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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

“Mas quem terá escrito coisas tão belas sobre a Mãe de Deus?”

Capa

“Mas quem terá escrito coisas tão belas
sobre a Mãe de Deus?”
Santo Afonso Maria de Ligório [vide quadro] deixou uma centena de obras, entre as quais se destaca Glórias de Maria Santíssima. Escrita em 1750, quando o santo contava 53 anos, é considerada um monumento perene de sua profunda devoção a Nossa Senhora. Este livro propiciou larga divulgação da devoção mariana e alcançou em pouco tempo 11 edições. Hoje, está traduzido em praticamente todas as línguas.
Conta-se que, já bem idoso — Santo Afonso faleceu aos 91 anos —, ele pediu a um irmão redentorista que o entretivesse com algum livro de piedade. O irmão passou então a ler Glórias de Maria Santíssima. Em pouco tempo da leitura, o santo perguntou: “Mas quem terá escrito coisas tão belas sobre a Mãe de Deus?” O religioso olhou a capa e leu o nome do autor: Afonso Maria de Ligório. Em sua humildade, o santo mudou de assunto...
Eis um trecho da oração composta pelo santo autor, rogando proteção da Santíssima Virgem para essa obra:
“Ó minha caríssima Rainha, aceitai este livro e protegei-o como propriedade vossa. Mas ficai ciente de que por este pequeno obséquio exijo uma recompensa: a de amar-vos doravante mais do que no passado, e que cada um daqueles em cujas mãos for parar o livro, fique abrasado de vosso amor. Que nele aumente de repente o desejo de amar-Vos e de Vos ver amada por todo o mundo. Que de todo coração se ocupe em espalhar e promover vossos louvores e a confiança em vossa poderosíssima intercessão. Amém. Assim espero. Assim seja”.
É com os mesmos votos que transcrevemos para os leitores de Catolicismo — neste mês de maio, mariano por excelência — trechos escolhidos da primeira parte de Glórias de Maria Santíssima, intitulada Explicação da Salve Rainha — Das abundantes e numerosas graças dispensadas pela Mãe de Deus aos que a servem devotamente [vide quadro].
Esse livro constitui um precioso tesouro. E oferecendo-o parcialmente aos nossos leitores, estamos colocando em suas mãos as valiosíssimas jóias espirituais nele contidas para se alcançar a salvação eterna.
Sirvam elas, pois, de incitamento a uma crescente devoção mariana, sinal inequívoco de predestinação, como o leitor verá confirmado pelo próprio santo ao dizer que “é impossível que se perca um devoto de Maria, que fielmente a serve e a Ela se encomenda”.
Com pequenas adaptações, o texto a seguir foi extraído da tradução da mencionada obra publicada pela Editora Vozes Ltda. (V edição, Petrópolis, RJ, 1957).
A Direção de Catolicismo

Santo Afonso Maria de Ligório
Nasceu em Marianella (Itália), em 1696. Aos 17 anos, tornou-se doutor em Direito Civil e Canônico, exercendo brilhante carreira de advogado, sendo considerado o melhor partido do reino de Nápoles. Sua juventude foi piedosa, estudiosa e caritativa. Contudo, abandonou todas as glórias do mundo por amor de Deus a fim de se dedicar inteiramente à salvação das almas. Diante do altar de Nossa Senhora fez o voto de se tornar religioso. Ordenado sacerdote em 1726, consagrou-se à pregação. Grande devoto da Santíssima Virgem, doutor por excelência da moral católica, em 1732 fundou a Congregação dos Redentoristas.
Em 1762 foi nomeado bispo de Santa Ágata dos Godos, localidade próxima de Nápoles. Ato contínuo empreendeu visitas à sua diocese, pregações em todas as paróquias e a reforma do clero. Faleceu em 1787, tendo sido elevado à honra dos altares pelo Papa Gregório XVI em 1839. Declarado por Pio IX Doutor excelente e luz da Santa Igreja.

Rainha cheia de doçura e de clemência,
sempre inclinada a favorecer
e fazer bem a nós, pobres pecadores.

“SALVE, RAINHA,
MÃE DE MISERICÓRDIA”
Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja a honra, e quer que seja honrada por todos com o título glorioso de Rainha. Se o Filho é Rei — diz o Pseudo Atanásio — justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha.
Desde o momento que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno — diz São Bernardino de Siena —, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, conclui Arnoldo abade, não foi diversa da de Jesus, como, pois, pode a Mãe ser separada da monarquia do Filho? Por isso deve julgar-se que a glória do reino não só é comum entre Mãe e o Filho, mas também que é a mesma para ambos.
Se Jesus é Rei do Universo, do Universo também é Maria Rainha — escreve Roberto abade. De modo que, na frase de São Bernardino de Siena, quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria.
Por conseguinte, estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do Céu e da Terra, porque tudo está também sujeito ao império de Deus. Eis por que Guerrico abade lhe dirige estas palavras: “Continuai, pois, a dominar com toda a confiança; disponde ao vosso arbítrio dos bens de vosso Filho; pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pertence-vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas”.
Maria é Rainha de Misericórdia
Maria é, pois, Rainha. Mas saibamos todos, para consolação nossa, que é uma Rainha cheia de doçura e de clemência, sempre inclinada a favorecer e fazer bem a nós, pobres pecadores. Quer por isso a Igreja que a saudemos nesta oração com o nome de Rainha de Misericórdia. O próprio nome de rainha — considera Santo Alberto Magno — denota piedade e providência para com os pobres, enquanto o de imperatriz dá ares de severidade e rigor. A magnificência dos reis e das rainhas consiste em aliviar os desgraçados, diz Sêneca. Enquanto os tiranos governam tendo em vista apenas seus interesses pessoais, os reis devem procurar o bem de seus vassalos. Por isso na sagração dos reis se lhes unge a testa com óleo. É o símbolo da misericórdia e benignidade de que devem estar animados para com seus súditos.
Devem, pois, os reis empenhar-se principalmente nas obras de misericórdia, mas sem omitir, quando necessária, a justiça para com os réus. Não assim Maria. Se bem que seja Rainha, não é rainha de justiça, zelosa do castigo aos malfeitores. É Rainha de Misericórdia, inclina só à piedade e ao perdão dos pecadores. Por isso deseja a Igreja que expressamente lhe chamemos Rainha de Misericórdia. [...]
Quanta não deve ser, pois, a nossa confiança nesta Rainha, sabendo nós quanto Ela é poderosa perante Deus e cheia de misericórdia para com os homens![...]
Recorramos, pois, e recorramos sempre à proteção desta dulcíssima Rainha, se queremos seguramente salvar-nos. Espanta e desanima-nos a visão de nossos pecados? — Lembremo-nos então que Maria foi eleita Rainha de Misericórdia, precisamente para, com sua proteção, salvar os maiores e mais abandonados pecadores que a Ela se recomendam. [...]
Maria é nossa Mãe espiritual
O pecado, quando privou a nossa alma da divina graça, privou-a também da vida. Estávamos, pois, miseravelmente mortos, quando veio Jesus, nosso Redentor, com excessiva misericórdia e amor, restituir-nos a vida pela sua morte na cruz. Ele mesmo o declarou: “Eu vim para elas (as ovelhas) terem a vida, e para a terem em maior abundância” (Jo 10, 10). [...]
Se Jesus é Pai de nossas almas, Maria é a Mãe. Pois concedendo-nos Jesus, deu-nos Ela a verdadeira vida. Em seguida proporcionou-nos a vida da divina graça, quando ofereceu no Calvário a vida do Filho pela nossa salvação. Em duas diferentes ocasiões tornou-se, portanto, Maria nossa Mãe espiritual, como ensinam os Santos Padres. [...]
Jesus quis ser o único a morrer pela redenção do gênero humano. “Eu calquei o lagar sozinho” (Is 63, 3). Mas viu como Maria desejava ardentemente tomar parte na salvação dos homens. Decidiu então que Ela, com o sacrifício e a oferta da vida do seu mesmo Jesus, cooperasse para nossa salvação, e deste modo viesse a ser Mãe de nossas almas. [...]
Maria, imitando nisto Nosso Senhor Jesus Cristo, com seus benefícios e favores dá a quem a ama o seu amor duplicado.
Maria é Mãe muito solícita e desvelada
“Eu sou a Mãe do belo amor” — diz Maria (Ecli. 24, 24). O amor de Maria — observa certo autor — embeleza nossas almas aos olhos de Deus e leva essa amorosa Mãe a nos ter por filhos. Onde está a Mãe, pergunta São Boaventura, que ame seus filhos e vele sobre eles como vós, dulcíssima Rainha, nos amais e cuidais de nosso adiantamento espiritual? [...]
Em todas as batalhas com o inferno seremos sempre vencedores seguramente, se recorrermos à Mãe de Deus e nossa, dizendo e repetindo: “Sob a tua proteção nos refugiaremos, ó Santa Mãe de Deus!” [...]
Alegrai-vos, portanto, todos os que sois filhos de Maria. Sabei que Ela aceita por filhos seus quantos o querem ser. Exultai! Como temer por vossa salvação, tendo esta Mãe que vos defende e protege?
Grandeza do amor de Maria para conosco
Maria não pode deixar de amar-nos. Se, pois, Maria é nossa Mãe, consideremos quanto Ela nos ama. O amor dos pais para com os filhos é um amor necessário. E esta é a razão — adverte Santo Tomás — por que, pondo a divina lei preceito aos filhos de amarem os pais, não pôs preceito expresso aos pais de amarem os filhos. Pois o amor aos próprios filhos é amor com tanta força imposto pela própria natureza, que mesmo as feras mais cruéis — como disse Santo Ambrósio — não podem deixar de amá-los.
Contam os naturalistas que até o tigre, ouvindo o bramido dos filhotes capturados pelos caçadores, se lança ao mar e vai nadando até o navio em que os levam. Se, pois, nem os próprios tigres se esquecem de sua prole — diz nossa Mãe terníssima —, como poderei eu esquecer-me de meus filhos? “Pode acaso uma mulher esquecer sua criança de braço, de sorte que não tenha compaixão do filho de suas entranhas? Mas se ela a esquecer, eu todavia não me esquecerei de ti” (Is 49, 15). “E se em algum tempo — continua a Virgem — se desse o caso de uma mãe se esquecer de um filho, não é possível que eu cesse de amar uma alma, de que sou Mãe”. [...]
Reuníssemos nós, enfim, o amor de todas as mães a seus filhos, de todos os esposos às suas esposas, de todos os anjos e santos para com seus devotos, não igualaria todo esse amor ao que Maria tem a uma só alma. É mera sombra o amor de todas as mães aos seus filhos, quando comparado ao de Maria para conosco, diz o Padre Nieremberg. Muito mais nos ama Ela só — diz o mesmo padre —, do que amam uns aos outros os anjos e santos. [...]
É notório que Maria foi solícita para com todo o gênero humano. É, portanto, muito recomendável a prática de alguns devotos de Maria, os quais — como refere Cornélio a Lápide — costumam pedir ao Senhor lhes conceda aquelas graças, que para eles lhe pede a Santíssima Virgem. E com razão, diz o citado a Lápide, pois a nossa Mãe deseja-nos bens maiores do que nós mesmos poderíamos desejar.
O devoto Bernardino de Busti afirma que Maria deseja fazer-nos bem, e conceder-nos favores, ainda mais do que nós desejamos recebê-los. Segundo Santo Alberto Magno, aplicam-se essas palavras do livro da Sabedoria: “Ela se antecipa aos que a desejam e se lhes patenteia primeiro” (Sab. 6, 14). Antecipa-se Maria a quantos a Ela recorrem, para que a encontrem antes que a busquem. “É tal o bem-querer alvoroçado desta Mãe, diz Ricardo, que vem logo ao nosso socorro e descobre as nossas precisões. Tão boa Mãe é, pois, Maria para todos, até para os ingratos e indiferentes que pouco a invocam e amam! Que Mãe será então para aqueles que a amam e com freqüência a invocam?” “Os que a amam encontram-na facilmente” (Sab. 6, 12). [...]
Tem, pois, razão São Boaventura ao exclamar: “Bem-aventurados aqueles que têm a dita de ser fiéis servos e amantes desta Mãe amantíssima!” Sim, porque esta gratíssima Rainha não admite que a vençam em amor os seus devotos servidores. Maria, imitando nisto Nosso Senhor Jesus Cristo, com seus benefícios e favores dá a quem a ama o seu amor duplicado. Exclamarei, pois, com o inflamado Santo Anselmo: “Sempre arda por vós o meu coração, e toda a minha alma se consuma no vosso amor, ó Jesus, meu amado Salvador, ó Maria, minha amada Mãe. Concedei, pois ó Jesus e Maria, a graça de amar-Vos, já que sem a vossa graça não posso fazê-lo. Concedei à minha alma pelos vossos merecimentos, não pelos meus, que eu vos ame quanto vós mereceis. Ó Deus tão amante dos homens, vós pudestes morrer pelos vossos inimigos. E a quem vo-la pede, poderíeis negar a graça de amar a vós e a vossa Mãe?” [...]
Maria também é Mãe dos pecadores arrependidos
"Por mais culpado que seja um homem, se vem a mim com sincero arrependimento, estou sempre pronta a acolhê-lo"

Maria garantiu a Santa Brígida que é Mãe não só dos justos e inocentes, mas também dos pecadores que se querem emendar. Se, desejoso de emenda, recorre um pecador a esta Mãe de Misericórdia, oh, como a encontra pronta para o abraçar e socorrer, ainda mais do que se fosse sua mãe corporal. Era justamente o que o Papa Gregório VII escrevia à princesa Matilde: “Desiste da vontade de pecar e acharás Maria, eu o garanto, mais pronta em amar-te do que tua própria mãe”.
Portanto, quem aspira ser filho desta grande Mãe, é preciso que primeiro deixe o pecado, e depois será sem dúvida aceito por filho. [...]
Mas como ousará chamar-se filho de Maria quem tanto a desgosta com a sua má vida? Certo pecador disse um dia a Maria: “Mostra que és minha Mãe?” E a Virgem lhe respondeu? “Mostra que és meu filho!” Um outro, invocando-a, chamava-lhe Mãe de Misericórdia. Mas Ela lhe disse: “Vós, os pecadores, quando quereis que vos ajude, me chamais de Mãe de Misericórdia; e depois por vossos pecados não cessais de me fazer Mãe de misérias e de dores”. [...]
Efeitos do amor de Maria para com os pecadores
Suponhamos que uma mãe soubesse que dois filhos seus eram inimigos mortais, intentando um tirar a vida do outro. Em tal conjuntura não seria dever de toda boa mãe procurar encarecidamente como pacificá-los? Assim pergunta Conrado de Saxônia. “Ora, Maria é Mãe de Jesus e Mãe dos homens. Aflige-se quando vê um pecador inimizado para com Jesus e tudo faz por reconciliá-lo com seu divino Filho”.
Do pecador só exige a benigníssima Rainha que se recomende a Ela e tenha o propósito de emendar-se. Vendo-o a seus pés a implorar-lhe perdão, não olha para o peso de seus pecados, mas para a intenção com que se apresenta. Se esta é boa, nem que o pobre haja cometido todos os pecados do mundo, abraça-o e como terna Mãe, não desdenha curar-lhe as chagas que traz na alma. Pois é Mãe de Misericórdia, não só de nome, senão de fato, e em verdade tal se mostra pela ternura e pelo amor com que nos socorre. A própria Virgem Santíssima assim o revelou a Santa Brígida. “Por mais culpado que seja um homem, se vem a mim com sincero arrependimento, estou sempre pronta a acolhê-lo. Não considero a enormidade de suas faltas, mas tão somente as disposições do seu coração. Não recuso ungir e curar as suas feridas, porque me chamo e realmente sou Mãe de Misericórdia”.
É Maria a Mãe dos pecadores que se querem converter. Como tal não pode deixar de compadecer-se deles. Parece até que sente como próprios os males de seus pobres filhos. A cananéia, ao pedir que o Senhor lhe livrasse a filha do demônio que a atormentava, disse-lhe: “Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim; minha filha está muito atormentada pelo demônio” (Mt 15, 22). Mas se a filha, e não a mãe, era atormentada pelo demônio, parece que deveria dizer: “Senhor, tem piedade de minha filha!” Mas não; ela disse: “Tem compaixão de mim” e com muita razão. Pois sentem as mães como próprios os sofrimentos dos filhos. Ora, do mesmo modo, disse Ricardo de São Lourenço, pede Maria a Deus quando intercede por qualquer pecador que a Ela recorre. Pede-lhe que dela se compadeça. Meu Senhor — parece dizer-lhe — esta pobre alma, que está em pecado, é minha alma; por isso compadecei-vos não tanto dela, como de mim, que sou sua mãe. [...]
* * *
Salve Rainha
Alguns atribuíram esta maravilhosa oração ao Bispo Ademar de Puy (+ 1098). Mas seu verdadeiro autor é Hermano Contracto (+ 1054), monge beneditino do convento de Reichenau, no lago de Constança. Certamente também é dele a admirável melodia da Salve Rainha. Já os primeiros cruzados cantaram-na em 1099, prova de que era conhecida pelo povo. Nos sécs. XII e XIII o costume de cantá-la logo após as Completas difundiu-se cada vez mais. Faziam-no igualmente os Cistercienses desde 1218 e os Dominicanos desde 1226. Em 1239, o Papa Gregório IX introduziu esse cântico nas igrejas de Roma. Encaminhavam-se os monges, de velas acesas, para um altar lateral e ali o entoavam. No início, o hino dizia: Salve, Rainha de Misericórdia. No século XVI foi-lhe introduzida a palavra Mãe. Desde então se lê no Breviário Romano: Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia. As palavras finais da Salve Rainha — “Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria” —, acrescentadas em 1146, são atribuídas a São Bernardo de Claraval, por ocasião de um êxtase na Catedral de Speyer, na Alemanha.
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva!
A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas!
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre,
ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo!


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