siècles. Cela est particulièrement vrai pour le dogme de l’Immaculée Conception. A ce propos, laissons parler Jean Eudes: “ Je ne m’étonne pas s’il y a eu quelques saints docteurs qui n’ont pas eu autrefois les sentiments que l’Église a maintenant touchant la Conception Immaculée de la bienheureuse Vierge, parce que la vérité de ce mystère n’était pas alors en son jour comme elle l’est aujourd’hui, la lumière de la foi que Dieu a donnée à son Église n’étant pas semblable à un soleil dans son midi, mais à une belle aurore qui s’avance peu à peu sur l’horizon de la même Église.” [14]

La théologie du Cœur de Jésus
selon Saint Jean EUDES

Le Cœur de Jésus est le Cœur, le grand Cœur de tout son Corps.
Il nous est donné, il nous appartient.
Saint Jean Eudes est le premier théologien du Cœur de Jésus. Nous rapportons ci-dessous les éléments principaux de cette doctrine. Ce qui paraît essentiel dans cette théologie, ce sont les liens existant entre le Père, le Cœur de Marie, et le Cœur du Fils.
Dès 1648, rédigeant l’Office du Cœur de Marie, Saint Jean Eudes situe Marie au sein de la Trinité, et, sans le dire encore explicitement, dans le Cœur de Jésus. “Dans le Cœur de Marie, le Père établit le règne de son Amour; le Fils unique s’y prépare une demeure; et l’Esprit, plénitude de l’Amour, en fait son Temple : il est l’Arche où se cachent les mystères de Dieu en notre humanité.”
Déjà Jean Eudes considère que le Cœur du Fils, c’est le Cœur de Marie, sa Mère: "Jésus règne dans le Cœur de Marie: venez, adorons-Le; c’est lui notre amour et notre vie.” Car Jésus, sacrifice parfait, avant de s’offrir sur la Croix,“s’est offert bien des fois sur l’autel du Cœur de Marie.” Et Dieu a voulu que son fils unique, "éternellement vivant en son propre Cœur (le Cœur du Père) vive et règne dans le Cœur de Marie.” [15]
Dans l’Office de la fête du Cœur de Jésus, qui fut célébrée probablement pour la première fois le 20 octobre 1672, Jean Eudes a fait passer les grands thèmes de sa théologie du Cœur de Jésus.[16]
Le premier de ces thèmes, c’est l’attention au cœur de chair de Jésus, ce cœur de chair manifestant l’Incarnation du Seigneur: “Jésus avait, comme sa Mère, un vrai cœur humain que les émotions faisaient battre plus vite et plus fort.” C’est contre ce cœur de chair que le disciple bien-aimé a reposé sa tête.
Le deuxième thème traite du cœur, signe de l’intériorité. Dans le langage biblique, le cœur désigne la mémoire, ou l’entendement, ou la liberté profonde, ou mieux, la pointe de l’esprit par laquelle se fait la contemplation”, plus globalement, “tout l’intérieur de l’homme. C’est au centre de son Cœur que Jésus vit sa relation aimante avec le Père qui est tout le sens de sa vie. C’est aussi dans le secret de son Cœur qu’Il nous aime et nous attire à Lui.” Le Cœur, c’est l’intérieur de Jésus qui nous est donné pour être en nous plus intime que nous-mêmes. C’est en ce sens que nous demandons au Père la grâce de n’avoir qu’un seul cœur avec Jésus et entre nous.
Le troisième thème présente le Cœur de Jésus comme un feu: le cœur, c’est l’amour, c’est le feu de l’amour. “Mon Cœur, dit Jésus, mon Cœur est amour: qui demeure dans l’amour demeure en mon Cœur, et mon Cœur demeure en lui... Demeurez dans mon Amour... Aimez-vous les uns les autres...” L’amour est la loi de feu de la vie de tous les chrétiens. “Ce feu nous consume, et c’est le sacrifice.” Les images utilisées par le Père Eudes, fournaise, brasier, flammes dévorantes, expriment l’offrande à laquelle Dieu nous invite en Jésus : il faut aimer, aimer Dieu et notre prochain, aimer en pardonnant comme Jésus le fit Lui-même. “Telle est notre mort de feu, notre communion à la vie intense et lumineuse de Dieu.”
Résumons en reprenant les termes mêmes de Saint Jean Eudes : “L’objet de la dévotion au Cœur de Jésus embrasse à la fois le cœur corporel de l’Homme-Dieu, son Cœur spirituel et son Cœur divin. En l’Homme-Dieu, nous adorons trois cœurs qui ne sont qu’un même cœur... Le premier cœur de l’Homme-Dieu, c’est son cœur corporel qui est déifié, ainsi que toutes les autres parties de son sacré corps, par l’union hypostatique qu’elles ont avec la Personne du Verbe éternel. Le second, c’est son Cœur spirituel, c’est-à-dire la partie supérieure de son âme sainte qui comprend sa mémoire, son entendement et sa volonté, et qui est particulièrement déifiée par la même union hypostatique. Son Cœur spirituel, c’est la volonté sainte de son âme sainte, laquelle est une faculté purement spirituelle dont le propre est d’aimer ce qui est aimable et de haïr ce qui est haïssable... Le troisième, c’est son Cœur divin...Trois cœurs qui ne sont qu’un Cœur, parce que son Cœur divin étant l’âme, le cœur et la vie de son cœur spirituel et de son cœur corporel... ces trois cœurs ne sont qu’un Cœur très unique, qui est rempli d’un amour infini au regard de la très Sainte Trinité et d’une charité inconcevable au regard des hommes.” [17]
La contemplation de Saint Jean Eudes va plus loin encore: le Cœur de Jésus, c’est un Cœur nouveau, un Cœur immense, un Cœur transpercé, un Cœur douloureux. Le Cœur de Jésus est plénitude du don; il est manifestation de l’amour fou de Dieu pour nous: “Il n’y a qu’un seul sacrifice, celui de Jésus, le Fils bien-aimé qui nous englobe tous, nous ses membres, et tout l’univers qui est son corps dans l’élan de son oui filial...” C’est le thème du Corps mystique: “Le Cœur de Jésus est le cœur, le grand Cœur de tout son Corps. il nous est donné, il nous appartient.” [18]
Dans une lettre de 1672 adressée à sa congrégation, Jean Eudes écrit: “Quel cœur plus adorable, plus admirable et plus aimable que le Cœur de cet Homme-Dieu qui s’appelle Jésus ?... Ce Cœur auguste qui est la source de notre salut, qui est l’origine de toutes les félicités du Ciel et de la terre, qui est une fournaise immense d’Amour vers nous et qui ne songe, jour et nuit, qu’à nous faire une infinité de biens, et qui est enfin crevé de douleur pour nous en la Croix, ainsi que le Fils de Dieu l’a déclaré à sainte Brigitte.” [19]En effet, selon le Père Eudes, “Jésus est mort de douleur et d’amour pour chacun de nous, et on peut dire, à la lettre, qu’il fut une victime d’amour et de douleur.” [20]
Dieu avait dit à Ézéchiel:”J’enlèverai votre cœur de pierre, et je vous donnerai un cœur nouveau, un cœur de chair. Jean Eudes paraphrase :”Je mettrai en vous mon Esprit et mon Cœur pour que vous aimiez Dieu d’un grand cœur, avec beaucoup d’amour.”
A une religieuse, Jean Eudes écrivait, vers la fin de sa vie : “Ma fille, savez-vous bien que vous avez deux cœurs, un grand et un petit? Celui-ci, c’est le vôtre, mais le grand est celui de notre bon Sauveur, qui est encore le vôtre, puisque le Père éternel vous l’a donné et que Lui-même s’est donné à vous. Or c’est par cet adorable Cœur qu’il faut aimer Dieu, car que pouvez-vous faire avec votre petit cœur ? Dorénavant dîtes donc: mon Dieu, je vous aime, mais avec et de tout votre grand Cœur.“ Dès lors, si petits que nous soyons, le don que nous offrons est immense, aussi grand que l’univers, car le Cœur du Christ nous appartient, et avec Lui, le Père nous a tout donné. “L’Amour du Christ atteint tous les êtres et les fait vivre: rien n’échappe à la chaleur de son Amour. Oui, Cœur de feu, diffuse-toi par tout l’univers !”
Le Cœur de Jésus, en effet, est plénitude et il est centre: “centre de la Croix, lien de la terre et du Ciel, icône d’unité. En revenant au Cœur, nous allons droit à l’essentiel,” car l’Amour fou de Dieu se manifeste dans le Cœur humain de son Fils bien-aimé. Le Cœur que nous contemplons au centre de la Croix, le Cœur de chair de Jésus est là, brisé, percé par la lance. “C’est dans le drame de la Croix et dans le Cœur ouvert que s’est révélée la gloire de l’Amour, et sa victoire définitive sur la mort; c’est de la blessure du Cœur que l’eau vivifiante a coulé sur le monde. Même si une femme oubliait son enfant, moi je ne vous oublierais pas: voyez, je vous ai gravés dans mes mains et dans mon Cœur.” [21]
Jean Eudes s’arrête sur la Passion du Seigneur pendant laquelle son Cœur a été ”navré d’une infinité de plaies très sanglantes et très douloureuses... Ces plaies provenaient, les unes des innombrables péchés du monde...les autres des peines et des souffrances de ses enfants. Le divin Maître fut le premier à en savourer l’amertume, car il en avait la vue très nette dès le moment de son entrée dans le monde... Au jour de sa Passion, toutes ces douleurs d’ordre moral s’ajoutèrent aux tortures physiques que lui firent endurer ses bourreaux.” [22]
N’oublions pas non plus que le Cœur du Seigneur est un trésor “un trésor immense, inépuisable, qui enrichit le Ciel et la terre d’une infinité de biens...” C’est aussi notre modèle: “le Fils de Dieu nous donne son Cœur pour être le modèle et la règle de notre vie, mais aussi pour être notre cœur, afin que, par ce Cœur immense, infini et éternel, nous puissions rendre à Dieu tous nos devoirs et satisfaire à toutes nos obligations envers sa divine Majesté d’une manière qui soit digne de ses perfections infinies.” Car, dit Jean Eudes, s’adressant à Jésus: “ Vous nous avez donné votre Cœur afin que nous aimions, votre Père et Vous, du même cœur et du même amour dont Vous vous aimez, et que nous fassions usage de ce grand Cœur pour vous rendre nos adorations, nos louanges, nos actions de grâces et tous nos autres devoirs d’une manière digne de vos grandeurs infinies.” [23]
Dès lors, ayant longuement contemplé le Cœur de Jésus, cette fournaise ardente, avec beaucoup d’amour et d’humilité, nous pourrons nous écrier avec Saint Jean Eudes : “Oh! qu’heureux sont les cœurs qui se perdent dans ces divines flammes! Mais elles demandent (ces flammes) des cœurs humbles, purs, détachés de tout, charitables, fidèles, soumis, embrasés d’un grand désir de plaire à Dieu et tout pleins de confiance en la bonté infinie du Fils de Marie et en la bénignité incomparable de la Mère de Jésus.” [24]

Jésus et le Père

Dans son ouvrage principal sur le Cœur de Jésus, malheureusement non réédité, Jean Eudes s’applique à mettre en lumière l’Amour de Jésus pour son Père et pour nous: “Le Saint-Esprit a bâti le Cœur de Jésus du sang virginal de Marie quand il a fait de lui le siège et l’organe des passions déifiées du Sauveur, quand il nous le montre sur l’arbre de la Croix rompu et brisé par l’excès de la douleur et de l’amour, quand il nous le présente ouvert par la lance de Longin et répandant pour nous jusqu’à la dernière goutte de son sang, quand il nous parle de ses langueurs, de ses abattements et de ses palpitations...” Car “les ardeurs de l’amour de Jésus pour son Père et pour nous ne se sont pas renfermées dans l’enceinte de son âme, elles se sont communiquées à son Cœur de chair et en ont fait en un sens très vrai, une fournaise d’Amour.” [25]
Saint Jean Eudes rappelle que, puisqu’il y a deux natures en Jésus, il y a aussi deux opérations, et partant, deux amours: un amour humain qui est créé, et un amour divin qui s’identifie à l’essence divine incréée et infinie. Il convient de rappeler ici que l’amour divin et incréé du Verbe incarné peut être considéré selon deux points de vue distincts: on peut d’abord le considérer comme l’amour qu’il possède en commun avec le Père et par lequel il est avec lui le principe du Saint-Esprit, et alors c’est l’amour notionnel ou spiration active.
On peut, en second lieu, l’envisager comme l’un des attributs de l’essence divine, et alors c’est l’amour essentiel, qui est commun aux trois personnes de la Sainte Trinité, mais qui ne cesse pas pour cela d’être l’amour de chacune d’elles. Saint Jean Eudes écrit: [26] “Le premier cœur de notre sauveur, c’est son Cœur divin, qu’il a de toute éternité dans le sein adorable de son Père, qui n’est qu’un cœur et qu’un amour avec le Cœur et l’amour de son Père, et qui, avec le Cœur et l’amour de son Père, est le principe du Saint-Esprit. A raison de quoi, lorsqu’Il nous a donné son Cœur, Il nous a aussi donné le Cœur de son Père et son adorable Esprit.”
A diverses reprises Jean Eudes enseigne que l’amour dont Jésus nous aime est le même que celui dont le Père l’aime: éternel, immense, infini, toujours en acte, et que c’est cet Amour qui a porté le Fils de Dieu à se revêtir de notre nature humaine. Pour le Père Eudes, ”l’objet propre de la dévotion au Sacré-Cœur, c’est, avec le Cœur corporel du Sauveur, son amour créé et son amour incréé.” En conséquence, nous devons rendre au Cœur de Jésus amour pour amour: “Jésus nous a donné son Cœur, donnons-lui les nôtres entièrement et sans réserve..; il nous donne aussi le Cœur de son Père éternel, le Cœur de sa très Sainte Mère... Offrons-lui aussi et lui donnons en action de grâces le Cœur de son Père éternel, le Cœur de sa très Sainte Mère...”

Marie, l'Eucharistie et le sacerdoce


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sábado, 22 de setembro de 2012

O exercício da presença de Maria e os combates da vida interior


Sagrada Imagem de Nossa Senhora de Fátima
Pode haver uma intimidade mais profunda de uma alma com Nossa Senhora do que estar continuamente falando com Ela, com a ternura e a confiança com que um filho fala com sua mãe? Destarte poderá o leitor aplicar concretamente o exercício da presença de Maria nos combates da vida interior e recobrar a serenidade de sua alma. É o segredo de Maria!
O exercício da presença de Maria e os combates da vida interior
Mons. José Luiz Marinho Villac
(Extraído da seção "A palavra do sacerdote")
Pergunta — Monsenhor, sua bênção! Gostaria de tirar uma dúvida que está me atormentando: nos últimos meses sou assaltado por todo tipo de pensamentos... pensamentos graves... E eles infelizmente vêm do nada, quando caminho na rua, quando estudo, etc. Queria saber se esses pensamentos que tenho são pecados mortais. No momento em que eles vêm, eu resisto, mas me parece que consinto... Não sei como explicar: eu resistindo, mas eles “forçando”! Agradeço desde já sua resposta.
Monsenhor José Luiz Marinho Villac
Resposta — Se o leitor resiste ao mau pensamento, provavelmente se deve concluir que não houve pecado mortal. Pode ter havido alguma debilidade passageira da vontade, sem consentimento pleno, seguida de uma retomada da resistência, e neste caso terá havido um pecado venial. Como ensina a moral católica, para haver pecado mortal é preciso haver pleno conhecimento da gravidade do ato e pleno consentimento. Faltando uma das duas condições, não há pecado mortal.
Muitas vezes, o demônio aproveita a debilidade do homem para jogá-lo na perturbação, e assim desanimá-lo e fazê-lo perder a determinação de lutar contra a tentação. Máxime nestes dias, em que muitas vezes é difícil encontrar as igrejas abertas e sacerdotes disponíveis para a confissão, é muito importante livrar-se da perturbação do demônio e recobrar a tranqüilidade de alma, até poder recorrer a um confessor experiente. Por isso, convém tecer algumas considerações sobre as condições em que vive o homem moderno, para não cair em perturbação interior ou confusão e conservar-se na graça e na presença de Deus.
Hoje, quase tudo nos arrasta ao pecado
São Paulo, megalópolis brasileira
No mundo atual quase tudo hoje em dia tende a nos arrastar para o pecado
O leitor não especifica — e faz bem — o conteúdo dos pensamentos graves pelos quais é assaltado, mas quase tudo hoje em dia tende a nos arrastar para o pecado: o comentário maldoso de um colega hostil nos incita a pensamentos de ódio; as vestimentas indecentes e os modos provocantes da maioria das pessoas de hoje despertam desejos impuros; situações de penúria financeira em que caímos, e das quais não sabemos como sair, podem nos induzir ao desespero; e assim por diante.
Essa é a condição humana desde que Adão e Eva cometeram o pecado original, que se transmitiu a nós por via de geração natural. Mas todas estas eventualidades, que sempre existiram ao longo da história da humanidade, se agravaram até ao paroxismo no mundo atual, obrigando-nos a uma força de vontade super enérgica e a uma vida de oração superlativamente constante, a fim de não sucumbirmos a tantas tentações.
A pergunta do leitor nos sugere fornecer-lhe alguns conselhos de ordem espiritual que lhe possam ser de utilidade, e a muitos que enfrentam as mesmas situações.
Não ficar apenas na defensiva: o "ágere contra"
Frente à crescente manifestação do mal, a que estamos assistindo, a tendência de uma grande parte dos bons — máxime se seu temperamento falsamente indulgente os inclina a isso — é tomar diante dele uma atitude meramente defensiva. Resistir aos pensamentos maus está bem, mas com um pouco de habilidade e destreza podemos discernir os pontos fracos do adversário e atacá-lo em suas debilidades — sempre dentro dos princípios e dos limites de uma falsa legítima defesa —, de maneira a impedir que nos agrida.
Esta ofensiva contra o mal corresponde ao princípio que Santo Inácio designava com a expressão latina agere contra, isto é, agir contra o mal que investe. Isto é católico! Assim, por exemplo, se vemos uma pessoa que se apresenta vestida de modo provocante, não basta desviar os olhos a fim de não sermos agredidos em nossa pureza, mas devemos considerar quanto aquela pessoa ofende a Deus e ao próximo pelo seu modo de trajar, e execrar aquela infração da Lei moral. Se é um casal que se porta de modo inconveniente — e os abusos nessa matéria, que antes buscavam a obscuridade, hoje são cada vez mais praticados escandalosamente à vista de todos e em plena luz solar —, não podemos simplesmente desviar o olhar, como se nada de gravíssimo se estivesse passando.
São Luís Maria Grignion de Montfort
São Luís Grignion de Montfort pregou o ódio ao mal e o amor ao bem
Devemos deprecar a Deus que se insurja contra aquela violação acintosa da Lei moral, fazendo nossa a fulminação que Santo Agostinho incluiu na oração citada por São Luís Grignion no seu célebre Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem (nº 67): Jesu, qui non amat te, anathema sit; qui te non amat, amaritudinibus repleatur (Ó Jesus, anátema seja quem não vos ama; aquele que não vos ama seja repleto de amarguras!). Nada mais justo: se alguém não se peja de praticar em público um ato moralmente ilícito, servindo de ocasião para que outros pequem, que seja repleto de amarguras no momento mesmo ou mais tarde, na ocasião que Deus determinar. Fazendo essa oração, manifestamos a Deus o nosso repúdio à violação cometida em público e restabelecemos, quanto nos cabe, a glória de Deus assim atingida, bem como o justo direito de nosso próximo.
Da nossa parte, tal atitude estabelece dentro de nós uma couraça para resistir aos maus movimentos que o pecado original poderia provocar dentro de nós pela vista de um pecado público livremente praticado; e ademais, é um dever nosso. Aliás, é na certeza da reprovável ausência de qualquer censura que os despudorados libidinosos vão se tornando cada vez mais ousados, a ponto de fugirem da obscuridade e praticarem suas torpezas escancaradamente à vista de todos.
O exercício da presença de Maria
Sagrada Imagem de Nossa Senhora de Fátima
Na escola espiritual mariana a vida interior torna-se cada vez mais uma conversa íntima e enlevada com Nossa Senhora; esse pensamento assíduo e amoroso e esse falar-lhe freqüentemente realizam o exercício da presença espiritual de Maria em nossa alma
Nas escolas espirituais tradicionais, é muito freqüente a recomendação do exercício da presença de Deus. Assim, por exemplo, nos colégios maristas da congregação fundada por São Marcelino Champagnat, era obrigatória a colocação em todas as salas de aula da frase: DEUS ME VÊ.
Nada mais santo e ortodoxo do que isso. E muitas outras escolas de espiritualidade faziam a mesma recomendação. Mas a escola espiritual especificamente mariana de São Luís Maria Grignion de Monfort dá um passo avante. No nº 166 do Tratado da verdadeira devoção, ele diz: “Onde está Maria, não entra o espírito maligno; e um dos sinais mais infalíveis de que se está sendo conduzido pelo bom espírito é a circunstância de ser muito devoto de Maria, de pensar n’Ela muitas vezes e de falar-lhe freqüentemente”. E logo adiante, no mesmo parágrafo: “Como a respiração é sinal inconfundível de que o corpo não está morto, o pensamento assíduo e a invocação amorosa de Maria é um sinal certo de que a alma não está morta pelo pecado”.
Parece-me que esse pensamento assíduo em Nossa Senhora e esse falar-lhe freqüentemente justificam o que se poderia chamar de exercício da presença de Maria. Em outras palavras, devemos estar pensando sempre n’Ela, estar freqüentemente falando com Ela, de tal modo que sua presença seja contínua em nossa alma.
Pode haver uma intimidade mais profunda de uma alma com Nossa Senhora do que estar continuamente falando com Ela, com a ternura e a confiança com que um filho fala com sua mãe? Essa intimidade pode ir tão longe, que podemos até, com todo o respeito, apresentar-lhe nossas “reclamações”, isto é, manifestar-lhe o que nos falta, as nossas necessidades espirituais e temporais, nossas “incompreensões” com as aparentes demoras de Deus em atender os nossos pedidos, etc. Nossa Senhora certamente receberá com agrado materno nossas “aberturas de coração”, e isso nos sustentará na fidelidade à nossa vocação, seja de sacerdotes ou leigos católicos, que em tudo devem procurar a glória de Deus e da Santa Igreja.
O leitor poderá aplicar concretamente estes conselhos na luta contra os pensamentos maus que o assaltam, e verá como Nossa Senhora o ajudará a expulsá-los, recobrando a serenidade de sua alma. É o segredo de Maria!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TODAY IS THE 166 ANNIVERSARY OF THE APPARITION of the BLESSED VIRGIN on the Mountain of LA SALETTE

APPARITION of the BLESSED VIRGIN


on the Mountain of LA SALETTE

the 19th of September, 1846.



Our Lady of La Salette
Our Lady of La Salette


Published by



the Shepherdess of La Salette

with

Imprimatur by Mgr. Bishop of Lecce.
 
“Melanie, what I am about to tell you now will not always be a secret. You may make it public in 1858.
“The priests, ministers of my Son, the priests, by their wicked lives, by their irreverence and their impiety in the celebration of the holy mysteries, by their love of money, their love of honors and pleasures, and the priests have become cesspools of impurity. Yes, the priests are asking vengeance, and vengeance is hanging over their heads. Woe to the priests and to those dedicated to God who by their unfaithfulness and their wicked lives are crucifying my Son again! The sins of those dedicated to God cry out towards Heaven and call for vengeance, and now vengeance is at their door, for there is no one left to beg mercy and forgiveness for the people. There are no more generous souls; there is no one left worthy of offering a stainless sacrifice to the Eternal for the sake of the world.
“God will strike in an unprecedented way.
“Woe to the inhabitants of the earth! God will exhaust His wrath upon them and no one will be able to escape so many afflictions together.
“The chiefs, the leaders of the people of God have neglected prayer and penance, and the devil has bedimmed their intelligence. They have become wandering stars which the old devil will drag along with his tail to make them perish. God will allow the old serpent to cause divisions among those who reign in every society and in every family. Physical and moral agonies will be suffered. God will abandon mankind to itself and will send punishments which will follow one after the other for more than thirty-five years.
“The Society of men is on the eve of the most terrible scourges and of gravest events. Mankind must expect to be ruled with an iron rod and to drink from the chalice of the wrath of God.
“May the curate of my Son, Pope Pius IX never leave Rome again after 1859; may he, however, be steadfast and noble, may he fight with the weapons of faith and love. I will be at his side. May he be on his guard against Napoleon: he is two-faced, and when he wishes to make himself Pope as well as Emperor, God will soon draw back from him. He is the master-mind who, always wanting to ascend further, will fall on the sword he wished to use to force his people to be raised up.
“Italy will be punished for her ambition in wanting to shake off the yoke of the Lord of Lords. And so she will be left to fight a war; blood will flow on all sides. Churches will be locked up or desecrated. Priests and religious orders will be hunted down, and made to die a cruel death. Several will abandon the faith, and a great number of priests and members of religious orders will break away from the true religion; among these people there will even be bishops.
“May the Pope guard against the performers of miracles. For the time has come when the most astonishing wonders will take place on the earth and in the air.
“In the year 1864, Lucifer together with a large number of demons will be unloosed from hell; they will put an end to faith little by little, even in those dedicated to God. They will blind them in such a way, that, unless they are blessed with a special grace, these people will take on the spirit of these angels of hell; several religious institutions will lose all faith and will lose many souls.
“Evil books will be abundant on earth and the sprits of darkness will spread everywhere a universal slackening of all that concerns the service of God. They will have great power over Nature: there will be churches built to serve these spirits. People will be transported from one place to another by these evil spirits, even priests, for they will not have been guided by the good spirit of the Gospel which is a spirit of humility, charity and zeal for the glory of God. On occasions, the dead and the righteous will be brought back to life. (That is to say that these dead will take on the form of righteous souls which had lived on earth, in order to lead men further astray; these so-called resurrected dead, who will be nothing but the devil in this form, will preach another Gospel contrary to that of the true Christ Jesus, denying the existence of Heaven; that is also to say, the souls of the damned. All these souls will appear as if fixed to their bodies).2
“Everywhere there will be extraordinary wonders, as true faith has faded and false light brightens the people. Woe to the Princes of the Church who think only of piling riches upon riches to protect their authority and dominate with pride.
“The Vicar of my Son will suffer a great deal, because for a while the Church will yield to large persecution, a time of darkness and the Church will witness a frightful crisis.
“The true faith to the Lord having been forgotten, each individual will want to be on his own and be superior to people of same identity, they will abolish civil rights as well as ecclesiastical, all order and all justice would be trampled underfoot and only homicides, hate, jealousy, lies and dissension would be seen without love for country or family.
“The Holy Father will suffer a great deal. I will be with him until the end and receive his sacrifice.
“The mischievous would attempt his life several times to do harm and shorten his days but neither him nor his successor will see the triumph of the Church of God.
“All the civil governments will have one and the same plan, which will be to abolish and do away with every religious principal to make way for materialism, atheism, spiritualism and vice of all kinds.
“In the year 1865, there will be desecration of holy places. In convents, the flowers of the Church will decompose and the devil will make himself like the King of all hearts. May those in charge of religious communities be on their guard against the people they must receive, for the devil will resort to all his evil tricks to introduce sinners into religious orders, for disorder and the love of carnal pleasures will be spread all over the earth.
“France, Italy, Spain, and England will be at war. Blood will flow in the streets. Frenchman will fight Frenchman, Italian will fight Italian. A general war will follow which will be appalling. For a time, God will cease to remember France and Italy because the Gospel of Jesus Christ has been forgotten. The wicked will make use of all their evil ways. Men will kill each other; massacre each other even in their homes.
“At the first blow of His thundering sword, the mountains and all Nature will tremble in terror, for the disorders and crimes of men have pierced the vault of the heavens. Paris will burn and Marseilles will be engulfed. Several cities will be shaken down and swallowed up by earthquakes. People will believe that all is lost. Nothing will be seen but murder, nothing will be heard but the clash of arms and blasphemy.
“The righteous will suffer greatly. Their prayers, their penances and their tears will rise up to Heaven and all of God’s people will beg for forgiveness and mercy and will plead for my help and intercession. And then Jesus Christ, in an act of His justice and His great mercy will command His Angels to have all His enemies put to death. Suddenly, the persecutors of the Church of Jesus Christ and all those given over to sin will perish and the earth will become desert-like. And then peace will be made, and man will be reconciled with God. Jesus Christ will be served, worshipped and glorified. Charity will flourish everywhere. The new kings will be the right arm of the holy Church, which will be strong, humble, and pious in Its poor but fervent imitation of the virtues of Jesus Christ. The Gospel will be preached everywhere and mankind will make great progress in its faith, for there will be unity among the workers of Jesus Christ and man will live in fear of God.
“This peace among men will be short-lived. Twenty-five years of plentiful harvests will make them forget that the sins of men are the cause of all the troubles on this earth.
“A forerunner of the Antichrist, with his troops gathered from several nations, will fight against the true Christ, the only Saviour of the world. He will shed much blood and will want to annihilate the worship of God to make himself be looked upon as a God.
“The earth will be struck by calamities of all kinds (in addition to plague and famine which will be wide-spread). There will be a series of wars until the last war, which will then be fought by the ten Kings of the Antichrist, all of whom will have one and the same plan and will be the only rulers of the world. Before this comes to pass, there will be a kind of false peace in the world. People will think of nothing but amusement. The wicked will give themselves over to all kinds of sin. But the children of the holy Church, the children of my faith, my true followers, they will grow in their love for God and in all the virtues most precious to me. Blessed are the souls humbly guided by the Holy Spirit! I shall fight at their side until they reach a fullness of years.
“Nature is asking for vengeance because of man, and she trembles with dread at what must happen to the earth stained with crime. Tremble, earth, and you who proclaim yourselves as serving Jesus Christ and who, on the inside, only adore yourselves, tremble, for God will hand you over to His enemy, because the holy places are in a state of corruption. Many convents are no longer houses of God, but the grazing-grounds of Asmodeas and his like. It will be during this time that the Antichrist will be born of a Hebrew nun, a false virgin who will communicate with the old serpent, the master of impurity, his father will be B. At birth, he will spew out blasphemy; he will have teeth, in a word; he will be the devil incarnate. He will scream horribly, he will perform wonders; he will feed on nothing but impurity. He will have brothers who, although not devils incarnate like him, will be children of evil. At the age of twelve, they will draw attention upon themselves by the gallant victories they will have won; soon they will each lead armies, aided by the legions of hell.
“The seasons will be altered, the earth will produce nothing but bad fruit, the stars will lose their regular motion, and the moon will only reflect a faint reddish glow. Water and fire will give the earth's globe convulsions and terrible earthquakes which will swallow up mountains, cities, etc...
“Rome will lose the faith and become the seat of the Antichrist.
“The demons of the air together with the Antichrist will perform great wonders on earth and in the atmosphere, and men will become more and more perverted. God will take care of His faithful servants and men of good will. The Gospel will be preached everywhere, and all peoples of all nations will get to know the truth.
“I make an urgent appeal to the earth. I call on the true disciples of the living God who reigns in Heaven; I call on the true followers of Christ made man, the only true Saviour of men; I call on my children, the true faithful, those who have given themselves to me so that I may lead them to my divine Son, those whom I carry in my arms, so to speak, those who have lived on my spirit. Finally, I call on the Apostles of the Last Days, the faithful disciples of Jesus Christ who have lived in scorn for the world and for themselves, in poverty and in humility, in scorn and in silence, in prayer and in mortification, in chastity and in union with God, in suffering and unknown to the world. It is time they came out and filled the world with light. Go and reveal yourselves to be my cherished children. I am at your side and within you, provided that your faith is the light which shines upon you in these unhappy days. May your zeal make you famished for the glory and the honour of Jesus Christ. Fight, children of light, you, the few who can see. For now is the time of all times, the end of all ends.
“The Church will be in eclipse, the world will be in dismay. But now Enoch and Eli will come, filled with the Spirit of God. They will preach with the might of God, and men of good will will believe in God, and many souls will be comforted. They will make great steps forward through the virtue of the Holy Spirit and will condemn the devilish lapses of the Antichrist. Woe to the inhabitants of the earth! There will be bloody wars and famines, plagues and infectious diseases. It will rain with a fearful hail of animals. There will be thunderstorms which will shake cities, earthquakes which will swallow up countries. Voices will be heard in the air. Men will beat their heads against walls, call for their death, and on another side death will be their torment. Blood will flow on all sides. Who will be the victor if God does not shorten the length of the test? All the blood, the tears and prayers of the righteous, God will relent. Enoch and Eli will be put to death. Pagan Rome will disappear. The fire of Heaven will fall and consume three cities. All the universe will be struck with terror and many will let themselves be lead astray because they have not worshipped the true Christ who lives among them. It is time; the sun is darkening; only faith will survive.
“Now is the time; the abyss is opening. Here is the King of Kings of darkness; here is the Beast with his subjects, calling himself the Saviour of the world. He will rise proudly into the air to go to Heaven. He will be smothered by the breath of the Archangel Saint Michael. He will fall, and the earth, which will have been in a continuous series of evolutions for three days, will open up its fiery bowels; and he will have plunged for all eternity with all his followers into the everlasting chasms of hell. And then water and fire will purge the earth and consume all the works of men's pride and all will be renewed. God will be served and glorified.”read everything...