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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Texto da Consagração a Nossa Senhora de Fátima do ministério do Papa Francisco


Virgem Santíssima,
1. Estamos a Vossos pés, os Bispos de Portugal e esta multidão de peregrinos, no 96.° aniversário da Vossa Aparição aos Pastorinhos, nesta Cova da Iria, para dar cumprimento ao desejo do Papa Francisco, claramente expresso, de Vos consagrar a Vós, Virgem de Fátima, o seu Ministério de Bispo de Roma e de Pastor Universal. Assim Vos consagramos Senhora, Vós que sois Mãe da Igreja, o Ministério do novo Papa: enchei o seu coração da ternura de Deus, que Vós experimentastes como ninguém, para que ele possa abraçar todos os homens e mulheres deste tempo com o amor do Vosso Filho Jesus Cristo. A humanidade contemporânea precisa de sentir-se amada, por Deus e pela Igreja. Só sentindo-se amada vencerá a tentação da violência, do materialismo, do esquecimento de Deus, da perda do rumo que a conduzirá a um mundo novo, onde o amor reinará. Dai-lhe o dom do discernimento para saber identificar os caminhos da renovação da Igreja; dai-lhe coragem para não hesitar em seguir os caminhos sugeridos pelo Espírito Santo; amparai-o nas horas duras de sofrimento, a vencer, na caridade, as provações que a renovação da Igreja lhe trará. Estai sempre a seu lado, pronunciando com ele aquelas palavras que bem conheceis: “Eu sou a Serva do Senhor, cumpra-se em Mim a Tua Palavra”.
2. Os caminhos de renovação da Igreja levam-nos a redescobrir a atualidade da Mensagem que deixastes aos Pastorinhos: a exigência da conversão a Deus que tem sido tão ofendido, porque tão esquecido. A conversão e sempre um regresso ao amor de Deus. Deus perdoa porque nos ama. É por isso que o Seu amor se chama misericórdia. A Igreja, protegida pela Vossa solicitude maternal e guiada por este Pastor, tem de se afirmar, sempre mais, como Lugar da conversão e do perdão, porque nela a verdade exprime-se sempre na caridade.
Vós indicastes a oração como o caminho decisivo da conversão. Ensinai a Igreja, de que Sois membro e modelo, a ser, cada vez mais, um povo orante, em comunhão com o Santo Padre, o primeiro orante deste povo e também em comunhão silenciosa com o anterior Papa, Sua Santidade Bento XVI, que escolheu o caminho do orante silencioso, desafiando a Igreja para os caminhos da oração.
3. Na Vossa Mensagem aos Pastorinhos, aqui na Cova da Iria, pusestes em relevo o Ministério do Papa, “o Homem vestido de branco”. Três dos últimos Papas fizeram-se peregrinos do Vosso Santuário. Só Vós, Senhora, no Vosso amor maternal a toda a Igreja, podeis pôr no coração do Papa Francisco o desejo de ser peregrino deste Santuário. Não é algo que se lhe possa pedir por outras razões; só a cumplicidade silenciosa entre Vós e Ele o levara a sentir-se atraído por esta peregrinação na certeza de que será acompanhado por milhões de crentes, dispostos a ouvir de novo a Vossa Mensagem.
Aqui, neste Altar do mundo, ele poderá abençoar a humanidade, fazer sentir ao mundo de hoje que Deus ama todos os homens e mulheres do nosso tempo, que a Igreja os ama e que Vós, Mãe do Redentor, os conduzis com ternura aos caminhos da salvação.
Fátima, 13 de Maio de 2013
D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Consagrar o ministério do Papa a Nossa Senhora de Fátima significa confiar a Maria a sua pessoa, o seu ministério e as suas intenções para a reforma espiritual da Igreja e da sua missão hoje


Texto da consagração a Nossa Senhora de Fátima do Ministério do Papa Francisco


CONSAGRACIÓN A NUESTRA SEÑORA DE FÁTIMA DEL MINISTERIO DEL PAPA FRANCISCO

CONSACRAZIONE DEL MINISTERO DI PAPA FRANCESCO ALLA VERGINE DI FATIMA

Consecration to Our Lady of Fatima of the Ministry of Pope Francis


2013-05-13



Consagração a Nossa Senhora de Fátima do Ministério do Papa Francisco

2013-05-13







Conferência de Imprensa 12-05-2013 (Palavras do Sr. D. António)
2013-05-12




CONFERÊNCIA DE IMPRENSA


PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA INTERNACIONAL DE 13.05.2013




Esta peregrinação aniversária internacional de Maio acontece no decurso do Ano da Fé inaugurado pelo Papa emérito Bento XVI e continuado pelo Papa Francisco. Durante este ano, foram-nos dados a viver dias de grande importância para a história da Igreja, cheios de fortes emoções e de intensa alegria, com a renúncia de Bento XVI e a eleição de Francisco. Diante de nós temos, em breve, a realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e também a crise que atravessa toda a Europa e ameaça pôr em causa o projeto europeu.


Abro, pois, a conferência de imprensa focando estes pontos, com a consciência de que o centro de interesse desta peregrinação está polarizado na consagração a Nossa Senhora de Fátima do ministério do Papa Francisco, feita pelo senhor Cardeal D. José Policarpo, como também a consagração da JMJ feita pelo senhor Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta que preside à nossa peregrinação e a quem saúdo cordialmente.




O pontificado do Papa Francisco: um nome, um programa e um estilo


O Papa Francisco foi e é uma surpresa de Deus para a Igreja e a humanidade neste momento da história. O nome escolhido é ele mesmo indicador de um de um estilo e de um programa.


Francisco recorda-nos a ternura e a misericórdia de Deus para com todos, sem distinção de credo, de pertença social, política ou religiosa e, em particular, a predileção de Jesus pelos pobres e pela escolha da pobreza como estilo de vida. Sabe anunciar a esperança de um mundo melhor, de que é possível a simplicidade e a fraternidade, amar e sentir-se amado, e transmite paz e alegria.


Num mundo onde tudo tendia à procura do bem estar a todo o custo, onde a sobriedade e a partilha pareciam coisa rara, onde as atuais dificuldades aparecem ainda mais graves porque contradizem um otimismo pretensioso do progresso até há pouco dominante, o novo bispo de Roma recorda-nos que a única coisa que verdadeiramente conta é amar e ser amado e que foi isto precisamente o que Jesus nos veio dizer e tornar possível.


E como ninguém pode negar a imensa necessidade de amor que traz dentro de si, compreende-se como as palavras e os gestos do Papa Francisco chegam ao coração de todos. É como se uma onda de ternura nos apanhasse de surpresa e nos fizesse sentir unidos num abraço universal de que temos necessidade.


O beijo às crianças e às pessoas com deficiência, o olhar terno e o sorriso franco e espontâneo, a atenção aos pobres e excluídos, continuamente lembrada, são mensagens de vida e de esperança que não deixam de impressionar a todos nós mendigos do amor, sobretudo neste tempo pós-moderno caraterizado pelo desencanto e pela multidão de solidões.


O que é novo no Papa Francisco, amigo dos pobres, não é tanto a atenção à pobreza escolhida por Jesus na sua doação aos pobres, mas antes o facto de tornar credível como é possível ser pobre e servir os pobres hoje, mesmo do alto da cátedra mais autorizada do mundo.


E se isto nos toca a todos, como não há-de tocar os poderosos da terra, quantos têm responsabilidade de governo, quantos devem atender ao bem comum como absoluta prioridade do seu empenho?


Perante cada decisão que tomarem os nossos políticos em relação ao futuro de todos nós, respondam antes, por favor (como costuma dizer o Papa Francisco), à única pergunta fundamental: a opção que estou a fazer é para o bem dos pobres? E sou pobre nas opções que tomo, isto é, ponho o bem comum antes do meu interesse particular, do meu partido ou do meu grupo de poder?


Não há dúvida de que o Papa vindo do “fim do mundo” lança uma mensagem de luz e de esperança a todos os pobres da terra, a todas as situações que esperam justiça social e nova atenção. A Igreja e o mundo tinham necessidade de um homem assim! Com as suas palavras e os seus gestos de simplicidade evangélica, de proximidade, de fraternidade, de ternura e de misericórdia, já “escreveu” a sua primeira encíclica.


Consagrar o ministério do Papa a Nossa Senhora de Fátima situa-se bem dentro da mensagem em que a figura do “Homem vestido de branco” assume um lugar de relevo como Pastor universal da Igreja. Ao mesmo tempo, significa confiar a Maria a sua pessoa, o seu ministério e as suas intenções para a reforma espiritual da Igreja e da sua missão hoje, e para o serviço da humanidade globalizada em ordem a encontrar um rumo que a conduza a um mundo novo.




Memória grata do Papa emérito Bento XVI


A eleição do novo pontífice não pode deixar de evocar quanto fez o seu antecessor e a sua especial ligação a Fátima. Também ele com as palavras e os gestos da despedida “escreveu” a sua última encíclica prometida sobre a fé. Por tudo isto desejaria elevar aqui um preito de gratidão ao Papa emérito Bento XVI.


Obrigado, Papa Bento, por nos teres ensinado a ser humildes trabalhadores da vinha do Senhor; pela humildade e coragem da fé que te levou a retirar-te para que a servissem forças mais jovens; por teres escolhido permanecer junto à cruz, de modo diverso, ensinando que há diversas possibilidades de se configurar a Cristo.


Obrigado, porque a humildade de te esconderes no silêncio do mosteiro faz-nos compreender a riqueza e a necessidade da oração para a vitalidade da fé e da Igreja; porque, com a “cátedra da despedida”, nos ensinaste a ser livres frente ao prestígio dos cargos e nos recordaste que o poder na Igreja é serviço e fazer-se servo para todos.


Obrigado pela tua “última encíclica, não escrita”, mas ditada com a eloquência dos gestos, dos modos elegantes e serenos e da profecia messiânica; porque, confessando a tua falta de vigor físico, robusteceste a nossa fé; porque nos introduziste na escola de Cristo que guia a sua barca e está presente no meio do seu povo mesmo quando a navegação é difícil.


Obrigado, Papa Bento, que mergulhaste na oração como Moisés sobre o monte, com os braços levantados para o céu, a fim de interceder por nós e atrair o olhar de benevolência de Deus sobre a humanidade.


Obrigado, porque aqui em Fátima te fizeste peregrino connosco, nos fizeste ver a atualidade da mensagem “que toca a história precisamente no seu presente” e confidenciaste ao Bispo: “Não existe nada como Fátima em toda a Igreja católica no mundo!” Que Nossa Senhora de Fátima te abençoe e te guarde, como te desejou o Papa Francisco!




Paz e solidariedade para a Europa


Em 9 de maio passado, comemorámos o dia em que a grande aventura da unidade dos europeus começou. A paz e a solidariedade, objectivos chave da declaração de Schuman, em 9 de maio de 1950, são ainda mais essenciais em 2013, em que a crise económica que atravessamos atinge duramente a sociedade europeia e causa um grande sofrimento social na Europa, sobre as gerações presentes e futuras e sobre as pessoas mais vulneráveis. Ora, a responsabilidade social faz parte do processo económico, é uma chave para ganhar a confiança dos cidadãos no projeto europeu e, por isso, deve empenhar todos os responsáveis políticos, os parceiros sociais e todos os atores da vida social. “A gouvernance económica europeia deve ser contrabalançada por uma dimensão social””(Igrejas da UE).


Nesta peregrinação, em comunhão com os bispos da União Europeia, queremos confiar estes sofrimentos, anseios e novos desafios ao Coração Imaculado de Maria, Nossa Senhora da Europa.




Jornada Mundial da Juventude


Resta-me evocar a JMJ, de que nos falará D. Orani e cujos trabalhos ele vai confiar a Nossa Senhora de Fátima. Quero, pois, desejar o seu bom êxito, fazendo votos de que seja um forte momento de evangelização, uma expressão bela da alegria do evangelho, da jovialidade da fé e da juventude da Igreja, e que ajude os jovens a sonhar coisas novas, belas e grandes para renovar este mundo ameaçado de envelhecimento em vários sentidos. Que do Brasil e da América Latina venha um ar de frescura para a velha Europa!




† António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

fonte

sábado, 11 de maio de 2013

Video: Immagini del viaggio di Papa Benedetto XVI a Fatima


Visita à Capelinha das Aparições: oração de Bento XVI a Nossa Senhora de Fátima. Francese, Inglese, Italiano, Portoghese, Spagnolo, Tedesco.

Bento XVI:Mãe amabilíssima, Vós conheceis cada um pelo seu nome, com o seu rosto e a sua história, e a todos quereis com a benevolência maternal que brota do próprio coração de Deus Amor.

Pope Benedict XVI prays in front of the statue of the Virgin Mary 
at Fatima's Sanctuary, Wednesday, May 12 2010. The Pope arrived Tuesday 
for a four-day visit to Portugal.

Visita à Capelinha das Aparições: oração do Papa a Nossa Senhora


Coroada com a bala que feriu João Paulo II

FÁTIMA, terça-feira, 12 de maio de 2010 . Apresentamos, a seguir, a oração de Bento XVI ao chegar hoje a Fátima, durante sua visita à Capelinha das Aparições, do Santuário de Nossa Senhora.
* * *
Santo Padre:
Senhora Nossa
e Mãe de todos os homens e mulheres,
aqui estou como um filho
que vem visitar sua Mãe
e o faz na companhia
de uma multidão de irmãos e irmãs
.
Como sucessor de Pedro,
a quem foi confiada a missão
de presidir ao serviço
da caridade na Igreja de Cristo
e de confirmar a todos na fé
e na esperança,
quero apresentar ao vosso
Coração Imaculado
as alegrias e esperanças
e também os problemas e as dores
de cada um destes vossos filhos e filhas,

que se encontram na Cova da Iria
ou nos acompanham de longe.
Mãe amabilíssima,
Vós conheceis cada um pelo seu nome,
com o seu rosto e a sua história,
e a todos quereis com
a benevolência maternal
que brota do próprio coração de Deus Amor.
A todos confio e consagro a Vós,
Maria Santíssima,
Mãe de Deus e nossa Mãe.
  1. Pope Benedict XVI prays to the virgin of Fatima during his visit  
at Fatima's Sanctuary, Portugal, Wednesday, May 12, 2010. Pope Benedict 
XVI recalled Portugal's glorious past as a country of adventurers and 
missionaries who spread Catholicism around the globe in urging a 
rediscovery of...

Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 1)
Santo Padre:
O Venerável Papa João Paulo II,
que Vos visitou três vezes, aqui em Fátima,
e agradeceu a «mão invisível»
que o libertou da morte
no atentado de treze de Maio,
na Praça de São Pedro, há quase trinta anos,
quis oferecer ao Santuário de Fátima
uma bala que o feriu gravemente
e foi posta na vossa coroa de Rainha da Paz.É profundamente consolador
saber que estais coroada
não só com a prata
e o oiro das nossas alegrias e esperanças,
mas também com a bala
das nossas preocupações e sofrimentos.
Agradeço, Mãe querida,
as orações e os sacrifícios
que os Pastorinhos
de Fátima faziam pelo Papa,
levados pelos sentimentos
que lhes infundistes nas aparições.
Agradeço também todos aqueles que,
em cada dia,
rezam pelo Sucessor de Pedro
e pelas suas intenções
para que o Papa seja forte na fé,
audaz na esperança e zeloso no amor.
  1. Pope Benedict XVI prays in front of the statue of the Virgin Mary 
at Fatima's Sanctuary, Wednesday, May 12 2010. The Pope arrived Tuesday 
for a four-day visit to Portugal.

Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 2)
Santo Padre:
Mãe querida de todos nós,
entrego aqui no vosso Santuário de Fátima,
a Rosa de Oiro
que trouxe de Roma,
como homenagem de gratidão do Papa
pelas maravilhas que o Omnipotente
tem realizado por Vós
no coração de tantos que peregrinam
a esta vossa casa maternal.
Estou certo que os Pastorinhos de Fátima,
os Beatos Francisco e Jacinta
e a Serva de Deus Lúcia de Jesus
nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo
.
Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 5)
[© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana]
VISITA ALLA CAPPELLINA DELLE APPARIZIONI

PREGHIERA ALLA MADONNA

Cappellina delle Apparizioni - Fátima
Mercoledì, 12 maggio 2010

domingo, 14 de abril de 2013

Papa Francesco e Fatima: "che dobbiamo aspettarci?" (A. Socci) Pontificado do Papa Francisco será consagrado a Nossa Senhora de Fátima

Papa Francesco e Fatima: "che dobbiamo aspettarci?" (A. Socci)

IL NUOVO PAPA E

IL TERZO SEGRETO DI FATIMA

di Antonio Socci
pubblicato su "Libero" del 14 aprile 2013
Papa Bergoglio è alle prese col giallo del “quarto segreto” di Fatima, la misteriosa parte della profezia della Madonna che non sarebbe ancora stata pubblicata? Lo si evince da una serie di eventi sorprendenti di questi giorni.
L’EVENTO
Prima di esporli ricordiamo l’antefatto. Nel pieno della Prima guerra mondiale la Madonna appare, il 13 maggio 1917, a Fatima, in Portogallo, a tre pastorelli: Lucia dos Santos e i due cuginetti Francesco e Giacinta Marto.
L’evento si ripete ogni 13 del mese, fino al 13 ottobre di quell’anno, quando la Madre di Cristo dà il “segno” richiesto – come sfida – dai giornali laici e dai commentatori del tempo: il sole che vortica nel cielo.
Nell’apparizione del 13 luglio la Madonna aveva affidato ai bambini un messaggio per il mondo intero, una grande profezia di ciò che sarebbe accaduto di lì a poco se l’umanità non fosse tornata a Dio: la rivoluzione comunista in Russia, la diffusione del comunismo in tutto il mondo, grandi persecuzioni sulla Chiesa e infine una nuova e più terribile guerra mondiale col genocidio di popoli (si avverò tutto).
La terza parte di quel messaggio del luglio 1917, che – secondo l’indicazione della Madonna – doveva essere rivelata nel 1960, fu invece secretata nel 1959 da Giovanni XXIII.
Fiorirono così per anni attorno ad essa paure apocalittiche e ipotesi di ogni genere.
LO SVELAMENTO
Nel 2000 Giovanni Paolo II decise di rendere pubblico il Terzo Segreto: in quel testo suor Lucia descrisse la visione del “vescovo vestito di bianco”, la sua dolente Via Crucis in una città distrutta, in mezzo ai cadaveri, infine il suo martirio, sul monte della Croce, insieme a tanti vescovi e fedeli.
Era stato l’allora monsignor Bertone a istruire la pratica della pubblicazione del Segreto. Ma in quella istruttoria, nella pubblicazione e nell’interpretazione di quel testo molte erano le falle.
Nel mio libro “Il quarto segreto di Fatima”, uscito nel novembre 2006, mostrai le tante contraddizioni e gli indizi che inducevano a pensare che quel terzo segreto fosse incompleto: mancava un testo, di cui si conoscevano alcune caratteristiche, contenente le parole profetiche della Madonna sulla Chiesa e sul mondo di oggi.
Riferivo pure che l’antico segretario di Giovanni XXIII, monsignor Capovilla, testimone diretto degli eventi, in una conversazione con Solideo Paolini aveva accennato proprio all’esistenza di quel testo misterioso.
Nel maggio 2007 Bertone, nel frattempo diventato Segretario di Stato vaticano, uscì con un suo libro-intervista dove ribadiva la versione sua (e non solo sua), senza però dare una sola risposta alle tante domande e ai dubbi.
Qualche giorno dopo partecipò a una trasmissione tv durante la quale – senza contraddittorio – ripeté la sua idea e mostrò le buste aperte nel 2000 e contenenti il terzo segreto.
Questo “coup de théatre”, che avrebbe dovuto confutare ogni dubbio, fu però un autogol. Infatti fu facile osservare che su quelle buste mancava qualcosa che doveva esserci.
Perché monsignor Capovilla aveva riferito, un’intervista di alcuni anni prima, che quando – nel 1959 – papa Roncalli lesse il Terzo segreto e decise di secretarlo, disse allo stesso Capovilla di “richiudere la busta” scrivendoci sopra “non dò nessun giudizio” perché il messaggio “può essere una manifestazione del divino e può non esserlo”.
Ebbene questa scritta, di pugno di Capovilla, nelle buste mostrate in tv non c’era. Perché? Bertone non dette risposta. Evidentemente c’era un’“altra” busta che conteneva la parte controversa.
Di lì a pochi giorni lo stesso Capovilla, interpellato da Paolini, confermò l’esistenza di qualcos’altro: un “allegato”.
Qualcosa che – secondo Capovilla, che faceva suo lo scetticismo di Roncalli – non proveniva dalla Madonna, ma era piuttosto una “riflessione” della suora “sul vescovo vestito di bianco”.
E’ la parte mai rivelata del terzo segreto che – dalle testimonianze dei pochi che la lessero – pare essere esplosiva. Del resto ad aprire nuovi scenari sul terzo segreto è stato lo stesso Benedetto XVI nel maggio 2010.
Il Segretario di Stato infatti aveva ripetuto fino ad allora che esso riguardava l’attentato a Wojtyla del 1981 e si era già tutto realizzato e scriveva polemicamente a pagina 79 del suo volume: “L’accanimento mediatico è quello di non volersi capacitare che la profezia non è aperta sul futuro, è consegnata al passato. Non ci si vuole arrendere all’evidenza”.
Invece papa Benedetto XVI affermò l’esatto opposto: “Si illuderebbe chi pensasse che la missione profetica di Fatima sia conclusa”.
Disse queste parole nel pieno dello scandalo pedofilia, durante un improvviso pellegrinaggio a Fatima, il 13 maggio 2010, davanti al Santuario.
BENEDETTO INDICA IL FUTURO
In quella circostanza egli inserì nella profezia del Terzo segreto proprio lo scandalo della pedofilia, culmine di una drammatica crisi del sacerdozio e della Chiesa.
Ed è evidente che tale scandalo non poteva essere compreso nella visione rivelata nel 2000 (dove non c’è traccia di esso), ma in un’altra parte che è tuttora da pubblicare.
Benedetto XVI disse infatti: “oltre questa grande visione della sofferenza del Papa, che possiamo in prima istanza riferire a Papa Giovanni Paolo II, sono indicate realtà del futuro della Chiesa che man mano si sviluppano e si mostrano… e quindi sono sofferenze della Chiesa che si annunciano… Quanto alle novità che possiamo oggi scoprire in questo messaggio, vi è anche il fatto che non solo da fuori vengono attacchi al Papa e alla Chiesa, ma le sofferenze della Chiesa vengono proprio dall’interno della Chiesa, dal peccato che esiste nella Chiesa”.
Come si vede Benedetto XVI evitò di indicare l’attentato del 1981 come “la” realizzazione del terzo segreto e collocò il compimento del Terzo segreto steso negli anni successivi all’attentato del 1981 e nel nostro stesso futuro: “sono realtà del futuro che man mano si sviluppano e si mostrano… sofferenze della Chiesa che si annunciano”.
E’ il contrario di quanto affermato dal Segretario di Stato. Benedetto XVI addirittura fece capire che il “trionfo del Cuore Immacolato di Maria” annunciato a Fatima dalla Madonna stessa, come conclusione della sua profezia, non poteva essere identificato nella mera caduta del comunismo del 1989, ma doveva ancora realizzarsi.
Il Papa infatti nel maggio 2010 disse: “Possano questi sette anni che ci separano dal centenario delle Apparizioni (2017) affrettare il preannunciato trionfo del Cuore Immacolato di Maria a gloria della Santissima Trinità”.
Evidentemente per Benedetto XVI stavano per arrivare gli anni decisivi. Questi.
PAPA FRANCESCO E FATIMA
Ed eccoci ad oggi. Papa Ratzinger, ormai 85enne, sente mancargli le forze di fronte alla sfida dei tempi e rinuncia al pontificato l’11 febbraio, festa della Madonna di Lourdes.
Il successore viene eletto il 13 marzo successivo (il giorno 13 del mese richiama la devozione di Fatima). Molti riflettono sulla misteriosa espressione del Terzo segreto: “il vescovo vestito di bianco”. Di cui suor Lucia scriveva: “abbiamo avuto il presentimento che fosse il Santo Padre”.
Ci si chiede se quelle parole possano riferirsi al papa dimissionario. O al successore che ama definirsi “vescovo di Roma”.
Lo stesso papa Francesco, devoto a Maria (a cui dedica la sua prima uscita), cita Fatima all’Angelus del 17 marzo. Poi una decina di giorni fa un episodio sorprendente. Papa Bergoglio telefona a monsignor Capovilla, ormai novantenne, che vive nella bergamasca. Lo vuole incontrare.
Capovilla aderisce. Questo strano incontro e i suoi contenuti restano tuttora avvolti nel mistero. Perché nel primo mese del suo pontificato il Papa ha sentito il bisogno di vedere riservatamente l’antico segretario di Roncalli? Per quale urgenza?
Infine tre giorni fa, a un mese esatto dalla sua elezione, un annuncio a sorpresa: papa Francesco ha chiesto al patriarca di Lisbona, il cardinale José Policarpo, di consacrare il suo pontificato alla Madonna di Fatima.
Cosa significa? E che dobbiamo aspettarci?
Antonio Socci
Da “Libero”, 14 aprile 2013
 
Pontificado do Papa Francisco será consagrado a Nossa Senhora de Fátima

Fátima (RV) – No dia 13 de maio em Fátima, em celebração para a qual é convidado todo o povo de Deus, o pontificado do Papa Francisco será consagrado a Nossa Senhora de Fátima.

Como resposta ao pedido apresentado pelo Papa ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, para que este consagrasse o seu pontificado a Nossa Senhora de Fátima, os bispos portugueses decidiram que esta consagração se fará no próximo dia 13 de maio.

O Santuário anuncia que a consagração será inserida no programa da peregrinação internacional de 12 e 13 de maio, no dia 13, em momento a ser ainda definido.

A peregrinação internacional aniversária de maio, nos 96 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos videntes Lúcia, Francisco e Jacinta, será presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.
(CM)

http://pt.radiovaticana.va/