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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

BENTO XVI: a oração confiante de um crente constitui um testemunho vivo desta presença de Deus no mundo, do seu interessar-se pelo homem, do seu agir para realizar o seu plano de salvação.

PAPA BENTO XVIAUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VIQuarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

A oração diante da acção benéfica e curadora de Deus
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje gostaria de meditar convosco a respeito da oração de Jesus, vinculada à sua prodigiosa actividade de cura. Nos Evangelhos são apresentadas várias situações em que Jesus reza diante da acção benéfica e curadora de Deus Pai, que age através dele. Trata-se de uma oração que, mais uma vez, manifesta a relação singular de conhecimento e de comunhão com o Pai, enquanto Jesus se deixa envolver com grande participação humana na dificuldade dos seus amigos, por exemplo de Lázaro e da sua família, ou dos numerosos pobres e enfermos que Ele deseja ajudar concretamente.
Um caso significativo é a cura do surdo-mudo (cf. Mc 7, 32-37). A narração do evangelista Marcos — que há pouco ouvimos — demonstra que a acção curadora de Jesus está ligada a uma sua relação intensa, quer com o próximo — o doente — quer com o Pai. A cena do milagre é descrita atentamente assim: «Jesus tomou-o à parte, afastando-se da multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com a saliva. Levantando os olhos ao céu, suspirou dizendo-lhe: “Effatá”!, que quer dizer “Abre-te”!» (7, 33-34). Jesus deseja que a cura se verifique «à parte, afastando-se da multidão». Isto não parece devido unicamente ao facto de que o milagre se deve conservar escondido das pessoas, para evitar que se formem interpretações limitativas ou deturpadas da pessoa de Jesus. A escolha de levar o doente «à parte» faz com que, no momento da cura, Jesus e o surdo-mudo se encontrem sozinhos, aproximados por uma relação singular. Com um gesto, o Senhor toca os ouvidos e a língua do doente, ou seja, os lugares específicos da sua enfermidade. A intensidade da atenção de Jesus manifesta-se também nos traços insólitos da cura: Ele emprega os seus dedos e até a própria saliva. Também o facto de que o Evangelista cite a palavra original, pronunciada pelo Senhor — «Effatá», ou seja, «Abre-te!» — põe em evidência o carácter singular desta cena.
Mas o ponto central deste episódio é o facto de que Jesus, no momento de realizar a cura, procura directamente a sua relação com o Pai. Com efeito, a narração diz que Ele, «levantando os olhos ao céu, suspirou» (v. 34). A atenção ao enfermo, o cuidado de Jesus para com ele estão ligados a uma profunda atitude de oração dirigida a Deus. E a emissão do suspiro é descrita com um verbo que no Novo Testamento indica a aspiração a algo de bom que ainda falta (cf. Rm 8, 23).

 Então, o conjunto da narração demonstra que o envolvimento humano com o enfermo leva Jesus à oração. Mais uma vez sobressai a sua relação singular com o Pai, a sua identidade de Filho Unigénito. Nele, através da sua pessoa, torna-se presente o agir curador e benéfico de Deus. Não é por acaso que o comentário conclusivo das pessoas, depois do milagre, recorda a avaliação da criação no início do Génesis: «Ele fez bem todas as coisas» (Mc 7, 37). Na obra curadora de Jesus sobressai de modo claro a oração, com o seu olhar voltado para o Céu. A força que curou o surdo-mudo é, sem dúvida, provocada pela compaixão por ele, mas provém do recurso ao Pai. Encontram-se estas duas relações: a relação humana de compaixão para com o homem, que entra em relação com Deus, tornando-se assim cura.
Na narração joanina da ressurreição de Lázaro, esta mesma dinâmica é testemunhada com uma evidência ainda maior (cf. Jo 11, 1-44). Também aqui se entrelaçam, por um lado, o vínculo de Jesus com um amigo e com o seu sofrimento e, por outro, a relação filial que Ele mantém com o Pai. A participação humana de Jesus na vicissitude de Lázaro contém características particulares. Em toda a narração é reiteradamente recordada a amizade com ele, mas também com as irmãs Marta e Maria. O próprio Jesus afirma: «Lázaro, nosso amigo, está a dormir, mas vou despertá-lo» (Jo 11, 11). O afecto sincero pelo amigo é evidenciado inclusive pelas irmãs de Lázaro, assim como pelos judeus (cf. Jo 11, 3; 11, 36), manifesta-se na comoção profunda de Jesus à vista da dor de Marta e Maria e de todos os amigos de Lázaro, e desabrocha no desatar em lágrimas — tão profundamente humano — no aproximar-se do túmulo: «Então... ao vê-la [Marta] chorar, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: “Onde o pusestes?”. Responderam-lhe: “Senhor, vinde ver!”. Jesus pôs-se a chorar» (Jo 11, 33-35).
Este vínculo de amizade, a participação e a emoção de Jesus diante do sofrimento dos parentes e dos conhecidos de Lázaro está ligado em toda a narração a uma relação contínua e intensa com o Pai. Desde o início, este acontecimento é interpretado por Jesus em relação à sua própria identidade e missão, e à glorificação que O espera. Com efeito, à notícia da doença de Lázaro, Ele comenta: «Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus» (Jo 11, 4). Também o anúncio da morte do amigo é acolhido por Jesus com profunda dor humana, mas sempre em clara referência à relação com Deus e com a missão que Ele lhe confiou; e diz: «Lázaro morreu. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que acrediteis» (Jo 11, 14-15). O momento da oração explícita de Jesus ao Pai diante do túmulo constitui a conclusão natural de toda a vicissitude, inserida neste dúplice contexto da amizade com Lázaro e da relação filial com Deus. Também aqui as duas relações caminham juntas. «Levantando os olhos ao alto, Jesus disse: “Pai, rendo-te graças, porque me ouviste!”» (Jo 11, 41): é uma eucaristia. A frase revela que Jesus não interrompeu nem sequer por um instante a oração de pedido pela vida de Lázaro. Pelo contrário, esta oração contínua revigorou o vínculo com o amigo e, contemporaneamente, confirmou a decisão de Jesus de permanecer em comunhão com a vontade do Pai, com o seu plano de amor, no qual a doença e a morte de Lázaro devem ser consideradas como um âmbito no qual se manifesta a glória de Deus.
Estimados irmãos e irmãs, lendo esta narração, cada um de nós é chamado a compreender que na oração de pedido ao Senhor não devemos esperar um cumprimento imediato daquilo que nós pedimos, da nossa vontade, mas devemos confiar-nos sobretudo à vontade do Pai, interpretando cada acontecimento na perspectiva da sua glória, do seu desígnio de amor, muitas vezes misterioso aos nossos olhos. Por isso, na nossa oração, o pedido, o louvor e a acção de graças deveriam amalgamar-se, mesmo quando nos parece que Deus não corresponde às nossas expectativas concretas.

O abandonar-se ao amor de Deus, que nos precede e nos acompanha sempre, é uma das atitudes fundamentais do nosso diálogo com Ele. O Catecismo da Igreja Católica comenta assim a oração de Jesus na narração da ressurreição de Lázaro: «Apoiada na acção de graças, a oração de Jesus revela-nos como devemos pedir: antes de lhe ser dado o que pede, Jesus adere Àquele que dá, e se dá nos seus dons. O Doador é mais precioso que o dom concedido, é o “tesouro”, e é n’Ele que está o coração do Filho; o dom é dado “por acréscimo”» (cf. Mt 6, 21; e 6, 33)» (n. 2.604).

 Isto parece-me muito importante: antes que o dom seja concedido, aderir Àquele que doa; o doador é mais precioso que o dom. Por conseguinte, também para nós, além daquilo que Deus nos concede quando O invocamos, o maior dom que Ele nos pode oferecer é a sua amizade, a sua presença, o seu amor. Ele é o tesouro precioso que devemos pedir e conservar sempre.
A oração que Jesus pronuncia, enquanto retiram a pedra da entrada do túmulo de Lázaro, apresenta também um desenvolvimento singular e inesperado. Com efeito Ele, depois de ter dado graças a Deus Pai, acrescenta: «Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está ao redor, para que creiam que Tu me enviaste» (Jo 11, 42). Com a sua oração, Jesus deseja conduzir à fé, à confiança total em Deus e na sua vontade, e quer mostrar que este Deus, que amou de tal modo o homem e o mundo, que chegou a enviar o seu único Filho (cf. Jo 3, 16), é o Deus da Vida, o Deus que traz a esperança e é capaz de inverter as situações humanamente impossíveis. 

Então, a oração confiante de um crente constitui um testemunho vivo desta presença de Deus no mundo, do seu interessar-se pelo homem, do seu agir para realizar o seu plano de salvação.
As duas orações de Jesus agora meditadas, que acompanham a cura do surdo-mudo e a ressurreição de Lázaro, revelam que o profundo vínculo entre o amor a Deus e o amor ao próximo deve entrar também na nossa oração. Em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, a atenção pelo outro, de maneira especial se é necessitado e sofredor, o comover-se diante da dor de uma família amiga, levam-no a dirigir-se ao Pai, naquela relação fundamental que orienta toda a sua vida. Mas também vice-versa: a comunhão com o Pai, o diálogo constante com Ele, impele Jesus a estar atento de modo singular às situações concretas do homem, para ali levar a consolação e o amor de Deus. A relação com o homem guia-nos rumo à relação com Deus, e a relação com Deus orienta-nos de novo para o próximo.
Caros irmãos e irmãs, a nossa oração abre a porta a Deus, que nos ensina a sair constantemente de nós mesmos para sermos capazes de nos aproximar-nos do outro, especialmente nos momentos de provação, para lhes levar a consolação, a esperança e a luz.
O Senhor nos conceda ser capazes de uma oração cada vez mais intensa, para fortalecer a nossa relação pessoal com Deus Pai, abrir o nosso coração às necessidades daqueles que estão ao nosso lado e sentir a beleza de ser «filhos no Filho», juntamente com muitos irmãos. Obrigado!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

BENTO XVI:Jesus se dirige a Deus chamando-o “Pai”. Este termo expressa a consciência e a certeza de Jesus de ser “o Filho”, em comunhão íntima e constante com Ele, e este é o ponto central e a fonte de toda oração de Jesus.


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de dezembro de 2011(ZENIT.org) - Apresentamos a catequese do Papa Bento XVI na Audiência de hoje que aconteceu na sala Paulo VI, e sua saudação aos peregrinos de língua portuguesa.
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Queridos irmãos e irmãs,
Os evangelistas Mateus e Lucas (cf. Mt 11,25-30 e Lc 10, 21-22) nos transmitiu uma "jóia" da oração de Jesus, que geralmente é chamado de Hino de júbilo ou Hino de júbilo messiânico. Este se trata de uma oração de gratidão e louvor, como acabamos de ouvir. No grego original do Evangelho o verbo que inicia este hino, que expressa a atitude de Jesus quando se volta ao Pai, é exomologoumai, muitas vezes traduzida como "louvor" (Mt 11,25 e Lc 10,21). Mas nos escritos do Novo Testamento esse verbo indica principalmente duas coisas: a primeira é "conhecimento mais profundo" - por exemplo, João Batista pedia para reconhecer profundamente seus próprios pecados àqueles que vinham  até ele para ser batizado (cf. Mt 3, 6) -; a segunda coisa é "concordar." Assim, a expressão com a qual Jesus começa sua oração contém o seu reconhecimento profundo, pleno, a ação de Deus Pai, e juntos, em totalidade, consciente e alegre acordo com esta maneira de agir, com o projeto do Pai. O hino de júbilo é o ápice de um caminho de oração que emerge claramente a profunda e íntima comunhão de Jesus com a vida do Pai no Espírito Santo e manifesta a sua filiação divina.
Jesus se dirige a Deus chamando-o “Pai”. Este termo expressa a consciência e a certeza de Jesus de ser “o Filho”, em comunhão íntima e constante com Ele, e este é o ponto central e a fonte de toda oração de Jesus. Vemos isso claramente na última parte do Hino que ilumina todo o texto. Jesus diz: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Lc 10, 22). Jesus afirma então que só “o Filho" conhece realmente o Pai. Qualquer conhecimento entre pessoas – todos experimentamos em nossos relacionamentos humanos - exige um compromisso, algum vínculo interior entre quem conhece e o conhecido, em um nível mais ou menos profundo: não podemos conhecer, sem uma comunhão do ser. No hino de júbilo, como em toda a sua oração, Jesus mostra que o verdadeiro conhecimento de Deus pressupõe a comunhão com ele: somente em comunhão com o outro começo a conhecer; e assim também com Deus, somente se eu tiver um contato verdadeiro, se estiver em comunhão, posso também conhecê-lo. Assim, o conhecimento verdadeiro é reservado ao "Filho", o Unigênito, que está desde sempre no seio do Pai (cf. Jo 1,18), em perfeita unidade com Ele. Somente o Filho conhece realmente Deus, estando em comunhão íntima com o ser; somente o Filho pode revelar realmente quem é Deus
O nome "Pai" é seguido por um segundo título, "Senhor do céu e da terra." Jesus, com esta expressão, recapitula a fé na criação e faz ressoar nas primeiras palavras da Sagrada Escritura: "No princípio Deus criou o céu e a terra" (Gen 1.1). Rezando, Ele recorda a grande narração bíblica da história de amor de Deus pelo homem, que inicia com o ato da criação. Jesus se insere nessa história de amor, é o cume e a realização. Na sua experiência de oração, a Sagrada Escritura é iluminada e revive na sua completa amplitude: anúncio do mistério de Deus e resposta do homem transformado. Mas através da expressão: "Senhor do céu e da terra", também reconhecemos que em Jesus, como o Revelador do Pai, é reaberta ao homem a possibilidade de acesso a Deus.
Agora, nos perguntemos: a quem o Filho quer revelar os mistérios de Deus? No início do Hino Jesus expressa sua alegria que a vontade do Pai é esconder estas coisas aos sábios e inteligentes e revelá-las aos pequeninos (cf. Lc 10:21). Nesta expressão de sua oração, Jesus manifesta sua comunhão com a decisão do Pai, que abre seus mistérios para aqueles que têm o coração simples: a vontade do Filho é uma coisa só com aquela do Pai. A revelação divina não é segundo a lógica terrena, na qual os homens cultos e poderosos, que possuem conhecimentos importantes os transmitem aos mais simples, aos menores. Deus utilizou um outro estilo: os destinatários da sua comunicação foram justamente os "pequeninos". Esta é a vontade do Pai,  e o Filho a compartilha com alegria. Diz o Catecismo da Igreja Católica: "Sua exclamação:”Sim, Pai! ”exprime a profundidade do seu coração, a sua adesão ao beneplácito do Pai, como eco do “Fiat” de sua mãe no momento da sua concepção e como prelúdio ao que Ele diria ao Pai em sua agonia. Toda a oração de Jesus está nesta amorosa adesão de seu coração humano ao mistério "de ... vontade "do Pai (Ef 1.9)" (2603). Daí deriva a invocação que dirigimos a Deus no Pai Nosso: "Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu": com Cristo e em Cristo, também nós pedimos para entrar em sintonia com a vontade do Pai, nos tornando assim também nós seus filhos. 

Jesus, portanto, neste Hino de júbilo manifesta a vontade de envolver  em seu conhecimento filial de Deus  todos aqueles que o Pai quer tornar participantes; e aqueles que acolhem este dom são os "pequeninos".
Mas o que significa ser "pequenino", simples? Qual é a "pequenez" que abre o homem a intimidade filial com Deus e a acolher sua vontade? Qual deve ser a atitude de fundo na nossa na oração? Vejamos o "Sermão da Montanha", onde Jesus afirma: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mateus 5.8). É a pureza do coração que permite reconhecer o rosto de Deus em Jesus Cristo; é ter o coração simples como o das crianças, sem a presunção de quem se fecha em si mesmo, pensando que não precisa de ninguém, nem mesmo Deus.

É interessante notar também a ocasião em que Jesus irrompe neste Hino ao Pai. Na narração evangélica de Mateus é a alegria porque, apesar das oposições e rejeições, existem "pequenos" que aceitam a sua palavra e se abrem ao dom da fé Nele. O Hino de Júbilo, de fato, é precedido pelo contraste entre o elogio de João Batista, um dos "pequenos" que reconheceram a ação de Deus em Cristo Jesus(cf. Mt 11,2-19), e a repreensão pela descrença das cidades do lago, “onde tinha feito grande número de seus milagres"(cf. Mt 11,20-24). O júbilo, portanto, é visto por Mateus em relação às palavras com as quais Jesus observa a eficácia de sua palavra e de sua ação: "Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres. Bem-aventurado aquele para quem eu não for motivo de escândalo"(Mt 11,4-6).
São Lucas também apresenta o Hino de júbilo em relação com um momento de desenvolvimento do anúncio do Evangelho. Jesus enviou "os setenta e dois discípulos" (Luc10.1) e eles partiram com uma sensação de medo para o possível fracasso de sua missão.Lucas também enfatiza a rejeição encontrada nas cidades onde o Senhor pregou e realizou sinais prodigiosos. Mas os setenta e dois discípulos retornaram plenos de alegria, porque a missão deles foi bem sucedida; eles constataram que, com o poder da palavra de Jesus, os males do homem são vencidos. E Jesus compartilha a satisfação deles: “na mesma hora", naquele momento, Ele exultou de alegria.
Há ainda duas coisas que eu gostaria de enfatizar. O evangelista Lucas introduz a oração com a observação: "Jesus exultou de alegria no Espírito Santo" (Lc 10:21). Jesus se alegra a partir do íntimo de si, no que há de mais profundo: a comunhão única de conhecimento e de amor com o Pai, a plenitude do Espírito Santo.Envolvendo-nos na sua filiação, Jesus nos convida a abrir-nos à luz do Espírito Santo, porque - como afirma o apóstolo Paulo - "(Nós) não sabemos... orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede com gemidos inefáveis ...segundo Deus "(Rm 8:26-27) e nos revela o amor do Pai. No Evangelho de Mateus, após o Hino de júbilo, encontramos um dos apelos mais cordiais de Jesus: "Vinde a mim todos vós que estais cansados ​​e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). Jesus pede para ir a Ele, que é a verdadeira sabedoria, a Ele que é "manso e humilde de coração"; propõe "o seu jugo", o caminho da sabedoria do Evangelho que não é uma doutrina para aprender ou uma proposta  ética, mas uma Pessoa a seguir: Ele mesmo, o Filho Unigênito  em perfeita comunhão com o Pai.
Queridos irmãos e irmãs, provamos por um momento a riqueza desta oração de Jesus. Também nós, com o dom do seu Espírito, podemos voltar para Deus em oração, com confiança filial, invocando o nome do Pai, "Abba!". Mas devemos ter o coração dos pequeninos, dos "pobres em espírito" (Mat5.3), para reconhecer que não somos auto-suficientes, que não podemos construir nossas vidas sozinhos, mas necessitamos de Deus, precisamos encontrá-lo, escutá-lo,  e falar com ele. A oração abre-nos para receber o dom de Deus, sua sabedoria, que é o próprio Jesus, para fazer a vontade do Pai em nossas vidas e assim encontrar descanso no cansaço da nossa jornada. Obrigado.
***
(Saudação em português)
A todos os presentes de língua portuguesa, a minha grata saudação de boas-vindas a este nosso encontro, que tem lugar na véspera da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Sobre os passos da vossa peregrinação terrena, vele carinhosa a Virgem Mãe para, com Ela e como Ela, serdes os «pequeninos» de Deus e deste modo sairdes vencedores das ciladas da serpente infernal. Como penhor dos favores do Alto para vós e vossos entes queridos, dou-vos a minha Bênção.

domingo, 14 de dezembro de 2014

The Heart of Love is a method of meditation and prayer that works with the most profound and powerful teachings of Jesus


The Heart of Love

  Welcome to the Way of the Heart!TOur Lady of Fatima
I’d like to begin this blog with a spiritual practic that can be used to directly engage the mystical Way of the Heart.  The Heart of Love is a method of meditation and prayer that works with the most profound and powerful teachings of Jesus:
You shall love the Lord your God with all your heart, with all your soul, and with all your mind. This is the first and great commandment, and the second is like it, that you shall love your neighbor as yourself.
As you have done to the least of these my brethren, you have done to me.
This is my commandment, that you love one another as I have loved you.
It takes very little reflection to know this method involves everything taught in the quote above: Love for God and our fellow souls is at once the motive force, the immediate sentiment, and the practical aim of this work.  It makes use of our human intelligence in the most graceful and subtle of ways – an internal cultivation of love that stimulates a more living and visible operation of hope and faith in our relationships with others.  It puts the Way of the Heart into immediate practice.
This method is developed through four phases.  It is recommended that the first phase be practiced alone for at least a week, and then each phase can be successively added over a period of several weeks until you are finally practicing all four phases in each sitting.  Once a working familiarity has been developed with each phase, then the practitioner may place more or less emphasis on various phases, and even rearrange them, as desired. Some people might find this method suitable as the mainstay of their regular devotionals and inner work, while others might prefer to use it less routinely.  This method is an excellent practice for anyone who wishes to serve in spiritual healing, for it helps in keeping one’s soul open to the flow of higher energies and tends to infuse one’s healing prayers with the special sweetness of selfless love.
Phase One: The Heart of Love Received from the Exemplar
It is always advisable to begin and end such work with a mindful ritual such as lighting a candle and perhaps some incense, and crossing oneself. After settling into a centered and peaceful state of meditation, offer a prayer of submission to the Divine Will, expressing your desire to know and serve it through love.
Next, call to mind the image of someone you consider to be a great historical embodiment and exemplar of love.  For many Christians, Jesus will be the only suitable figure, though others may be attracted to another, such as Mother Mary, St. Francis of Assisi, or Mother Theresa.  Imagine this person standing in front of you with a loving smile.  See within his or her chest a flaming heart, radiating love out through the whole body in rich hues of pink, ruby and golden light, like a splendid sunrise.
Our Lady of Fatima
Feel the warmth on your face and chest. Let yourself respond emotionally to this great soul’s love, smiling in return.  Imagine your exemplar reaching out to cup your heart in his or her hands, and the flames of love flowing into and igniting your own heart. If you feel moved to weep with gratitude, or smile or laugh with joy, allow that to happen as you continue to meditate upon this person as an embodiment of Divine Love, a living vessel through which God loves the world, including you.  To accept this love is itself an act of love for God, for the exemplar, and for yourself.  You may speak with your exemplar if you wish.
In your meditation, consider that to ancient people the heart was not merely symbolic of emotions, but was also the seat of intuition, inspiration, beauty, peace and harmony.  There is much to discover here about the nature of love, which includes far more than our feelings of affection and sympathy.
When you are ready to end the meditation, simply let the image fade.  Offer a final prayer of thanks and return your consciousness to the external world, though now infused with an elevated awareness of love.
While most people report this exercise to be positive and uplifting, some people may also find themselves challenged by various kinds of discomfort with the work.  For example, feelings of unworthiness, guilt or shame may arise.  It is important to simply be aware of all our feelings, both pleasing and uncomfortable, accepting them as indicators of deeper processes occurring within our hearts and minds.  In effect, they present us with opportunities to learn more of what we really believe about ourselves and our relationships with the Divine.  In response to such observations, it is important to remember that accepting the infinite grace of Divine Love is not about using the head to strategize a path toward righteous worthiness, but is rather about simply opening the heart to the immediate fact of God’s freely given mercy and affection.  With this understanding, where we find self-condemning thoughts and feelings of self-loathing, we have the opportunity to practice acceptance, forgiveness and healing of our own humanity, as well as truly nurturing ourselves toward more virtuous living.read...

sábado, 6 de dezembro de 2014

Maria :Voglio riversare i miei doni come un fiume possente, ma perché sprecare queste acque, se i cuori non sono pronti a ricevere? Prima di ogni altra cosa, devo versare il dono della fede.

Maria: Nessuno capisce tutti i doni che Gesù ha posto nel mio Cuore Immacolato. Aspettano lì, sempre pronti per essere donati. Sono l’unico mezzo di salvezza dell’uomo, perché tutte le grazie di Gesù devono passare attraverso le mie mani.

27 novembre 2014
Maria
Voglio rivelare al mondo intero i tesori che Gesù ha posto nel mio Cuore. Cominciò a mettere queste ricchezze dal primo momento della mia Immacolata Concezione. Egli versò tesori infiniti durante i nove mesi in cui ha vissuto nel mio grembo. Tuttavia, è stato durante la sua vita terrena che mi ha dato i doni più grandi.
In primo luogo, ho visto il suo piccolo viso e le mani. Più tardi, ho sentito le sue parole, che hanno rivelato tanto dei suoi pensieri e desideri. Infine, lo ho visto predicare e guarire. Poi, ci fu il viaggio a Gerusalemme e la sua morte in croce. Ogni momento, le sue ricchezze si sono moltiplicate dentro di me.
Dopo la sua risurrezione, apparve a me e mi ha impartito la sua gloria di risorto. In seguito, Gesù ha mandato il suo Spirito durante la Pentecoste. Lo Spirito mi ha inabitato tutti i giorni della mia vita, alla fine assumendomi, corpo e anima, in cielo, dove ero vestita di Sole.
Ho accumulato tutte queste ricchezze, come una madre per la salvezza per i suoi figli. Io le rivelo di modo che le possiate ricevere. Ci vorrà del tempo. Proseguirò lentamente e spiegherò ogni tesoro. Non basta però ascoltare. È necessario compiere sforzi per riceverli.
Commento: Se riceviamo i tesori della Madonna rimarremo fedeli alla volontà di Dio.
28 novembre 2014
Maria
Nessuno capisce tutti i doni che Gesù ha posto nel mio Cuore Immacolato. Aspettano lì, sempre pronti per essere donati. Sono l’unico mezzo di salvezza dell’uomo, perché tutte le grazie di Gesù devono passare attraverso le mie mani.
Il Padre celeste ha decretato un’era mariana. Questa è iniziata quando ho rivelato la medaglia miracolosa a Santa Caterina Labouré (1831). Poco dopo, Papa Pio IX dichiarò il dogma della mia Immacolata Concezione (1854). Tutto è stato preparato per le grandi apparizioni di Fatima (1917). L’era mariana è stata completamente avviata.
Molto presto, il 100° anniversario di Fatima si svolgerà. Che cosa è successo? La pace che ho portato ha avuto luogo? Affatto. I fuochi della guerra bruciano ovunque e la distruzione futura sarà maggiore. Il Padre celeste non ha rilasciato i doni di Gesù nel mio Cuore. Si trovano lì non aperti, messi da parte, e non visti come importanti.
Invece, gli esseri umani, dentro e fuori la Chiesa, adottano le loro soluzioni umane, che il più delle volte falliscono. Quando invocano l’aiuto del cielo, non ascoltano la risposta del Padre: “Ho già messo tutto quello di cui avete bisogno nel Cuore Immacolato. Non cambierò il mio piano. Andateci e troverete tutto il necessario”.
Questo è il mio messaggio, anche, ed io parlerò di questi doni, rivelando tutto ciò che il Padre ha fatto.
Commento: Dio è stato molto coerente. Egli ha decretato questa Era Mariana e non ha alcuna intenzione di cambiare idea. Noi siamo quelli che debbono ascoltare.
29 novembre 2014
Maria
I miei regali non sono disponibili in un ordine predefinito. Essi si riversano. Tutto ciò che è necessario è dato immediatamente. Altri sono trattenuti fino a quando la persona è in grado di riceverli. Tutto è secondo il desiderio del Padre.
Tutti devono sapere di questi doni. Essi sono essenziali per il tempo futuro. Ci saranno i regali ordinari per svolgere compiti quotidiani e doni straordinari per affrontare gli eventi. Non perdete altro tempo. È necessario riceverli ora, secondo le mie istruzioni.
In primo luogo, si deve credere. La fede viene dall’ascolto, quindi io debbo parlare. Siete entrati in un nuovo momento della storia umana. La guerra tra Satana e la Donna vestita di sole ha avuto inizio. I primi colpi sono già stati sparati. Egli ha lanciato la sua offensiva, ma pochi ne sono a conoscenza. Altri comprano e vendono come se nulla stesse accadendo ed il mondo potesse solo continuare come ora.
Dobbiamo prepararci per un unico obiettivo. Io sto dotando i miei soldati dei poteri più straordinari per respingere gli attacchi di Satana e per tessere un muro di protezione intorno alle loro famiglie e comunità. Quello che oggi è in atto è del tutto inadeguato. È obsoleto ed inefficace. Inoltre, pochi sono veramente interessati.
Così, il primo dono che io riverso fuori è un risveglio. La gente deve svegliarsi alle nuove realtà. Satana ha scelto questo momento della storia per lanciare la sua offensiva. Il Padre celeste ha predisposto tutto per questo momento ed ha posto ogni dono nel mio Cuore Immacolato. Io vi risveglio a queste realtà così che non vi prenda la disperazione a causa degli eventi ed in modo che cerchiate tutti i giorni i miei doni.
Commento: Ieri era un venerdì di affari, quando milioni hanno fatto un sacco di acquisti e di vendite. Le persone sono spesso lente a rendersi conto che le cose sono cambiate.
30 novembre 2014
Maria
I venti soffieranno e le piogge arriveranno, ma coloro i cui cuori sono ricolmi dei miei doni sopravvivranno ai grandi eventi. Essi potranno godere di una forza e di una perseveranza non comuni. Niente, assolutamente niente, che Satana possa scagliare contro di loro distruggerà la loro volontà di restare fedeli. Quindi, ora comincio ad elencare quei poteri che sto già riversando.
Satana attacca attraverso la lussuria. Egli stravolge il potente desiderio sessuale, destinato a migliorare l’amore coniugale, e lo invia in ogni direzione possibile. La lussuria è un fiume possente che trabocca di frequente le sue rive e distrugge.
O lettore, conosco le tue lotte con la lussuria e ti offro il grande dono della purezza. Accetta il mio dono. Richiedi la continenza necessaria per il tuo stato di vita. In questo modo, il vero amore sarà rilasciato in te. L’oscurità e la vergogna non avranno potere su di te. Le catene della lussuria cadranno a terra, e camminerai facilmente lontano dalla loro portata.
Ti offro una nuova vita, dove si può gioire in una libertà che non avevi mai capito perché la lussuria aveva così limitato i tuoi passi ed accecato i tuoi occhi.
Vieni. Ti condurrò in un mondo di purezza, dove fiorisce l’amore vero e tutti i rapporti sono ritenuti sacri. Quando sarai purificato dalle passioni, potrai godere della pace. I giorni passati lasceranno il posto ad una nuova gloria. Nessuno dovrà insegnarvi la strada di Dio. La vedrete da voi stessi.
Commento: La Madonna non condanna. Ella offre invece una nuova libertà che permette alla persona di rispondere al vero amore, sia umano che divino.
1 dicembre 2014
Maria
Non tutti capiranno ciò che sta accadendo, quando questi eventi avranno inizio. Molti non vedranno alcuna speranza. Altri malediranno e persino bestemmieranno. Sarà solo la persona speciale che sarà in grado di vedere una strada che porta alla pace.
Nascosta profondamente nel mio Cuore è la luce, luce speciale per i giorni di tenebra. Non riserverò questa luce solo per persone speciali. Tutti coloro che ora leggono queste locuzioni sono pronte per la luce. In primo luogo, debbo spiegare come.
Il primo effetto di questa luce è quello di sapere che io sono presente. Questo è il momento della mia visita, la mia venuta a voi così come sono andata da Elisabetta. Io non sono sola. Io porto Gesù dentro di me. Senza il mio dire una sola parola di spiegazione, Elisabetta conosceva il mistero, “Chi sono io, che la madre del mio Signore venga a me?”
In questa grande luce, anche voi saprete che io sia venuta a voi. Io, la Madre di Gesù, sono venuta a voi. Avrete fede totale. Niente potrà scuotere quella fiducia completa. Anche nel bel mezzo degli eventi rimarrete saldi, vivendo un giorno alla volta e non avendo paura del domani (il che è sempre inutile). Darò questa straordinaria, fede incrollabile a tutti coloro che mi accolgono come ha fatto Elisabetta.
Commento: La mancanza di fede del mondo limita i doni della Madonna. Quindi, lei li dà singolarmente, ad ogni persona.
2 dicembre 2014
Maria
Voglio riversare i miei doni come un fiume possente, ma perché sprecare queste acque, se i cuori non sono pronti a ricevere? Prima di ogni altra cosa, devo versare il dono della fede. O lettore, come vorrei suscitare la tua fede, approfondire la tua fede, attivare la tua fede in modo che tu possa ricevere. Cominciamo.
Vedete da voi stessi i problemi che il mondo deve affrontare, problemi irrisolvibili per un mondo che ha poche risorse per rispondere. Questi problemi cresceranno. Essi si moltiplicheranno. Essi si interconnetteranno e si trasformeranno in problemi più gravi che sembreranno totalmente resistenti a qualsiasi soluzione.
La Chiesa è messa in disparte. Mentre il mondo si muove lungo la sua strada, la Chiesa è una voce che grida nel deserto. La sua voce non si sente sul mercato ed essa non ha grande potenza sulla scena mondiale. Questo stato di cose avrà da continuare, a scapito totale del mondo?
Su questo punto io riverso nuova fede. La vera fede è vedere con gli occhi soprannaturali ciò che non può essere visto e di credere con fede soprannaturale ciò che ancora non esiste.
La fede è l’unico modo in cui Dio entra nel mondo. Gesù si è fatto uomo perché credevo quello che non avevo ancora visto (che lo Spirito Santo mi avrebbe reso la madre di Dio). Ho bisogno che il Santo Padre e tutti i vescovi e tutta la Chiesa vedano che io interverrò sulla scena mondiale solo quando crederanno. In caso contrario, debbo restare seduta in disparte mentre il mondo corre verso la sua stessa distruzione. Voglio fare una cosa nuova, ma ho bisogno di persone che credano prima di vedere le mie azioni.
Commento: Dobbiamo credere che la Madonna agirà in modi in cui non ha mai agito prima.
3 dicembre 2014
Maria
Poiché le opere del male, i grandi disegni del maligno, aumenteranno e poiché i leader mondiali non sanno rivolgersi a me per un aiuto, devo proteggere coloro che credono. Più tardi, dopo che la Russia sarà consacrata a me ed il Santo Padre avrà rivolto tutti gli occhi del mondo sul mio ruolo di salvezza, potrò agire in modo universale e visibile. Per ora, posso agire liberamente solo nei cuori di coloro che credono. Perché dovrei aspettare? Perché dovrei lasciare coloro che credono senza alcuna protezione.
Come una madre che riveste i suoi figli per una passeggiata nella neve, così io vestirò i miei figli. Il primo capo di abbigliamento è la luce. Ogni persona capirà. Esse vedranno le vie del male, che sono alla porta e sono ovunque. Nella mia luce esse si allontaneranno dal male. Ancor più, esse rimuoveranno queste cause del male da se stesse e dai loro figli.
Questa luce mostrerà loro anche la strada. Questo percorso non è facile da scoprire. Anni fa, quando la cultura era piena di luce, le strade verso la luce sono state molte e facili da seguire. Ora, sono poche, difficili da trovare, e non facili da percorrere. Questa è la mia promessa. Se chiedete, vi darò la luce interiore necessaria. Diventerete acutamente consapevoli della tenebra in continua espansione. Voi direte: “Devo cercare la strada della luce”. Ricercatela. Troverete altri. Troverete anche nuovi percorsi di luce. Non esitate. Iniziate subito. La luce interiore ed i sentieri che troverete sono i miei doni.
Commento: Le grandi luci della Madonna per tutto il mondo sono in ritardo, ma le sue luci per voi, personalmente, sono già disponibili.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Rosa Mystica: A powerful Prayer during the Hour of Grace

Rosa Mystica: A powerful Prayer during the Hour of Grace

rosa_mistica
I found this powerful prayer in an online site and researched on it.  Let me start this post on the prayer and how to recite this during the Hour of Grace which is on December 8, then below it I shall share its history.  It caught my attention because this Sunday, December 8,  will be the feast of Immaculate Conception and a few years back my parents and I visited the miraculous Rosa Mystica in a small village in Belgium near Liege.
Apologies for the very long post. I wanted to centralise everything I researched on about Rosa Mystica here because they are all scattered all around the world wide web.
The post consists of the Following:
THE BLESSED VIRGIN PROMISED THAT WHATEVER A PERSON ASKED HER FOR DURING THIS HOUR OF GRACE (EVEN IN IMPOSSIBLE CASES) WOULD BE GRANTED TO THEM…
Request of Our Heavenly Mother for the Hour of Grace:
1. To be started from 12 noon until 1 p.m. (one full hour of prayer);
2. During this hour the person making the Hour of Grace either at home or in a church must put away all distractions;
3. Begin the Hour of Grace by praying three times the 51st Psalm with outstretched arms;
4. The rest of the Hour of Grace may be spent in silent communication with God, adoring the Sacred Host, meditating upon the Passion of Jesus, saying the Holy Rosary, praising God in you own way or by using favourite prayers, singing hymns, etc.
Hour of Grace
(Requested by the Blessed Mother)
1. Day and time of “Hour Of Grace”: December 8th Feast of the Immaculate Conception. . .to
be 12 noon 1:00 p.m. (one full hour of prayer).
2. During this hour the person making the “Hour of Grace”, either at home or in Church, must
put away all distractions. (Do not answer the telephone, or answer any doors, or do anything
but totally concentrate on your union with God during this Special Hour of Grace.)
3. Begin the “Hour of Grace” by praying the 51st Psalm three times with outstretched arms.
4. The rest of the “Hour of Grace” may be spent in silent communication with God, meditating
upon the Passion of Jesus, saying the Holy Rosary, praising God in your own way or by
using favorite prayers, singing hymns, meditating upon other Psalms, etc.
Psalm 51 — The Miserere
Prayer of Repentance (A psalm of David when Nathan the prophet came to him
after his sin with Bathsheba.)
1. Have mercy on me, O God, in your goodness; in your abundant compassion blot out
my offense.
2. Wash Me thoroughly from mine iniquity; and cleanse me from my sin.
3. For I acknowledge my transgressions: and my sin is ever before me.
4. Against Thee, Thee only, have I sinned, and done this evil in Thy sight; that Thou mightiest be
justified when Thou speakest, and be clear when Thou judgest.
5. Behold, I was shaped in iniquity; and in sin did my mother conceive me.
6. Behold, Thou desirest truth in the inward parts; and in the hidden part Thou shalt make me to
know wisdom.
7. Purge me with hyssop, and I shall be clean; wash me, and I shall be whiter than snow.
8. Make me to hear joy and gladness; that the bones which Thou hast broken may rejoice.
9. Turn away Thy Face from my sins; and blot out all mine iniquities.
10. Create in me a clean heart, O God; and renew a right spirit within me.
11. Cast me not away from Thy Presence; and take not Thy Holy Spirit from me.
12. Restore unto me the joy of Thy salvation; and uphold me with Thy free Spirit.
13. Then will I teach transgressors Thy ways; and sinners shall be converted unto Thee.
14. Deliver me from blood guilt, O God, thou God of my salvation; and my tongue shall sing
aloud of Thy justice.
15. O Lord, open Thou my lips; and my mouth shall proclaim Thy praise.
16. For Thou desires not sacrifice else would I give it; Thou delights not in burnt offerings.
17. My sacrifice, O God, is a contrite spirit; a heart contrite and humbled, O God, Thou wilt not
despise.
18. Be bountiful, O Lord, to Sion in Thy kindness; by rebuilding the walls of Jerusalem.
19. Then shalt Thou be pleased with sacrifices of righteousness, with burnt offerings and
holocausts; then shall they offer bullocks upon Thine altar.
Pierina Gilli
Pierina Gilli with Rosa Mystica
The story of the apparitions, which has the approval of the local bishop  was accepted by Ven. Pope Pius XII. Officially the Holy See has not pronounced on the supernatural nature of the apparitions, but has permitted the bishop’s approval to stand.
On August 9, 1951 Pope Pius XII granted a private audience to Pierina Gilli, the seer of Montichiari at Castel Gandolfo. She had arrived with a friend and the man who had arranged the audience. At the close of the meeting the Pontiff bent toward the kneeling seer and asked her to pray for him and the Pontiffs, saying: “Please, pray also for Us!”
In the spring of  1947, Pierina Gilli, worked in a hospital located in Montichiari (or Montes Claros), Italy. This village is situated in the fertile Po River plain, a hundred kilometers north of San Damiano, with gorgeous lake Guard six miles farther, against the backdrop of the Italian Alps.
Twenty-two miles northwest lies Brescia. Liagado to Montichiari is the suburb of Fontanelle, which Pierina was born August 3, 1911.
While she was alone in a room he saw a beautiful woman who “wore a violet dress and a white veil around the head suddenly arise. She looked very sad and had tears in his eyes tears that fell on the floor. Three large swords pierced her breast. “
The beautiful lady said only three words, moreover, what the Church since Christ has repeated insistently:
“Prayer – Penance – Reparation”.
By saying these words remained silent. Tears fell from her eyes sparkling in big drops. Shortly after he disappeared.
It was in Montichiari, Italy on July 13th, 1941 that Our Lady said: It is my wish that the 13th of July of each year be celebrated in honour of the Rosa Mystica—I am the Mother of the mystical body of Christ—the Mother of the Church”.
This ought not to surprise us because the Litany of the Blessed Virgin Mary [The Litany of Loreto] has an invocation to the Virgin under the title, “Rosa Mystica”.
In the church of Maria Rosenberg in Germany, there is a miraculous image that is venerated as “Rosa Mystica”. Church documents from 1138 attest to this long standing devotion. Under that image are painted a white, a red, and a golden rose. And around the image on the right and on the left are painted thirteen golden roses. This is unmistakably a future indication of Our Lady’s express desire at Montichiari that the 13th of July be venerated in honor of the Rosa Mystica.
The writngs of Church Fathers also use this title for the Mother of God.
If we look to the origin of the apparitions, we find that Our Lady is most concerned with priests and religious.
History
During the period of November 24 1946 to December 8, 1947, the Blessed Mother appeared to Sister Pierina in a little church in Montichiari, Italy, eleven times.
On the first appearance the Blessed Mother told Sister Pierina She wanted to be known as the Mystical Rose and that an hour of grace should be kept at noon, December 8th, in all the Catholic Churches of the world. The Blessed Mother wanted this to be known through all Italy, and the entire world.
It was November 16, 1947 when Sister Pierina was finishing Her Thanksgiving after Holy Communion when she saw a great light. She then saw a vision of the Blessed Mother as the Mystical Rose.
Sister was so deeply moved by the stunning beauty of Our Lady that she began talking to Her. All of a sudden a gentle force made her kneel down in front of Our Lady. The Blessed Mother spoke these words. “My Son is so greatly offended by the sins of impurity. He is already planning to send the deluge upon the people, for their destruction, but I have asked Him to show mercy, and not send the destruction. So that is why I have appeared, to ask for penance and atonement for the sins of impurity.”
On the 22nd of November, Sister Pierina felt the overwhelming urge to go to church at 4:00. The Mother Superior, four Sisters, and a group of friends accompanied her. They were all saying the Rosary when the Blessed Mother appeared as before.
Again, Our Lady asked for penance. She said, “Penance is nothing more than accepting all our crosses daily willingly. No matter how small, accept them with love.” At this time She told Sister Pierina to come again on December 8th at noon. “This will be my Hour of Grace.” The Sister asked how she was to prepare for this Hour of Grace? To which the Blessed Mother said, “with prayers and penance. Pray the 51st psalm with outstretched arms three times. During the Hour of Grace, many spiritual graces would be granted. The most hard-hearted sinners will be touched by the grace of God.” The Blessed Mother promised that whatever a person asked her for during this Hour of Grace (even in impossible cases) would be granted to them, if it was in accordance with the Will of the Eternal Father.
On the morning of December 8th, people began arriving at the little church at 8:00 in the morning form neighbouring towns. By noon, some 10,000 people had gathered to see the Blessed Mother… In the most gentle and loving voice, Our Lady smiled ad began to speak [to Sister Pierina]: “I am the Immaculate Conception, the Mother of my Beloved Son, Jesus. I want to be known as the Mystical Rose. My wish is that every year on the 8th of December, at noon, an Hour of Grace will be installed. Many spiritual graces and physical blessings will be received by those who pray, undisturbed, during this hour.”
Maria Rosa Mystica Apparitions
Blessed Mother appeared under the title of “Rosa Mystica” (Mystical Rose) at Montichiari in Northern Italy to Pierina Gilli. The purpose of this devotion was to reform of the religious and religious institutions. During the sixth apparition,Our Blessed Mother appeared with the two children of Fatima (Francisco and Jacinta) which shows Her appearance under the title of “Rosa Mystica” and considered  a continuation of Fatima.
altarrosamystica
The altar in the Chapel of the visionaries place